Waze – Rede social para evitar engarrafamentos

Imagine que você pudesse saber qual caminho está menos engarrafado na hora do rush? Já é possível ter uma ideia disso com o Google Maps, mas nem sempre ele acerta.

A ideia do Waze é capturar pessoas se movimentando pelas ruas em tempo real e deixar essa informação disponível para todo mundo.

Além disso, os usuários podem reportar radares fixos e móveis, blitz, acidentes, buracos, dentre outras coisas que podem atrapalhar o trânsito.

O programa é muito bem feito e está disponível para iOS, Android, Blackberry, Windows Mobile e até Symbian! 🙂 Basta deixar o programa ligado enquanto estiver dirigindo, para fornecer os dados de trânsito para toda a comunidade.

Além disso ele também mistura essa função de informação de trânsito com um jogo, onde você precisa passar por certos caminhos para coletar pontos e “doces virtuais”.

Deixo o vídeo abaixo, infelizmente só em inglês, que dá uma demonstração de uso do programa.

Sobre a sua privacidade, existe a possibilidade de usar o programa de forma anônima. Para isso, clique no menu, depois em “Meu Waze”, “Meu Perfil” e “Config. Privacidade”. Depois escolha a opção “Mostrar-me como anônimo”.

Para baixar o programa, procure por “Waze” na loja de Apps do seu celular ou visite o endereço:

http://world.waze.com/

A briga agora é pelo software

Antes de mais nada, por mais que a princípio pareça, este não é um post off-topic. 🙂

Nos idos de 1998, me lembro perfeitamente de uma reunião que tive com vendedor da empresa canadense Nortel, que estava tentando vender uma central de grande porte para um empreendimento imobiliário que havia contratado nossa consultoria para a área de telecomunicações.

As centrais da Nortel sempre foram muito mais caras que as demais, e na época era a mais cara mesmo. Para tentar justificar o valor elevado da central telefônica que estava vendendo, ele mostrava uma lista quase interminável de funções que ela era capaz de executar.

Ao ser questionado sobre algum item de hardware, ele soltou a seguinte frase: “Hoje em dia, em PABX desse porte, o hardware é equivalente em todas as centrais. Quase todas são iguais em características de hardware. O que faz diferença mesmo, é o software que colocam lá dentro. Daqui a alguns anos, se bobear, o hardware vai ser idêntico, mas o software não.”

Na época duvidei que isso pudesse ser verdade, mas pouco mais para frente, em 1999, quando tive contato com um PABX de grande porte da NEC, vimos que o hardware não só era equivalente, como tinha componentes de outras marcas, como SIEMENS e Ericsson em suas placas. A diferença mesmo se notava no software que coordenava aquele elefante.

Ultimamente tenho me lembrado muito daquela frase desse vendedor da Nortel. A diferença agora, é que o item em questão é o celular.

Há uns 3 ou 4 anos atrás, o diferencial de um celular para o outro era basicamente o hardware. Em outras palavras, a diferença era se ele tinha ou não câmera, se a câmera era VGA ou de 1MPx, se tinha câmera frontal, se era Dualband ou triband ou quadriband, se tinha WiFi, se tinha rádio 3G, se tinha bluetooth, se tinha GPS etc. Um celular com todos esses itens de hardware, já tinha um diferencial na hora da venda.

Atualmente, o hardware dos celulares ainda não é 100% igual em todos os aparelhos, mas há alguns itens que viraram padrão, como câmera, bluetooth, 3G, etc. Os itens que ainda não existem em todos os celulares, vão acabar aparecendo, e o hardware vai acabar sendo homogeneizado, guardadas as diferenças de nichos de mercado que sempre deverão existir.

Se o hardware vai ficar homogêneo em celulares da mesma classe, é justamente nessa hora que o software de cada aparelho faz diferença, e aqui não estou falando só de sistema operacional (Symbian, Meego, Android, iOS, BADA, Windows Mobile e WebOS), estou falando principalmente dos softwares de terceiros, que fazem toda diferença.

Vejamos o caso do Nokia N8, comparado com o Motorla Milestone. Em termos de hardware, o N8 parece dar um banho no Motorola, mas na hora em que comparamos a quantidade de programas para um e para outro, podemos nos surpreender com um empate técnico ou com uma vitória para o Milestone.

A câmera do N8 é imbatível (dizem), mas será que teremos tanto software disponível para Symbian^3 quanto temos para Android?

O desenvolvedor do Symbian está cada vez mais desestimulado a criar programas novos por causa da política austera de aprovação de programas na Ovi Store (parece que isso tem mudado, mas eu duvido) e os problemas de distribuição de programas. Já no caso do Android, mesmo com os problemas de pirataria, a Android Market consegue ter quase 3,5 vezes mais programas que a Ovi Store e tem um crescimento mensal (em número de aplicativos) 4 vezes maior que o da Ovi Store.

Se trouxermos para a comparação a loja de aplicativos da Apple, a diferença é muitíssimo maior. A AppStore tem quase 25 vezes mais aplicativos que a Ovi Store e cresce quase 20 vezes mais rápido que a loja da Nokia. Em compensação, há quem diga que o hardware do iPhone 4 pode ser considerado pior do que o do N8 (eu discordo, mas isso não vem ao caso).

Por outro lado o grau de dificuldade de se desenvolver programas para iPhone, não é nada desprezível, apesar de não ser nenhum bicho de sete cabeças. Neste quesito, o Android sai na frente com o Java e a Nokia, com o seu Qt, já está chegando perto.

O ponto aonde eu quero chegar é esse: Cada vez mais o hardware dos aparelhos, pelo menos os topo de linha, vai convergindo para uma configuração única. Por causa disso, a quantidade de programas desenvolvidos para cada uma dessas plataformas faz toda diferença para o usuário.

A meu ver, já não interessa tanto ter um celular com processador dual core de 3GHz, câmera de 25Mpx, Bússola, GPS, Canivete, lenço de papel, café expresso e não se ter programas de terceiros disponíveis ou ter poucos programas disponíveis.

O grande desafio para os fabricantes de celulares, e o mesmo serve para os tablets, é cativar os desenvolvedores, para que eles possam desenvolver e distribuir seus programas de forma melhor e mais barata. O usuário será cativado por tabela, pela quantidade de programas disponíveis e pelo baixo preço dos aplicativos. É no volume que se fará dinheiro e se cativará o usuário.

A Apple aposta numa loja de aplicativos com milhões de usuários e desenvolvedores, mesmo com uma plataforma de desenvolvimento mais complicada. A Nokia aposta numa plataforma de desenvolvimento única para Meego e Symbian, mesmo tendo uma loja de aplicativos bagunçada e burocrática. Os outros vão fazendo uma mistura dessas duas soluções.

Quem vai vencer essa briga? Não sei. Só sei que agora a briga é pelo melhor software.

Windows Phone 7 boas e más notícias

Após olhar o Visual Studio 10 for Windows Phone, de longe o melhor IDE do mundo no momento, batendo fácil o XCode 3.2.x e o futuro XCode4, confesso que fiquei entusiasmado com as perspectivas do Windows Phone 7 e até escrevi aqui que ele seria um dos três que iriam sobreviver.

Ontem fiquei sabendo de um dado que compartilho com os leitores do Mobile Analyst, ou cara da menina de lupa, que é o fato do Windows Phone 7 não ter previsto suporte a HTML5 e o suporte ao Flash só estar pronto em Mar/2011.

Com o lançamento para os fabricantes feito no dia 01 de Setembro e previsto para vendas na penúltima semana de Novembro o Windows Phone 7 começa decepcionando. Suportar HTML5 seria um passo civilizado da Microsoft para um padrão que se ainda não existe de direito já existe de fato.

A boa notícia é que a Microsoft afirma que o browser pode ser atualizado independente do firmware e que é possível que haja suporte a HTML5 num futuro não tão distante sem depender de update de operadoras ou fabricantes. Os órfãos do Milestone Latino Americanos que estão comendo o pão que o diabo amassou das mãos da Motorola vão apreciar esta feature do Windows 7.

Outra boa notícia é que não serão aceitas na Windows Phone Marketplace, apps que contenham conteúdo pornográfico, ou qualquer coisa que seja considerada nudez, num movimento até mais forte que o da Apple. Assim sendo, a zona (literalmente) fica restrita ao Android Marketplace.

O suporte nativo ao Office é no entanto o grande atrativo da plataforma e deve ser o puxador de vendas.


Só vão sobreviver 3!

Este é meu primeiro post no Zeletron e procurarei escrever de vez em quando aqui analisando a indústria de celulares.

O título indica que só sobreviverão 3 sistemas operacionais, esta é a minha opinião. Pode ser que venha um troll e diga: Acabou de chegar no Blog e já está falando assim. Questão justa. É minha opinião e vou tentar explica-la neste post e nos seguintes.

1) Só sobreviverão 3 – É uma afirmativa que se baseia na questão desenvolvedores. Cada plataforma hoje tem um sistema de desenvolvimento, vendas e monetização distinto. Um código escrito para o iOS tem que ser muito mexido para rodar num Android. Há diferentes níveis de suporte a HTML5 nas diversas plataformas. Isto leva a creer que as fábricas de software vão escolher uma plataforma ou duas e sem software não há OS no mundo que sobreviva. Se olharmos para o mercado de videogames algo semelhante aconteceu com Microsoft, Nintendo e Sony.

2) Só sobreviverão iOS, Windows 7 e BlackBerry – As razões para esta afirmação são mais uma intuição, no entanto fazendo esforço é possível explicar algumas razões. O iOS está consolidado, tem uma loja com 250K apps, muitas de qualidade e mais de 5 bilhões de downloads. O BlackBerry é lider absoluto no mercado corporativo e parece muito pouco ameaçado neste setor, além disso o Blackberry OS6 com suporte a HTML5 vai vedar uma das atuais fragilidades da plataforma. E o Windows Mobile 7 é da Microsoft que tem na minha opinião a melhor IDE existente no mercado, que responde pelo nome de Visual Studio, e está com apetite para mobilizar os milhões de desenvolvedores de plataforma Microsoft ao redor do mundo.

3) Android, Symbian e outros vão morrer – O Android tomou dois golpes mortais recentemente, um deles diz respeito ao processo da Oracle e o outro a heterogeneidade das versões de Android. Some-se a isto o fato da Motorola ter anunciado que não irá oferecer upgrade para Android 2.1 e 2.2 nos aparelhos vendidos na América Latina e você tem um belo problema. Com uma loja (a Android Marketplace) lotada de aplicativos pornográficos e com uma plataforma que não vem remunerando bem desenvolvedores fora dos EUA e mais meia dúzia de países, o Android deve começar a definhar em breve. Eu vejo o Android se juntando ao defunto Wave e ao moribundo Buzz.

Opa, você não falou do Symbian. Pois é. Este só falta enterrar. Uma interface bem antiquada, um modelo de negócios da Ovi Store muito pouco atraente e um tiro atrás do outro que a gigante finlandesa vai dando no pé (N97, N900, fechamento de blogs, etc.) e com isso o que outrora foi um grande sistema operacional virou um espectro.

Puxa, mas eu não gostei da sua opinião e penso diferente. Beleza, a área dos comentários serve para isto.

Boa semana a todos e até a próxima.

UPDATE: Olha minha profecia se concretizando aí pessoal: http://www.zeletron.com.br/2011/02/a-nova-estrategia-da-nokia.html

Google Buzz para Nokia, Blackberry e Windows Mobile

Tudo bem que o Google Buzz não é um twitter e que sua estreia teve um monte de problemas. Mas tem um grande potencial por ser um produto do Google.

Ontem foi lançada a versão do Buzz para celulares que não possuem browsers HTML5 como os Nokia S60 e S40, Windows Mobile e Blackberry.

Basta acessar buzz.google.com do seu celular.

Formate seu HTC Touch Pro

Amanhã devolvo o HTC Touch Pro que a HTC gentilmente me emprestou para testar. Antes de postar o review do aparelho, vou mostrar como apagar todos os dados que você deixou nele (agenda, contatos, chamadas, sms, senhas de e-mail etc.). Essa informação também é útil para aquelas pessoas que venderam seu aparelho para terceiros e querem limpar o conteúdo da memória.

Para não perder o conteúdo do aparelho, sugiro fazer um backup dos dados antes de prosseguir.

1) Ligue o aparelho e o vire de cabeça para baixo (ou de “ponta cabeça” à moda dos paulistas 🙂 ).
2) Retire a Stylus
3) Pressione as teclas ENTER e Volume para baixo (ela vai estar em cima, já que o aparelho está invertido)
4) Segurando as teclas mencionadas acima, pressione com a stylus o minúsculo botão de RESET que vai estar virado para cima. (É aquele botãozinho que fica embaixo do ícone do fone).
5) Siga os comandos que aparecerem na tela

A imagem abaixo explica melhor como fazer o processo.

Fonte

Comparação das Lojas de Aplicativos – Parte 2 (a missão)

Depois do Post de Abril sobre as lojas de  Aplicativos para Celular tive experiência com algumas delas e acho que posso agregar mais informações.

[TABLE=3]

[TABLE=4]

Os campos N/A são os que não conheço ou não tenho informações adequadas.