Faça sua própria Stylus para telas capacitivas

Telas capacitivas estão cada vez mais presentes no nosso cotidiano nos celulares e aparelhos com telas sensíveis ao toque. (iPod Touch, iPhone, iPad, Nokia X6, Samsung Omnia HD, HTC Magic, LG Arena, Motorola Milestone, etc.)

Se, por um lado, a tela é bastante sensível (mais do que as telas resistivas, que precisam de alguma pressão para funcionar), ela precisa da resistência da nossa pele para funcionar (uma salsicha também faz o mesmo trabalho de forma decente).

O grande problema é que, às vezes, não queremos ficar apertando a tela com o dedo (seja porque está frio e estamos de luvas, seja porque estamos desenhando). Às vezes precisamos mesmo usar uma “caneta”.

Neste caso, ou se compra uma caneta especial, ou se faz a sua própria stylus com essas esponjas condutoras que vêm junto com chips (muito comuns e baratas – às vezes de graça – em lojas de eletrônicos).

Vejam abaixo como fazer a sua stylus.

Como transformar um iPhone podre num iPhone novo

Imagine que você comprou seu iPod ou iPhone no Mercado Livre ou de um amigo muito descuidado. O que fazer para que ele volte a ter o mesmo brilho de quando era novinho?

Esse post em inglês dá a dica. Vejam o antes e depois!

O método envolve lixas fina secas (500 a 1500) para retirar os arranhões mais fundos,

lixa d’água fina (1500 a 2000) com muito pouca água (não queremos matar o aparelho),

politriz e composto polidor.

O efeito colateral do método é remover a maçã e todos os textos da tampa do aparelho, mas ele fica novinho em folha!

Segundo o autor, esse método funciona em quase qualquer aparelho com carcaça de acrílico. Não garanto que seu aparelho vá ficar como o do post, por diversas razões, mas, provavelmente você vai conseguir chegar bem perto se tiver paciência para polir. Também não garanto que seu aparelho vá sobreviver, visto que o processo envolve alguns riscos (tem água e produtos abrasivos envolvidos!).

Vale lembrar que o iPhone tem uma camada protetora de riscos na parte traseira do aparelho (acredite se quiser). Depois desse processo ele arranhará facilmente. Sugiro colocá-lo numa capa depois do processo.

Boa sorte! (Se você tiver sucesso, mande para cá suas fotos do aparelho renovado)

Criando um computador do zero

Bem, quase do zero, do nada não é possível criar nada, já dizia Aristóteles.

Em 1996, no quarto ano de engenharia da computação na PUC-Rio havia uma disciplina chamada projeto lógico. Ministrada pelo Prof. Marco Aurélio Pacheco, esta disciplina tinha como prova final a construção de um microprocessador utilizando circuitos integrados discretos (TTL).

Construir um microprocessador, usando fios para ligar os componentes TTL é algo extremamente trabalhoso mas com um poder didático impressionante. Você após concluir esta tarefa, se torna íntimo da máquina, começa a chamá-la de você, conhece as entranhas dela e com isso se torna um melhor engenheiro.

Enquanto lembrava deste episódio que se passou há pouco menos de 15 anos, procurei no Google sobre pessoas que disponibilizaram seus resultados na Internet. Encontrei vários projetos interessantes que coloco aqui para caso algum de vocês tenha interesse em se aventurar (eu recomendo!).

Indico dois sites:

http://wiki.bennington.edu/mediawiki/index.php/LM3000

http://www.homebrewcpu.com/

Fabricando placas de circuito impresso

Desde muito pequeno fabriquei placas de circuito impresso para uso próprio (o autor deste blog também é outro viciado em percloreto de Ferro…); seja para fazer um transmissor FM como para produzir um elevador de tensão que fizesse uma descarga de 900v (baixíssima corrente é claro) na minhã irmã pequena da época.

O fato é que a produção de placas em casa era uma atividade de bruxaria e pouco evoluiu nos últimos anos.

Para aqueles que querem fazer seus projetos de eletrônica e não depender de protoboards nem de serviços caros de impressão de placas, é chato morar na periferia do mundo, aqui vai um super tutorial publicado pelo blog GetLoFi. A vantagem deste tutorial sobre os inúmeros outros existentes na Internet é o fato dele compilar muitas informações separando o joio do trigo. Além disso, pelo fato de ser em vídeo, é mais fácil perceber as nuances da arte de fabricar placas.

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Boas placas para todos e cuidado com o líquido corrosivo.