iPhone 4 – Um Review

Anteontem pude testar com calma o iPhone 4 que meu amigo Dario ganhou de aniversário dos seus irmãos. A propósito, deixo uma dica para os meus irmãos: Podem fazer a mesma coisa no meu aniversário do ano que vem com o iPhone 5. 😉

Voltando ao assunto, mesmo ele já tendo aberto a caixa (eu não conseguiria me segurar por tanto tempo) ele trouxe tudo conforme veio de fábrica para podermos filmar um pequeno unboxing aqui para o blog. Foi realmente heróica essa atitude dele, guardar tudo direitinho para fazermos um unboxing! Segue abaixo.

Como o iOS 4 no iPhone 4 é o mesmíssimo iOS 4 do 3G S e do iPod 3ª Geração (de 32GB ou 64GB), não vou entrar no mérito do sistema. Vou me deter nos quesitos de hardware que são novidades.

O primeiro deles é a maravilhosa tela Retina com resolução de 640 x 960 pixels (a resolução do 3G S é de 320×480). Vejam abaixo a comparação de telas do iPod 3a Geração com o iPhone 4. Ele tem 4 vezes mais pontos que o iPhone 3G S.

Detalhe da Tela no iPhone 4 - Clique para Ampliar
Detalhe da Tela no iPod Touch 3a Geração - Clique para Ampliar

Além da resolução, a iluminação traseira da tela LCD TFT IPS capacitiva é feita por LEDs, com um contraste de 800:1. A tela tem visibilidade perfeita de qualquer ângulo que se observe.

A tampa traseira e a tela do iPhone 4 são feitos de um vidro chamado Gorilla. Segundo a Apple ele é muito mais resistente a riscos do que o vidro da tela dos iPhone anteriores. Segundo alguns testes vistos no Youtube, pode-se ver que a tela é bem mais resistente a riscos, mas parece que quebra bem mais fácil que as outras em caso de tombos. Obviamente não testamos isso no iPhone do Dario. 😀

No quesito tamanho, mais especificamente espessura, ele é impressionantemente fino. É quase da espessura do iPod Touch 3a Geração que é o mais fino dos “i” da Apple. Vejam as comparações de tamanho nas fotos abaixo.

Pela ordem: iPod 3a Geração, iPhone 4 e E71

Apesar do processador do iPhone 4 ser um Apple A4 de 1.0GHz, não reparei muita diferença para o do iPod 3a Geração, que possui um ARM Cortex A8 de 600 MHz, ao usar os programas corriqueiros. No entanto, os testes do Google Earth e do Epic Citadel mostraram uma enorme diferença. O iPhone 4 abriu esses programas com muito mais rapidez que o iPod.

A Câmera do iPhone finalmente pode ser chamada de câmera. Ela tem 5MPx e um flash de LED que ajudam bastante na hora de fotografar em ambientes com pouca luz. Além disso, ele filma com qualidade HD (720p) a 30 fps e o LED do flash pode ser aceso durante a filmagem para melhorar a imagem.

Deixo abaixo duas fotos feitas com a câmera do iPhone num ambiente com iluminação artificial.

Foto tirada com o iPhone 4
Foto tirada com o iPhone 4

Aliás, aquela tela faz qualquer foto ficar super-hiper-mega nítida, já que você tem chance de ver se focalizou direitinho o que queria.

Infelizmente não tive como testar a videochamada do iPhone 4, mas testei a câmera da frente do aparelho. Nada de diferente de uma câmera frontal qualquer, a não ser pelo fato de ser a única que tem menos resolução que a tela do celular, hehehehe.

Sobre o problema de segurar “errado” o celular, não conseguimos fazer as barrinhas de sinal caírem ao segurar no lugar da antena, não sei se fizemos certo, mas o fato é que o sinal se manteve constante independente de como segurávamos o celular. No início estávamos com o celular sem sinal porque o SIM card estava mal colocado. Depois que colocamos corretamente o SIM card, o sinal se manteve constante. De qualquer forma acredito que o problema exista, só não consegui reproduzi-lo.

Resumo da ópera: O iPhone 4 é realmente muito melhor que o iPhone 3G S, principalmente no quesito tela e câmera. Agora, se você não faz questão de uma câmera boa e uma tela com uma resolução maior, o iPhone 3G S pode suprir suas necessidades de smartphone facilmente. Eu usaria um, se estivesse precisando trocar de celular atualmente. (Meus celulares velhos ainda funcionam bem).

Review do HTC Touch Pro

Na semana passada, conforme contei por aqui, recebi o HTC Touch Pro para testar. Hoje o devolvi para a HTC. Vamos ao review!

O último aparelho que eu tive que rodava Windows Mobile (está bem, nem era Windows Mobile, era Windows CE) foi meu saudoso Compaq Aero 1550 que tinha uma CPU de 70MHz (não esqueci um zero não). Isso foi lá pelos idos do ano 2000. Aliás, nem celular ele era, era um pré Pocket PC da Compaq, que concorria com os Palms IIIe.

Depois disso, nunca mais usei nenhum aparelho com o Windows Mobile e, confesso, tenho um bom preconceito contra esse sistema operacional.

Depois que comecei a testar aparelhos da HTC, descobri uma porção de amigos que são fãs não só da HTC como do Windows Mobile. Tenho um amigo, por exemplo, que tem um HTC TyTN e ama o bicho de paixão. Descobri também que o legado de programas desenvolvidos para a plataforma é muito grande (principalmente para o mercado corporativo). Hoje em dia não se vê um distribuidor de qualquer mercadoria que não tenha um aparelho com Windows Mobile conectado via celular à rede da empresa.

A tentativa da HTC em melhorar a interface do Windows Mobile foi muito bem sucedida. Se ele estiver bem configurado, você não vai passar muito tempo procurando seu programa no Menu Iniciar. Ele tem uma interface TouchFLO™ 3D e isso ajuda muito na utilização do celular. Em alguns casos você não precisa nem usar a stylus.

Interface TouchFLO

Além do Windows Mobile, existem na internet várias comunidades que ensinam a instalar o Android nos aparelhos da HTC. Com isso, você pode usar o sistema operacional do Google no HTC Touch Pro. Eu não cheguei a testar, mas várias pessoas já conseguiram instalar. Aliás, existe a possibilidade de fazer a instalação até sem apagar o Windows Mobile, caso você queira testar podendo voltar ao sistema original. Maiores informações nesse site aqui (em inglês).

HTC Touch Pro rodando Android

Agora vamos ao hardware do HTC Touch Pro. Nesse quesito, ele dá um banho em muito aparelho por aí, vem equipado com Teclado QWERTY (que merece um capítulo à parte) deslizante, dualband 3G HSDPA, quadriband GSM/EDGE, A-GPS, Câmera de 3.2MPx com flash de LED e auto foco, tela resistiva de 480×640 (VGA), Acelerômetro, câmera frontal para videochamadas, bateria de 1340mAh, WiFi, Bluetooth, NaviKey touch (tecla direcional), CPU Qualcomm MSM 7201A 528 MHz e Rádio FM com RDS.

Como eu falei, o teclado do HTC Touch Pro é maravilhoso. Ele não é tão bom quanto o teclado do E71, mas dá de 1000 a zero no teclado medonho do N97. As teclas são muito bem distribuídas, têm um tamanho bom (até para quem tem mãos de ogro como eu), existe uma fileira de teclas numéricas, o que evita bastante as teclas de função e é muito macio.

O único problema do hardware dele é a espessura. O bicho é muito gordo. Não que isso seja um problema, né? Nós gordos temos nosso charme ;). Mas fora o charme, usar um celular com aquela espessura no bolso é um incômodo. Para o HTC Touch Pro, o ideal é uma capinha no cinto. Quem usa um N95 sabe do que eu estou falando.

A bateria do aparelho também não faz feio. Comigo, ela durou quase dois dias, façanha que só o E71 tinha conseguido até hoje, com o meu uso de internet 3G e WiFi. Nesse ponto, prefiro essa bateria à do meu N82 que não dura nem um dia inteiro.

Bom, para uma pessoa que tinha preconceitos contra o Windows Mobile, até que o HTC Touch Pro conseguiu mudar um pouco a visão que eu tinha do Sistema. Além disso, com a possibilidade de instalar um Android no aparelho, ele ganhou muitos pontos comigo. E você? O que achou dele?