A briga agora é pelo software

Antes de mais nada, por mais que a princípio pareça, este não é um post off-topic. 🙂

Nos idos de 1998, me lembro perfeitamente de uma reunião que tive com vendedor da empresa canadense Nortel, que estava tentando vender uma central de grande porte para um empreendimento imobiliário que havia contratado nossa consultoria para a área de telecomunicações.

As centrais da Nortel sempre foram muito mais caras que as demais, e na época era a mais cara mesmo. Para tentar justificar o valor elevado da central telefônica que estava vendendo, ele mostrava uma lista quase interminável de funções que ela era capaz de executar.

Ao ser questionado sobre algum item de hardware, ele soltou a seguinte frase: “Hoje em dia, em PABX desse porte, o hardware é equivalente em todas as centrais. Quase todas são iguais em características de hardware. O que faz diferença mesmo, é o software que colocam lá dentro. Daqui a alguns anos, se bobear, o hardware vai ser idêntico, mas o software não.”

Na época duvidei que isso pudesse ser verdade, mas pouco mais para frente, em 1999, quando tive contato com um PABX de grande porte da NEC, vimos que o hardware não só era equivalente, como tinha componentes de outras marcas, como SIEMENS e Ericsson em suas placas. A diferença mesmo se notava no software que coordenava aquele elefante.

Ultimamente tenho me lembrado muito daquela frase desse vendedor da Nortel. A diferença agora, é que o item em questão é o celular.

Há uns 3 ou 4 anos atrás, o diferencial de um celular para o outro era basicamente o hardware. Em outras palavras, a diferença era se ele tinha ou não câmera, se a câmera era VGA ou de 1MPx, se tinha câmera frontal, se era Dualband ou triband ou quadriband, se tinha WiFi, se tinha rádio 3G, se tinha bluetooth, se tinha GPS etc. Um celular com todos esses itens de hardware, já tinha um diferencial na hora da venda.

Atualmente, o hardware dos celulares ainda não é 100% igual em todos os aparelhos, mas há alguns itens que viraram padrão, como câmera, bluetooth, 3G, etc. Os itens que ainda não existem em todos os celulares, vão acabar aparecendo, e o hardware vai acabar sendo homogeneizado, guardadas as diferenças de nichos de mercado que sempre deverão existir.

Se o hardware vai ficar homogêneo em celulares da mesma classe, é justamente nessa hora que o software de cada aparelho faz diferença, e aqui não estou falando só de sistema operacional (Symbian, Meego, Android, iOS, BADA, Windows Mobile e WebOS), estou falando principalmente dos softwares de terceiros, que fazem toda diferença.

Vejamos o caso do Nokia N8, comparado com o Motorla Milestone. Em termos de hardware, o N8 parece dar um banho no Motorola, mas na hora em que comparamos a quantidade de programas para um e para outro, podemos nos surpreender com um empate técnico ou com uma vitória para o Milestone.

A câmera do N8 é imbatível (dizem), mas será que teremos tanto software disponível para Symbian^3 quanto temos para Android?

O desenvolvedor do Symbian está cada vez mais desestimulado a criar programas novos por causa da política austera de aprovação de programas na Ovi Store (parece que isso tem mudado, mas eu duvido) e os problemas de distribuição de programas. Já no caso do Android, mesmo com os problemas de pirataria, a Android Market consegue ter quase 3,5 vezes mais programas que a Ovi Store e tem um crescimento mensal (em número de aplicativos) 4 vezes maior que o da Ovi Store.

Se trouxermos para a comparação a loja de aplicativos da Apple, a diferença é muitíssimo maior. A AppStore tem quase 25 vezes mais aplicativos que a Ovi Store e cresce quase 20 vezes mais rápido que a loja da Nokia. Em compensação, há quem diga que o hardware do iPhone 4 pode ser considerado pior do que o do N8 (eu discordo, mas isso não vem ao caso).

Por outro lado o grau de dificuldade de se desenvolver programas para iPhone, não é nada desprezível, apesar de não ser nenhum bicho de sete cabeças. Neste quesito, o Android sai na frente com o Java e a Nokia, com o seu Qt, já está chegando perto.

O ponto aonde eu quero chegar é esse: Cada vez mais o hardware dos aparelhos, pelo menos os topo de linha, vai convergindo para uma configuração única. Por causa disso, a quantidade de programas desenvolvidos para cada uma dessas plataformas faz toda diferença para o usuário.

A meu ver, já não interessa tanto ter um celular com processador dual core de 3GHz, câmera de 25Mpx, Bússola, GPS, Canivete, lenço de papel, café expresso e não se ter programas de terceiros disponíveis ou ter poucos programas disponíveis.

O grande desafio para os fabricantes de celulares, e o mesmo serve para os tablets, é cativar os desenvolvedores, para que eles possam desenvolver e distribuir seus programas de forma melhor e mais barata. O usuário será cativado por tabela, pela quantidade de programas disponíveis e pelo baixo preço dos aplicativos. É no volume que se fará dinheiro e se cativará o usuário.

A Apple aposta numa loja de aplicativos com milhões de usuários e desenvolvedores, mesmo com uma plataforma de desenvolvimento mais complicada. A Nokia aposta numa plataforma de desenvolvimento única para Meego e Symbian, mesmo tendo uma loja de aplicativos bagunçada e burocrática. Os outros vão fazendo uma mistura dessas duas soluções.

Quem vai vencer essa briga? Não sei. Só sei que agora a briga é pelo melhor software.

AMD lança Opteron série 4000 – 6 núcleos e baixo consumo

A AMD mostrando que não morreu lançou sua CPU da linha profissional (Opteron) com seis núcleos de processamento e consumo na faixa de 40W.

O objetivo deste processador não é o mercado de notebooks mas sim o de appliances de rede (firewalls, roteadores, e até mesmo nosso poderosos Netfilter Rede)

Usando um disco SSD você pode imaginar que a performance deste brinquedo numa maquina com Squid pode bater fácilmente vários Cisco e Juniper da vida …

RTOS – você ainda vai ter um!

Somos quatro os que escrevemos no Zeletron, sendo que o @marcelobarros, o @jbvsmo e eu temos nossos blogs pessoais onde colocamos coisas mais específicas sobre nossos interesses pessoais. Este post é para mostrar uma série de 7 posts escrito pelo Marcelo Barros com um mini curso de como produzir um RTOS (você pensou no Mel, é por aí). RTOS para os não iniciados significa Real Time Operating System e abaixo segue um resumo do que o Marcelo postou nas últimas semanas.

“Como sempre destaquei, a ideia é mais de aprendizagem do que a pretensão de se ter uma RTOS de primeira linha, nicho que já possui muitas opções abertas interessantes como o FreeRTOS e Nuttx. São sete posts entitulados “Sistema operacional de tempo real: faça você mesmo”.

http://is.gd/ecYOX
http://is.gd/ecYSA
http://is.gd/ecYV7
http://is.gd/ecYWT
http://is.gd/ecYYI
http://is.gd/ecZ1N
http://is.gd/ebOzo

Código fonte do Basic RTOS em: http://code.google.com/p/basicrtos/
Licença: BSD
Autor: Marcelo Barros de Almeida
Site original: http://jedizone.wordpress.com

Review do HTC Touch 2

Conforme prometido, segue abaixo o review do HTC Touch 2 que eu recebi para testes.

Como sempre, começo com os pontos negativos, para terminar com os positivos.

Nos pontos negativos, vêm, quase empatados, a bateria e a câmera do celular. A primeira não durou mais de um dia comigo, o que é facilmente compensado pelo fato de se carregar o celular via USB. Com isso, quando estava do lado do computador, o deixava carregando. Já a câmera, ela não tem flash. Isso dificulta, ou até impossibilita fazer fotografias sem luz natural ou em lugares com pouca luz. Em lugares com luz natural, as fotos saem decentes. Acredito que a falta de flash seja em parte causada pela bateria mais fraca do HTC Touch 2, já que existe bastante espaço na parte traseira para um LED.

Agora vamos aos pontos fortes do aparelho.

Apesar de ter a mesma tela resistiva de 320×240 que o HTC Touch, O Touch 2 é muitíssimo mais completo que seu irmão mais velho. Ele vem equipado com A-GPS, 3G HSDPA Dual Band, 256MB de RAM, 512MB de ROM, CPU Qualcomm de 528MHz, Rádio FM com RDS e, pasmem, fone de ouvido com plug normal (3.5mm), coisa que não tinha encontrado em outro HTC antes.

Além disso tudo, o Touch 2 é animado pelo Windows Mobile 6.5, que é muito melhor que o Windows Mobile 6.1 do HTC Touch Pro que eu testei antes. O Windows Mobile 6.5 já vem com o Market Place, a loja de aplicativos da Microsoft. Lá, com seu login do Hotmail, ou MSN, você pode ter acesso aos programas que estão disponíveis para instalar no seu aparelho.

Muito parecida com a AppStore, a Market Place tem muito menos programas gratuitos e os programas pagos, em média, são bem mais caros que os que estamos acostumados a encontrar na AppStore. Mesmo assim, existem boas opções de programas gratuitos e outros baratos.

Além de ter a Market Place, o Windows Mobile 6.5 é muito mais esperto e ágil que o 6.1. Com o Touch Flo da HTC, então, ele fica ainda mais esperto. Já é possível usar o aparelho sem a canetinha boa parte do tempo. Tarefas básicas como discar e abrir e usar alguns programas não exigem mais a bendita canetinha. Isso ajuda muito.

Outros pontos positivos do aparelho são o seu tamanho e o acabamento extremamente bem cuidado, fazendo desse celular um belo aparelho e muito confortável de se carregar no bolso da camisa ou da calça.

Ainda nos pontos positivos, a clareza das chamadas me chamou a atenção. O sinal do celular não fica oscilando e o som das chamadas é claríssimo. Muito, mas muito mais nítido do que o meu E71, que eu já achava imbatível. Esse ponto me impressionou mesmo.

Esses, realmente são os pontos fortes desse aparelho, na minha opinião. Uma chamada cristalina e um acabamento primoroso.

Quanto ao preço, um usado pode sair por 500 pratas e, um novo, na operadora, com um plano pós pago, pode sair de R$949,00 até de graça, dependendo do plano (vi na loja virtual da TIM).

Deixo abaixo umas fotos do aparelho que recebi para testes e que amanhã estará a caminho da HTC novamente.

Ainda sobre o keynote de Steve Jobs. RIM e Nokia retrucam

Disclaimer: Este assunto não é uma unanimidade dentro do Zeletron. Somos quatro que escrevemos aqui e esta opinião é minha. Creio que mais um dos quatro é parcialmente favorável a ela e outros dois são contrários.

No keynote de ontem, Steve Jobs, enfrentou o problema de frente no bom estilo Balmer e Bill Gates. Durante a sua apresentação que vale a pena assistir pelo menos para conhecer o estilo de marketing do cara ele mostrou o problema da degradação de sinal quando se encosta na antena acontecendo num Blackberry 9700, num HTC Android e num celular Windows Mobile 6.5 que não recordo agora. Muito de passagem falou que é um problema comum de todos os outro fabricantes de smartphones como Nokia e Motorola e etc.

Hoje vi que a RIM que foi usada na demonstração soltou uma nota em que diz que não há problema nos Blackberries, que eles fazem design de antenas há anos e que o problema é da Apple e que eles não tem nada a ver com isso:

“Apple’s attempt to draw RIM into Apple’s self-made debacle is unacceptable. Apple’s claims about RIM products appear to be deliberate attempts to distort the public’s understanding of an antenna design issue and to deflect attention from Apple’s difficult situation. RIM is a global leader in antenna design and has been successfully designing industry-leading wireless data products with efficient and effective radio performance for over 20 years. During that time, RIM has avoided designs like the one Apple used in the iPhone 4 and instead has used innovative designs which reduce the risk for dropped calls, especially in areas of lower coverage. One thing is for certain, RIM’s customers don’t need to use a case for their BlackBerry smartphone to maintain proper connectivity. Apple clearly made certain design decisions and it should take responsibility for these decisions rather than trying to draw RIM and others into a situation that relates specifically to Apple.”

– Mike Lazaridis and Jim Balsillie

A Nokia também soltou um comunicado longo. E isto me chamou a atenção, porque ela foi brevemente citada, en passant, nem se dignaram mostrar algum dos aparelhos dela e parece pela nota que foi massacrada…

As we’ve all seen, Apple had mentioned Nokia in their press conference today regarding the iPhone4. I wanted to take a moment and send you a statement regarding Nokia’s own antenna design and function.
Antenna design is a complex subject and has been a core competence at Nokia for decades, across hundreds of phone models. Nokia was the pioneer in internal antennas; the Nokia 8810, launched in 1998, was the first commercial phone with this feature.
Nokia has invested thousands of man hours in studying human behavior, including how people hold their phones for calls, music playing, web browsing and so on. As you would expect from a company focused on connecting people, we prioritize antenna performance over physical design if they are ever in conflict.
In general, antenna performance of a mobile device/phone may be affected with a tight grip, depending on how the device is held. That’s why Nokia designs our phones to ensure acceptable performance in all real life cases, for example when the phone is held in either hand. Nokia has invested thousands of man hours in studying how people hold their phones and allows for this in designs, for example by having antennas both at the top and bottom of the phone and by careful selection of materials and their use in the mechanical design

Agora, vamos aos fatos. Obviamente que não acreditei no Steve Jobs de cara. Fiz o teste. Com um Blackberry 8520 o sinal caiu considerávelmente se você segura com a mão esquerda apertando. Inclusive caiu uma ligação coisa que não costuma acontecer nos BB. Já no Nokia também o problema existe. No 6120c chega a ser piada. Apertou muito cai a ligação. Alem de quase fritar sua orelha em ligações em 3G. Já no E71 o problema é menos perceptível embora exista.

O fato é que o Steve Jobs deu a cara para bater. Foi corajoso. No caso da RIM eu acho que a nota teve um tom moderado diante da exposição que ela teve na apresentação. A da Nokia na minha opinião foi patética (note que patético não é o que você pensa) considerando os recentes micos que ela produziu: N97 …

Mas o debate está aberto e é interessante para a indústria como um todo.

Arduino já ouviu falar?


Arduino é uma plataforma de desenvolvimento de projetos eletrônicos baseado no microcontrolador AVR que se tornou praticamente um padrão para os hobbistas e tem começado a mostrar sua força no mundo comercial.

A grande vantagem do Arduino é colocar a eletrônica ao alcance de pessoas que não sabem o que é um registrador, timer, watchdog e coisas do gênero.

Com um kit Arduino você, mesmo advogado, arquiteto, artista, músico pode montar um circuito que pisque leds, toque sons, responda a toques de botões, etc. Tudo isto com uma linguagem altamente civilizada que parece C.

Um kit Arduino pode ser uma boa pedida para quem sempre teve interesse em brincar com eletrônica, pelo fato de ser OpenSource, você pode comprar baratinho (menos de 100 reais) e de diversos fabricantes.

Aqui vão algumas dicas de projetos para começar:

Piscar um led:

int ledPin =  13;    // LED connected to digital pin 13
 
// The setup() method runs once, when the sketch starts
 
void setup()   {                
  // initialize the digital pin as an output:
  pinMode(ledPin, OUTPUT);     
}
 
// the loop() method runs over and over again,
// as long as the Arduino has power
 
void loop()                     
{
  digitalWrite(ledPin, HIGH);   // set the LED on
  delay(1000);                  // wait for a second
  digitalWrite(ledPin, LOW);    // set the LED off
  delay(1000);                  // wait for a second
}

Neste link você encontra uma série de idéias legais:
http://www.arduino.cc/playground/Main/GeneralCodeLibrary

Só não faça como um colaborador deste blog que está há 8 meses com seu Arduino na gaveta…

Carregador de Wiimote por indução Xing Ling que funciona

É muito chato pegar o controle do Wii e descobrir que ele está com as pilhas descarregadas. Tirar o wiimote da capa de borracha para tirar as pilhas também é meio complicado porque a capa adere bem ao controle.

A solução para esses dois problemas eu encontrei num carregador por indução. Com ele basta você colocar os wiimotes em cima da base para ele carregar as baterias do controle.

Nem precisa tirar a capa de borracha ou conectar algum fio. Basta colocar em cima.

A graça desse carregador, além da praticidade, foi o preço. Comprei no DealExtreme por US$ 25.17 com frete grátis de Hong Kong para cá (como tudo no DealExtreme).

Ele ainda vem com duas baterias de Li-Ion, uma para cada controle, com duas tampas novas para os Wiimotes.

A tampa da direita é a original e a da esquerda é a que vem com as baterias.

Apesar do aparelho ser Xing Ling (sem marca conhecida) e o manual ter vindo totalmente em Chinês, o material é muito bom e ele funciona bem. Ele tem um plástico polido bem acabado tanto nas tampas dos Wiimotes como na base. Os LEDs ficam vermelhos enquanto ele está carregando e ficam azuis quando termina a carga, quando, imagino, ele interrompa o campo magnético que carrega as baterias. Para garantir, sempre que reparo que os LEDs ficaram azuis, retiro os Wiimotes da base, o que faz o carregador desligar.

Mesmo sendo uma forma pouco eficiente de se carregar uma bateria (no caso duas), segundo dizem os entendidos em eletromagnetismo, isso evita que se arrebente a capa de borracha ou a tampa de plástico traseira do Wiimote ao se remover as pilhas para recarregar (o que acontece com mais frequência se você usa muito o Wii). Além, é claro, de ser muitíssimo mais prático e fácil de manter seu controle sempre pronto para uso.

Faça sua própria Stylus para telas capacitivas

Telas capacitivas estão cada vez mais presentes no nosso cotidiano nos celulares e aparelhos com telas sensíveis ao toque. (iPod Touch, iPhone, iPad, Nokia X6, Samsung Omnia HD, HTC Magic, LG Arena, Motorola Milestone, etc.)

Se, por um lado, a tela é bastante sensível (mais do que as telas resistivas, que precisam de alguma pressão para funcionar), ela precisa da resistência da nossa pele para funcionar (uma salsicha também faz o mesmo trabalho de forma decente).

O grande problema é que, às vezes, não queremos ficar apertando a tela com o dedo (seja porque está frio e estamos de luvas, seja porque estamos desenhando). Às vezes precisamos mesmo usar uma “caneta”.

Neste caso, ou se compra uma caneta especial, ou se faz a sua própria stylus com essas esponjas condutoras que vêm junto com chips (muito comuns e baratas – às vezes de graça – em lojas de eletrônicos).

Vejam abaixo como fazer a sua stylus.

Virginia e seu primeiro computador aos 100 anos

É impressionante esse vídeo que vi no IntoMobile.

Independente de você gostar ou não do iPad da Apple, vai gostar de ver com que encanto essa senhora de 100 anos começou a descobrir a tecnologia com um iPad que ganhou no seu centenário.

Segundo o vídeo, ela já leu dois e-books e compôs 12 poesias (quintilhas) como essa abaixo:

“To this technical-ninny it’s clear
In my compromised 100th year
That to read and to write
Are again within sight
Of this Apple iPad Pioneer”

(Repare nela usando o teclado e perguntando onde está a vírgula, e achando sozinha logo em seguida)

Lojas Americanas vendendo TV HD como Full HD

Meu sogro, que tem 71 anos, estava querendo comprar uma TV LCD Full HD de 32″ há algum tempo. Na última quarta-feira, ele pegou um encarte das Lojas Americanas e viu o seguinte anúncio:

Repare no anúncio e na tarja vermelha da lateral
Agora com mais detalhe. Vejam a resolução das duas TVs!

A maldade desse anúncio é a seguinte: Não só colocaram uma TV que não é Full HD junto com outra que é Full HD num bloco com a tarja vermelha escrito “Full HD”, como erraram a resolução da TV que é realmente Full HD (a de 42″), induzindo as pessoas a pensarem que ambas eram Full HD por terem a mesma resolução.

O resultado foi o seguinte, ele foi na loja e comprou a tal TV anunciada no encarte de 32″, pensando estar levando para casa uma TV Full HD. O que ele não sabia, assim como muitas outras pessoas não sabem, é que para ser Full HD, a TV precisa ter 1080 linhas e não 780, que é o padrão HD. Ele só descobriu que tinha levado gato por lebre quando contou para a minha esposa e ela foi lá ver a TV e o encarte.

Resumo da ópera, meu sogro está agora (antes de tudo muito pau da vida) com uma TV HD, mas com uns 100 reais além desse preço, ele conseguiria comprar uma Phillips Full HD de 32″.

É ou não é uma enorme maldade das Lojas Americanas editar um encarte desses? Quantas outras pessoas não compraram essa TV achando que estavam comprando uma Full HD?

Vergonha!

Placa nVidia superaquece no meu Dell vostro 1310 (Parte II – Solução)

Depois que eu escrevi esse post sobre o superaquecimento da placa de vídeo nVidia GeForce 8400M GS do meu Dell vostro 1310, comecei a procurar por uma solução para o problema.

Alguns amigos me passaram no twitter os seguintes posts sobre uma solução que envolvia um calço de cobre no lugar da borrachinha que ficava entre o chip da nVidia e o dissipador do notebook.

http://forum.clubedohardware.com.br/placa-video-geforce/598984
http://forum.notebookreview.com/showthread.php?t=268081

Trocando em miúdos, o que acontece é que a GeForce 8400M GS (parece que a série 8000 toda tem o mesmo problema) tem um problema de superaquecimento. Somado a esse problema, essa borrachinha que serviria de contato térmico entre o chip e o dissipador, não faz bem o serviço e, ainda por cima, em alguns casos, o dissipador nem encosta direito na borracha.

Para que o chip troque calor corretamente com o dissipador, é necessário instalar um calço de cobre de 14mmx14mmx1.5mm. Esse calço tem que ser de um bom cobre para que a transferência de calor seja eficiente.

Depois de procurar um pouco descobri um fornecedor na Inglaterra que já tinha feito vários calços iguais a esse e que entregava aqui no Brasil. Mandei um e-mail para eles pedindo o preço e, no dia seguinte, me responderam dizendo que o calço com essas dimensões já com o frete para o Brasil, custava £6.50 (Uns R$ 18,00) e eles aceitam PayPal. Uns 20 dias depois (ontem) chegou aqui em casa um envelope com o calço. Recomendo esse fornecedor. Para falar com eles, usem os seguintes e-mails (heatsinks@designs05.co.uk e metaloffcuts@yahoo.co.uk) o segundo é o e-mail para o pagamento via Paypal.

De posse do calço comecei a operação que foi devidamente fotografada.

Primeiro desconecte e fonte e retire a bateria do notebook.

A minha bateria é maior do que a normal. Ela fica para fora do notebook.
Retire o parafuso que segura a tampa com uma chave phillips #00
O dissipador, o cooler e os dois bancos de memória expostos
O cooler é preso por dois parafusos phillips #00 retire o primeiro...
...e o segundo. Cuidado ao tirar o cooler porque ele ainda tem um pino plástico na lateral.
Retire com cuidado o conector do cooler.
Retire agora o dissipador, afrouxando os quatro parafusos que o prendem à CPU.
Agora limpe os três chips com um papel higiênico ou um cotonette seco. Se não conseguir limpar assim, use um pouco de álcool isopropílico. (Não use álcool etílico)
Faça o mesmo com o dissipador. Tirando a pasta térmica velha.
Eis o resultado. No meu caso bastou um papel higiênico seco para limpar.
Esse é o chip que vai receber o calço de cobre.
Esse é o calço. Ele vem com um plástico azul nos dois lados. Não se esqueça de retirá-los antes de instalar.
Coloque um pouco de pasta térmica em cima dos chips. Repare nas quantidades pequenas. NÃO EXAGERE NA PASTA TÉRMICA. O efeito pode ser o oposto. Dê preferência a pastas à base de prata (cinza).

Depois disso, coloque o calço em cima do chip da nVidia e monte o notebook seguindo os passos contrários acima. Repare se o calço não ficou muito alto e se o dissipador está encostando no terceiro chip.

Ah, e não se esqueça de ligar o cooler novamente. 😉

Depois de instalado o calço, a temperatura média baixou, mas não baixou tanto quanto eu esperava. A grande diferença é que ela não passou dos 80°C mesmo com o Google Earth e os jogos que eu mencionei no post anterior, que faziam a nVidia chegar a mais do que 93°C em alguns segundos. Outra vantagem é que quando fecho o jogo ou o Google Earth, a temperatura desce muito rápido e em um ou dois minutos volta ao valor normal.

Agora fico um pouco mais tranqüilo com a temperatura do meu notebook, mas vou ficar de olho para ver se não há nenhum efeito colateral nessa solução.

Termino o post com uma imagem comparativa (O antes e depois do conserto):

Antes do conserto - Quando chegou a 93°C eu tirei esse screenshot e fechei o programa.
Depois do conserto: Agora não passa de 80°C

iPad de barriga aberta

O pessoal do iFixit, não satisfeito em abrir a barriga de um protótipo do iPad, resolveu desmontar o modelo que começou a ser vendido nas lojas, e encontrou diferenças desse para o protótipo.

Pobre iPad, ele funcionava antes!
Mas ficou assim depois!

Veja todo o processo, do início ao fim, nesse post abaixo:

http://www.ifixit.com/Teardown/iPad-Teardown/2183/1

Ressalto algumas coisas que me chamaram a atenção:

  1. O tamanho da placa do sistema (bem pequena)
  2. O tamanho minúsculo dos parafusos (Torx T4)
  3. O espaço que sobra dentro da carcaça

Review do HTC Magic – Parte 2

E chegamos à parte final do review do HTC Magic. Caso você tenha perdido a primeira parte, clique aqui.

A primeira parte do review foi basicamente sobre o hardware do aparelho e essa segunda parte se propõe a cobrir uma boa parte da parte de software do HTC Magic. Como ele é um aparelho com sistema Android, acredito que encontremos as mesmas coisas em outros aparelhos com a mesma versão do sistema móvel do Google, no caso desse aparelho, a 1.5.

Antes de falar sobre o sistema, prometi falar sobre a duração da bateria no último post. Pois então:

Tenho usado o aparelho de forma bem pesada nesses dias em que estou com ele para testar. Mesmo assim não fiquei sem bateria nenhum dia sequer. Ela durou pelo menos um dia inteiro. Alguns dias de menos uso cheguei no final da jornada com bateria suficiente para uma noite inteira sem uso e mais uma manhã de uso. O meu uso normal foi de internet 3G ou WiFi conectada o dia inteiro (checando e-mails e twitter), um pouco de uso de GPS e chamadas telefônicas. Meu veredito: Bateria aprovadíssima!

Voltemos agora ao sistema do aparelho.

Como eu falei no post anterior, digitar textos nesse aparelho pode ser complicado, ainda mais se você tem dedos de ogro como eu. Nunca consigo apertar as teclas certas. Pensando nos Shreks como eu, o sistema tem um dicionário interno, capaz de identificar digitações erradas e sugerir palavras. Minha estatística é que, se eu não olhar para o que está saindo e digitar, acerto 90% das palavras com a correção do sistema. Além disso, quando não acerto e ele não sugere a palavra certa, a alternativa correta é uma das 3 ou 4 que ele oferece.

Resumindo, digitar no HTC Magic não é das tarefas mais agradáveis. Mesmo assim é possível acertar bastante, devido ao sistema de correção e sugestão de palavras que ele tem. Ainda prefiro um teclado físico. Talvez um teclado como o do HTC Dream fosse a solução para esse problema. A trackball do aparelho ajuda na hora de escolher uma palavra alternativa sugerida e na hora de editar textos.

No quesito multimídia, o único pecado do Magic é o seu fone de ouvido com conector proprietário. Fora isso, o alto-falante do viva-voz pode ser usado para ouvir músicas e assistir vídeos sem problema nenhum, com uma qualidade de som muito boa, melhor inclusive do que a qualidade do som dos alto-falantes do N97.

O player de música é bom, muito parecido com o do iPhone/iPod. Mostra as capinhas de disco e você pode navegar entre os discos da mesma forma que nos aparelhos da Apple.

Na parte de vídeos ele vem com um player nativo do Youtube. Muito interessante.

A grande qualidade do aparelho (imagino que seja comum dos aparelhos Android) é a integração tão útil quanto óbvia com os serviços do Google e com algumas redes sociais (Twitter e Facebook).

Logo que você liga o aparelho pela primeira vez, já tem oportunidade de se conectar ao GMail para checar e-mails, sincronizar a agenda e os contatos. Como eu sincronizava com frequência o meu E71 (e os outros Nokias precedentes a ele) com o GMail, não precisei me preocupar com os contatos de telefone. Vieram todos “automagicamente” do GMail, inclusive com e-mails e fotos.

Ainda nesse quesito, o Google Maps e o Latitude funcionam perfeitamente com o GPS munido de bússola eletrônica. Nesse ponto o HTC Magic (com um bom plano de dados) é perfeito.

Para fechar a integração com o Google, ele vem com o Google Talk instalado. O aplicativo só permite chats, mas já é mais do que suficiente. Caso você queira usar VoIP e outros Instant Messengers, use o Nimbuzz, disponível no Android Market.

Detalhe curioso: Parcialmente ensolarado às 20:03? 😀

Por falar em falar, o aplicativo de telefone é completamente integrado com os contatos do GMail. Se você tem uma lista de contatos organizada, vai ser muito simples usar o telefone. Você começa a discar e ele vai mostrando todos os contatos que têm aqueles números.

Outra função natural de um celular é receber e enviar mensagens SMS. Nesse ponto ele é bem parecido também com o iPhone. Nativamente ele guarda as mensagens na forma de conversa, como se fosse um chat.

O browser para navegar na Web é bem rápido e funciona muito bem, a menos do fato de não abrir itens em Flash nas páginas. Quando existe algum vídeo do Youtube ele abre a aplicação nativa do Youtube para mostrar o vídeo. Fora isso, você pode navegar normalmente nas páginas e aproveitar o telão para ver as páginas de forma mais confortável.

Na parte da loja de aplicativos, o Android está muito bem servido. São centenas de jogos e milhares de aplicativos, grande parte gratuita, para você instalar no aparelho. Difícil é escolher. 😀 Aliás, o sistema da Android Market é bem legal. Você pode ir escolhendo os programas que ele instala em segundo plano enquanto você escolhe mais e mais programas.

Ah, e na parte de jogos o aparelho não faz feio não. O acelerômetro e a telona capacitiva ajudam muito na hora da diversão com jogos.

Antes de fechar o post com a conclusão, uma dica. No Android os programas ficam sempre abertos, mesmo que você os feche com o botão de voltar ou clicando na casinha. Para liberar memória, me deram a dica de instalar o Advanced Task Killer, um aplicativo gratuito que justamente fecha (ou mata) os programas que estiverem rodando, seguindo suas ordens. Muito útil.

Para fechar:

Esse foi o meu primeiro review de aparelho que não era daquela marca finlandesa e o resultado foi muito bom, na minha opinião. Apesar do Android ainda ser um sistema novo, em comparação com o Symbian e o Windows Mobile, ele está muito forte e crescendo muito rapidamente.

Se você está querendo um aparelho para estar conectado o tempo inteiro e poder jogar bastante, o HTC Magic é uma boa opção.