Colocando o Apache para funcionar no Mac OS X 10.10 (Yosemite)

Não vou tecer aqui as minhas reclamações a respeito do novo sistema do Mac. Não estou me entendendo muito bem com ele, espero que seja questão de tempo.

Uma coisa que mudou e me deu trabalho foi o Apache. No Mavericks, o Apache era o 2.2. No Yosemite, eles agora usam o 2.4. Se você usava o Apache no Mavericks, vai ver que ele logo de cara não funciona no Yosemite.

Vamos aos passos que resolveram o meu problema. Talvez resolvam o seu também. Estou supondo que você use o Apache com o PHP na pasta /Library/WebServer/Documents/.

Edite o arquivo /etc/apache2/httpd.conf (você vai reparar que ele salvou uma cópia do seu httpd.conf como httpd.conf.pre-update. Suas configurações antigas estão lá).

sudo vi httpd.conf

Comente a linha “Require all denied” do diretório “/”.

AllowOverride none
# Require all denied

Descomente a linha que carrega o PHP.

LoadModule php5_module libexec/apache2/libphp5.so

Caso você não esteja usando o apache na pasta /Library/WebServer/Documents/, talvez seja útil adicionar o usuário _www aos grupos admin, staff e wheel, usando os comandos abaixo no terminal.

sudo dseditgroup -o edit -a _www -t user admin
sudo dseditgroup -o edit -a _www -t user wheel
sudo dseditgroup -o edit -a _www -t user staff

Pronto. Reinicie o apache que tudo deve funcionar agora.

sudo apachectl restart

Use sua partição do Bootcamp sem precisar sair do Mac OS X

Eu gosto do Mac e acho que quase tudo que eu usava no Windows tem uma versão ou uma alternativa que rode nativamente nele. No entanto, há algumas poucas coisas que não consigo fazer com ele. O Visual Studio, por exemplo, é um dos programas que eu acho que não vão ser portados para Mac tão cedo.

Uma solução é gastar R$200,00 no Parallels e mais R$90,00 a cada atualização para poder rodar o Windows de dentro do Mac. A performance não é ruim, mas eu acho muito caro e, se você deixar de comprar uma atualização, não tem direito a comprar uma outra com desconto. A política da Parallels não é das que mais pensam no consumidor, muito pelo contrário e, talvez por isso, tantas pessoas têm migrado para soluções mais baratas ou grátis, como VMWare e Virtualbox.

Outra solução para isso é instalar o Windows em numa partição através do Bootcamp e, quando quiser usar o Windows, reiniciar o computador por ele. Desta forma a performance é igual à de um Windows sendo executado num PC, já que não está sendo executado em conjunto com o Mac OS X. O que acontece é que há vezes que você precisa fazer uma coisa rápida no Windows e gostaria de poder rodar o programa sem ter que reiniciar o computador.

Ontem eu consegui fazer o VirtualBox, que é gratuito, executar o Windows da minha partição do Bootcamp de dentro do Mac, sem precisar criar outra imagem de disco. Desta forma ele acessa a própria partição para executar o Windows e você não precisa sair do Mac e parar o que está fazendo lá.

Este tutorial supõe que você já tenha o Windows instalado numa partição e que consiga usá-lo pelo Bootcamp. Eu estou usando o Mac OS X 10.9.5 e o VirtualBox 4.3.16. Além disso, você precisa ter coragem para usar o terminal do seu Mac. 🙂

1. Instale o VirtualBox no seu Mac:
Vá ao site do VirtualBox e baixe a última versão para Mac OS X. O link é este aqui. https://www.virtualbox.org/wiki/Downloads

2. Verifique as partições do seu disco:
Depois de instalar o VirtualBox, abra o Terminal (Eu costumo abrir pelo Spotlight) e digite o seguinte comando:

sudo diskutil list

O programa vai pedir uma senha. Use a sua senha de login no Mac.
A resposta será algo assim (dependendo do seu disco):

/dev/disk0
   #: TYPE NAME SIZE IDENTIFIER
   0: GUID_partition_scheme *500.1 GB disk0
   1: EFI EFI 209.7 MB disk0s1
   2: Apple_HFS Macintosh HD 370.5 GB disk0s2
   3: Apple_Boot Recovery HD 650.0 MB disk0s3
   4: Microsoft Basic Data BOOTCAMP 128.8 GB disk0s4

No caso do meu disco, a partição do meu Windows é a número 4 e usa o device disk0s4, que está em /dev/disk0s4

Atenção: Guarde esta informação acima. Eu vou usar /dev/disk0s4 até o fim do post, mas esse valor pode ser diferente no seu. Use o disco que estiver a sua partição do Bootcamp.

3. Desmonte a partição do Bootcamp.
Por padrão, o Mac monta a partição do Bootcamp toda vez que inicia. No terminal, digite o seguinte:

sudo umount -f /Volumes/Bootcamp

4. Mude as permissões de acesso do /dev/disk0s4.
O Windows ou o Bootcamp protegem a partição cada vez que você inicia o computador por ele, mas o VirtualBox precisa ter acesso total a ela para funcionar. Execute o comando abaixo no terminal:

sudo chmod 777 /dev/disk0s4

5. Crie um disco virtual que aponte para a partição do Windows.
Em seguida, crie o disco Virtual. Não se preocupe com espaço, ele não vai copiar a partição inteira para esse disco virtual, só vai fazer dois arquivos para guardar as informações de acesso à partição.
No terminal digite o seguinte comando:

sudo VBoxManage internalcommands createrawvmdk -filename Win7.vmdk -rawdisk /dev/disk0 -partitions 4
Atenção de novo! o parâmetro /dev/disk0 está certo. Não mude!
O número 4, logo depois de -partitions, é o número da sua partição do Windows.

Este comando irá criar dois arquivos na sua pasta Home, Win7.vmdk e Win7-pt.vmdk. Não mude de pasta esses arquivos!

6. Mude a permissão dos arquivos criados.

No terminal, digite o seguinte comando, trocando [[NOME DO SEU USUARIO]] pelo nome do seu usuário.

sudo chown [[NOME DO SEU USUARIO]] *.vmdk

Caso você não execute esse passo ou não execute o passo 4, você vai receber uma mensagem de erro do VirtualBox com o seguinte código: VERR_ACCESS_DENIED

Estamos quase lá! Coragem!

7. Crie a máquina virtual no VirtualBox

Inicie o VirtualBox e crie uma nova Máquina Virtual chamada “Win7” e selecione a versão do seu Windows (no meu caso era Windows 7 64bits). Eu coloquei um pouco mais de memória que o recomendado (512MB). Sugiro que você coloque pelo menos 1024, ou mais, se seu Mac permitir.

Na hora de escolher o disco, marque a opção “Do not add a virtual hard drive”. Nós faremos isso depois. Ele vai reclamar que não tem disco. Basta clicar em Continuar.

8. Configure a máquina virtual e adicione o disco virtual

Selecione a máquina virtual Win7 e clique em “Settings”. Clique em “System” e depois em “Processor”. Aumente para 2 o número de CPUs para você ter mais performance.

Depois clique em “Display” e aumente a memória para 128MB e marque as duas “Extended features”.

Por último clique em Storage. Selecione Controller: IDE. Mude o type para ICH6 (pelo que eu li, não funciona direito com PIX3 ou PIX4).

Depois clique em “Add attachment” (um disquete com um +) e escolha add Hard Drive. e clique em “Choose existing disk”. Vá para a pasta que você salvou o arquivo Win7.vmdk (se você fez como eu falei acima, ele está na sua pasta Home) e escolha ele.

Clique em “Ok” e corra para o abraço! Você já pode iniciar sua máquina virtual. Clique em Start e veja que maravilha!

9. Crie um script para liberar as permissões antes de executar o VirtualBox

Toda vez que você reinicia o computador, o Mac monta a partição do Bootcamp e muda as permissões para protegê-la. Para executar o seu Windows sem precisar entrar no terminal toda hora, crie um Apple Script conforme abaixo e salve no seu Desktop:

--Make the BOOTCAMP Partition writeable
 
do shell script "chmod 777 /dev/disk0s4" with administrator privileges
 
tell application "Finder"
 
	if exists "BOOTCAMP" then
 
		--Eject BOOTCAMP Volume if Mounted
 
		do shell script "umount -f /Volumes/Bootcamp" with administrator privileges
 
	end if
 
end tell
 
--Launch Virtual Machine
 
do shell script "vboxmanage startvm Win7"

Para fazer isso, vá no Spotlight e busque AppleScript Editor. Cole o texto acima no editor e clique em “Compilar”. Depois salve o arquivo no seu Desktop. Sempre que quiser usar, clique no ícone do script e mande executá-lo.

Fontes:

http://www.kevinrockwood.info/2010/04/windows7-in-osx-with-bootcamp-and-virtualbox/
https://www.virtualbox.org/manual/ch09.html#rawdisk
https://www.virtualbox.org/wiki/Migrate_Windows

Mail x Sparrow x AirMail

MailVsSparrowVsAirMail

Em busca de um cliente de e-mail que pudesse substituir o Mail do Mac, testei os dois que se diziam melhores que ele, o Sparrow e o AirMail.

Basicamente eu precisava de um programa que anexasse os arquivos de forma decente e que aceitasse alias com assinaturas diferentes, coisas que, por mais absurdo que pareça, o Mail não faz. Não me venham dizer que o Mail envia anexos de forma decente por que não é verdade. Não importa o que eu faça, quase sempre recebo reclamações de pessoas dizendo que não conseguiram abrir o anexo do meu e-mail, principalmente quando é imagem ou PDF.

Sparrow

Comecei pelo Sparrow, que é um programa excelente, mas que foi comprado pelo Google justamente para que o projeto fosse abandonado e os desenvolvedores pudessem passar para o time do GMail. Só descobri isso depois que eu comprei o aviãozinho.

Mordido por ter gasto 10 obamas (uma fortuna!) num app que já havia morrido, resolvi testá-lo até o extremo e, confesso que acabei gostando do programa. O problema é que ele tem muitos bugs, alguns muito chatos, que só vão ser corrigidos quando o Fluminense pagar a série B que está devendo.

Para começar, o Sparrow resolve a ordem que os nomes vão aparecer nos e-mails das pessoas. Às vezes vem “sobrenome nome” às vezes “nome sobrenome”, às vezes só o email e não encontrei maneira de fazê-lo corrigir isso. Outro problema é que ele tenta advinhar o e-mail a partir da primeira letra que você digita. Isso faz a digitação de qualquer destinatário um suplício, por que não sei onde ele vai buscar esta informação, mas demora uma eternidade. Ainda mais se o email começar com “a”.

Em outro ponto o Sparrow perde do Mail. Agilidade. O programa é muito lento. Quando estava usando só uma caixa de e-mail, ele funcionava que era uma maravilha. Quando incluí as outras 5 caixas e o alias, o programa virou uma carroça.

Outra coisa que me disseram que ele não faz direito é guardar anexos de uma mensagem em rascunho quando se fecha o app e abre novamente. Neste caso ele não guarda os anexos ou, pelo menos não os envia. Isso não me aconteceu, mas outras pessoas confirmaram o problema.

Fora esses problemas, ele faz várias coisas que o Mail não faz. Uma delas é permitir o uso de alias no remetente, com assinaturas diferentes da padrão e é totalmente integrado com os labels do GMail.

Usei o Sparrow como único cliente de e-mail por um pouco mais de um mês. O que mais me irritou neste programa foi o problema com os nomes das pessoas. Aparecer “Soares da Silva Epaminondas” no nome das pessoas é muito chato.

AirMail

Para ver se conseguia um programa parecido com o Sparrow, mas sem os bugs incorrigíveis dele, lá fui eu instalar o AirMail, que, apesar de ser mais barato que o Sparrow, não oferece uma versão gratuita para testar.

O AirMail parece ser uma cópia melhorada do Sparrow e custa só 2 obamas. Testei o programa alguns dias, mas já vi que ele tem que comer muito arroz com feijão antes de tentar ser melhor que o Mail.

Em comparação com o Sparrow, o AirMail é melhor em quase todos os quesitos, mas (sempre tem uma conjunção adversativa), parece ainda estar bem cru por causa de alguns bugs.

A busca de nomes sempre vem correta, isto é, nome sobrenome; e é muito mais rápida que a do Sparrow. A classificação de mensagens não lidas é excelente e usa o filtro do GMail para isso. Ele também permite alias com assinaturas próprias e todo o resto que o Sparrow permite.

Outras coisas interessantes do AirMail são o histórico de operações, com possibilidade de revertê-las, acesso ao log do programa, para tentar resolver bugs.

O que irrita no AirMail é que às vezes ele cisma com uma mensagem e não carrega o corpo do email nem com vela de sete dias acesa com charuto. E se você vai no GMail, o email está lá bonitinho e até marcado como lido.

Outra coisa que não gostei no AirMail é que ele consome muitos recursos do Mac, mesmo usando a aceleração da GPU (Não me pergunte como, mas há uma opção “GPU Acceleration). O indicador de HD que eu uso vive no vermelho enquanto o app está rodando.

O Mail é pesado, mas ainda assim ele é bem mais leve que o Sparrow e o AirMail.

De volta ao Mail?

Depois de baixar 3 cópias de todos os meus e-mails (são seis caixas de e-mail), ainda não consegui decidir qual dos 3 clientes de e-mail vou passar a usar e liberar parte dos quase 40GB de emails que esses 3 apps estão ocupando. O fato é que não posso ficar com os 3 instalados ao mesmo tempo ou vou ficar sem espaço em disco rapidamente. Curiosamente, tanto o Sparrow quanto o AirMail, estão ocupando bem menos espaço do que o Mail. Vejam abaixo.

mail
23GB ocupados pelo Mail
sparrow-airmail
15GB ocupados pelo Sparrow+AirMail juntos

 

Enquanto o Sparrow + AirMail ocupam 15GB, o Mail ocupa 23GB sozinho. Não sei se os outros dois baixam todas as mensagens ou todos os anexos. Só fazendo uns testes offline para descobrir isso.

Acho que vou dar uma chance maior para o AirMail, que parece ter um suporte razoável. Enviei uma pergunta sobre esse bug de não baixar o corpo da mensagem e estou aguardando a resposta do suporte deles. Vamos ver se respondem.

E você? O que acha desses apps? Tem algum outro para sugerir para teste?

OS X Mavericks e a pergunta: “Por que estragar o que estava bom?”

Há três semanas, a versão nova do Mac OS X foi lançada para o público. No dia, o Pedro Paulo fez um post dizendo que tinha gostado da atualização, mas que as pessoas deveriam ler os comentários das pessoas que diziam mehh e dos que não gostaram.

Eu sou um desses que não gostou dessa atualização. Por que? Porque conseguiram piorar várias coisas que, na minha opinião, já estavam funcionando muito bem e não precisavam ser mexidas. Naquele post, eu deixei um comentário com as minhas reclamações a respeito do Mavericks e, de lá para cá, a lista só cresceu. Vamos à lista estendida.

  1. Safari (Para mim o maior pecado desta atualização)
    1. A função Developer está totalmente diferente e algumas coisas foram cortadas, além de terem mudado os atalhos do teclado.
    2. A tela inicial era mais bonita (Agora ficou feia, igual à do Chrome ou do FF)
    3. Não aceita mais o guardião do Itaú para Pessoa Jurídica (Talvez isso seja culpa do Itaú, mas até hoje não funciona)
    4. Fica querendo completar todos os campos mesmo que você diga que não quer, inclusive na barra de endereços (às vezes digito www e ele não só completa como já dá enter por mim).
    5. Já traz alguns campos preenchidos (geralmente errados) mesmo que tenha sido a primeira vez que você entrou naquele formulário.
    6. Agora parece que algumas coisas ele pede 2, 3, 4… confirmações quando vai rodar alguma coisa em Java.
  2. Messages
    1. Não funcionam mais os emoticons digitados no teclado quando você está usando uma conta Jabber (Google Talk, por exemplo).
    2. Aqui as notificações são temperamentais. Há dias que o Messages não mostra nenhuma notificação.
  3. Mail: Ficou extremamente mais lento do que era. Há vezes que, para mostrar uma mísera mensagem, demora 10 ou 20 segundos só para abrir e ainda continua mandando anexos no corpo da mensagem mesmo que você mande exibir como ícone. Isso é mortal se você manda anexos para pessoas que usam Lotus Notes ou outros e-mails menos convencionais.
  4. Trabalhar com dois monitores: Ele cisma em abrir alguns programas no monitor da esquerda mesmo que na última vez você tenha aberto no da direita. O assunto fica mais complicado quando você leva o notebook para casa e lá o monitor fica na direita, quando no trabalho ele fica na esquerda. Cada coisa abre num lugar.
  5. O Spotlight se perdeu na atualização. Tive que mandar reindexar e isso demorou pacas.
  6. Eu achava que era implicância e que o sistema estava mais lento. Mas não é implicância. Meu Mac ficou notavelmente mais lento depois do Mavericks.

Me disseram que o Finder ficou um pouco melhor, ou menos pior, com as abas e as outras coisas novas, mas eu não sei porque eu não uso o Finder. Eu uso o Path Finder que já tem aba desde a primeira versão que eu uso, comprada em 2010.

Outra coisa que elogiaram e eu também elogiei no princípio, foi a parte das atualizações automáticas. Tenho que concordar que em muitos casos é bom mesmo, mas no caso do XCode, não é nada bom atualizar 1GB quando o sistema der na telha. Ele faz a sua internet ficar lerdona, ainda por cima, algumas coisas precisam ser guardadas (SDKs antigos) antes de atualizar o sistema. Com atualização automática, você precisa ter um backup dos SDKs antigos para não ter que ficar baixando toda vez que o XCode atualiza sozinho.

Em termos de aparência, não vi nenhuma mudança muito drástica. Só um retoque aqui ou ali. Até preferia o Dock como era antes, mas do jeito que está não ficou ruim nem me atrapalha.

Resumindo. Para mim, o Mountain Lion estava mais do que bom para minhas necessidades. O Mavericks conseguiu estragar um monte de coisas que funcionavam muito bem no M.L., e a troco de que? Uma interface mais bonita? Um sistema mais leve? Uma experiência mais rápida. Não.

Sinceramente não vi vantagem nenhuma na atualização para o Mavericks. Pronto falei.