OS X Mavericks e a pergunta: “Por que estragar o que estava bom?”

Há três semanas, a versão nova do Mac OS X foi lançada para o público. No dia, o Pedro Paulo fez um post dizendo que tinha gostado da atualização, mas que as pessoas deveriam ler os comentários das pessoas que diziam mehh e dos que não gostaram.

Eu sou um desses que não gostou dessa atualização. Por que? Porque conseguiram piorar várias coisas que, na minha opinião, já estavam funcionando muito bem e não precisavam ser mexidas. Naquele post, eu deixei um comentário com as minhas reclamações a respeito do Mavericks e, de lá para cá, a lista só cresceu. Vamos à lista estendida.

  1. Safari (Para mim o maior pecado desta atualização)
    1. A função Developer está totalmente diferente e algumas coisas foram cortadas, além de terem mudado os atalhos do teclado.
    2. A tela inicial era mais bonita (Agora ficou feia, igual à do Chrome ou do FF)
    3. Não aceita mais o guardião do Itaú para Pessoa Jurídica (Talvez isso seja culpa do Itaú, mas até hoje não funciona)
    4. Fica querendo completar todos os campos mesmo que você diga que não quer, inclusive na barra de endereços (às vezes digito www e ele não só completa como já dá enter por mim).
    5. Já traz alguns campos preenchidos (geralmente errados) mesmo que tenha sido a primeira vez que você entrou naquele formulário.
    6. Agora parece que algumas coisas ele pede 2, 3, 4… confirmações quando vai rodar alguma coisa em Java.
  2. Messages
    1. Não funcionam mais os emoticons digitados no teclado quando você está usando uma conta Jabber (Google Talk, por exemplo).
    2. Aqui as notificações são temperamentais. Há dias que o Messages não mostra nenhuma notificação.
  3. Mail: Ficou extremamente mais lento do que era. Há vezes que, para mostrar uma mísera mensagem, demora 10 ou 20 segundos só para abrir e ainda continua mandando anexos no corpo da mensagem mesmo que você mande exibir como ícone. Isso é mortal se você manda anexos para pessoas que usam Lotus Notes ou outros e-mails menos convencionais.
  4. Trabalhar com dois monitores: Ele cisma em abrir alguns programas no monitor da esquerda mesmo que na última vez você tenha aberto no da direita. O assunto fica mais complicado quando você leva o notebook para casa e lá o monitor fica na direita, quando no trabalho ele fica na esquerda. Cada coisa abre num lugar.
  5. O Spotlight se perdeu na atualização. Tive que mandar reindexar e isso demorou pacas.
  6. Eu achava que era implicância e que o sistema estava mais lento. Mas não é implicância. Meu Mac ficou notavelmente mais lento depois do Mavericks.

Me disseram que o Finder ficou um pouco melhor, ou menos pior, com as abas e as outras coisas novas, mas eu não sei porque eu não uso o Finder. Eu uso o Path Finder que já tem aba desde a primeira versão que eu uso, comprada em 2010.

Outra coisa que elogiaram e eu também elogiei no princípio, foi a parte das atualizações automáticas. Tenho que concordar que em muitos casos é bom mesmo, mas no caso do XCode, não é nada bom atualizar 1GB quando o sistema der na telha. Ele faz a sua internet ficar lerdona, ainda por cima, algumas coisas precisam ser guardadas (SDKs antigos) antes de atualizar o sistema. Com atualização automática, você precisa ter um backup dos SDKs antigos para não ter que ficar baixando toda vez que o XCode atualiza sozinho.

Em termos de aparência, não vi nenhuma mudança muito drástica. Só um retoque aqui ou ali. Até preferia o Dock como era antes, mas do jeito que está não ficou ruim nem me atrapalha.

Resumindo. Para mim, o Mountain Lion estava mais do que bom para minhas necessidades. O Mavericks conseguiu estragar um monte de coisas que funcionavam muito bem no M.L., e a troco de que? Uma interface mais bonita? Um sistema mais leve? Uma experiência mais rápida. Não.

Sinceramente não vi vantagem nenhuma na atualização para o Mavericks. Pronto falei.

Novidades na terra da Maçã

Você já lerá isto em um monte de lugares, portanto não queria chover no molhado. No entanto, como falamos dos novos produtos da Microsoft, não podemos deixar os amigos da Apple com ciúmes.

Em primeiro lugar o lançamento do Mavericks, alguns como este escriba gostaram, outros disseram mehhh, outros não gostaram. Eu recomendo o upgrade, até porque é grátis, mas recomendo ler os comentários dos que dizem mehh e dos que não gostaram.

Depois lançaram novos Macbook Pro mais leves e mais finos. Todos com processadores Haswell (Crystalwell no caso dos de 15″) da Intel. Estão prometendo 9 horas de duração de bateria em full power. Baixaram o preço do de 13″ retina display de US$ 1499,00 para US$ 1299,00 e do de 15″ de US$ 2199 para US$ 1999,00. Parece que mataram os de 13″ e 15″ que não são retina.

O MacPro que havia sido anunciado na WWDC’13 foi lançado oficialmente e estará disponível na terra de Obama a partir de US$ 2999,00 em dezembro. Aqui deve custar um rim e 30% de um fígado. A novidade é que não vão fabricar na China, mas sim nos Estados Unidos.

MacPro memory

 

Novas versões do iLife e do iWork, que pelo menos na apresentação, pareceram interessantes. Não dá para substituir o Office, mas sendo grátis agora, é uma opção muito melhor que o OpenOffice e o Google Docs.

E por fim anunciaram o novo iPad e o novo iPad Mini com retina display. Vão chamar o grandão agora de e iPad Air. O preço continuará o mesmo para o iPad (a notícia esquisita é que o velho iPad 2 vai continuar sendo vendido pelo mesmo preço). Já o iPad Mini não vai se chamar air e vão aumentar o preço para 399, vendendo o velho por 299. Serão lançados no dia 1/11 em todo o mundo civilizado e semi-civilizado (não na Dilmalândia).

 

Apple anuncia novos produtos, iPad 4 e iPad Mini

Há poucos minutos a Apple anunciou o lançamento do iPad 4 e do iPad Mini.
– iPad 4 – A6X (2x mais rápido que o iPad3), Cabo Lightning.
– iPad Mini – Tela 7.9″, 768×1024, Apple A5, Facetime HD, 5MP Camera, 4G LTE, Cabo Lightning, 10 horas bateria. A partir de US$ 329.00

Novo iBooks (3.0)
– Scroll contínuo, iCloud, Share via Facebook e Twitter, novas fontes.

Novo iBooks Author
– Novas fontes, fórmulas matemáticas, livros atualizáveis.

Novos Macs
MacBook 13″ com retina display 2560×1600. 1,9cm de espessura. 8GB Ram, Intel i5 ou i7, Bluetooth 4.0, HD SSD 128 até 768GB
Mac Mini – i5 ou i7 Ivy Bridge, Bluetooth 4.0.
iMac – Este foi a grande novidade em termos de Mac. 5mm de espessura. Nvidia Kepler, Bluetooth 4.0, i5 ou i7, 8GB Ram, Apple Fusion Drive (128 GB SSD, 1TB a 3TB HD).

Algumas curiosidades: 200 milhões de aparelhos já foram atualizados para o iOS6 (escutou Android?)

Resumo dos Números:

  • 5 milhões iPhone 5s vendidos no primeiro fim de semana.
  • 3 milhões iPods vendidos ( os nano novos e os touch novos)
  • 124 milhões docs no iCloud.
  • 300 bilhões de iMessages (28000/seg)
  • 160 milhões contas no game center
  • 70 milhões fotos compartilhadas.
  • 700,000 apps na app store
  • 275,000 iPad apps
  • 35 bilhões de apps downloads
  • US$6.5 bilhões pagos a desenvolvedores (e a minha parte??? :)..
  • 100 milhões de iPads vendidos até agora.

Colocaram um iPad ao lado do Nexus 7″ e deram uma detonada no Nexus: “They failed miserably

TexturePacker ajuda você a desenvolver jogos

Todo desenvolvedor de jogos que se preze sabe que uma maneira de aumentar radicalmente a eficiência do código de desenho do jogo é utilizar atlas de textura. Em um jogo 2D comum, usamos sprites para movimentar os elementos na tela. Usando um framework como o Cocos 2D para iOS, os sprites são renderizados como paineis tri-dimensionais com a imagem desejada como textura, utilizando dessa forma o poder da GPU do aparelho. Atlas de textura permitem que uma única textura seja utilizada como a textura de vários sprites, trazendo ganhos de performance bastante expressivos. A geração manual dos atlas de textura é tediosa e sujeita a erros, portanto normalmente usamos uma aplicação que gera estes atlas automaticamente e de maneira bastante conveniente nos nossos produtos: o TexturePacker.

Exemplo de Textura

Sua utilização é muito simples. Basta adicionar pastas ou arquivos soltos a parte direita da aplicação e o programa automaticamente encontrará a disposição perfeita para os objetos de maneira que produzam texturas com o menor tamanho possível. Então basta exportar a textura e utilizar na sua aplicação. Você também pode escolher salvar o documento do TexturePacker no repositório do seu jogo, já que o TexturePacker usa caminhos relativos por padrão, evitando surpresas ao abrir o arquivo em outra máquina.

Tela inicial do TexturePacker

O TexturePacker não é o primeiro software do tipo, mas é o melhor dentro os quais já utilizamos para Mac. É oferecida uma versão gratuita no site com pedidos ocasionais de compra e funcionalidade reduzida, mas para um jogo simples é suficiente. Para jogos um pouco maiores, o preço atual (US$ 24,95) é bastante razoável. Entre as funcionalidades disponíveis, o TexturePacker suporta os mais diversos formatos de arquivo, inclusive o formato proprietário PVRTC, otimizado para dispositivos com o chip PowerVR (como os dispositivos iOS). O software também permite exportação para o Cocos 2D (entre vários outros formatos), integrando trivialmente com sua API. Várias funcionlidades avançadas, como salvar em outros formatos de cor ou cortar imagens automaticamente, também estão disponíveis.

Os resultados obtidos com o TexturePacker são bastante impressionantes. A utilização de um gerador de atlas de textura é essencial para o desenvolvimento de qualquer jogo 2D que utilize gráficos acelerados, pois resulta em ganhos massivos de performance. O TexturePacker permite a criação destes atlas da melhor maneira possível. Individualmente, as funcionalidades oferecidas pelo programa podem ser, em sua maioria, encontradas nos programas de concorrentes. Porém, a reuinão de um enorme conjunto de funcionalidades em um pacote extremamente bem polido é o maior diferencial desta aplicação. Disponível para Mac OS X, Windows e Linux, o programa dá a impressão que se antecipa às suas necessidades. Disponibilizado a um preço justo, este gerador completíssimo de atlas de texturas está totalmente aprovado.

Mac App Store tenta pegar carona no sucesso da App Store

Que a ITunes App Store é um sucesso, e vende muito, isto ninguém duvida.

Pensando nisso a Apple lançou hoje, juntamente com a versão 10.6.6 do Snow Leopard, a Mac App Store. Já de cara tem mil programas, alguns já existiam fora da loja.

O grande atrativo desta loja na opinião deste analista é a capacidade de vender software de forma barata, os preços em geral são menos salgados que a venda avulsa e de forma integrada com sua conta da ITunes Store e App Store.

Desta forma, se você recebeu um Gift Card da ITunes Store, você pode comprar programas para Mac através do canal de vendas que vem no computador. Imagine se a Microsoft fizer algo similar para o Windows e começar a vender Office a preços mais em conta para uso doméstico?

iMacquarium – Literalmente com interface Acqua

Um sujeito dos Estados Unidos teve uma ideia bem bacana, pegou um Mac G3 velho, tirou o miolo do monitor e do computador, colocou uma lâmpada e montou um aquário no lugar do tubo de imagem.

O resultado é o que vocês podem ver abaixo.

imacquarium

Como a coisa deu certo ele passou a fazer em série os iMacquariums e de todas as cores. O aquário tem 13,2 litros, vem com bomba e luz, além de ter a tampa traseira removível para alimentar os peixinhos.

O brinquedo custa US$200,00 mais o frete (não sei se ele manda para o Brasil).

Caso alguém tenha interesse o link do site do sujeito (parece que o nome dele é Jake) é o seguinte:
http://www.jakeharms.com/

Taí, gostei de ver a reutilização dos Macs G3 velhos. E você, compraria um desses para colocar na sua estante da sala?