Review do HTC Magic – Parte 2

E chegamos à parte final do review do HTC Magic. Caso você tenha perdido a primeira parte, clique aqui.

A primeira parte do review foi basicamente sobre o hardware do aparelho e essa segunda parte se propõe a cobrir uma boa parte da parte de software do HTC Magic. Como ele é um aparelho com sistema Android, acredito que encontremos as mesmas coisas em outros aparelhos com a mesma versão do sistema móvel do Google, no caso desse aparelho, a 1.5.

Antes de falar sobre o sistema, prometi falar sobre a duração da bateria no último post. Pois então:

Tenho usado o aparelho de forma bem pesada nesses dias em que estou com ele para testar. Mesmo assim não fiquei sem bateria nenhum dia sequer. Ela durou pelo menos um dia inteiro. Alguns dias de menos uso cheguei no final da jornada com bateria suficiente para uma noite inteira sem uso e mais uma manhã de uso. O meu uso normal foi de internet 3G ou WiFi conectada o dia inteiro (checando e-mails e twitter), um pouco de uso de GPS e chamadas telefônicas. Meu veredito: Bateria aprovadíssima!

Voltemos agora ao sistema do aparelho.

Como eu falei no post anterior, digitar textos nesse aparelho pode ser complicado, ainda mais se você tem dedos de ogro como eu. Nunca consigo apertar as teclas certas. Pensando nos Shreks como eu, o sistema tem um dicionário interno, capaz de identificar digitações erradas e sugerir palavras. Minha estatística é que, se eu não olhar para o que está saindo e digitar, acerto 90% das palavras com a correção do sistema. Além disso, quando não acerto e ele não sugere a palavra certa, a alternativa correta é uma das 3 ou 4 que ele oferece.

Resumindo, digitar no HTC Magic não é das tarefas mais agradáveis. Mesmo assim é possível acertar bastante, devido ao sistema de correção e sugestão de palavras que ele tem. Ainda prefiro um teclado físico. Talvez um teclado como o do HTC Dream fosse a solução para esse problema. A trackball do aparelho ajuda na hora de escolher uma palavra alternativa sugerida e na hora de editar textos.

No quesito multimídia, o único pecado do Magic é o seu fone de ouvido com conector proprietário. Fora isso, o alto-falante do viva-voz pode ser usado para ouvir músicas e assistir vídeos sem problema nenhum, com uma qualidade de som muito boa, melhor inclusive do que a qualidade do som dos alto-falantes do N97.

O player de música é bom, muito parecido com o do iPhone/iPod. Mostra as capinhas de disco e você pode navegar entre os discos da mesma forma que nos aparelhos da Apple.

Na parte de vídeos ele vem com um player nativo do Youtube. Muito interessante.

A grande qualidade do aparelho (imagino que seja comum dos aparelhos Android) é a integração tão útil quanto óbvia com os serviços do Google e com algumas redes sociais (Twitter e Facebook).

Logo que você liga o aparelho pela primeira vez, já tem oportunidade de se conectar ao GMail para checar e-mails, sincronizar a agenda e os contatos. Como eu sincronizava com frequência o meu E71 (e os outros Nokias precedentes a ele) com o GMail, não precisei me preocupar com os contatos de telefone. Vieram todos “automagicamente” do GMail, inclusive com e-mails e fotos.

Ainda nesse quesito, o Google Maps e o Latitude funcionam perfeitamente com o GPS munido de bússola eletrônica. Nesse ponto o HTC Magic (com um bom plano de dados) é perfeito.

Para fechar a integração com o Google, ele vem com o Google Talk instalado. O aplicativo só permite chats, mas já é mais do que suficiente. Caso você queira usar VoIP e outros Instant Messengers, use o Nimbuzz, disponível no Android Market.

Detalhe curioso: Parcialmente ensolarado às 20:03? 😀

Por falar em falar, o aplicativo de telefone é completamente integrado com os contatos do GMail. Se você tem uma lista de contatos organizada, vai ser muito simples usar o telefone. Você começa a discar e ele vai mostrando todos os contatos que têm aqueles números.

Outra função natural de um celular é receber e enviar mensagens SMS. Nesse ponto ele é bem parecido também com o iPhone. Nativamente ele guarda as mensagens na forma de conversa, como se fosse um chat.

O browser para navegar na Web é bem rápido e funciona muito bem, a menos do fato de não abrir itens em Flash nas páginas. Quando existe algum vídeo do Youtube ele abre a aplicação nativa do Youtube para mostrar o vídeo. Fora isso, você pode navegar normalmente nas páginas e aproveitar o telão para ver as páginas de forma mais confortável.

Na parte da loja de aplicativos, o Android está muito bem servido. São centenas de jogos e milhares de aplicativos, grande parte gratuita, para você instalar no aparelho. Difícil é escolher. 😀 Aliás, o sistema da Android Market é bem legal. Você pode ir escolhendo os programas que ele instala em segundo plano enquanto você escolhe mais e mais programas.

Ah, e na parte de jogos o aparelho não faz feio não. O acelerômetro e a telona capacitiva ajudam muito na hora da diversão com jogos.

Antes de fechar o post com a conclusão, uma dica. No Android os programas ficam sempre abertos, mesmo que você os feche com o botão de voltar ou clicando na casinha. Para liberar memória, me deram a dica de instalar o Advanced Task Killer, um aplicativo gratuito que justamente fecha (ou mata) os programas que estiverem rodando, seguindo suas ordens. Muito útil.

Para fechar:

Esse foi o meu primeiro review de aparelho que não era daquela marca finlandesa e o resultado foi muito bom, na minha opinião. Apesar do Android ainda ser um sistema novo, em comparação com o Symbian e o Windows Mobile, ele está muito forte e crescendo muito rapidamente.

Se você está querendo um aparelho para estar conectado o tempo inteiro e poder jogar bastante, o HTC Magic é uma boa opção.

Formatando seu HTC Magic

Muito bem, existem várias razões para você querer formatar o seu celular e zerar todo o conteúdo dele: Você pode estar querendo dar uma geral na bagunça que ficou depois de instalar a Android Market inteira, ou então vendeu o aparelho e quer limpar seus dados, ou até pelo bem da ciência. Não importa.

Para apagar todo o conteúdo da memória do aparelho e deixá-lo como veio de fábrica, desligue o celular, pressione a tecla da casinha e a tecla de voltar, com a seta para a esquerda (marcadas com 1 na figura abaixo). Com as duas pressionadas, ligue o celular, apertando a tecla vermelha (marcada com 2 na figura abaixo).

Depois disso, o aparelho vai entrar no modo de setup e vai perguntar se você deseja apagar tudo. Escolha Yes e depois de pronto Yes novamente, para ele reiniciar.

Prontinho. O HTC Magic está como veio de fábrica. Ah, e não se esqueça de formatar o microSD indo em Configurações -> Cartão SD e armazenamento -> Formatar cartão SD.

Obviamente, depois desses passos todos não sobrará mais nenhum dado seu no celular, tal como agenda, fotos, mensagens etc. Faça um backup dos dados que você quiser manter antes de formatar o seu celular.

A dica foi do leitor Marcel. Obrigado!

Review do HTC Magic – Parte 1

Como alguns já sabem, recebi na sexta-feira o HTC Magic para testar. Esse foi o primeiro HTC a chegar ao mercado brasileiro com Android. O HTC Dream (Google G1) não chegou aqui no Brasil.

Esse também foi o meu primeiro contato com a plataforma Android. Eu nunca havia testado tão de perto um telefone com Android. O único telefone com Android que eu mexi foi um Samsung que estava emprestado com o Nick Ellis do Digital Drops, quando fomos a um evento São Paulo. Foi um contato breve no aeroporto, enquanto esperávamos para fazer o Check-in. Agora pude ver com mais detalhes o dia-a-dia de um Android.

Vamos começar pelo que eu não gostei, para terminar bem esse review com o que eu gostei. Afinal de contas esse aparelho merece terminar muito bem o review.

Foram poucos os pontos que não me agradaram no HTC Magic.

O primeiro deles foi a falta de um flash (um LED, pelo menos) na câmera de 3.2MPx com foco automático. Com isso não há possibilidade de tirar fotos decentes à noite. Ainda não testei a câmera de dia, mas as fotos tiradas com iluminação artificial à noite ficaram ruins.

Eis a câmera. Realmente caberia um flash de LED nesse espação.
Eis a câmera. Realmente caberia um flash de LED nesse espação.

Falta um teclado físico. Não gosto de ficar digitando na tela porque erro muito a digitação. Na próxima parte do review vou falar mais sobre isso e sobre o método de correção de texto do HTC Touch que é muito bom. Em parte ele resolve o problema, mas continuo achando um teclado real mais produtivo.

Também falta um radinho FM. Isso faz falta para mim. Ouço jogos de futebol no celular sempre.

Fone de ouvido e microUSB proprietário, que também serve para carregar. Realmente o fone de ouvido poderia ser um plug de 3,5mm. Vejam abaixo a foto do plug.

Na parte de baixo do telefone temos o plug que serve para carregar, para ligar à USB e para o fone de ouvido.
Na parte de baixo do telefone temos o plug que serve para carregar, para ligar à USB e para o fone de ouvido.

Por último, o tempo de boot do aparelho, que, com 1:30 min, fazem você pensar duas vezes antes de desligá-lo ou deixá-lo ficar sem bateria. Fiz um videozinho que deixo abaixo:

Observação. Repare que quando eu passo o dedo a primeira vez na tela, eu passei a unha, o que nem sempre dá certo em telas capacitivas, apesar de funcionar sempre em telas resistivas como a do N97. Na segunda vez eu passei o dedo e ele respondeu na mesma hora.

Agora vamos às coisas boas desse aparelho. 😀

A tela é a primeira coisa que você repara nele. Ela realmente é bem grande, com 3.2″, e tem uma resposta aos toques muito boa (ela é capacitiva). O scroll cinético dele é tão bom quanto o do iPod Touch/iPhone e muito mais ágil do que o do N97 (que tem uma inércia incrivelmente grande). Além disso, ela funciona perfeitamente ao sol.

Outro quesito incrível do HTC Magic é a espessura do aparelho. Vejam nas fotos abaixo a comparação com o iPod Touch e com o N97.

De cima para baixo: iPod Touch 1ª Geração, HTC Magic e N97
De cima para baixo: iPod Touch 1ª Geração, HTC Magic e N97
Da esquerda para a direita: N97, HTC Magic e iPod Touch 1ª Geração
Da esquerda para a direita: N97, HTC Magic e iPod Touch 1ª Geração
Da esquerda para a direita: N97, HTC Magic e iPod Touch 1ª Geração.
Da esquerda para a direita: N97, HTC Magic e iPod Touch 1ª Geração.

O iPod Touch pode até ser mais fino, mas ele não é um telefone. Se fosse comparar com o iPhone, ele ou empataria se ele não fosse um pouco dobrado na parte de baixo. O N97 realmente não tem comparação em termos de tamanho. É um tijolo mesmo.

Ainda não testei bem a bateria do HTC Magic. Ele veio com um pouco de bateria ainda na sexta-feira e ontem viajei e só o usei na ida, trocando para o E71 quando cheguei no destino. Não posso ainda dizer quanto tempo ela dura. Vou deixar carregando hoje de noite e amanhã começo a testar mesmo a duração dela.

Em todo caso deve durar bem. Ela é uma bateria de íons de Lítio com capacidade de 1340 mAh, o que é menos do que os 1500mAh da bateria do E71, por exemplo. Vamos ver como ela se comporta amanhã.

A bateria é meio gordinha. Mas tem 1340mAh.
A bateria é meio gordinha. Mas tem 1340mAh.

Outra parte muito boa do celular é ter WiFi e 3G. Apesar disso, o Android tem uma coisa meio desagradável que é escolher o ponto de acesso automaticamente para você (se estiver fora do WiFi, vai usar a operadora sem te perguntar), mas isso eu falo depois. Agora só digo que tanto o 3G quanto o WiFi funcionaram perfeitamente comigo. O 3G dele é HSDPA 850/2100MHz, ou seja, funciona com qualquer operadora nacional (apesar desse exemplar que eu estou testando ser da TIM).

Por último, no quesito hardware, fecho essa primeira parte do review com o GPS com bússola eletrônica. Uma perfeição funcionando em conjunto com o Google Maps.

Ah, faltou falar das vísceras do aparelho. Ele é animado por um processador Qualcomm MSM7200A com 528MHz, tem 512MB de ROM, 288MB de RAM e vem com um microSD de 2.0GB.

Aguardem a próxima parte do review do HTC Magic em alguns dias. Por enquanto, deixo mais umas fotos.