Review do N81 – Parte 1

Não tive oportunidade de escrever antes sobre o N81 que chegou para testes na sexta-feira. Vou escrever hoje sobre o uso no sábado, no domingo e hoje.

Conforme eu falei na sexta, resolvi primeiro usar o celular com o chip da Oi (no qual eu não tenho plano de dados) para testar as funções de telefone (afinal ele é um celular em primeiro lugar, ou será que não?) e depois trocarei para o chip da TIM com o qual poderei fazer os testes com 3G e EDGE.

Nesses 3 dias usando o N81, já deu para perceber que ele realmente foi feito para música e para jogos. Ousaria até dizer que ele é tão player de música quanto celular, já que o aplicativo que toca as músicas não pode ser fechado e fica o tempo todo ao lado do “aplicativo” telefone, que também não pode ser fechado nos celulares Symbian.

Ao contrário da minha expectativa, o aparelho é bastante sólido e possui um slider tão justo quanto o do E65. A lateral dele é toda de metal e a capa da frente e da bateria são de um plástico brilhante muito bonito. Ele é bem mais pesado do que o E65 ou qualquer outro aparelho S60 que eu tenha usado (fora o N91, que era um chumbo).

As 15 teclas que ficam na parte de cima do slider são extremamente duras. As teclas de seleção direita e esquerda, então, são as campeãs. Às vezes tenho que apertar duas ou três vezes para conseguir clicar. Imagino que isso seja um reforço para o teclado resistir aos jogos para os quais ele foi projetado.

Por falar em defeito, toda vez que vejo esse telefone me pergunto, quanto é que será que ele custaria a mais se tivesse um acelerômetro? Isso faria uma diferença enorme na hora dos jogos, nas fotos e na hora de usá-lo junto com o teclado Bluetooth. É realmente uma pena, faria o telefone ficar realmente perfeito para jogos e fotos.

Mas eu escrevi, escrevi e escrevi e ainda não falei sobre o principal desse post, que são as chamadas via GSM e via Internet e as demais características que orbitam à volta desses itens do celular.

No quesito de chamadas, não achei nada de novo no N81. A mesma qualidade de sinal de qualquer outro E-Series ou N-Series, a mesma agenda telefônica que nós já estamos acostumados e o mesmo registro de chamadas que eu acho o máximo.

Associado ao T9NAV, um programa muito legal que me apresentaram outro dia, fazer chamadas fica muito mais fácil. Você digita parte do número, parte do nome da pessoa e ele já te mostra as alternativas para fazer a chamada. Muito útil quando a operadora te manda um torpedo com um número e você não sabe de quem é, mas acha que já viu aquele número alguma vez na vida.

O microfone dele é tão bom quanto qualquer outro E-Series. Já falei com ele na rua e no escritório e ele se saiu muito bem. Somado ao fone de ouvido bluetooth, é ótimo para atender chamadas ao volante sem se distrair e poder deixar as mãos livres.

Por último, o telefone internet dele funciona tão bem quanto os outros que eu já testei. Usei o telefone internet com a minha conta do Gizmo e fiz chamadas para celulares e telefones fixos normalmente.

No quesito telefone ele passou com louvor. Não ficou atrás de nenhum celular E-Series ou N-Series. Só faltou testar uma chamada em viva-voz como eu costumo fazer com o E65 em reuniões. Vou testar amanhã. Hoje fiz uma conferência com ele e ele se portou muito bem.

No próximo post, vou falar da parte de música dele e no outro do quesito N-Gage. Para este último quesito vou chamar meu irmão mais novo para testar os jogos, já que eu sou muito pereba em videogames mais novos que o Atari 2600.

Nesse momento estou passando 8 CDs de música clássica para a memória do N81 e ainda não consegui passar de 550MB de músicas. Acho que vai ser difícil encher os 8GB de Flash do celular. Já parti para outros gêneros musicais e ainda assim acho que não vou conseguir encher o aparelho.

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