Mail x Sparrow x AirMail

MailVsSparrowVsAirMail

Em busca de um cliente de e-mail que pudesse substituir o Mail do Mac, testei os dois que se diziam melhores que ele, o Sparrow e o AirMail.

Basicamente eu precisava de um programa que anexasse os arquivos de forma decente e que aceitasse alias com assinaturas diferentes, coisas que, por mais absurdo que pareça, o Mail não faz. Não me venham dizer que o Mail envia anexos de forma decente por que não é verdade. Não importa o que eu faça, quase sempre recebo reclamações de pessoas dizendo que não conseguiram abrir o anexo do meu e-mail, principalmente quando é imagem ou PDF.

Sparrow

Comecei pelo Sparrow, que é um programa excelente, mas que foi comprado pelo Google justamente para que o projeto fosse abandonado e os desenvolvedores pudessem passar para o time do GMail. Só descobri isso depois que eu comprei o aviãozinho.

Mordido por ter gasto 10 obamas (uma fortuna!) num app que já havia morrido, resolvi testá-lo até o extremo e, confesso que acabei gostando do programa. O problema é que ele tem muitos bugs, alguns muito chatos, que só vão ser corrigidos quando o Fluminense pagar a série B que está devendo.

Para começar, o Sparrow resolve a ordem que os nomes vão aparecer nos e-mails das pessoas. Às vezes vem “sobrenome nome” às vezes “nome sobrenome”, às vezes só o email e não encontrei maneira de fazê-lo corrigir isso. Outro problema é que ele tenta advinhar o e-mail a partir da primeira letra que você digita. Isso faz a digitação de qualquer destinatário um suplício, por que não sei onde ele vai buscar esta informação, mas demora uma eternidade. Ainda mais se o email começar com “a”.

Em outro ponto o Sparrow perde do Mail. Agilidade. O programa é muito lento. Quando estava usando só uma caixa de e-mail, ele funcionava que era uma maravilha. Quando incluí as outras 5 caixas e o alias, o programa virou uma carroça.

Outra coisa que me disseram que ele não faz direito é guardar anexos de uma mensagem em rascunho quando se fecha o app e abre novamente. Neste caso ele não guarda os anexos ou, pelo menos não os envia. Isso não me aconteceu, mas outras pessoas confirmaram o problema.

Fora esses problemas, ele faz várias coisas que o Mail não faz. Uma delas é permitir o uso de alias no remetente, com assinaturas diferentes da padrão e é totalmente integrado com os labels do GMail.

Usei o Sparrow como único cliente de e-mail por um pouco mais de um mês. O que mais me irritou neste programa foi o problema com os nomes das pessoas. Aparecer “Soares da Silva Epaminondas” no nome das pessoas é muito chato.

AirMail

Para ver se conseguia um programa parecido com o Sparrow, mas sem os bugs incorrigíveis dele, lá fui eu instalar o AirMail, que, apesar de ser mais barato que o Sparrow, não oferece uma versão gratuita para testar.

O AirMail parece ser uma cópia melhorada do Sparrow e custa só 2 obamas. Testei o programa alguns dias, mas já vi que ele tem que comer muito arroz com feijão antes de tentar ser melhor que o Mail.

Em comparação com o Sparrow, o AirMail é melhor em quase todos os quesitos, mas (sempre tem uma conjunção adversativa), parece ainda estar bem cru por causa de alguns bugs.

A busca de nomes sempre vem correta, isto é, nome sobrenome; e é muito mais rápida que a do Sparrow. A classificação de mensagens não lidas é excelente e usa o filtro do GMail para isso. Ele também permite alias com assinaturas próprias e todo o resto que o Sparrow permite.

Outras coisas interessantes do AirMail são o histórico de operações, com possibilidade de revertê-las, acesso ao log do programa, para tentar resolver bugs.

O que irrita no AirMail é que às vezes ele cisma com uma mensagem e não carrega o corpo do email nem com vela de sete dias acesa com charuto. E se você vai no GMail, o email está lá bonitinho e até marcado como lido.

Outra coisa que não gostei no AirMail é que ele consome muitos recursos do Mac, mesmo usando a aceleração da GPU (Não me pergunte como, mas há uma opção “GPU Acceleration). O indicador de HD que eu uso vive no vermelho enquanto o app está rodando.

O Mail é pesado, mas ainda assim ele é bem mais leve que o Sparrow e o AirMail.

De volta ao Mail?

Depois de baixar 3 cópias de todos os meus e-mails (são seis caixas de e-mail), ainda não consegui decidir qual dos 3 clientes de e-mail vou passar a usar e liberar parte dos quase 40GB de emails que esses 3 apps estão ocupando. O fato é que não posso ficar com os 3 instalados ao mesmo tempo ou vou ficar sem espaço em disco rapidamente. Curiosamente, tanto o Sparrow quanto o AirMail, estão ocupando bem menos espaço do que o Mail. Vejam abaixo.

mail
23GB ocupados pelo Mail
sparrow-airmail
15GB ocupados pelo Sparrow+AirMail juntos

 

Enquanto o Sparrow + AirMail ocupam 15GB, o Mail ocupa 23GB sozinho. Não sei se os outros dois baixam todas as mensagens ou todos os anexos. Só fazendo uns testes offline para descobrir isso.

Acho que vou dar uma chance maior para o AirMail, que parece ter um suporte razoável. Enviei uma pergunta sobre esse bug de não baixar o corpo da mensagem e estou aguardando a resposta do suporte deles. Vamos ver se respondem.

E você? O que acha desses apps? Tem algum outro para sugerir para teste?

Portando para o Python 3

Em 2008 foi lançada a versão 3 da linguagem Python com diversas funcionalidades novas, mas parcialmente incompatível com os programas feitos para Python 2. Nestes 5 anos, a adoção ainda não é grande exatamente por causa deste fator e porque normalmente as pessoas não querem ter que aprender os detalhes que são necessários para essa mudança.

Hoje em dia existem diversas ferramentas que permitem desenvolver software que seja compatível com as duas versões, mas para isso é preciso entender o que mudou e adaptar. Este é será um guia rápido com dicas para migrar para Python 3 e aproveitar as melhorias que essa nova versão traz.

Parte I – Quando migrar

Por causa da incompatibilidade que existe, muitos desenvolvedores não podem começar a migração pois dependem de diversas bibliotecas que ainda não fizeram sua parte. Hoje em dia, grande parte das bibliotecas mais importantes da linguagem já são compatíveis com Python 3, o que torna bem mais plausível converter seu código.

Para computação númerica NumPy, SciPy, Matplotlib, IPython e Pandas são as ferramentas mais importantes e todas já foram portadas. Em desenvolvimento web, os frameworks mais importantes – Pyramid e Django – também funcionam perfeitamente em Python 3. Para criar GUI’s, PyQT4 e Tkinter podem ser utilizados sem problemas.

– O que falta então?

Normalmente são as pequenas bibliotecas que fazem trabalhos específicos e que já não são atualizadas há anos. Inclusive, este é um bom momento para se livrar delas. Procure no PyPI por algo semelhante que resolva seu problema e que seja compatível com Python 3.

– E se eu não quiser migrar?

Aproximadamente em 2017, o suporte para Python 2 vai terminar e este já não recebe novas funcionalidades desde 2010, com o lançamento do Python 2.7. Atualmente, só atualizações de segurança e outros bugs sérios são lançadas. Além disso, em breve o Python 3 será instalado por padrão na maioria das distribuições Linux, como já o é no Arch Linux e será no Ubuntu 13.04 ou 13.10.

– Mas mexer em código antigo que já funciona há anos é difícil…

Sim, isso é um grande impedimento. O ideal é começar a aprender com código novo e, quando surgir a oportunidade (ou necessidade) modificar os códigos antigos. A dica é, comece pelas suas bibliotecas para depois partir para as aplicações.

– Por onde eu começo?

O meu texto preferido sobre o tema é Dive into Python 3 que traz todos os detalhes sobre a linguagem e mostra o caso de migração de um software real. Aqui só faço uma introdução sobre o tema.

Independente de querer migrar ou não o seu código, é interessante conhecer o Python 3 e passar suportá-lo em código novo. Mesmo que você esteja escrevendo código com bibliotecas obsoletas, existem boas práticas que deixam permitem desenvolver já pensando no futuro.

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Atualizou hoje seu Mountain Lion? Perdeu os Applets Java no browser.

Interrompo brevemente meu silêncio forçado pela quantidade de trabalho, para falar de um problema da atualização de hoje do Mac OS X Mountain Lion.

Depois que eu atualizei meu Macbook hoje, não consegui mais entrar no site de nenhum banco. Desconfiado da atualização, fui ver o que ela trazia de novidade (Eu sei, devia ter feito isso antes de instalar) e, para minha surpresa, ela dizia simplesmente o seguinte:

http://support.apple.com/kb/HT5493
This update uninstalls the Apple-provided Java applet plug-in from all web browsers. To use applets on a web page, click on the region labeled “Missing plug-in” to go download the latest version of the Java applet plug-in from Oracle.”

Ou, na minha versão, “Retiramos o plug-in do Java que já estava pré-instalado pela Apple para todos os browsers. Se quiser usar alguma coisa com Java, baixe novamente no site da Oracle”.

A solução para essa baboseira que a Apple fez, é justamente baixar de novo o Java, que já tem uma atualização para corrigir essa “atualização” da Apple.

http://www.java.com/en/download/mac_download.jsp?locale=en

Já não é a primeira vez que eles fazem uma coisa dessas.

Vou te contar, a Apple está cansando minha beleza…

Outra mancada da Nokia – Baniu do Nokia Dev o criador do Gravity

Pois é moçada, parece mesmo que a Nokia não consegue ficar muito tempo sem soltar um “fogo amigo“.

O último a receber uma bordoada da Finlandesa foi o alemão Jan Ole Suhr, mais conhecido como o desenvolvedor do Gravity, o melhor cliente de Twitter feito para Symbian. Na minha opinião, ele é melhor do que qualquer outro por aí.

Contatado pela Nokia sobre sua intenção de portar o Gravity para Windows Phone, o rapaz disse que não tinha intenção de portar, uma vez que não via um retorno financeiro razoável que justificasse o trabalho de portar e manter o aplicativo para Windows Phone.

Por causa dessa negativa, a Nokia baniu o sujeito do programa Nokia Dev, mesmo ele sendo um campeão de vendas na Ovi Store com o Gravity.

Quem já usou o Gravity pelo menos por um tempo, sabe que ele é um excelente cliente para Twitter e que ele é continuamente atualizado com correções de bugs e novas funções. O programa é muito bem cuidado, mas também é muito bem pago. Uma licença do Gravity custa a “bagatela” de R$ 18,00 (segundo minha pesquisa na Ovi Store). E você reclamando em pagar US$ 0,99 por um Angry Birds…

Enfim, o desenvolvedor achou que não teria condições de manter uma versão no Windows Phone da mesma forma que ele mantém a do Symbian e, por causa disso, tomou um “ban” da Nokia.

O negócio pegou mal e a Nokia, reparando na besteira que havia feito, tentou chamar o sujeito de volta oferecendo a ele um Lumia de graça e um e-mail de desculpas tosco assim: “Desculpe, você pode voltar quando aprender a desenvolver para Windows Phone 7”. O resultado dessa lambança é que ele agora está pensando em portar o Gravity para iPhone e Android.

Deixo abaixo uma conversa do Jan Ole sobre o assunto no Twitter.


Quem ganha com isso? Os usuários de Android e iPhone, que poderão ter um cliente decente de Twitter. Só perdeu com isso a Nokia, que teve mais uma vez a imagem arranhada por um fogo amigo.

Waze – Rede social para evitar engarrafamentos

Imagine que você pudesse saber qual caminho está menos engarrafado na hora do rush? Já é possível ter uma ideia disso com o Google Maps, mas nem sempre ele acerta.

A ideia do Waze é capturar pessoas se movimentando pelas ruas em tempo real e deixar essa informação disponível para todo mundo.

Além disso, os usuários podem reportar radares fixos e móveis, blitz, acidentes, buracos, dentre outras coisas que podem atrapalhar o trânsito.

O programa é muito bem feito e está disponível para iOS, Android, Blackberry, Windows Mobile e até Symbian! 🙂 Basta deixar o programa ligado enquanto estiver dirigindo, para fornecer os dados de trânsito para toda a comunidade.

Além disso ele também mistura essa função de informação de trânsito com um jogo, onde você precisa passar por certos caminhos para coletar pontos e “doces virtuais”.

Deixo o vídeo abaixo, infelizmente só em inglês, que dá uma demonstração de uso do programa.

Sobre a sua privacidade, existe a possibilidade de usar o programa de forma anônima. Para isso, clique no menu, depois em “Meu Waze”, “Meu Perfil” e “Config. Privacidade”. Depois escolha a opção “Mostrar-me como anônimo”.

Para baixar o programa, procure por “Waze” na loja de Apps do seu celular ou visite o endereço:

http://world.waze.com/

Internet Explorer 6 – Microsoft desligando os aparelhos

Nessa semana, a Microsoft finalmente resolveu que vai desligar os aparelhos do já morto Internet Explorer 6. Eles decidiram que em algum momento do próximo mês vão acabar compulsoriamente com o navegador, que já tem mais de uma década de vida, atualizando os sistemas “automaticamente”.

“Há 10 anos atrás, um browser nasceu. Seu nome era Internet Explorer 6. Agora que nós já estamos em 2011, numa era de modernos padrões da Web, é hora de dizer adeus.”

Este texto está no site “Internet Explorer 6 Countdown” que a Microsoft criou para acompanhar o número de usuários do IE6 até ele ficar abaixo de 1% dos computadores do mundo.

 

A cada país que for ficando abaixo de 1% eles vão colocando esse país em verde no mapa e fazendo menção a isso no rodapé da página.

A China é a campeã, com 27,9%. A Coréia do Sul está em segundo lugar no ranking de maiores utilizadores do IE6, com 8,9%. No Brasil estamos bem, com 1,4%.

Essa medida da Microsoft de banir de vez a praga do Internet Explorer 6 já vem tarde, mas antes isso do que nunca.

Adobe vai descontinuar o Flash para dispositivos móveis.

É curioso que, logo depois de um post sobre os problemas do Flash com os browsers de desktops e notebooks, eu venha aqui dar a notícia de que a Adobe vai parar de desenvolver o Flash para dispositivos móveis.

Ontem eles anunciaram que não vão mais desenvolver o plugin para browsers móveis e vão focar no desenvolvimento de soluções baseadas em HTML5.

“O HTML5 é agora universalmente suportado pelos aparelhos portáteis, e, em alguns casos, exclusivamente. Isso faz do HTML5 a melhor solução para criação e exibição de conteúdo em navegadores de plataformas móveis.”, escreveu Danny Winokur, vice-presidente e gerente-geral de desenvolvimento interativo da Adobe.“Daqui pra frente, nosso trabalho com o Flash será focado em permitir a desenvolvedores Flash criar apps nativos com Adobe AIR para as principais lojas de aplicativos.”

Para os fanáticos desenvolvedores de joguinhos em Flash para celular, isso é um balde de água fria. Para os desenvolvedores de aplicativos nativos, isso é um alento. Para os usuários, isso é a melhor coisa que aconteceu, já que mesmo nos dispositivos móveis que tinham plugin para Flash, o desempenho dele era péssimo.

Concordo plenamente com o VP da Adobe quando ele diz que precisa focar no Flash para o Adobe AIR. Isso é agora a melhor plataforma da Adobe. Fazer aplicativos que funcionem bem em PC/Mac/Linux em Adobe AIR é mil vezes mais simples do que qualquer solução em Java, Qt, GTK+ ou outro framework/linguagem multi-plataforma. Já fiz alguns programas muito legais com o AIR, que demorariam bem mais para serem feitos em Java, ou Qt, por exemplo.

Parabéns para a Adobe pela coragem de dar esse passo! Agora, para ficarem perfeitos, só precisam baixar os preços do Photoshop para eu poder parar de usar o Gimp ou o Acorn no Mac. 😀

Abrindo arquivos PSD sem Photoshop no Mac

Ontem precisei abrir uns arquivos do PSD no Mac, mas, como não tenho grana para pagar R$ 1.900,00 (sem impostos) num Photoshop CS5, resolvi procurar uma solução mais barata. Aliás, já falei aqui anteriormente sobre a safadeza que a Adobe faz com seus produtos. Se você ainda não leu, vale a pena, clique aqui.

Eu sei que existe uma solução gratuita chamada Gimp, mas quem já usou o Gimp no Mac sabe o horror que é ter que clicar duas vezes em cada coisa para poder funcionar. O Gimp no Mac roda em cima de um XServer e é o pior bacalhau que já fizeram até hoje. No Ubuntu e no Windows, não teria dúvidas e usaria o Gimp, como sempre fiz.

Partindo em busca de outra solução gratuita, encontrei uma que não era gratuita, mas que era barata e funcionava. O programa chama-se Acorn.

Obviamente ele não faz as mesmas coisas que o Photoshop faz, talvez quem precise de tudo justifique os R$ 1.900,00, mas para o que eu estava precisando, ele caiu como uma luva.

O programa pode ser comprado pela AppStore do Mac ou através do site http://flyingmeat.com/acorn/ pelo custo de US$49,90.

Concordo que não é nenhum preço de bala Juquinha, mas pelo que ele oferece, é muito barato. 😉

Novo jogo para iPhone – Extreme Sudoku

Acaba de ser liberado para download o nosso novo jogo para iPhone. O Extreme Sudoku.

http://itunes.apple.com/br/app/extreme-sudoku/id440676557?mt=8&ls=1

Um dos nossos primeiros programas publicados na AppStore foi o Sudoku 1000, mas, como aquele jogo foi feito em Javascript e tinha algumas limitações próprias de web-applications, resolvemos reescrever do zero um Sudoku, só que agora totalmente em Objective-C.

Ele é também nosso primeiro jogo feito em seis idiomas (com o sétimo a caminho): Português, Inglês, Francês, Espanhol, Japonês e Coreano. Devido ao sucesso do nosso outro sudoku no Japão e na Coréia, resolvemos traduzir para esses dois idiomas também. Aliás, o site de tradutores One Hour Translate foi nota dez nesse processo de tradução. Recomendamos.

O Extreme Sudoku está com valor promocional de US$ 0,99 por tempo limitado. O valor dele irá subir para o preço normal em breve. Aproveitem!

Ele está disponível para iPhone, iPod, iPhone 4 (retina display) e iPad nos seis idiomas. É baixar e jogar!

Para a Adobe, brasileiro tem mais… Tem mais é que pagar mais caro.

Há anos sempre usei e recomendei a dupla Inkscape + Gimp para trabalhos rápidos com imagens e desenhos. Os programas, apesar de limitados, funcionam, são grátis e ainda funcionam maravilhosamente bem tanto no Windows quanto no Linux (usei Ubuntu vários anos).

O grande problema é que no Mac, plataforma que estou usando desde o início do ano, nenhum dos dois programas roda direito. Para começar, precisam do X11 para Mac e ficam completamente capengas no sistema do Steve Jobs.

Para tentar resolver esse assunto, há uns 5 dias resolvi baixar no site da Adobe a versão de testes do Adobe CS5.5, recém saída do forno e estampada nas propagandas de 9 entre 10 sites por aí. Baixei os 5.0 GB que englobam todos os programas do pacote e instalei.

Realmente, os programas são 6,02 x 1023 vezes melhores que os pobres “equivalentes” open source. Dá para fazer misérias com o Illustrator. Com o photoshop não mexi muito ainda, mas já deu para ver que é muito melhor que o Gimp. Além disso o pacote inclui um punhado de outros programas excelentes.

Testes feitos, vamos ver quanto essa criança custa? Aí começa o problema. Nem a Adobe sabe quanto custa o pacote de programas. Eu explico.

Entrei na loja da Adobe (www.adobe.com) e vi o seguinte preço:

Tenso… Quase 2.000 obamas por 5.0GB de programas… Mas aquele “Subscribe” ali me tentou. US$95,00 por mês não ia matar. Qualquer coisa cancelava e voltava para a dupla Inkscape+Gimp.

Cliquei e coloquei o dito cujo no carrinho de compras com a opção de “Subscribe”. Aí veio a segunda pergunta, mensal ou anual?

Hum… Mensal, US$139,00/mês. Anual, US$95,00/mês. Se desistir antes de um ano na opção anual, vc paga uma multa com diferença do mensal para o anual nos meses que você usou. Justo.

Vamos lá, anual. Checkout. (Já fui preparando o cartão de crédito).

Nessa hora, ele me pergunta se eu já tenho conta na Adobe. Sim, comprei o Flash Builder no ano passado. Coloquei o login e a senha e mandei seguir.

Num piscar de olhos, a página ficou em português por causa do meu endereço e, para minha surpresa, o preço subiu de US$ 95,00 para US$185,00 SEM IMPOSTOS!

Não satisfeito, fui ver novamente quanto custava o bendito programa e voltei para a home, agora em português. Lá me deparo com isso:

Acuma????? Quase dobraram todos os preços! E ainda em dólar! E ainda SEM IMPOSTOS!

Muito indignado, entrei no chat de suporte da Adobe – ficou em inglês de novo – e aguardei uma alma me atender. Depois de uns minutos um sujeito com nome de indiano me atende.

Depois de uma rápida explicação ele disse que não sabia porque estava diferente o preço e me pediu para enviar um e-mail para brazil@adobe.com com essa dúvida.

Mandei um e-mail no dia 21/05/2011 para o endereço que ele me informou e estou até hoje esperando resposta.

Cansado de esperar, resolvi telefonar para o 0800 da Adobe do Brasil para ver se resolviam a confusão. Telefonei, escolhi a opção de compra e fiquei uns 15 minutos na musiquinha. Quando já estava desligando e desistindo, me atendeu um sujeito.

Resumo da ópera. Ele também não sabia que havia essa diferença. Na verdade nem sabia o valor certo do pacote. Depois de muita procura, muita espera, ele me veio com a seguinte pérola:

Adobe: – “O senhor pode comprar na loja dos EUA.”
Eu: – “Posso?”
Adobe: – “É… bem… Na verdade eu não sei porque lá está mais barato… Pode comprar lá”
Eu: – “Mas quando eu coloco meu usuário e senha já caio na loja do Brasil”
Adobe: – “Basta o sr. não dizer que quer o CD que o sr. pode comprar na loja de lá”
Eu: – “Certo. Vou fazer isso então.”
Adobe: – “Se bem que… Se o sr. fizer isso, vai estar fora da licença da Adobe, que liga o usuário ao país”

*** SANGUE FERVENDO ***

Pinóia! O site está errado, o cara não sabe resolver, não sabe porque está assim o valor e ainda me sugere fazer um negócio que é contra a licença. Show de horrores!

Já estava com a paciência estourada e vi que o infeliz do outro lado da linha não ia conseguir resolver o problema e resolvi agradecer e desligar.

Vou usar o CS5.5 até o período de 30 dias acabar e vou voltar para a dupla Inkscape + Gimp.

Só gostaria de saber porque o programa custa quase o dobro aqui na “terra onde tudo que se planta dá”.

O preço está em dólares, o programa NÃO está em português, a ajuda NÃO está em português, o preço está SEM impostos e o cliente tem que pedir o produto SEM mídia (CD/DVD).

É, brasileiro tem mais… (Complete a frase como quiser)

Novo golpe – Software OEM para roubar dados de cartão

As pessoas que não topam pirataria, gastam um bom dinheiro comprando software e geralmente estão atrás de soluções alternativas gratuitas, open source ou mais baratas, para os softwares que precisam usar.

Há soluções open source e gratuitas que atendem bem, mas há outros programas que não têm alternativas nem baratas.

Outro dia me deparei com a propaganda de um site chamado OEM Buzz que dizia vender licenças originais de softwares das mais diversas empresas com um preço muito mais baixo. Resolvi dar uma olhada. O site é extremamente bem-feito e dizia que vendia mais barato porque não enviava mídia (CD ou DVD), caixa e manuais em papel. Só a licença do software e o link para baixá-lo. Além disso, exibiam os logos de “certificados” da Microsoft, Adobe, Autodesk e cia.

Dizem por aí que quando a esmola é demais o pobre desconfia. Por isso já cheguei no site com um pé atrás. No site, programas como Flash CS5 estavam custando a metade do preço ou menos.

Resolvi colocar um software baratinho no carrinho de compras e ir para a página de pagamento, para ver se aceitavam PayPal. Se aceitassem ia comprar para testar.

Ao entrar na página de compras, primeiro não aceitavam Pay Pal. Segundo, o mais grave, a página não era HTTPS.

Fui verificar o Whois do site e vi que ele estava hospedado na Ucrânia e o dono é um Russo de São Petersburgo. Além disso, ao contrário do que o site dizia, ele não estava no ar há mais de cinco anos. Havia sido criado em janeiro de 2011.

Parei por aí e fui pesquisar se havia alguém falando mal ou bem desse site e descobri que agora existe uma febre de sites de “Software OEM” que existem pura e simplesmente para roubar dados de cartão de crédito dos incautos.

Quase todos esses usam o mesmo sistema e curiosamente usam sempre o mesmo telefone de atendimento ao cliente e suporte: +1 800 705 7180, apesar de estarem registrados em nome de pessoas diferentes.

Deixo abaixo alguns exemplos desses sites safados que roubam dados de cartão:

http://oembuzz.com/
http://buyoemsoftwareonline.com/
http://oemsoftworld.net/
http://softbuycatalog.com/
http://softdealonline.com/
http://softsupreme.com/
http://softwarecomputer.org/
http://software-customers.com/

Na dúvida, na hora de comprar um software comercial, a dica é comprá-lo diretamente do fabricante ou numa loja de varejo conhecida. Não existe mágica de preço… A menos que o software esteja numa dessas compras coletivas, não há como ele estar mais barato que no site do fabricante.

Romário e o Facetime

Simplicidade e Beleza são a perfeição

Quando a Apple lançou o Facetime, no IPhone 4, muita gente comentou: puxa, vídeo chamada já existe há muito tempo. Ou então: os celulares da Nokia tem isto mesmo nos modelos mais baratos como o 6120.

Para explicar o que quero dizer vou recorrer a uma metáfora. Se o Bebeto cruzasse aquela mesma bola do vídeo acima e o centroavante que estivesse com a camisa 11 da seleção fosse:

  • Obina: Teríamos uma pancada que talvez estufasse as redes, talvez saísse do estádio.
  • Robinho: Ia tentar bater de letra, talvez um golaço, talvez nas mãos do goleiro.
  • Ronaldo: Daria um chute certeiro. Gol, mas nada de especial.
  • Denilson: mataria a bola e tentaria driblar o zagueiro e o goleiro.

Já o Romário fez talvez o gol mais bonito e plástico que a situação permitia com um toque de infinita simplicidade. Ali não havia nenhum movimento sobrando ou faltando, mas a medida exata e aquilo fez a beleza do Gol. Se chutasse mil bolas como aquela as mil entrariam.

E o que o Facetime tem a ver com isso? De certa forma o Facetime é o mesmo que já existia antes: video chamada. No entanto é diferente: neste produto, mas que em outros a Apple conseguiu unir a beleza e a simplicidade e fez funcionar algo que era usado mas sentíamos que estava faltando algo.

Antes que os leitores chutem o balde dizendo que estou bajulando a Apple, pediria que em primeiro lugar testassem o Facetime, além disso que considerassem que não creio que a Apple seja em tudo melhor que a Nokia, Google, Microsoft ou RIM, mas que ao unir a beleza e a simplicidade ela consegue inovar fazendo mais do mesmo.

E assim eu mantive meu servidor estável…

Há vários meses vinha tendo problemas diários de instabilidade no servidor do Zeletron. Todo santo dia o uso de memória do servidor ia a 100% e travava tudo.

Primeiro desconfiei de ataque, mas não havia nenhum rastro de hackers ou qualquer coisa parecida. Depois me sugeriram que fosse algum pacote desatualizado fazendo uma lambança, mas a máquina está sempre atualizada com a última versão stable de tudo.

E assim foi passando o tempo… Com isso, demorei muito para descobrir que o vilão do meu servidor era o Apache que estava gastando RAM demais. A máquina já ligava com 50% da memória usada, e, com as conexões chegando ao blog, ela ia facilmente para 90% fora do horário de pico.

Depois de muito procurar no Google, encontrei a explicação para o problema e a solução. Resumindo a história, o padrão do apache é deixar um número alto de clientes simultâneos (se não me engano eram 150), mesmo que você não precise disso tudo.

A solução é reduzir esse número para o mais baixo que você puder, sempre tomando cuidado para não baixar demais e ter o efeito contrário, o de congestionar o acesso por causa de poucos clientes simultâneos.

A idéia é a seguinte, se você tem no máximo 50 requisições simultâneas, não precisa de 150 nunca. Quanto menos processos simultâneos ele abrir, menos memória ele gasta.

Mas como eu descubro quantos clientes simultâneos são necessários?

O comando apache2ctl status te diz quantas requisições estão sendo tratadas num dado momento. A idéia é pegar um horário de pico e monitorar esse dado, para ver quantas requisições simultâneas estão sendo usadas.

Vejam o exemplo abaixo:

Parent Server Generation: 5
12 requests currently being processed, 8 idle workers

KKKWWKKW_K_K___KK___............................................

Scoreboard Key:
"_" Waiting for Connection, "S" Starting up, "R" Reading Request,
"W" Sending Reply, "K" Keepalive (read), "D" DNS Lookup,
"C" Closing connection, "L" Logging, "G" Gracefully finishing,
"I" Idle cleanup of worker, "." Open slot with no current process

De posse dos dados do comando apache2ctl status, descobri que 20 clientes simultâneos eram suficientes para atender o meu público. Com isso, pude configurar o arquivo apache2.conf (geralmente em /etc/apache2/) com as informações abaixo:

<IfModule mpm_worker_module>
    StartServers          2
    MaxClients           20
    MinSpareThreads      25
    MaxSpareThreads      75
    ThreadsPerChild      25
    MaxRequestsPerChild   0
</IfModule>

Esse pequeno ajuste foi o suficiente para manter o servidor de pé por 15 dias até agora, com um uso de memória bem razoável, sem chegar nunca a 85%.

Pode ser que eu tenha que subir um pouco esses valores mais para frente, apesar de não ter tido nenhuma reclamação de congestionamento do blog nesses 15 dias. Mas o que interessa é que encontrei o X da questão e consegui resolver a equação sem ter que contratar mais memória ou trocar de servidor.