O que houve com o N95?

No final do mês passado, como vocês devem lembrar, eu recebi um N95 emprestado para gravar um vídeo que seria apresentado no evento Nokia (R)evolution em Buenos Aires.

Na época, me pegaram no meio de um evento que acontece duas vezes por ano aqui na empresa e que toma 150% do meu tempo. Infelizmente não tive muito tempo de gravar um negócio legal, e acabei fazendo a filmagem e edição correndo num sábado antes do evento.

O tempo foi tão curto que nem consegui fazer um review do N95 como estava querendo. Isso não foi tão mal porque eu já havia feito uma revisão do N95 junto com o 8800 Sirocco, no meio do ano.

O fato é que fiquei 5 dias com o aparelho e com o pouco que eu usei já deu para ver o quanto o N95 é bom.

Em primeiro lugar, o exemplar que me mandaram não tinha o tão odiado problema da folga no slide. Ele era justinho e bem preciso. Eu já vi um outro N95 com a folga no slide e sei como é desagradável o sacolejo do mecanismo. Esse que eu usei realmente estava com um slide perfeito.

O único defeito mesmo da criança é a bateria. Se bateria nova dura pouco, imagina a do N95. A primeira carga que eu dei durou menos do que o tempo de carga, hehehe. Depois foi durando mais, até que passou a durar um pouco mais de um dia.

Fora isso, a câmera dele é simplesmente fora de série. Filma e fotografa como uma câmera digital. O filme que foi para Buenos Aires foi totalmente filmado com o N95 e não fica nada abaixo de uma câmera digital.

O som stereo é perfeito e tem um volume excelente. Usei o MicroSD de 2GB que eu tenho no E50 para ouvir músicas. Fiquei pasmo com a qualidade do som.

Não tive oportunidade de usar o GPS dele, mas imagino que deve ser bem melhor do que ficar carregando um GPS bluetooth no bolso, como eu fiz com o E61.

Também não tive oportunidade de testar mais coisas porque na segunda-feira antes do evento eu tive que dar tchau para o N95 porque ele iria para Buenos Aires comer um bife de chorizo por mim. Fui ao correio e mandei o celular de volta para a agência que o havia me enviado.

Para minha surpresa, 10 dias mais tarde chego em casa à noite e recebo um SEDEX devolvido. Era o N95 que, por uma confusão qualquer tinha ficado mofando na agência dos correios.

Era a chance de testar mais um pouco o bicho. Desempacotei e fiz logo o upadate de firmware nele para a versão 12. Depois testei uns programinhas que usam o acelerômetro e tirei umas fotos com ele. Fantástico!

No dia seguinte falei com o pessoal da agência, que já devia estar achando que eu tinha ficado com o celular, para avisar que ele tinha voltado e dois dias depois o celular já estava chegando de volta por SEDEX nas mãos da moça que o enviou para mim anteriormente. São e salvo.

Foi uma experiência interessante e gostaria que a Nokia a repetisse mais vezes com aparelhos diferentes.

O pessoal da Riot e da Agência Norte foi muito legal em me selecionar para participar deste evento e testar o N95. Deixo particularmente aqui meus agradecimentos ao Gustavo e à Amanda das respectivas empresas citadas anteriormente. Ambos foram muito atenciosos.

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