[Breaking News] – Larry Ellison deixou de ser o CEO da Oracle

A Oracle acaba de dar um passo histórico quando seu CEO Larry Ellison deixou, voluntariamente, o cargo hoje no fim da tarde.

Enquanto aguarda por mais notícias você pode ler o discurso (a história é falsa mas é legal) que ele teria dado em Yale.

 

ELLISON TO GRADS: DIPLOMAS ARE FOR LOSERS
Oracle CEO Urges Students to Drop out, Start up

NEW HAVEN, CONN. (SatireWire.com) — In one of the more controversial commencement addresses in memory, Oracle CEO and college dropout Larry Ellison told Yale’s Class of 2000 they were “losers” whose hard-won diplomas would never propel them into the ranks of the super rich.

Ellison addresses grads'

The evangelical Ellison, noting that college dropouts Bill Gates, Paul Allen, and Michael Dell were, like himself, on Forbes’ recent top 10 list of billionaires, urged freshmen and sophomores at the ceremony to “drop out and start up,” and added that the undereducated Yale security guards who ushered him off stage probably had a better shot at uber-wealth than graduating seniors.

What follows is a transcript of the speech delivered by Ellison at the Yale University last month:

“Graduates of Yale University, I apologize if you have endured this type of prologue before, but I want you to do something for me. Please, take a good look around you. Look at the classmate on your left. Look at the classmate on your right. Now, consider this: five years from now, 10 years from now, even 30 thirty years from now, odds are the person on your left is going to be a loser. The person on your right, meanwhile, will also be a loser. And you, in the middle? What can you expect? Loser. Loserhood. Loser Cum Laude.

“In fact, as I look out before me today, I don’t see a thousand hopes for a bright tomorrow. I don’t see a thousand future leaders in a thousand industries. I see a thousand losers.

“You’re upset. That’s understandable. After all, how can I, Lawrence ‘Larry’ Ellison, college dropout, have the audacity to spout such heresy to the graduating class of one of the nation’s most prestigious institutions? I’ll tell you why. Because I, Lawrence “Larry” Ellison, second richest man on the planet, am a college dropout, and you are not.

“Because Bill Gates, richest man on the planet — for now, anyway — is a college dropout, and you are not.

“Because Paul Allen, the third richest man on the planet, dropped out of college, and you did not.

“And for good measure, because Michael Dell, No. 9 on the list and moving up fast, is a college dropout, and you, yet again, are not.

“Hmm… you’re very upset. That’s understandable. So let me stroke your egos for a moment by pointing out, quite sincerely, that your diplomas were not attained in vain. Most of you, I imagine, have spent four to five years here, and in many ways what you’ve learned and endured will serve you well in the years ahead. You’ve established good work habits. You’ve established a network of people that will help you down the road. And you’ve established what will be lifelong relationships with the word ‘therapy.’ All that of is good. For in truth, you will need that network. You will need those strong work habits. You will need that therapy.

“You will need them because you didn’t drop out, and so you will never be among the richest people in the world. Oh sure, you may, perhaps, work your way up to No. 10 or No. 11, like Steve Ballmer. But then, I don’t have to tell you who he really works for, do I? And for the record, he dropped out of grad school. Bit of a late bloomer.

“Finally, I realize that many of you, and hopefully by now most of you, are wondering, ‘Is there anything I can do? Is there any hope for me at all?’ Actually, no. It’s too late. You’ve absorbed too much, think you know too much. You’re not 19 anymore. You have a built-in cap, and I’m not referring to the mortar boards on your heads.

“Hmm… you’re really very upset. That’s understandable. So perhaps this would be a good time to bring up the silver lining. Not for you, Class of ’00. You are a write-off, so I’ll let you slink off to your pathetic $200,000-a-year jobs, where your checks will be signed by former classmates who dropped out two years ago.

“Instead, I want to give hope to any underclassmen here today. I say to you, and I can’t stress this enough: leave. Pack your things and your ideas and don’t come back. Drop out. Start up.

“For I can tell you that a cap and gown will keep you down just as suredly as these security guards dragging me off this stage are keeping me dow…”

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Android no banco dos réus amanhã

Amanhã começa um julgamento que pode definir rumos em celulares e código aberto. Já se comentou aqui neste blog sobre o assunto mas o fato é que esta é a semana em que o assunto finalmente chega a um tribunal.

Após cerca de 600 petições e milhares de horas de advogados a questão que o tribunal irá decidir diz respeito mais ao futuro do Android que o valor da indenização que o Google deve pagar a Oracle.

A Oracle deseja cobrar royalties em cada Android vendido. Isto é uma ameaça já que praticamente todos os fabricantes, grandes, de aparelhos com Android já pagam US$ 15.00 para a Microsoft em royalties.

Além de inviabilizar a plataforma o processo apresenta uma ameaça a comunidade Java, já que o argumento da Oracle passa pela defesa de que uma linguagem de programação pode ser patenteada.

Um complicante do processo é o fato de que o julgamento, como o sistema judicial americano prevê, de acordo com a sétima emenda da constituição, deve ser examinado por um júri. E não há como prever se os doze jurados selecionados serão capazes de entender as nuanças técnicas que estão entremeadas neste processo.

Vale à pena acompanhar o caso de perto.

O império contra ataca

Quem achava que o Google ia tomar o processo da Oracle e ficar de boca calada hoje teve sua resposta no comunicado postado no blog de desenvolvimento do Google:

Segue o texto (tradução minha):

Como muitos de vocês, a cada ano ficamos com muita expectativa dos workshops, conferências e eventos relacionados a software livre. Em nossa opinião, estas estão entre as melhores formas de relacionar com a comunidade, compartilhando nossas experiências e aprendendo com vocês. Então, nós estamos tristes em anunciar que não poderemos estar presentes ao JavaOne deste ano. Nós queríamos, mas ação judicial recente da Oracle contra o Google e o código aberto tornou impossível para nós expressar livremente os nossos pensamentos sobre o futuro do Java e do código aberto em geral. Esta foi uma decisão dolorosa para nós, pois participamos em todas as JavaOne desde 2004, e eu, pessoalmente, tenho falado em todas, menos  na primeira em 1996.
Entendemos que isso pode desapontar e incomodar muitos de vocês, mas estamos ansiosos para apresentar em outros eventos em breve. Estamos orgulhosos de participar da comunidade open source Java, e queremos encontrar outras maneiras de participar e contribuir.
Por Joshua Bloch, Escritório de Programas Open Source do Google

Java: porque não usar!

A recente notícia de que a Oracle pretende processar o Google por quebra de patente pelo uso do Java nos aparelhos Android acendeu um alerta vermelho na comunidade de desenvolvedores.

No meu blog eu costumo descer a lenha no Java; na minha visão é uma linguagem que tem muito mais desvantagens que vantagens. Lerda na maior parte dos casos (a menos daqueles feitos para ficar com 98% da performance do C/C++ e que o cabra levou dez anos para otimizar), com tendência a portabilidade mas é um inferno para instalar em todas as plataformas, teoricamente aberta até certo ponto, etc.

Java foi o grande hype de linguagens no final dos anos 90 e início de 2000, muitos javaboys defendiam como se estivessem pregando o Evangelho as virtudes da linguagem, diziam que não tinha ponteiros, que era a linguaguem onde você escreve uma vez e roda em todos os sistemas operacionais, etc.

Aí daquele que ousasse dizer algo em contrário. Aí daquele que se sentisse confortável com ponteiros (coitado do Mel). Aí daquele que para fazer seu código compilar em várias plataformas usava C/C++ com alguns #ifdef. Aí daqueles que não criassem classes até para fazer um programa hello world.

E o Java foi dominando o mercado das linguagens, chegou a ter 28% do total de usuários segundo o indíce TIOBE.

Eu pessoalmente sempre detestei Java, talvez por preconceito, mas posso dizer que nunca escrevi uma linha de código em Java e nunca fiz questão de aprender.

Estabelecidas estas bases vamos agora ver o caso da Oracle+Sun x Google. Segundo o site ArsTecnica a Oracle diz que o Google violou de modo intencional as patentes que a Sun possuia e agora a Oracle possui.

A licença do Java é complexa e basicamente é um GPL com algumas exceções: a parte J2ME não é GPL e portanto todos os aparelhos móveis que usam J2ME tem que pagar royalties à Oracle. O Google evitou isto escrevendo uma máquina virtual Java desde o início e desta forma ele não estaria usando código GPL com a cláusula de pagamento de royalties em aparelhos mobile.

Escrever uma máquina virtual Java é algo perfeitamente lícito, existem outras máquinas virtuais como por exemplo o IBM J9 (que aliás parece ser melhor que a VM da Oracle), no entanto a Oracle/Sun proíbe qualquer máquina virtual que não cumpra todas as especificações do Java.

Até aí pode fazer sentido. Mas o galho é que ela proíbe também as que ampliam as especificações do Java e aí parece que pegou o Google.

Alguns podem argumentar: ela só está defendendo o direito dela. É verdade. Mas quando você se comporta com uma linguagem de programação supostamente aberta com cláusulas esquizofrênicas como estas, você está mandando um recado claro a comunidade de desenvolvedores para não por todos os seus ovos nesta cesta.

Resumo da ópera:

Falando em português utilizado no Maracanã: o pau vai comer. Vai ser briga de cachorro grande e em briga de cachorro grande melhor não se meter.

Minha dica para você: se não aprendeu Java não aprenda. Use C/C++, aprenda uma linguagem interpretada legal como Python, aprenda Lua (Lua foi desenvolvida no TeCGraf da PUC-Rio, onde trabalhei alguns saudosos anos) . Pode ficar tranquilo que se vive muito bem sem Java.

Off-topic: O Java está em franca queda no índice TIOBE e está sendo ultrapassado pelo lendário e ancião C.

Outro texto muito bom sobre o assunto em português foi publicado no MeioBit.

Java Sucks: http://www.java-sucks.com/