Campanha: Martinez, nada de celular novo em 2009

Esta semana eu estava falando com o Cláudio Martinez do AllGSM pelo MSN e ele me contou que nos últimos 12 meses ele já teve 17 celulares e agora estava vendendo seu N95 e comprando um Motorola K1 para, segundo ele, tentar se livrar do vício de trocar de celular com tanta frequência. (Vamos torcer para que ele consiga)

A lista completa dos últimos celulares dele é a seguinte:

  • 3 HTC Touch
  • 1 HTC P4351
  • 3 Nokia N95
  • 2 Nokia N95 8GB
  • 1 Nokia N73
  • 1 Nokia E61
  • 1 Nokia E62
  • 1 Qtek 9090
  • 1 HTC P3401
  • 1 MotoQ 8
  • 1 SonyEricsson K850i
  • 1 Nokia 5800 XpressMusic

Martinez, vamos lá, repita diariamente as seguintes frases: “Só por hoje eu não vou trocar de celular! Só por hoje!”. Você consegue se livrar desse vício!

Mas ele tem uma vantagem, já que, como é um excelente negociante, não só não perdeu dinheiro com essas trocas todas como ainda ganhou uma graninha nessas negociações.

Eu já me achava estranho de ter trocado de celular três vezes nesse mesmo período de 12 meses. O Nokia E65, o Nokia E51 e o atual Nokia N82, mas ele me barrou feio nesse quesito.

E vocês, têm alguma história semelhante de compulsão por trocar de celular? Quantos celulares já tiveram nos últimos 12 meses?

Eficiência do seu carregador

Hoje li no blog da Elis Monteiro do jornal O Globo, um post sobre o consumo de energia de um carregador de celular.

Não é nada incomum eu me esquecer de tirar o carregador da tomada depois de carregar o celular. O que acontece é que mesmo sem carregar o celular, ele está lá consumindo eletricidade. (Quando comecei a escrever esse texto, meu carregador estava lá quieto na tomada, sem um celular pendurado, que vergonha)

Pensando nisso, um grupo de fabricantes de celular (Nokia, LG, Motorola, Samsung e Sony Ericsson) criou uma escala para classificar seus carregadores, baseada no consumo de energia deles enquanto estão plugados na tomada mas não estão carregando baterias.


Apesar de nunca conseguirmos escolher o carregador (a menos que ele quebre), já que ele vem sempre junto com o celular, é bom saber o quanto ele consome de eletricidade se ficar lá pendurado sozinho.

Se o argumento ecológico não for suficiente, um carregador que tenha um consumo de 0,5W pode contribuir para você tomar um chopp a menos no final do mês ou mais, dependendo do tempo que ele fica plugado sem carregar.

Segue abaixo o link da página da Nokia que tem a tabela de carregadores e o quanto de eletricidade eles consomem ficando parados na tomada.

http://www.nokia.com/chargerenergy

O carregador do meu E51 (AC-5) tem só duas estrelas, da mesma forma que os carregadores do 6555 e E65 (AC-4).

Fica aqui a pergunta: “Quem tira o carregador da tomada enquanto ele não está em uso?”

Porque sempre o último modelo?

Na última semana, a Nokia revelou uma pesquisa que dizia que apenas 3% dos consumidores no mundo reciclam seus celulares.

Complementando essa pesquisa, no evento Forum Nokia Tech Days recebi a informação de que o tempo médio que um aparelho fica em uso atualmente é de 1 ano e meio, sendo que, nas faixas de poder aquisitivo mais alto, esse número baixava para seis meses.

(Esses dois números foram passados para mostrar o tempo que uma aplicação móvel deve durar se sua licença for associada ao IMEI dos aparelhos, para se pensar no custo dessa aplicação para o consumidor)

Com esses dois números na cabeça e mais algumas idéias, resolvi escrever essa “reflexão” sobre o ato de comprar um celular novo.

Porque temos que sempre ir atrás dos últimos modelos quando vamos comprar nossos celulares novos? É realmente necessário ficar horas (ou dias) numa fila para ter o “privilégio” de comprar o último modelo da fábrica X ou Y?

Realmente o que me assusta nem é ver as pessoas dependentes da tecnologia, mas vê-las dependentes do supra-sumo da modernidade, como se isso as tornasse melhores ou piores. É como se o TER pudesse, de alguma forma, substituir ou suprir a falta do SER.

Dou um exemplo disso: Há dois anos atrás, quando lançaram o N93, ele custava aqui no Brasil cerca de R$ 3.000,00. Hoje, ele custa nas lojas cerca de R$ 1.300,00 e no Mercado Livre ele é vendido por, no máximo, R$ 800,00. Quando se muda de Mercado Livre para o site do e-Bay da Inglaterra, o aparelho pode ser comprado por £150,00 (aproximadamente R$ 500,00).

Vejam: O aparelho continua sendo um excelente dispositivo multimídia, com S60 V3, WCDMA 2100, WiFi, Zoom Óptico, Filmagens com qualidade superior às do N95 e chip acelerador 3D para jogos e programas.

Será que precisamos mesmo sair correndo e fazer fila para comprar um aparelho que foi lançado hoje e que daqui a alguns meses estará custando 30% menos. Ainda será que não podemos esperar um ano ou dois e comprá-lo quando ele estará custando 30% do valor de lançamento?

Outra pergunta que me vem à cabeça é a seguinte: Nossos aparelhos não poderiam durar mais? É realmente necessário mudar de celular só porque um mais novo foi lançado? Porque é que esse aparelho que eu estou usando hoje não poderia ser usado por mais seis meses ou um ano se ele não está com defeito?

Eu gosto muito de lançamentos e de novidades, mas já me peguei algumas vezes vendo preço de aparelhos último tipo. É justamente nessas horas que eu tenho que parar e perguntar aos meus botões: “Opa, você já tem um E65 que te atende em tudo, para que você quer esse EXX ou NXX? Seu celular está com defeito? Foi roubado? Caiu no vaso sanitário? O cachorro comeu?”

O mesmo vale para carros, roupas, notebooks, eletrodomésticos, etc. Penso que o ato de consumir deve sempre ser um responsável e racional.

Por último, temos que pensar em reciclar mesmo. Se estamos com um celular (ou qualquer outro equipamento) que ainda funciona, mas que não serve mais para nós o melhor é vendê-lo para alguém que ainda possa dar um uso para ele. Dessa forma não desperdiçamos o aparelho em bom estado e ainda ganhamos alguns trocados.

Vamos aproveitar que hoje é domingo, dia em que os shoppings centers fecham mais cedo, para pensar se estamos sabendo mesmo ser consumidores responsáveis e racionais.

E porque não aproveitar esse dinheiro que sobra (ou sobrará) por causa do consumo responsável para estudar um idioma novo, ganhar cultura, ajudar uma instituição de caridade, viajar para visitar aquela tia velhinha, etc.

Um bom domingo a todos! 🙂