Mail x Sparrow x AirMail

MailVsSparrowVsAirMail

Em busca de um cliente de e-mail que pudesse substituir o Mail do Mac, testei os dois que se diziam melhores que ele, o Sparrow e o AirMail.

Basicamente eu precisava de um programa que anexasse os arquivos de forma decente e que aceitasse alias com assinaturas diferentes, coisas que, por mais absurdo que pareça, o Mail não faz. Não me venham dizer que o Mail envia anexos de forma decente por que não é verdade. Não importa o que eu faça, quase sempre recebo reclamações de pessoas dizendo que não conseguiram abrir o anexo do meu e-mail, principalmente quando é imagem ou PDF.

Sparrow

Comecei pelo Sparrow, que é um programa excelente, mas que foi comprado pelo Google justamente para que o projeto fosse abandonado e os desenvolvedores pudessem passar para o time do GMail. Só descobri isso depois que eu comprei o aviãozinho.

Mordido por ter gasto 10 obamas (uma fortuna!) num app que já havia morrido, resolvi testá-lo até o extremo e, confesso que acabei gostando do programa. O problema é que ele tem muitos bugs, alguns muito chatos, que só vão ser corrigidos quando o Fluminense pagar a série B que está devendo.

Para começar, o Sparrow resolve a ordem que os nomes vão aparecer nos e-mails das pessoas. Às vezes vem “sobrenome nome” às vezes “nome sobrenome”, às vezes só o email e não encontrei maneira de fazê-lo corrigir isso. Outro problema é que ele tenta advinhar o e-mail a partir da primeira letra que você digita. Isso faz a digitação de qualquer destinatário um suplício, por que não sei onde ele vai buscar esta informação, mas demora uma eternidade. Ainda mais se o email começar com “a”.

Em outro ponto o Sparrow perde do Mail. Agilidade. O programa é muito lento. Quando estava usando só uma caixa de e-mail, ele funcionava que era uma maravilha. Quando incluí as outras 5 caixas e o alias, o programa virou uma carroça.

Outra coisa que me disseram que ele não faz direito é guardar anexos de uma mensagem em rascunho quando se fecha o app e abre novamente. Neste caso ele não guarda os anexos ou, pelo menos não os envia. Isso não me aconteceu, mas outras pessoas confirmaram o problema.

Fora esses problemas, ele faz várias coisas que o Mail não faz. Uma delas é permitir o uso de alias no remetente, com assinaturas diferentes da padrão e é totalmente integrado com os labels do GMail.

Usei o Sparrow como único cliente de e-mail por um pouco mais de um mês. O que mais me irritou neste programa foi o problema com os nomes das pessoas. Aparecer “Soares da Silva Epaminondas” no nome das pessoas é muito chato.

AirMail

Para ver se conseguia um programa parecido com o Sparrow, mas sem os bugs incorrigíveis dele, lá fui eu instalar o AirMail, que, apesar de ser mais barato que o Sparrow, não oferece uma versão gratuita para testar.

O AirMail parece ser uma cópia melhorada do Sparrow e custa só 2 obamas. Testei o programa alguns dias, mas já vi que ele tem que comer muito arroz com feijão antes de tentar ser melhor que o Mail.

Em comparação com o Sparrow, o AirMail é melhor em quase todos os quesitos, mas (sempre tem uma conjunção adversativa), parece ainda estar bem cru por causa de alguns bugs.

A busca de nomes sempre vem correta, isto é, nome sobrenome; e é muito mais rápida que a do Sparrow. A classificação de mensagens não lidas é excelente e usa o filtro do GMail para isso. Ele também permite alias com assinaturas próprias e todo o resto que o Sparrow permite.

Outras coisas interessantes do AirMail são o histórico de operações, com possibilidade de revertê-las, acesso ao log do programa, para tentar resolver bugs.

O que irrita no AirMail é que às vezes ele cisma com uma mensagem e não carrega o corpo do email nem com vela de sete dias acesa com charuto. E se você vai no GMail, o email está lá bonitinho e até marcado como lido.

Outra coisa que não gostei no AirMail é que ele consome muitos recursos do Mac, mesmo usando a aceleração da GPU (Não me pergunte como, mas há uma opção “GPU Acceleration). O indicador de HD que eu uso vive no vermelho enquanto o app está rodando.

O Mail é pesado, mas ainda assim ele é bem mais leve que o Sparrow e o AirMail.

De volta ao Mail?

Depois de baixar 3 cópias de todos os meus e-mails (são seis caixas de e-mail), ainda não consegui decidir qual dos 3 clientes de e-mail vou passar a usar e liberar parte dos quase 40GB de emails que esses 3 apps estão ocupando. O fato é que não posso ficar com os 3 instalados ao mesmo tempo ou vou ficar sem espaço em disco rapidamente. Curiosamente, tanto o Sparrow quanto o AirMail, estão ocupando bem menos espaço do que o Mail. Vejam abaixo.

mail
23GB ocupados pelo Mail
sparrow-airmail
15GB ocupados pelo Sparrow+AirMail juntos

 

Enquanto o Sparrow + AirMail ocupam 15GB, o Mail ocupa 23GB sozinho. Não sei se os outros dois baixam todas as mensagens ou todos os anexos. Só fazendo uns testes offline para descobrir isso.

Acho que vou dar uma chance maior para o AirMail, que parece ter um suporte razoável. Enviei uma pergunta sobre esse bug de não baixar o corpo da mensagem e estou aguardando a resposta do suporte deles. Vamos ver se respondem.

E você? O que acha desses apps? Tem algum outro para sugerir para teste?

iTunes Rental – Testei e gostei

Para os mais apressados, o título do post diz tudo. 😀 Para os outros sugiro a leitura.

Quando saiu o Netflix aqui no Brasil, fiquei animado com o serviço, mas me bastou um dia usando para cancelar a conta. O motivo é simples: Só tem filme de sessão da tarde no Netflix. Filmes velhos, filmes ruins, poucos títulos… Em resumo, não gostei nada. Desde então estava procurando um serviço semelhante que funcionasse.

Ontem, pela primeira vez, resolvi alugar um filme no iTunes para assistir aqui em casa com o notebook ligado à TV. Não é perfeito, mas gostei da experiência. (No fim do post falo da ligação do notebook com a TV)

Em primeiro lugar, a seleção de filmes do iTunes é bem maior e mais variada, além de trazer vários títulos recentes. Além disso, ao contrário do Netflix, caso você tenha uma conta na iTunes Store dos EUA, é possível alugar os filmes que ainda não estão disponíveis na loja brasileira. O único porém disso é ter que assistir sem legendas ou com legendas em inglês. Se você sabe inglês, a seleção de filmes na iTunes store norte-americana é bem maior do que a brasileira.

Um ponto ruim da iTunes Store é que alguns filmes não estão disponíveis para aluguel (outros não estão para compra). Essa, pelo que andei vendo nos comentários, é a maior reclamação dos usuários.

Outro ponto negativo é ter que baixar o filme inteiro antes de poder exibi-lo. Neste ponto o Netflix ganha, já que ele permite que o vídeo seja exibido sem precisar fazer o download inteiro. Por outro lado, o iTunes permite que se assista aos vídeos desconectado. Você pode alugar vários vídeos entrar num avião e assistir sem estar conectado à Internet. Apesar de haver alguns posts dizendo que isso não é possível, eles são antigos. Acabei de desligar a rede do notebook e mandei tocar o vídeo que aluguei ontem e funcionou perfeitamente.

Quando fazemos o aluguel de um filme no iTunes, é preciso baixá-lo, como foi dito acima. Depois disso, você tem até 30 dias para começar a assistir. Assim que se aperta o play, você tem 24 horas para poder ver o filme. Uma coisa que li em um post é que se você começar a assistir, der pause e voltar a assistir quase na hora de terminar o prazo de 24h, ele avisa que o filme vai demorar mais do que o prazo, mas te deixa terminar de assistir. Não fiz esse teste.

Um último detalhe é que os vídeos alugados ficam numa seção separada dos vídeos comprados, conforme a imagem abaixo.

Por último, algumas pessoas já me perguntaram como ligar o computador na TV. Existem várias maneiras. Muitas TVs hoje em dia têm entrada VGA e HDMI.

  1. Se seu computador tem porta HDMI é preferível ligar direto no HDMI da TV. Neste caso um cabo só levará audio e vídeo.
  2. Se ele não tem HDMI, mas tem mini Displayport (Macbooks novos e alguns notebooks HP, Dell e Lenovo) existe um adaptador mini Displayport<->HDMI. Neste caso também basta um cabo para audio e vídeo.
  3. Se ele tem DVI ou miniDVI, você vai precisar de um adaptador para HDMI (vídeo) e um cabo para o som.
  4. Se só tem VGA você pode ligá-lo direto via VGA e ligar o som com um cabo à parte.

No site Deal Extreme é possível encontrar qualquer cabo ou adaptador citado acima.

Samsung Galaxy 551 – Android 2.2 Review

Num projeto recente que realizamos precisavamos de um Android para testar o sistema que estava sendo produzido, fui buscar algumas opções de Android com preço baixo e deparei-me com o Samsung Galaxy 5 cujo review eu fiz aqui.

Depois de devolver o Galaxy 5 para o cliente que havia contratado o serviço, surgiu outro serviço com Android e adquiri um Samsung Galaxy 551 também por um preço decente e com um sistema mais moderno que o Galaxy 5.

Vamos as especificações:

  • Quadriband GSM / Triband UMTS
  • Android 2.2 – Com funcionalidade de compartilhar a Internet via WiFi. O sistema é bonzinho embora sofra dos problemas que já comentamos aqui.
  • Um pouco gordinho, mas pesa apenas 117g
  • Display: 400×240 TFT 3.2– Aqui o ponto fraco do aparelho, o Android funciona em quase qualquer resolução mas algumas coisas podem ficar meio esquisitas neste aspect ratio.
  • Teclado Virtual QWERTY com tecnologia SWYPE, eu não usei muito, mas a primeira vista não gostei muito deste SWYPE.
  • Teclado físico slider – teclado confortável embora perca feio para os lendários Nokia E71 e E72
  • Câmera, sem flash 3.2MP com Zoom óptico 2x (não achei muito óptico o zoom…)
  • Bluetooth, Wifi 802.11b/g e AGPS, Rádio FM
  • 160MB de memória interna e Slot MicroSD para até 16GB
  • Acesso ao Android Market (Que é uma baderna …)
Custo: R$ 699,00 (desbloqueado)

Se você quer um smartphone barato, prático e com um sistema operacional moderno, o Samsung Galaxy 551 é uma boa pedida, melhor que o Galaxy 5 (full disclosure: a Samsung nunca me deu nada, nem tchau)

 

 

 

Review do Organizador de Cabos da Proporta

Esse review não foi feito por mim, mas pela Márcia (sra. javsmo) que é a “heavy user” de fones de ouvido lá de casa. Aliás, pedi esse organizador para testes justamente para ela parar de embolar os fios dentro da bolsa. Vejamos o que ela diz a respeito do organizador.

Texto da Márcia:

Quando o Zé me entregou este tatuzinho verde para testar, fiquei me perguntando: pra que serve isso? Aliás, tenho que admitir que, em um primeiro momento, achei que fosse um dinossauro. 😀 Mas, prossigamos: logo, ele me explicou que se tratava de um organizador de cabos da Proporta – e, imediatamente, achei a ideia genial, por ser extremamente simples e prática.

O Tatuzinho da Proporta

Costumo levar o fone de ouvido do meu telefone pra lá e pra cá, enroladinho dentro da bolsa, e sempre me deparava com aquela desagradável situação: ter que desembolar o fio todas as vezes em que queria ouvir música.

Com esse acessório, não tenho tido mais esse problema, porque os fios de encaixam nas ranhuras do corpo do tatu e ficam bem organizados na bolsa.

A propósito, acho até que vou pedir para ficar com ele pra mim após o teste-drive – eheheheheh!

Voltei. 😀

Eu não sou o melhor enrolador de fios do mundo?
Eu não sou o melhor enrolador de fios do mundo?

Resumindo, esse organizador não tem processador, não tem câmera, não toca MP3, não tem bluetooth, não lê e-mail, não tem bateria, mas é genial! 😀

Ah, e já sabem, né? Os produtos da Proporta você encontra aqui.

Review: Capa Proporta de Neoprene de 10″

No anúncio da Proporta eles dizem que ela é feita para netbooks de 10″, mas descobri um uso melhor para essa capa de neoprene, proteger o iPad do meu pai. Ficou perfeito (quando ele usa, é claro).

Capa proporta de Neoprene 10"
Capa proporta de Neoprene 10"

Carregar um iPad, um netbook ou qualquer outro tablet solto dentro da pasta ou da mochila, junto com chave, carregadores, canetas e cia; pode fazer muito mal para o aparelho. Uma viagem pode ser suficiente para quebrar a tela ou arranhar totalmente o seu tablet. Se for bolsa de mulher, então, aí os perigos aumentam. É maquiagem, pente, escova, espelho. A probabilidade do iPad sair inteiro de uma bolsa, sem uma proteção é muito pequena. 🙂

A solução para isso é uma capa que o proteja bem o aparelho contra impactos e objetos rígidos, e essa capa da Proporta é realmente muito bem feita.

Vamos aos motivos que eu tenho para dizer que ela é muito boa:

1) Tem uma espuma bastante forte que fica marcada por um tempo quando você a pressiona. Essa espuma faz toda diferença na hora que alguma coisa atinge seu gadget. Ela absorve o impacto muito bem.

2) O ziper duplo com um acabamento de plástico dá mais segurança.

3) O aparelho fica exatamente encaixado dentro da capa, sem folgas. Tanto o netbook quanto o iPad. Imagino que o Xoom também fique certinho dentro dessa capa.

4) Essa capa tem garantia “Lifetime”, ou seja, enquanto seu aparelho viver você terá uma capa para protegê-lo. Se depois disso você arrumar outro de 10″ (um iPad 5, hehehe), vai poder usar a capa também.

É por essas e outras que as capas da proporta são minhas preferidas. Nunca tive problema com elas e, se um dia vier a ter problema, eles trocam. Simples assim. 🙂

Esta capa agora custa US$ 13,95 (+/- R$ 24,00). Antes custava US$ 17,95. Além disso o frete para o Brasil custa só US$ 2,46 (+/- R$ 4,00).

Para ver essa capa e outros produtos da Proporta, visite o endereço abaixo.

http://www.proporta.com/affiliate/Zeletron

Capa de Silicone Proporta com SteriTouch®

Prosseguindo com os reviews de produtos que a Proporta me enviou para testar, chega a vez da capa de silicone com revestimento antimicrobiano.

Além da capa, o pacote inclui uma película protetora para a tela.

Essa capa, além de resolver o problema da antena do iPhone, foi a melhor capa que já usei até hoje. Ela não fica caindo, não escorrega (coisa que o bumper faz), protege totalmente o aparelho e ainda por cima mata 99% dos micróbios. Se eu estivesse com essa capa na viagem que eu fiz, provavelmente o iPhone não teria sofrido com o tombo que tomou no asfalto.

Esse revestimento, chamado de SteriTouch®, é eficaz no combate a bactérias, inclusive Escherichia coli, Salmonella e Staphylococcus aureus resistente à meticilina. Também é eficaz contra fungos e bolor. Isso é muito importante para aquelas pessoas que levam o celular para ler ou jogar enquanto estão no troninho. 😀 Mesmo que você não leve o celular para o banheiro, deixá-lo em cima de um balcão de padaria ou numa mesa de bar pode carregar bactérias com ele.

A película também tem SteriTouch, o que garante que a tela também fique protegida dos micróbios.

Segundo o fabricante, essa capacidade de matar 99% dos micróbios dura a vida toda da capa. Além disso, a capa tem garantia de vida, o que garante que você terá seu celular protegido, e, por conseguinte, você também protegido, durante toda a vida dele.

Na loja da proporta você pode encontrar outros produtos (para outros modelos de celular) revestidos com SteriTouch.

Essa capa, com o protetor de tela custa US$ 24.26 e o frete para qualquer lugar do mundo custa US$ 4.95. Ela é preta com detalhes em verde. Ela também está disponível nas cores rosa e cinza.

Clique aqui e veja mais produtos da Proporta.

Samsung Galaxy 5 – Android 2.1 review

Num projeto recente que realizamos precisavamos de um Android para testar o sistema que estava sendo produzido, fui buscar algumas opções de Android com preço baixo e deparei-me com o Samsung Galaxy 5.

Após utilizá-lo, apenas para desenvolvimento, por três meses, posso dizer que pelo preço do aparelho (600,00 sem subsídios) pode ser uma excelente opção para quem quer ter um Smartphone e não pode pagar os tubos de dinheiro.

Vamos as especificações:

  • Quadriband GSM / Triband UMTS
  • Android 2.1 Eclair (Aqui a diferença para os caras da Motorola que se bobear vendem android 1.5)
  • Apesar de o site da Samsung dizer que o aparelho pesa 102kg, não se assuste, ele pesa isto em gramas…
  • Display: 320×240 256k cores – Aqui o ponto fraco do aparelho, o Android funciona em 320×240 mas algumas coisas podem ficar meio esquisitas nesta resolução.
  • Teclado Virtual QWERTY com tecnologia SWIPE, eu não usei muito, mas a primeira vista não gostei muito deste SWIPE.
  • Câmera, sem flash 2MP.
  • Bluetooth, Wifi 802.11b/g e AGPS, Rádio FM
  • 100MB de memória interna e Slot MicroSD para até 16GB
  • Acesso ao Android Market (Que aliás, aos poucos, está melhorando)

Se você quer um smartphone barato, prático e com um sistema operacional moderno, o Samsung Galaxy 5 é uma boa pedida (full disclosure: a Samsung nunca me deu nada, nem tchau)

Review do HTC Touch 2

Conforme prometido, segue abaixo o review do HTC Touch 2 que eu recebi para testes.

Como sempre, começo com os pontos negativos, para terminar com os positivos.

Nos pontos negativos, vêm, quase empatados, a bateria e a câmera do celular. A primeira não durou mais de um dia comigo, o que é facilmente compensado pelo fato de se carregar o celular via USB. Com isso, quando estava do lado do computador, o deixava carregando. Já a câmera, ela não tem flash. Isso dificulta, ou até impossibilita fazer fotografias sem luz natural ou em lugares com pouca luz. Em lugares com luz natural, as fotos saem decentes. Acredito que a falta de flash seja em parte causada pela bateria mais fraca do HTC Touch 2, já que existe bastante espaço na parte traseira para um LED.

Agora vamos aos pontos fortes do aparelho.

Apesar de ter a mesma tela resistiva de 320×240 que o HTC Touch, O Touch 2 é muitíssimo mais completo que seu irmão mais velho. Ele vem equipado com A-GPS, 3G HSDPA Dual Band, 256MB de RAM, 512MB de ROM, CPU Qualcomm de 528MHz, Rádio FM com RDS e, pasmem, fone de ouvido com plug normal (3.5mm), coisa que não tinha encontrado em outro HTC antes.

Além disso tudo, o Touch 2 é animado pelo Windows Mobile 6.5, que é muito melhor que o Windows Mobile 6.1 do HTC Touch Pro que eu testei antes. O Windows Mobile 6.5 já vem com o Market Place, a loja de aplicativos da Microsoft. Lá, com seu login do Hotmail, ou MSN, você pode ter acesso aos programas que estão disponíveis para instalar no seu aparelho.

Muito parecida com a AppStore, a Market Place tem muito menos programas gratuitos e os programas pagos, em média, são bem mais caros que os que estamos acostumados a encontrar na AppStore. Mesmo assim, existem boas opções de programas gratuitos e outros baratos.

Além de ter a Market Place, o Windows Mobile 6.5 é muito mais esperto e ágil que o 6.1. Com o Touch Flo da HTC, então, ele fica ainda mais esperto. Já é possível usar o aparelho sem a canetinha boa parte do tempo. Tarefas básicas como discar e abrir e usar alguns programas não exigem mais a bendita canetinha. Isso ajuda muito.

Outros pontos positivos do aparelho são o seu tamanho e o acabamento extremamente bem cuidado, fazendo desse celular um belo aparelho e muito confortável de se carregar no bolso da camisa ou da calça.

Ainda nos pontos positivos, a clareza das chamadas me chamou a atenção. O sinal do celular não fica oscilando e o som das chamadas é claríssimo. Muito, mas muito mais nítido do que o meu E71, que eu já achava imbatível. Esse ponto me impressionou mesmo.

Esses, realmente são os pontos fortes desse aparelho, na minha opinião. Uma chamada cristalina e um acabamento primoroso.

Quanto ao preço, um usado pode sair por 500 pratas e, um novo, na operadora, com um plano pós pago, pode sair de R$949,00 até de graça, dependendo do plano (vi na loja virtual da TIM).

Deixo abaixo umas fotos do aparelho que recebi para testes e que amanhã estará a caminho da HTC novamente.

Review do HTC Touch Pro

Na semana passada, conforme contei por aqui, recebi o HTC Touch Pro para testar. Hoje o devolvi para a HTC. Vamos ao review!

O último aparelho que eu tive que rodava Windows Mobile (está bem, nem era Windows Mobile, era Windows CE) foi meu saudoso Compaq Aero 1550 que tinha uma CPU de 70MHz (não esqueci um zero não). Isso foi lá pelos idos do ano 2000. Aliás, nem celular ele era, era um pré Pocket PC da Compaq, que concorria com os Palms IIIe.

Depois disso, nunca mais usei nenhum aparelho com o Windows Mobile e, confesso, tenho um bom preconceito contra esse sistema operacional.

Depois que comecei a testar aparelhos da HTC, descobri uma porção de amigos que são fãs não só da HTC como do Windows Mobile. Tenho um amigo, por exemplo, que tem um HTC TyTN e ama o bicho de paixão. Descobri também que o legado de programas desenvolvidos para a plataforma é muito grande (principalmente para o mercado corporativo). Hoje em dia não se vê um distribuidor de qualquer mercadoria que não tenha um aparelho com Windows Mobile conectado via celular à rede da empresa.

A tentativa da HTC em melhorar a interface do Windows Mobile foi muito bem sucedida. Se ele estiver bem configurado, você não vai passar muito tempo procurando seu programa no Menu Iniciar. Ele tem uma interface TouchFLO™ 3D e isso ajuda muito na utilização do celular. Em alguns casos você não precisa nem usar a stylus.

Interface TouchFLO

Além do Windows Mobile, existem na internet várias comunidades que ensinam a instalar o Android nos aparelhos da HTC. Com isso, você pode usar o sistema operacional do Google no HTC Touch Pro. Eu não cheguei a testar, mas várias pessoas já conseguiram instalar. Aliás, existe a possibilidade de fazer a instalação até sem apagar o Windows Mobile, caso você queira testar podendo voltar ao sistema original. Maiores informações nesse site aqui (em inglês).

HTC Touch Pro rodando Android

Agora vamos ao hardware do HTC Touch Pro. Nesse quesito, ele dá um banho em muito aparelho por aí, vem equipado com Teclado QWERTY (que merece um capítulo à parte) deslizante, dualband 3G HSDPA, quadriband GSM/EDGE, A-GPS, Câmera de 3.2MPx com flash de LED e auto foco, tela resistiva de 480×640 (VGA), Acelerômetro, câmera frontal para videochamadas, bateria de 1340mAh, WiFi, Bluetooth, NaviKey touch (tecla direcional), CPU Qualcomm MSM 7201A 528 MHz e Rádio FM com RDS.

Como eu falei, o teclado do HTC Touch Pro é maravilhoso. Ele não é tão bom quanto o teclado do E71, mas dá de 1000 a zero no teclado medonho do N97. As teclas são muito bem distribuídas, têm um tamanho bom (até para quem tem mãos de ogro como eu), existe uma fileira de teclas numéricas, o que evita bastante as teclas de função e é muito macio.

O único problema do hardware dele é a espessura. O bicho é muito gordo. Não que isso seja um problema, né? Nós gordos temos nosso charme ;). Mas fora o charme, usar um celular com aquela espessura no bolso é um incômodo. Para o HTC Touch Pro, o ideal é uma capinha no cinto. Quem usa um N95 sabe do que eu estou falando.

A bateria do aparelho também não faz feio. Comigo, ela durou quase dois dias, façanha que só o E71 tinha conseguido até hoje, com o meu uso de internet 3G e WiFi. Nesse ponto, prefiro essa bateria à do meu N82 que não dura nem um dia inteiro.

Bom, para uma pessoa que tinha preconceitos contra o Windows Mobile, até que o HTC Touch Pro conseguiu mudar um pouco a visão que eu tinha do Sistema. Além disso, com a possibilidade de instalar um Android no aparelho, ele ganhou muitos pontos comigo. E você? O que achou dele?

Apps interessantes para IPhone

O Marcelo Barros havia sugerido que fizesse um post com as Apps do IPhone que não havia encontrado quando tinha um Nokia E71.

O objetivo deste post não é confrontar o IPhone com um dos melhores celulares já feitos pela Nokia, mas sim mostrar o sucesso de uma idéia chamada App Store.

Além de oferecer mais de 260 mil aplicativos a App Store tem algumas vantagens interessantes: os preços são infinitamente mais baixos (ex: Isilo – 9,99 Obamas x 19,99 Obamas para outras plataformas) e é muito fácil manter tudo atualizado.

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Review do HTC Magic – Parte 2

E chegamos à parte final do review do HTC Magic. Caso você tenha perdido a primeira parte, clique aqui.

A primeira parte do review foi basicamente sobre o hardware do aparelho e essa segunda parte se propõe a cobrir uma boa parte da parte de software do HTC Magic. Como ele é um aparelho com sistema Android, acredito que encontremos as mesmas coisas em outros aparelhos com a mesma versão do sistema móvel do Google, no caso desse aparelho, a 1.5.

Antes de falar sobre o sistema, prometi falar sobre a duração da bateria no último post. Pois então:

Tenho usado o aparelho de forma bem pesada nesses dias em que estou com ele para testar. Mesmo assim não fiquei sem bateria nenhum dia sequer. Ela durou pelo menos um dia inteiro. Alguns dias de menos uso cheguei no final da jornada com bateria suficiente para uma noite inteira sem uso e mais uma manhã de uso. O meu uso normal foi de internet 3G ou WiFi conectada o dia inteiro (checando e-mails e twitter), um pouco de uso de GPS e chamadas telefônicas. Meu veredito: Bateria aprovadíssima!

Voltemos agora ao sistema do aparelho.

Como eu falei no post anterior, digitar textos nesse aparelho pode ser complicado, ainda mais se você tem dedos de ogro como eu. Nunca consigo apertar as teclas certas. Pensando nos Shreks como eu, o sistema tem um dicionário interno, capaz de identificar digitações erradas e sugerir palavras. Minha estatística é que, se eu não olhar para o que está saindo e digitar, acerto 90% das palavras com a correção do sistema. Além disso, quando não acerto e ele não sugere a palavra certa, a alternativa correta é uma das 3 ou 4 que ele oferece.

Resumindo, digitar no HTC Magic não é das tarefas mais agradáveis. Mesmo assim é possível acertar bastante, devido ao sistema de correção e sugestão de palavras que ele tem. Ainda prefiro um teclado físico. Talvez um teclado como o do HTC Dream fosse a solução para esse problema. A trackball do aparelho ajuda na hora de escolher uma palavra alternativa sugerida e na hora de editar textos.

No quesito multimídia, o único pecado do Magic é o seu fone de ouvido com conector proprietário. Fora isso, o alto-falante do viva-voz pode ser usado para ouvir músicas e assistir vídeos sem problema nenhum, com uma qualidade de som muito boa, melhor inclusive do que a qualidade do som dos alto-falantes do N97.

O player de música é bom, muito parecido com o do iPhone/iPod. Mostra as capinhas de disco e você pode navegar entre os discos da mesma forma que nos aparelhos da Apple.

Na parte de vídeos ele vem com um player nativo do Youtube. Muito interessante.

A grande qualidade do aparelho (imagino que seja comum dos aparelhos Android) é a integração tão útil quanto óbvia com os serviços do Google e com algumas redes sociais (Twitter e Facebook).

Logo que você liga o aparelho pela primeira vez, já tem oportunidade de se conectar ao GMail para checar e-mails, sincronizar a agenda e os contatos. Como eu sincronizava com frequência o meu E71 (e os outros Nokias precedentes a ele) com o GMail, não precisei me preocupar com os contatos de telefone. Vieram todos “automagicamente” do GMail, inclusive com e-mails e fotos.

Ainda nesse quesito, o Google Maps e o Latitude funcionam perfeitamente com o GPS munido de bússola eletrônica. Nesse ponto o HTC Magic (com um bom plano de dados) é perfeito.

Para fechar a integração com o Google, ele vem com o Google Talk instalado. O aplicativo só permite chats, mas já é mais do que suficiente. Caso você queira usar VoIP e outros Instant Messengers, use o Nimbuzz, disponível no Android Market.

Detalhe curioso: Parcialmente ensolarado às 20:03? 😀

Por falar em falar, o aplicativo de telefone é completamente integrado com os contatos do GMail. Se você tem uma lista de contatos organizada, vai ser muito simples usar o telefone. Você começa a discar e ele vai mostrando todos os contatos que têm aqueles números.

Outra função natural de um celular é receber e enviar mensagens SMS. Nesse ponto ele é bem parecido também com o iPhone. Nativamente ele guarda as mensagens na forma de conversa, como se fosse um chat.

O browser para navegar na Web é bem rápido e funciona muito bem, a menos do fato de não abrir itens em Flash nas páginas. Quando existe algum vídeo do Youtube ele abre a aplicação nativa do Youtube para mostrar o vídeo. Fora isso, você pode navegar normalmente nas páginas e aproveitar o telão para ver as páginas de forma mais confortável.

Na parte da loja de aplicativos, o Android está muito bem servido. São centenas de jogos e milhares de aplicativos, grande parte gratuita, para você instalar no aparelho. Difícil é escolher. 😀 Aliás, o sistema da Android Market é bem legal. Você pode ir escolhendo os programas que ele instala em segundo plano enquanto você escolhe mais e mais programas.

Ah, e na parte de jogos o aparelho não faz feio não. O acelerômetro e a telona capacitiva ajudam muito na hora da diversão com jogos.

Antes de fechar o post com a conclusão, uma dica. No Android os programas ficam sempre abertos, mesmo que você os feche com o botão de voltar ou clicando na casinha. Para liberar memória, me deram a dica de instalar o Advanced Task Killer, um aplicativo gratuito que justamente fecha (ou mata) os programas que estiverem rodando, seguindo suas ordens. Muito útil.

Para fechar:

Esse foi o meu primeiro review de aparelho que não era daquela marca finlandesa e o resultado foi muito bom, na minha opinião. Apesar do Android ainda ser um sistema novo, em comparação com o Symbian e o Windows Mobile, ele está muito forte e crescendo muito rapidamente.

Se você está querendo um aparelho para estar conectado o tempo inteiro e poder jogar bastante, o HTC Magic é uma boa opção.

Review do HTC Magic – Parte 1

Como alguns já sabem, recebi na sexta-feira o HTC Magic para testar. Esse foi o primeiro HTC a chegar ao mercado brasileiro com Android. O HTC Dream (Google G1) não chegou aqui no Brasil.

Esse também foi o meu primeiro contato com a plataforma Android. Eu nunca havia testado tão de perto um telefone com Android. O único telefone com Android que eu mexi foi um Samsung que estava emprestado com o Nick Ellis do Digital Drops, quando fomos a um evento São Paulo. Foi um contato breve no aeroporto, enquanto esperávamos para fazer o Check-in. Agora pude ver com mais detalhes o dia-a-dia de um Android.

Vamos começar pelo que eu não gostei, para terminar bem esse review com o que eu gostei. Afinal de contas esse aparelho merece terminar muito bem o review.

Foram poucos os pontos que não me agradaram no HTC Magic.

O primeiro deles foi a falta de um flash (um LED, pelo menos) na câmera de 3.2MPx com foco automático. Com isso não há possibilidade de tirar fotos decentes à noite. Ainda não testei a câmera de dia, mas as fotos tiradas com iluminação artificial à noite ficaram ruins.

Eis a câmera. Realmente caberia um flash de LED nesse espação.
Eis a câmera. Realmente caberia um flash de LED nesse espação.

Falta um teclado físico. Não gosto de ficar digitando na tela porque erro muito a digitação. Na próxima parte do review vou falar mais sobre isso e sobre o método de correção de texto do HTC Touch que é muito bom. Em parte ele resolve o problema, mas continuo achando um teclado real mais produtivo.

Também falta um radinho FM. Isso faz falta para mim. Ouço jogos de futebol no celular sempre.

Fone de ouvido e microUSB proprietário, que também serve para carregar. Realmente o fone de ouvido poderia ser um plug de 3,5mm. Vejam abaixo a foto do plug.

Na parte de baixo do telefone temos o plug que serve para carregar, para ligar à USB e para o fone de ouvido.
Na parte de baixo do telefone temos o plug que serve para carregar, para ligar à USB e para o fone de ouvido.

Por último, o tempo de boot do aparelho, que, com 1:30 min, fazem você pensar duas vezes antes de desligá-lo ou deixá-lo ficar sem bateria. Fiz um videozinho que deixo abaixo:

Observação. Repare que quando eu passo o dedo a primeira vez na tela, eu passei a unha, o que nem sempre dá certo em telas capacitivas, apesar de funcionar sempre em telas resistivas como a do N97. Na segunda vez eu passei o dedo e ele respondeu na mesma hora.

Agora vamos às coisas boas desse aparelho. 😀

A tela é a primeira coisa que você repara nele. Ela realmente é bem grande, com 3.2″, e tem uma resposta aos toques muito boa (ela é capacitiva). O scroll cinético dele é tão bom quanto o do iPod Touch/iPhone e muito mais ágil do que o do N97 (que tem uma inércia incrivelmente grande). Além disso, ela funciona perfeitamente ao sol.

Outro quesito incrível do HTC Magic é a espessura do aparelho. Vejam nas fotos abaixo a comparação com o iPod Touch e com o N97.

De cima para baixo: iPod Touch 1ª Geração, HTC Magic e N97
De cima para baixo: iPod Touch 1ª Geração, HTC Magic e N97
Da esquerda para a direita: N97, HTC Magic e iPod Touch 1ª Geração
Da esquerda para a direita: N97, HTC Magic e iPod Touch 1ª Geração
Da esquerda para a direita: N97, HTC Magic e iPod Touch 1ª Geração.
Da esquerda para a direita: N97, HTC Magic e iPod Touch 1ª Geração.

O iPod Touch pode até ser mais fino, mas ele não é um telefone. Se fosse comparar com o iPhone, ele ou empataria se ele não fosse um pouco dobrado na parte de baixo. O N97 realmente não tem comparação em termos de tamanho. É um tijolo mesmo.

Ainda não testei bem a bateria do HTC Magic. Ele veio com um pouco de bateria ainda na sexta-feira e ontem viajei e só o usei na ida, trocando para o E71 quando cheguei no destino. Não posso ainda dizer quanto tempo ela dura. Vou deixar carregando hoje de noite e amanhã começo a testar mesmo a duração dela.

Em todo caso deve durar bem. Ela é uma bateria de íons de Lítio com capacidade de 1340 mAh, o que é menos do que os 1500mAh da bateria do E71, por exemplo. Vamos ver como ela se comporta amanhã.

A bateria é meio gordinha. Mas tem 1340mAh.
A bateria é meio gordinha. Mas tem 1340mAh.

Outra parte muito boa do celular é ter WiFi e 3G. Apesar disso, o Android tem uma coisa meio desagradável que é escolher o ponto de acesso automaticamente para você (se estiver fora do WiFi, vai usar a operadora sem te perguntar), mas isso eu falo depois. Agora só digo que tanto o 3G quanto o WiFi funcionaram perfeitamente comigo. O 3G dele é HSDPA 850/2100MHz, ou seja, funciona com qualquer operadora nacional (apesar desse exemplar que eu estou testando ser da TIM).

Por último, no quesito hardware, fecho essa primeira parte do review com o GPS com bússola eletrônica. Uma perfeição funcionando em conjunto com o Google Maps.

Ah, faltou falar das vísceras do aparelho. Ele é animado por um processador Qualcomm MSM7200A com 528MHz, tem 512MB de ROM, 288MB de RAM e vem com um microSD de 2.0GB.

Aguardem a próxima parte do review do HTC Magic em alguns dias. Por enquanto, deixo mais umas fotos.

Guarda-chuva versus Tornado

Imagine o que acontece com um guarda-chuva diante de um tornado com ventos de 133Km/h. Alguns guarda-chuvas ficam invertidos apenas com 17Km/h, mas esse Senz Umbrella aguenta pelo menos 100Km/h, de acordo com o fabricante. Vejam só um teste.

Eu não sei não, mas eu não pagaria quase €60 (~R$ 145,00) por uma maravilha dessas porque eu perderia no primeiro ônibus ou restaurante que eu entrasse com ele. Eu perco todos os meus guarda-chuvas (assim como a maioria das pessoas).

Mas o que isso tem de eletrônico? Nada. Só achei o teste curioso. 😀