Internet em aviões: United Airlines

Em primeiro lugar gostaria de dar os parabéns ao criador deste blog que completa hoje mais um aniversário. Não poderia dar um presente melhor (até porque o dólar está quase 4 reais) que fazer um post.

Semana passada fui aos EUA a trabalho (eita dólar caro) e pude experimentar a Internet na United Airlines além de voar no novo 787

O 787

Merece um post a parte o 787 como um primor tecnológico. O fato é que impressiona uma aeronave que consegue ser confortável mesmo na classe economica. O sistema de entretenimento fabuloso com muitas alternativas de filmes e tela bem responsiva.

Wifi

Ao embarcar nestas companias americanas você é avisado que não precisa desligar o celular, pelo contrário eles querem que você use o Wifi que para quem precisa trabalhar tem um preço bem acessível: US$ 1,99/hora nos vôos domésticos e US$ 16.99 para um vôo Rio-Houston.

Como sou muquirana só usei a versão gratuita no vôo internacional. Mesmo assim o sistema funciona de maneira interessante: oferece os mapas, a altitude, velocidade, vento, temperatura, etc. E deixa acessar todos os serviços e sites da United.

Já no vôo Houston-Washington eu paguei uma hora de wifi para testar e embora não dê para ver Youtube você pode muito bem colocar os e-mails em dia, usar Whatsapp, sincronizar seu repositório Git…

2015-08-30 09.57.46

 

The first 787-9 for United Airlines
The first 787-9 for United Airlines

Começa hoje o Google I/O com transmissão ao vivo

Se você desenvolve para Android, ou pretende desenvolver. Se você desenvolve para o Google App Engine, Google Maps, etc, hoje é dia de ver o keynote do Google I/O que começa as 13hs (horário do Rio de Janeiro).

O video pode ser assistido abaixo:

Será um keynote de cerca de 3 horas, mas talvez o começo seja útil mesmo para quem não tem interesse direto em desenvolvimento para a plataforma Google.

Google I-O 2013

WWDC 2013 começa a vender ingressos amanhã. Seu chefe vai deixar?

Amanhã, 10hs da manhã no horário de Cupertino, CA começa a venda de ingressos para o WWDC (10/06 a 14/06), o maior evento de developers iOS.

O custo do ingresso é salgado: USD 1599.00. Some a isto USD 1200.00 de passagem, USD 1000 para ficar lá e já temos um custo de USD 3800.00 para os brasileiros que quiserem participar.

Mas se você quiser ir é melhor aprovar tudo com seu chefe hoje porque os ingressos não devem durar muito tempo.

Aqui vai uma tabela para você de quanto tempo levou para vender todos os ingressos nos anos anteriores:

  • 2009 – 696 horas
  • 2010 – 238 horas
  • 2011 – 12 horas
  • 2012 – 2 horas

Como se pode ver há mercado para o WWDC, mesmo a 1599 dólares.

Eu acho que para um brasileiro o custo é muito alto para o benefício reduzido que temos graças as condições ruins para produzir e vender tecnologia no país.

WWDC 2013

E aí? Vai encarar? Meu chefe já disse que nem sonhar …

P.S. – Alguns sites tem dito que vão disponibilizar os vídeos durante o evento. Ao contrários dos anos anteriores em que divulgaram os vídeos muitos dias depois do fim do evento.

P.S. 2 – Confirmado que vão postar os vídeos durante o evento:

Can’t make it to WWDC?  We’ll be posting videos of all our sessions during the conference, so Registered Apple Developers can take advantage of great WWDC content.

Nokia Developer Day com Windows Phone 8

Hoje houve em São Paulo, o Nokia Developer Day. O Zeletron compareceu, provando mais uma vez que lambanças do passado da Nokia não influem no presente.

O evento foi muito interessante pelas novidades faladas. Foi um evento politicamente importante para a Nokia porque estava um ministro de estado, tudo bem que quando soube que ia falar um ministro do PT escondi a carteira e quase dei o fora. Paulo Bernardo mostrou que como Ministro das Telecomunicações ele é …. bom, ele é um político, mas ele fica para domingo com vídeos.

A Nokia, prometeu no evento que entre janeiro e fevereiro chegaram ao Brasil os Lumia 920 e 820. Quem conseguiu mexer no 920 que estava lá percebeu que é um aparelho espetacular: câmera, tela, processador, conjunto.

Além disso deu para perceber quem é o principal alvo da Nokia nesta batalha por mercado: Android. É robozinho verde: a Microsoft e a Nokia vem babando para cima de vocês, já perceberam que não interessa brigar com a Apple e que o negócio é atacar os Androids por cima (Lumia) e por baixo (Asha). Aliás os Asha mais recentes estão sendo chamados de smartphones e não de feature phones.

Outra novidade que a Microsoft falou é que no Marketplace do Windows 8 vão respeitar as leis de cada países mas o consumidor escolhe em que país está. É fácil, quer comprar uma música que só tem na loja dos EUA, mude a região de seu aparelho para Estados Unidos que ela estará disponível e você paga em dólares com seu cartão daqui. Isto vai balançar o povo retrógrado de copyrights arcaicos, mas é algo bacana.

Além disso foram mostradas ofertas para seduzir desenvolvedores descontentes com outras lojas de Apps: um fundo de 16 milhões de euros para financiar idéias de Apps, um centro de desenvolvimento em Santa Rita do Sapucaí, um programa unificado de redes de anúncios, além de facilidades para desenvolvedores terem acesso à aparelhos e outras ferramentas.

É o velho mantra da Microsoft: Developers, Developers, Developers! Eu acho que pode dar muito certo.

 

 

 

 

BlackBerry Jam Sessions & Playbook

Como o Pedro Paulo disse no texto de ontem, fui à edição do Rio de Janeiro do BlackBerry Jam Sessions onde ficamos 10hs projetando e implementando um app para rodar no sistema deles (Tablet OS ou BB 10) e posso afirmar que é algo bem divertido, mas muito desgastante. Ao final, meu grupo ainda saiu vencedor do prêmio Melhor Design, e era de se esperar já que me uni a 3 excelentes alunos de Design da PUC-Rio para essa maratona.

Para o desenvolvimento, deram as seguintes opções: Web, Adobe Air, C++ (Qt & QML) e Android. Os programas deveriam rodar no emulador ou no próprio aparelho Dev Alpha que ainda não estava instalado com a versão do BlackBerry 10, mas com o sistema de tablet que acabou prejudicando um pouco a usabilidade. Espera-se que esse aparelho seja lançado em poucos meses.

Sobre o Playbook que é o tablet da BlackBerry lançado no fim do ano passado e que fui premiado com uma unidade, posso dizer que estou achei bem impressionante como a tela é responsiva (melhor que 95% dos tablets Android que usei) e o multitasking é bem interessante. O sistema usa um conceito bem parecido ao do Meego (que uso no meu Nokia N9) onde você arrasta o dedo de fora da tela para o meio para ir para a área de troca de aplicativos ou para o aplicativo seguinte, dependendo da direção do movimento.

Apesar do Tablet ter um sistema muito interessante, a App World ainda é um pouco pobre, tendo aplicativos muito mais simples que os equivalentes Android ou iOS e é esse o esse motivo de existirem os Jam Sessions.

Algo interessante é que os aplicativos Android podem ser portados para a tecnologia da BlackBerry com um simples empacotamento no formato deles. Quanto a compatibilidade, não sei dizer, mas eles dizem ser alta.

Apple iOS Tech Talk em São Paulo: Como foi?

Nesta segunda feira, dia 09 aconteceu a primeira edição do iOS Tech Talk World Tour no Brasil. Não se trata de um evento para apresentar nada de novo, mas sim para fazer um resumo do último WWDC.

Eu estive também no evento do Google no mesmo local e posso dizer que a abordagem da Apple para este tipo de eventos é bem melhor. Além do público mais restrito, as palestras foram mais técnicas e tivemos acesso aos engenheiros da Apple. Eu pude conversar com Mark Kawano que nos deu uma palestra muito legal sobre como fazer aplicações que o usuário irá adorar. Se você está inscrito no programa de desenvolvimento da Apple (se não está pode ter uma inscrição básica grátis) poderá ver os vídeos do WWDC 2011; eu recomendo assistir a palestra dele “Designing User Interfaces for iOS and Mac OS X Apps

Grande evento. Dá vontade de ir ao WWDC 2012.

Um resumo de algumas das palestras pode ser encontrado no blog deste cara aqui.

Não coloco fotos do evento porque pediram para não fotografar. Os brasileiros não respeitaram muito isto mas eu sou um law abiding citizen!

 

 

Mudando a realidade com computação gráfica

Desde o primeiro ano da faculdade quando consegui o livro: “An Introduction to Ray Tracing” o SIGGRAPH foi para mim um objeto de admiração. Infelizmente nunca tive nada publicado lá (tenho um amigo, Diego Nehab que já publicou vários lá, vale??) mas sempre acompanhei. Quando ainda navegavamos pela Internet usando NCSA Mosaic a biblioteca da PUC-Rio era o lugar onde podíamos pegar emprestado por uma semana os Proceedings do SIGGRAPH e ver coisas fantásticas de computação gráfica. Depois a vida me levou por caminhos da medicina e não acompanhei mais o SIGGRAPH.

Esta semana, no entanto, li um artigo desta conferencia que me chamou a atenção: “Rendering Synthetic Objects into Legacy Photographs”, a proposta do trabalho é colocar objetos, de maneira realista, em fotografias onde estes objetos não estavam. Como este é um caso típico de que uma imagem vale mil palavras, veja as fotos abaixo:

Clica que aumenta

Se você tiver interesse e tempo a leitura do artigo é interessante:
http://kevinkarsch.com/publications/sa11-lowres.pdf

Recomendo também ver o vídeo que o autor do artigo criou:



Rendering Synthetic Objects into Legacy Photographs
from Kevin Karsch on Vimeo.
 

 

Marcelo Barros diretamente do Nokia World 2011

Para os que estão de olho nas novidades do Nokia World 2011, vale a pena seguir o Marcelo Barros no Twitter @marcelobarros (http://twitter.com/#!/marcelobarros).

Ele está agora lá escrevendo em tempo real sobre os lançamentos de aparelhos com Windows Phone 7, tais como o Lumia 800 e Lumia 710.
More Nokia 800 Lumia

The Nokia Lumia 710, in white, black, and personalised rear facias.

Também tem novidade na parte dos fones de ouvido.

Nokia Purity headsets, collaborating with Monster.

Enfim, a dica para ter as informações on-line é seguir o Marcelo Barros no Twitter @marcelobarros (http://twitter.com/#!/marcelobarros)

HTC Ultimate – Primeiro WP7 no Brasil

Como o chefe-master-supremo deste blog já comentou, hoje foi lançado o HTC Ultimate com Windows Phone 7.5. Fui representando o Zeletron e pude tirar algumas fotos. Como meus dotes de fotógrafo são bem toscos acredito que você irá encontra fotos melhores pela Internet, mas não poderia deixar de colocar uma pelo menos aqui.

O Aparelho visto de perto é bem bonito e elegante.

O evento foi legal para conhecer algumas pessoas que escrevem sobre tecnologia cujos blogs eu leio: Bia Kunze, Rodrigo Toledo, Richard Max.

Gostaria de agradecer ao pessoal da HTC, Microsoft e Vivo pelo convite feito através da S2Publicon.

Google Developer Day 2011 – Como foi?

A idéia do Google Developer Day é bastante interessante na teoria e muito mal implementada na prática. A idéia é trazer algo do Google I/O para os países, dando aos desenvolvedores locais oportunidade de aprender a desenvolver aplicações usando as ferramentas do Google.

Na prática a teoria é outra. Colocar 1250 pessoas num local que no máximo poderia abrigar metade disto é uma forma de mostrar que saber alocar o número correto de servidores não é o mesmo que saber organizar um evento. Se você já esteve no metrô de São Paulo, na linha vermelha, às 18:00 ou no metrô do Rio de Janeiro, na estação Uruguaiana vai entender o que estou falando.

As palestras foram legais, não houve nenhum momento uau, mas foram interessantes. Algumas coisas foram bem planejadas e mal executadas: cada cadeira na palestra principal tinha um óculos 3D escondido embaixo, no entanto ao passar o vídeo 3D esqueceram colocar a versão 3D, o pior é que não perceberam isto.

Puxa, mas você está reclamando muito, o evento é de graça e cavalo dado não se olha os dentes. Sim, o evento é grátis, mas o meu tempo não é, bem como o tempo de muitos outros que ali estavam.

Talvez cobrar algo, limitar o número de pessoas (eu com certeza vou ser cortado ano que vem por este texto) ou fazer o evento num local maior.

Mas não teve nada legal? Claro que sim, eu recomendo que você assista no Youtube os vídeos do curso de Youtube Live API, os de WebGL, o do Google + for Developers, no entanto a organização eclipsou muito o evento.

Uma palestra que merece uma menção especial foi a do Chris Schalke: “Como construir jogos excelentes na nuvem

@cschalk

Em resumo: acho que o pessoal do Google tem muito que aprender com Steve Jobs, Steve Ballmer e Bill Gates.

 

[Breaking News] – Microsoft mostra o Windows 8 no evento BUILD

Acabou de vir ao mundo o Windows 8. E é impressionante. Seguindo os mesmos passos que a Apple fez com o OSX Lion a Microsoft mostrou um sistema operacional que lembra um sistema de tablets.

O Windows 8 na minha opinião é o mais avançado sistema operacional. A Interface foi totalmente redesenhada e a demonstração que está acontecendo agora no BUILD Conference é impressionante.

Obviamente que esta conferência é focada em developers, mas os que vão receber hoje as primeiras cópias do Windows 8 estão bastante entusiasmados com as perspectivas de que o Windows 8 seja uma máquina de fazer dinheiro para os desenvolvedores.

Mais informação em: http://www.buildwindows.com/.

UpdateConf 2011 – Minha visão do evento

A última semana foi bastante intensa, pelo menos para mim. Toneladas de informações para digerir durante a viagem que eu fiz para a Inglaterra para participar da UpdateConf 2011. Não consegui uma hora vaga para escrever um post lá, mas agora, depois de voltar ao nosso fuso-horário, vou contar como foi o evento.

Brighton, onde o evento aconteceu, é a parte mais importante de uma pequena cidade no sul da Inglaterra chamada de Brighton and Hove, com mais ou menos 155.000 habitantes (fonte: Wikipedia).

Chegar até lá demorou um pouco, mas foi relativamente simples, graças às redes ferroviária e rodoviária da Inglaterra que realmente funcionam. A viagem foi muito cansativa, mas não tivemos nenhum problema (a não ser o lugar no avião, ao lado do banheiro, mas isso é outra história). Ah, estou falando no plural porque, como disse no email anterior, fui ao evento com o Fernando, que trabalha conosco no desenvolvimento.

O evento foi dividido em duas partes, um dia de conferência e dois dias de workshops. Vejamos como foi cada parte:

A conferência:

O primeiro dia foi o mais cheio dos três, com mais ou menos 400 pessoas, segundo a organização do evento, quase lotando a parte de baixo do Brighton Dome, um teatro que faz parte do Royal Pavilion.

UpdateConf 2011
Aguardando o evento começar

Logo de cara, vimos que a conferência não seria nada comum, já que a abertura foi feita pelo apresentador e organizador, Aral Balkan (criador do app Feathers), cantando uma música. E não é que ele canta bem! 🙂

As palestras eram bem curtas, cerca de 20 minutos cada, e tivemos umas que foram excelentes e outras não tão boas assim.

A melhor de todas, sem dúvida, foi a do Matt Gemmell com o título de “Unusability” ou, sobre “Como irritar o usuário”, na qual ele mostrou exemplos de interfaces mal-feitas que não só irritam o usuário, como estragam boas ideias de aplicativos e, às vezes podem até causar dor nos coitados (aqueles aplicativos que vivem virando a orientação da tela, por exemplo, hehehe). Depois de mostrar os piores exemplos de interface, ele apresentou boas práticas em desenvolvimento de aplicativos.

Além de falar muito bem, a palestra dele foi uma das mais úteis do dia.

Indo para o outro extremo, tivemos também uma palestra na qual a pessoa falava extremamente bem, mas o conteúdo deixou a desejar.

Estou falando da palestra do Jeremy Keith, com o título “One Web”. Segundo ele, nós deveríamos esquecer o desenvolvimento de aplicativos nativos e focar em desenvolvimento de aplicativos Web, usando o browser como única plataforma. Ainda, segundo suas ideias, aplicativos nativos existem hoje e amanhã já não funcionam mais em versões posteriores do hardware, enquanto que os sites podem existir por décadas ou mais. (Eu não gostaria de ver os sites que eu via em 1995, mas tudo bem). Além de ter dito um monte de abobrinhas, o sujeito participou de um debate sobre Web x Nativo, no qual ele dominou a conversa, sendo algumas vezes até grosso com as pessoas que ousavam discordar do que ele dizia. Um exemplo disso foi o desenvolvedor da Microsoft que ia falar no debate sobre o Windows Phone 7 e que foi totalmente cortado pelo Jeremy, quando ele disse que o browser do Windows Phone 7 era um lixo. Resumindo, a participação de Jeremy Keith no Update 2011 foi a parte ruim do evento. (Qualquer dia escrevo a minha opinião do Web x Nativo, se vocês quiserem)

Mas deixemos o que foi ruim de lado e vejamos o que mais foi bom. Na verdade não foi só boa, foi excelente a demonstração do CoronaSDK feita pelo Seb Lee-Delisle na qual ele programou um clone do Angry Birds em 30 minutos, usando o CoronaSDK. Achei interessante a plataforma do Corona para fazer protótipos ou demonstrações. Para coisas mais complexas a dupla Cocos2D + Box2D é melhor.

Também tivemos uma ótima apresentação da Sarah Parmenter sobre os desafios de design para plataformas móveis e de Joachim Bondo sobre aplicativos “beyond delicious”, ou, segundo minha livre tradução, aplicativos mais que encantadores.

Aral Balkan entrevistando Ronald Wayne
Aral Balkan entrevistando Ronald Wayne

Além das palestras, assistimos uma entrevista ao vivo entre o Aral Balkan e Ronald Wayne, o terceiro fundador da Apple (juntamente com Steve Jobs e Steve Wozniak). Ronald Wayne contou um pouco dos primeiros anos da Apple e o porquê dele ter saído tão cedo da empresa, vendendo suas quotas da empresa por US$ 2.300,00, que hoje valeriam mais ou menos 35 bilhões de dólares. Segundo ele disse, como ele era o mais velho dos três e já tinha passado por uma falência anteriormente, ele temia passar novamente pelo mesmo problema e ter os bens que já tinha conseguido tomados por credores. Com os dados que ele tinha na época, ele acha que foi uma decisão acertada a dele e que não se arrepende de ter feito isso. No final da entrevista ele ganhou um iPad 2, já que haviam dito que ele nunca tinha tido um computador da Apple. 😀

No primeiro dia tivemos ainda mais três palestras que foram mais ou menos. Não foram tão boas como a do Matt Gemmell nem foram tão ruins como a do Jeremy Keith. Foram as palestras da Relly Annet-Baker, Anna Debenham e Cennydd Bowles. Na minha opinião eu pulava essas três palestras e daria mais tempo para Matt Gemmell, Sarah Parmenter, Seb Lee-Delisle e Joachim Bondo.

Durante os intervalos, tivemos alguns “tech beats” de 5 minutos numa sala menor. Todos eles foram muito interessantes, mas muitíssimo curtos. Gostaria que tivéssemos pelo menos mais uns 15 minutos nos tech beats de design de ícones, fontes, interface “cover flow” e desenvolvimento para os mercados africanos. Achei os quatro tech beats muito interessantes, mas com 5 minutos fica difícil até deles exporem ideias mais complicadas.

No final do dia houve uma festa no museu que nem eu nem o Fernando participamos, por falta de forças. Depois de passar 3h no aeroporto, mais 11h30 sentado num avião, ao lado do banheiro, com todo o movimento possível, mais 1h30 esperando o ônibus para Brighton e mais 2h30 de Londres para Brighton de ônibus, estávamos mortos na segunda-feira. Não soube se a festa foi boa nem se foi ruim. Deve ter sido boa, já que não havia ninguém estava reclamando no dia seguinte. Pois bem, vamos ao dia seguinte.

Workshops

Na terça-feira e na quarta-feira aconteceram vários workshops em locais diferentes. Eu participei na terça-feira do Workshop de HTML5 e na quarta-feira, do workshop de Core Data avançado.

O Fernando participou nos dois dias do Workshop de OpenGL ES com o simpático Jeff Lamarche (http://iphonedevelopment.blogspot.com/).

Vou resumir o texto desse post aos dois workshops dos quais eu participei.

HTML 5

Apresentado por Remy Sharp, um dos desenvolvedores do PhoneGap e entusiasta da plataforma Web, esse workshop me fez dar outra chance ao desenvolvimento de aplicativos baseados em HTML5+Javascript+CSS. Mais do que as abobrinhas exaltadas que o Jeremy Keith o falou, a fala calma e controlada de Remy Sharp me fez redescobrir o potencial que o HTML 5 tem para o desenvolvimento de aplicativos e sites móveis.

O dia foi totalmente de “mão na massa” e ele deu muitíssimas dicas de frameworks e ferramentas para desenvolvimento em HTML5 para dispositivos móveis.

Vários aplicativos nossos foram feitos totalmente em HTML5 (como era o caso do Sudoku 1000) e tiveram seu espaço, mas, devido a limitações naturais da plataforma web, passamos a investir 100% do nosso desenvolvimento a aplicativos nativos e até convertemos os Web em nativos (como foi o caso do Extreme Sudoku).

Esse workshop serviu para abrir um pouco o horizonte e ver que não existe uma fronteira bem delimitada entre os aplicativos Web e os nativos e que uma intercessão dos dois pode ser muito interessante.

Anotei dezenas de dicas para o desenvolvimento de páginas “mobile-friendly” (se alguém conseguir uma tradução melhor do que “amigável aos dispositivos móveis, me avise) e de frameworks para desenvolvimento de aplicativos Web. Qualquer dia posto aqui uma lista condensada desses frameworks.

Core Data

Na quarta-feira participei do Workshop de CoreData com Marcus Zarra, autor do famoso blog “Cocoa is my Girlfriend” (http://www.cimgf.com/).

CoreData é uma parte da API da Apple que trata não só da persistência dos dados, como do modelo desses dados na memória. No popular, no MVC, o CoreData entra com o M. 😉

Eu não pude assistir ao primeiro dia de CoreData, já que estava participando do Workshop de HTML5, mas no segundo dia tivemos exemplos de usos mais extremos do CoreData.

Esse workshop foi menos “mão na massa” quanto o do dia anterior, mas expôs detalhes interessantíssimos dessa API e de casos reais de uso da ferramenta.

Depois do evento. E agora?

Ao contrário do que eu estava imaginando, o Update2011 não foi um evento focado no desenvolvedor. A conferência foi totalmente voltada para o usuário e em como deixar a experiência dele melhor.

Apesar de ter sido um evento muito caro para o que ofereceu, acho que, no fim das contas, valeu a pena. Conhecemos muita gente nova, ideias novas e ferramentas novas. Além disso, o evento estava extremamente bem organizado (ok, o wifi engasgou, mas isso não me afetou porque eu estava com o 3G da Vodafone funcionando).

Resumo da ópera, voltamos cheios de ideias na cabeça e com um monte de lugares para procurar as soluções para implementar essas ideias. 🙂