Nokia N8 – Hands on (parte I)

O texto a seguir é de autoria do @Valtinho, refletindo a opinião dele sobre o Nokia N8. A ideia de usuários escrevendo veio deste post.

Deixarei as questões técnicas para os especialistas, falarei de pontos práticos. Fiquei três dias com o N8, sem alterar muito minha rotina. A ideia era ver se ele iria facilitar ou não a minha vida!

Vou começar falando das minhas dificuldades com o aparelho. Não tive boas experiências com o Bluetooth (acho que por não ser o firmware definitivo), problemas para transferir vídeos e fotos para o N900 e o note.  Outro ponto é quando se seleciona enviar em uma foto, não temos a opção de publicá-la na Internet. Só oferece as opções mensagem, e-mail e Bluetooth. Esse problema é minimizado quando o interesse é publicar no Twitter, pois usando o Ovi é possível (existe um novo programa chamado Social que integra o Twitter e Facebook,  muito bom), mas poderia ser mais fácil. O transmissor FM do N900 é bem melhor. A bateria me surpreendeu, achei que não fosse durar o dia todo, mas resistiu bem.

Agora o que realmente faz a diferença é o conjunto multimídia desse equipamento. Fotos e vídeos fantásticos, como podemos ver nas amostras a seguir:

Macro do N8
Macro do N8

Foto em modo automático do N8
Foto em modo automático do N8

O flash xênon está de volta, fazendo-me esquecer completamente o N82. Os vídeos em HD vistos em uma TV de 42 polegadas são impressionantes, comparáveis aos da minha Sony W230.

Gostei de jogar Need for speed na TV usando o cabo HDMI, mas o meu cabo é pesado e isso não deve ser rotina pra mim. Mas para quem não tem um Playstation pode ser útil. Jogar no celular é muito bacana, responde muito bem e dirigir inclinando o celular foi uma diversão! Isso me remete a empunhadura do N8, muito boa tanto na vertical, quanto na horizontal. Facilmente manuseável com uma mão só. Ele é um pouco mais espesso que o E72, mas bem mais fino que N900 (metade da espessura).

O desktop do N8 é composto por três páginas, que podem conter até 6 widgets por página, algo bem parecido com o N97. Dá para distribuir bem os itens de maior interesse. Os caminhos são bem conhecidos pra quem já usou outros Symbians, isso facilita a vida de quem quer praticidade. Mas poderia ter recebido do Maemo a facilidade de sair do aplicativo tocando fora dele na tela (isto acontece em algumas situações, mas não todas). O sistema está bem estável, não tive nenhum problema em três dias. Abre fotos e músicas rapidamente (não sei se enchendo os 16GB continuará assim, infelizmente). O player de música foi melhorado, os álbuns podem ser selecionados como nos iPhones.  O som não é o do XM5800 mas não decepciona.

Fiquei muito satisfeito de poder passar dados do N900 para o N8 usando um cabo entre eles (o N8 tem suporte a USB On-the-Go). O carregador é aquele com aquele pino redondo fininho, comum em vários aparelhos mais novos, mas podemos carregar via USB também! Por enquanto é só, segunda parte do review em breve.

Nokia N8 – prefácio

Confesso que tive uma impressão bem positiva do Nokia N8. O N8 é o primeiro equipamento a rodar o Symbian^3. Gostaria de ter tido esta mesma impressão nos quinta edição anteriores (N97, XM5800, entre outros) mas infelizmente não fiquei tão satisfeito com eles. Acredito que a tela resistiva e a necessidade de duplo toque nas listas contribuíram grandemente para isso, diminuindo a usabilidade. Com o uso, é fácil perceber algumas mudanças importantes e notar que o sistema está muito mais fluídico e responsivo, mesmo guardando uma grande herança do quinta edição. No entanto, não esperem uma interface totalmente nova no Symbian^3, isto só irá acontecer no Symbian^4, em 2011.

Também fiquei bastante satisfeito ao ver o N8 chegar rapidamente ao mercado nacional, sem os longos atrasos (veja o caso N900), mostrando um novo posicionamento da Nokia na América Latina. O preço de lançamento praticado também é bastante atraente, por volta de 1400 reais, desbloqueado. Imagine o quanto deve cair alguns meses depois ou em planos pós-pagos. A facilidade de desenvolvimento provida pelo Qt, o grande investimento na plataforma de desenvolvimento e o forte apoio ao desenvolvedores pela Nokia deve gerar uma onda de novos aplicativos para o primeiro semestre de 2011. Adicione a isto uma nova Ovi store no N8, totalmente remodelada, fácil de usar e que permite downloads simultâneos de forma bastante simples.

Vale ainda lembrar que a versão de firmware disponível no meu equipamento é ainda uma “PR1.0” (Pre-Release – pré lançamento), e que alguns problemas que existem devem ser corrigidos em um release final.

Eu optei por tomar um caminho diferente para publicar avaliações do N8: deixar com o usuário a análise. Se por um lado isto pode tornar a avaliação menos técnica, por outro pode deixar uma visão mais próxima do nosso leitor. O primeiro escolhido para tal tarefa foi o @Valtinho, amigo real e virtual. O Valter é dentista (ok, odontólogo), logo não reparem em “caras e bocas” evidenciadas nas fotos. No próximo post ele começará a sua avaliação, provavelmente focada em multimídia, o ponto forte do equipamento e necessidade primária dele. Vou me limitar a comentar os pontos que julgar necessário.

Caso desejem ver algo não coberto aqui, comentem no post e eu posso dar mais detalhes para vocês.

Nokia N8
Nokia N8

QtCreator: do desktop ao smartphone

Aproveitei o tempo livre aqui em Boston para colocar no ar um pequeno vídeo do QtCreator. O QtCreator é a ferramenta de desenvolvimento da Nokia que deve ser utilizada daqui pra frente para quem faz desenvolvimento para Smartphones Nokia em C++ ou  QML  (scripts), por exemplo.

Originalmente desenvolvido por uma empresa chamada Trolltech e com o objetivo de ser multiplataforma, hoje o Qt pode fazer com que um código seja recompilado facilmente para Windows, Mac, Linux/X11, Windows CE, Embedded Linux, Symbian e Maemo.

Nesta pequena demostração, crio um programa para o desktop e depois recompilo para rodar no Nokia E72. Melhor assistir em HD.

Roadmap para a plataforma Symbian atualizado

Alguns dias atrás, enquanto o profético Javsmo pregrava o “Nokia WinMo”, eu defendia o Symbian como sistema operacional, tentando deixar claro que se a interface gráfica pode não agradar mais a maioria, o kernel é bastante interessante. Chamei a atenção também para o fato de que uma nova interface só iria surgir no Symbian^4.

Pois bem, na semana passada, a Symbian atualizou o roadmap do sistema. Principais pontos, traduzidos e resumidos por mim:

  • A versão Symbian^2 está completa, estável e fechada. Não devemos ver produtos com ela.
  • A versão Symbian^3 (N8, E7, C6, C7), como todos viram, está disponível e já temos aparelhos chegando ao mercado este semestre.
  • A versão Symbian^4, que promete uma nova interface de usuário, estará disponível ainda este semestre, com Qt como ferramenta nativa de desenvolvimento e aparelhos e kits de desenvolvimento chegando no próximo ano.

Alguns destaques do Symbian^4 (veja uma lista completa de requisitos neste link):

  • Novo layout de tela  e experiência de usuário mais simples e fluídica (Orbit UI).
  • Reprojeto e reorganização das principais aplicações do sistema.
  • Efeitos e transições mais refinados com o ScreenPlay (usado já no Symbian^3).
  • Integração transparente com redes sociais e serviços web importantes através da nova “Social Mobile Integration”.

Especificamente falando da plataforma de desenvolvimento, o ganho foi enorme. O Qt é muito produtivo e os custos de desenvolvimento podem cair bastante ao gerar um código que sirva tanto para Meego e Symbian (e até para o destop), com poucas mudanças. Sem falar que WRT, Java, Python, Flashlight e Silverlight estão disponíveis também. Tem para todos os gostos.

Para os curiosos, recomendo baixar o Nokia Qt SDK e avaliar o QtCreator. Tenho gostado bastante dele e fico pensando que precisamos gerar um curso de Qt, de preferência com o “selo” Forum Nokia, nhein ? Interessados ?



Ovi Store e versões adequadas do Qt para desenvolver aplicações

Vi uma discussão interessante hoje no Forum Nokia a respeito de versões de Qt que devem ser utilizadas para gerar aplicativos para a Ovi Store. Recomendo que todos os desenvolvedores que tem interesse na área leiam com carinho o post.

O resumo é o seguinte:

  • Use Qt 4.6.3 para criar as suas aplicações comerciais para Symbian. Esta é a versão que está pré-instalada nos novos dispositivos da Nokia e suportada pelo tecnologia Smart Installer (instalação automática das dependências).
  • Mesmo dispositivos sem Qt 4.6.3 pré-instalado podem receber aplicações escritas em Qt. Neste momento, X6, N97 mini e E72 são os privilegiados que podem ter aplicações na loja feitas em Qt (mais dispositivos serão suportados em breve).
  • Encare a versão 4.7 como uma versão de avaliação tecnológica. Nela estão as últimas novidades, como o suporte a Qt Quick, por exemplo (vale uma espiada no Qt Quick!).

Em breve existirão pacotes de instalação para Qt 4.7 disponível para Symbian^3 (entenda N8 e E7, por exemplo). Aviso caso alguma coisa mude !

Iniciando no iOS e minicurso de Qt – material para download

A semana que passou foi corrida e com várias atividades relacionadas a mobilidade no Centro Universitário Barão de Mauá.

Uma delas foi apresentação feita pelo @franzSilva sobre iOS. Está disponível para download no meu dropbox.

De minha parte, eu modifiquei um pouco um material da Nokia sobre Qt (em inglês) e dei um minicurso em 3 dias (1,5h por dia). Estão aqui: dia 1, dia 2 e dia 3, todas no slideshare (licença CC share alike non-comercial).

PS: O QtCreator me pareceu bem mais atraente que o Xcode 😀

Job trends em mobilidade

Achei interessante o resultado de tendências de emprego encontrada no site www.indeed.com. Abaixo, uma amostra com a lista das principais tecnologias/plataformas atuais. É claro que a palavra chave usada pode não representar bem o que se deseja, por exemplo, Android pode englobar muito mais do que “empregos de desenvolvimento para trabalhar com Android”, o que talvez justifique a subida exponencial recente. No entanto, é um resultado, no mínimo, curioso e pode servir para entender melhor o mercado e projetar algumas mudanças de direção.

Motofail 2.2

Vamos lá, já tenho quase 38 anos e moro num país “piada pronta” chamado Brasil. Confesso que não colocava fé em nenhum update para versão 2.2 por parte da Motorola. Imaginei que somente os novos aparelhos com Android, como o Droid X e Droid 2, teriam este privilégio, segmentando bem o mercado após baixar o preço do Milestone.

Este sentimento se fortaleceu ao ver vídeos comparativos entre o Milestone atual e seu descendente, que deixavam claro que hardware não seria problema para o Milestone atual rodar o sistema 2.2. Logo, o update tiraria dos usuário o “desejo do aparelho novo”, vendendo menos os novos.

No entanto, ao voltar de minha última viagem aos EUA onde era fácil ver propagandas na TV e aparelhos 2.2 nas lojas, fiquei pensando o quanto seria bom atualizar o Milestone que venho usando. O Milestone tem sido muito útil para aprender um pouco sobre o desenvolvimento para Android, principal objetivo da aquisição (ok, 600 reais apenas, na Vivo, ajudaram na decisão, confesso). Pelo menos o Milestone tem a versão 2.1, com muitas melhorias. Imagine agora os donos de um Dext ou Backflip que não chegarão nem mesmo na 2.1 ? O mundo atual vive de updates, patches, upgrades. Todos estão acostumados com isso.

Agora, atualizar vários aparelhos pelo mundo e não os aparelhos brasileiros é, no mínimo, chamar o consumidor brasileiro de idiota. É jogar no lixo uma oportunidade de consolidar o mercado recém adquirido graças ao emprego do Android pela Motorola em seus novos aparelhos. Não tiro o mérito do hardware dela, de forma nenhuma, mas se eles viessem com Windows Mobile, por exemplo, seria diferente.

Se você, idiota, quiser fazer alguma coisa, recomendo reclamar. Siga o @motoFAIL_BR, leia este post (http://bit.ly/cGcGdv), fale o que pensa para a @motorola_br, comente este post e divulgue.

A lista com o que receberá ou não update está neste link da Motorola.

PS1: O meu E72 continua na família 😉
PS2: A foto veio deste blog. Não sei quem é o autor original, infelizmente.

Resolução Anatel 272 para Serviço Comunicação Multimídia

Nos últimos dias, revoltado pela cobertura deficiente (entenda, ridícula) da NET e da Telefônica na minha cidade (Sertãozinho/SP), comecei a procurar pelas resoluções da Anatel ao dar a concessão para as operadoras. Veja que interessante o artigo 45 do anexo “Resolução Anatel 272 para Serviço Comunicação Multimídia“:

Art. 45. O serviço deve ser prestado em condições não discriminatórias a todos os assinantes localizados na área de prestação especificada no termo de autorização.

E aí, a gente é idiota ou não ?

Concorrência, a única solução.

Os detalhes do hardware do E72

A pergunta frequente que recebo por Twitter e email é se vale a pena trocar o E71 pelo E72. Na minha opinião só vale se existe algo que lhe incomoda muito no E71 e que tenha sido resolvido no E72. No caso de aparelho novo e não upgrade, não tenha dúvida e fique com o E72.

A seguir, vou listar as diferenças de hardware entre os dois aparelhos, que pode ajudar na sua decisão.

1) O slot do SIM card mudou. Agora é fácil remover o cartão, bastando puxar a aleta metálica.

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2) A trava da tampa da bateria também é nova e posicionada no meio. O mecanismo é bem fácil de ser acionado. Fica a dúvida se ele é mais seguro do que o outro já que que sai muito fácil. Ah, e você sente ela se mexer ao digitar com os polegares e com os outros dedos atrás. Disso eu não gostei.

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3) A nova navikey, óptica, merece melhorias futuras. O conjunto funciona bem e agrada em algumas aplicações (Nokia mail, navegador nativo, menus) mas deixa a desejar em outras por ser muito lento, como uma caixa de texto, por exemplo. E, mesmo podendo escolher a sensibilidade, quando fica bom para um fica ruim para outro. No geral, eu acredito que irá agradar mas espero evoluções do mecanismo ou do firmware. Independente disso, você pode clicar nela (mais dura um pouco) e até mesmo desativá-la completamente, caso não goste.

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4) Agora se tem mais espaço nos quatro botões de atalho, bem ressaltados, enquanto os outros (menu, sair, ligar, encerrar) estão todos no mesmo nível. Prepare-se para apertar botões errados por uns dias se migrar, principalmente o “correio” ao invés de “sair”, se você for destro.

5) Repararam que foi decretado o fim do vermelho e do verde nos botões encerrar e ligar ? Ambos são iluminados por branco. Estranho num primeiro momento, mas fica bonito.

6) Finalmente um novo botão de desligar/ligar, não mais no “vermelho plástico feioso”. E saída de áudio de 3.5mm. E a qualidade do áudio no fone de ouvido ou via bluetooth (A2DP) melhorou bem.

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7) Temos novas teclas como lanterna, espaço e atalho para bluetooth (não é mais no asterisco).

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8) Uma câmera bem melhor, de 5MP, com autofoco e flash via led. Ao tocar na navikey o aparelho já ajusta o foco e prepara para tirar a foto, nada de tecla “T” mais.

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9) O alto falante foi para trás e continua somente útil para voz. Dá vontade de usar os do XM5800.

10) Não tive acesso a uma boa balança, mas todo mundo achou mais leve. No entanto, a especificação contradiz isso. No tamanho, é alguns décimos de milímetro mais largo e maior, chegando a ser pouco mais de um milímetro mais fino no meio do que o E71. Desta vez usei um paquímetro digital para confirmar.

11) O processador é mais rápido, um ARM 11 de 600MHz (o do E71 é um ARM 11 de 369MHz). E você percebe isto ao usar na hora de ligar, instalar programas e abusar do multitasking. Além disso, o E72 tem 250MB de memória interna, uma valor bem confortável para instalar tudo dentro dele e livrar o cartão para fotos, mapas e música (o E71 tem 110MB).

12) Compasso digital e acelerômetro, apesar de não serem muito usados. Use o NorthPole para ver o compasso digital em funcionamento e, para o acelerômetro, configure o E72 para ativar o recurso “soneca” e “silenciar chamadas” ao ser virado (ativos por default).

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13) Cancelamento de ruido nas chamadas, eliminando sons que não sejam a sua voz. Isto ainda vou testar e dar um relatório completo.

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14) Made in China, não mais na Finlândia.

15) No mais, temos carregamento via USB, tampas do slot de cartão e do conector usb na cor do carro, quer dizer, do celular. Botões laterais de volume e comando de voz na cor prata e remodelados.

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Via Wordmobi

Pô, Marcelo, E72 ?

Já que andam me questionando bastante por eu ter escolhido um E72, resolvi apresentar as minhas justificativas. Meus argumentos estão abaixo, em geral ligados a produtividade e alto poder de comunicação, e talvez possam ser úteis para você se decidir ou não por um equipamento da série E.

  1. A navegação por voz gratuita no E72 foi sem dúvida um fator bem forte. O programa de mapas está muito melhor agora, bem maduro. Fiz três testes em São Paulo e o resultado foi excelente. Cheguei no destino sem conhecer nada da região e sem perder tempo. Todas as navegações foram no modo offline, apenas conectei para ajudar no posicionamento do GPS.
  2. Não gosto de teclado na tela, não são tão produtivos como o teclado do E72 e similares (E71 e E63, por exemplo). Fora que se fica apenas com uma pequena fração do texto visível, algo que me deixa incomodado. Também não gostei dos teclados qwerty longitudinais, como N97 e similares. Mesmo investindo um bom tempo para me acostumar com eles, o qwerty do E72 é mais rápido por causa da proximidade das teclas, do bom feedback ao se pressionar e do design abaulado das teclas.
  3. A bateria do E72 é perfeita para hard users como eu. Quem tem sabe como vai longe e não te deixa na mão. O carregador veicular, agora presente na caixa do E72, remove qualquer medo residual de ficar sem bateria.
  4. O consumo do seu plano de dados acaba sendo melhor já que existem vários aplicativos para acesso a uma API do que uma consulta direta a um site. O Wordmobi é um caso desses, consumindo muito pouco quando comparado com o acesso direto ao site do WordPress. O Opera é um monstro nestas horas também, ajustando todos os sites. Sentia o meu bolso doer ao abrir um site no N900: ele abre tudo, é perfeito nisso, mas com o custo de tráfego de um desktop.
  5. Gosto de ter flash e java disponíveis hoje, não no futuro. Aprecio a ideia do HTML 5 mas não vou comprar um aparelho para usar no futuro. Eu preciso disso tudo agora. No mais, sem Java, muitas aplicações interessantes são ignoradas, como o cliente do Gmail, por exemplo. Não gostaria de ter que abrir mão delas.
  6. Que o Symbian já é velhinho e tem uma interface ultrapassada não tem nenhuma novidade. Mas daí concluir que ele não presta por causa disso é cair num enorme preconceito. Só a multitarefa real do Symbian já me faria pensar nele com um pouco mais de carinho. Não compraria um smartphone sem uma forma decente de multitarefa já que tenho a mania de fazer várias coisas ao mesmo tempo.
  7. Para o desenvolvedor, se por um lado o Symbian C++ pode ser muito difícil de aprender, por outro o Python, WRT e Flash Light permitem que uma aplicação seja feita em tempo recorde e sem necessidade de assinatura. Em breve, quando o Qt estiver mais maduro para o Symbian, o desenvolvimento nativo (C++) irá se tornar ágil também.
  8. O E72 tem suporte a 3G com altas taxas de download, pode ser usado como modem, suporta hands free e audio streaming via bluetooth que funcionam bem assim que eu entro no meu carro e troca dados facilmente com outros aparelhos. Tudo isso nativamente, sem precisar ficar instalando um monte de programinhas.
  9. O suporte de backup no PC, no cartão e via rede (OVI), além de todo o sincronismo com o restante das características do portal OVI é bem legal e útil. Não gosto da sensação de não ter backup.
  10. Por mais que alguns modelos de outras séries apresentem muitos bugs, a série E vem evoluindo sólida como uma rocha. Quem teve mais de um aparelho dela irá me entender.
  11. A quantidade de aplicações para S60 é bem grande, mesmo que sem o visual moderno presente em outros aparelhos.
  12. Eu não jogo nem paciência no telefone, logo não é requisito pra mim ter um smartphone com bom suporte a jogos. Isto poderia mudar bastante a escolha do aparelho. Também não invisto tempo em redes sociais ou leitura de ebooks, algo certamente que polarizaria a decisão.

É claro que as minhas razões só valem para mim e é importantíssimo que você conheça bem o seu perfil para não se arrepender depois. Na dúvida, liste-as e coloque um peso para cada uma de 0 a 10. Assim vai ser mais fácil na hora de abrir mão de alguma coisa, algo que será inevitável.

Também me perguntam se update do E71 para E72 vale a pena. O E71 já é muito bom, com poucos problemas. Se você usa muito o GPS e os problemas do E71 lhe incomodam bastante, talvez o update seja bom para você. Eu tinha problemas frequentes com a qualidade do áudio, por não ter saída 3,5mm para fone de ouvido e com a baixa qualidade das fotos e vídeos. Acabei decidindo trocar e vendi o E71. Poderia ter esperado um pouco mais, até o preço baixar um pouco, mas decidi encarar o E72 com um desconto de 15% e levando um cartão de 16GB de graça. Não me arrependi, o E72 é exatamente o meu perfil de uso. Estou anotando as diferenças entre os dois e publico em breve.

Via Wordmobi

TI Zoom – Kit de desenvolvimento móvel

Procurando por onde rodar o Symbian recém liberado com open source, deparei-me com um kit de desenvolvimento da Logic baseado no processador OMAP3430. Um pouco caro para um hobbista (preço sugerido de $1150 dólares), mas um hardware fantástico para quem precisa de uma plataforma móvel de desenvolvimento (veja as especificações completas). No vídeo abaixo é possível acompanhar o equipamento rodando Symbian, Windows Mobile, Android e até Debian.

PS: Eu também estou de volta !