Use sua partição do Bootcamp sem precisar sair do Mac OS X

Eu gosto do Mac e acho que quase tudo que eu usava no Windows tem uma versão ou uma alternativa que rode nativamente nele. No entanto, há algumas poucas coisas que não consigo fazer com ele. O Visual Studio, por exemplo, é um dos programas que eu acho que não vão ser portados para Mac tão cedo.

Uma solução é gastar R$200,00 no Parallels e mais R$90,00 a cada atualização para poder rodar o Windows de dentro do Mac. A performance não é ruim, mas eu acho muito caro e, se você deixar de comprar uma atualização, não tem direito a comprar uma outra com desconto. A política da Parallels não é das que mais pensam no consumidor, muito pelo contrário e, talvez por isso, tantas pessoas têm migrado para soluções mais baratas ou grátis, como VMWare e Virtualbox.

Outra solução para isso é instalar o Windows em numa partição através do Bootcamp e, quando quiser usar o Windows, reiniciar o computador por ele. Desta forma a performance é igual à de um Windows sendo executado num PC, já que não está sendo executado em conjunto com o Mac OS X. O que acontece é que há vezes que você precisa fazer uma coisa rápida no Windows e gostaria de poder rodar o programa sem ter que reiniciar o computador.

Ontem eu consegui fazer o VirtualBox, que é gratuito, executar o Windows da minha partição do Bootcamp de dentro do Mac, sem precisar criar outra imagem de disco. Desta forma ele acessa a própria partição para executar o Windows e você não precisa sair do Mac e parar o que está fazendo lá.

Este tutorial supõe que você já tenha o Windows instalado numa partição e que consiga usá-lo pelo Bootcamp. Eu estou usando o Mac OS X 10.9.5 e o VirtualBox 4.3.16. Além disso, você precisa ter coragem para usar o terminal do seu Mac. 🙂

1. Instale o VirtualBox no seu Mac:
Vá ao site do VirtualBox e baixe a última versão para Mac OS X. O link é este aqui. https://www.virtualbox.org/wiki/Downloads

2. Verifique as partições do seu disco:
Depois de instalar o VirtualBox, abra o Terminal (Eu costumo abrir pelo Spotlight) e digite o seguinte comando:

sudo diskutil list

O programa vai pedir uma senha. Use a sua senha de login no Mac.
A resposta será algo assim (dependendo do seu disco):

/dev/disk0
   #: TYPE NAME SIZE IDENTIFIER
   0: GUID_partition_scheme *500.1 GB disk0
   1: EFI EFI 209.7 MB disk0s1
   2: Apple_HFS Macintosh HD 370.5 GB disk0s2
   3: Apple_Boot Recovery HD 650.0 MB disk0s3
   4: Microsoft Basic Data BOOTCAMP 128.8 GB disk0s4

No caso do meu disco, a partição do meu Windows é a número 4 e usa o device disk0s4, que está em /dev/disk0s4

Atenção: Guarde esta informação acima. Eu vou usar /dev/disk0s4 até o fim do post, mas esse valor pode ser diferente no seu. Use o disco que estiver a sua partição do Bootcamp.

3. Desmonte a partição do Bootcamp.
Por padrão, o Mac monta a partição do Bootcamp toda vez que inicia. No terminal, digite o seguinte:

sudo umount -f /Volumes/Bootcamp

4. Mude as permissões de acesso do /dev/disk0s4.
O Windows ou o Bootcamp protegem a partição cada vez que você inicia o computador por ele, mas o VirtualBox precisa ter acesso total a ela para funcionar. Execute o comando abaixo no terminal:

sudo chmod 777 /dev/disk0s4

5. Crie um disco virtual que aponte para a partição do Windows.
Em seguida, crie o disco Virtual. Não se preocupe com espaço, ele não vai copiar a partição inteira para esse disco virtual, só vai fazer dois arquivos para guardar as informações de acesso à partição.
No terminal digite o seguinte comando:

sudo VBoxManage internalcommands createrawvmdk -filename Win7.vmdk -rawdisk /dev/disk0 -partitions 4
Atenção de novo! o parâmetro /dev/disk0 está certo. Não mude!
O número 4, logo depois de -partitions, é o número da sua partição do Windows.

Este comando irá criar dois arquivos na sua pasta Home, Win7.vmdk e Win7-pt.vmdk. Não mude de pasta esses arquivos!

6. Mude a permissão dos arquivos criados.

No terminal, digite o seguinte comando, trocando [[NOME DO SEU USUARIO]] pelo nome do seu usuário.

sudo chown [[NOME DO SEU USUARIO]] *.vmdk

Caso você não execute esse passo ou não execute o passo 4, você vai receber uma mensagem de erro do VirtualBox com o seguinte código: VERR_ACCESS_DENIED

Estamos quase lá! Coragem!

7. Crie a máquina virtual no VirtualBox

Inicie o VirtualBox e crie uma nova Máquina Virtual chamada “Win7” e selecione a versão do seu Windows (no meu caso era Windows 7 64bits). Eu coloquei um pouco mais de memória que o recomendado (512MB). Sugiro que você coloque pelo menos 1024, ou mais, se seu Mac permitir.

Na hora de escolher o disco, marque a opção “Do not add a virtual hard drive”. Nós faremos isso depois. Ele vai reclamar que não tem disco. Basta clicar em Continuar.

8. Configure a máquina virtual e adicione o disco virtual

Selecione a máquina virtual Win7 e clique em “Settings”. Clique em “System” e depois em “Processor”. Aumente para 2 o número de CPUs para você ter mais performance.

Depois clique em “Display” e aumente a memória para 128MB e marque as duas “Extended features”.

Por último clique em Storage. Selecione Controller: IDE. Mude o type para ICH6 (pelo que eu li, não funciona direito com PIX3 ou PIX4).

Depois clique em “Add attachment” (um disquete com um +) e escolha add Hard Drive. e clique em “Choose existing disk”. Vá para a pasta que você salvou o arquivo Win7.vmdk (se você fez como eu falei acima, ele está na sua pasta Home) e escolha ele.

Clique em “Ok” e corra para o abraço! Você já pode iniciar sua máquina virtual. Clique em Start e veja que maravilha!

9. Crie um script para liberar as permissões antes de executar o VirtualBox

Toda vez que você reinicia o computador, o Mac monta a partição do Bootcamp e muda as permissões para protegê-la. Para executar o seu Windows sem precisar entrar no terminal toda hora, crie um Apple Script conforme abaixo e salve no seu Desktop:

--Make the BOOTCAMP Partition writeable
 
do shell script "chmod 777 /dev/disk0s4" with administrator privileges
 
tell application "Finder"
 
	if exists "BOOTCAMP" then
 
		--Eject BOOTCAMP Volume if Mounted
 
		do shell script "umount -f /Volumes/Bootcamp" with administrator privileges
 
	end if
 
end tell
 
--Launch Virtual Machine
 
do shell script "vboxmanage startvm Win7"

Para fazer isso, vá no Spotlight e busque AppleScript Editor. Cole o texto acima no editor e clique em “Compilar”. Depois salve o arquivo no seu Desktop. Sempre que quiser usar, clique no ícone do script e mande executá-lo.

Fontes:

http://www.kevinrockwood.info/2010/04/windows7-in-osx-with-bootcamp-and-virtualbox/
https://www.virtualbox.org/manual/ch09.html#rawdisk
https://www.virtualbox.org/wiki/Migrate_Windows

Como ficar 15 dias sem celular, perder tudo que há nele e sobreviver

Estava com um problema na bateria do meu iPhone 4S desde o início deste ano. O problema me fazia carregar a bateria três vezes por dia quando usava normalmente e duas vezes por dia quando deixava ele parado em cima da mesa durante o expediente.

Em abril resolvi acionar a garantia da Apple. A primeira tentativa foi ir direto à recém inaugurada loja da Apple no Village Mall (esse shopping vale um post depois). Chegando lá, descobri que precisava marcar hora para ser atendido e que era melhor abrir um chamado por telefone na própria Apple. Foi o que eu fiz ali mesmo na loja, mas, como era domingo, precisaria aguardar até a segunda-feira para ser atendido por alguém. Sem problemas.

Na segunda liguei para lá e o atendimento foi diferente de qualquer atendimento de suporte que já recebi até hoje. Nada robótico, nenhum gerundismo, mas não sei se gostei de ser chamado de “cara” a cada vez que o atendente (analista de suporte, segundo a Apple) se referia a mim. Depois de instalar alguns perfis de teste no celular, o atendente viu que não estava funcionando e me pediu para zerar o celular. Como faço (fazia) backup diariamente no iCloud, zerei o celular e tentei instalar o tal perfil de análise da bateria, mas não funcionou.

Ele me pediu para recuperar o backup e usar por mais uns dias para ver se só de reinstalar os programas, o problema se resolvia. Recuperei o backup, reinstalei a tralha toda e nada. A bateria continuava terrível. Umas semanas depois liguei de novo para lá e me mandaram fazer a mesma coisa, zerar o celular, instalar tudo de novo. Insisti que já tinham me falado para fazer aquilo e não tinha funcionado. Depois de muita insistência (e vários “cara”), o sujeito resolveu me encaminhar para a assistência. Me deu o endereço de duas aqui no Rio.

No início do mês, fui a uma das duas assistências e fui rapidamente atendido. Me disseram que eu deveria deixar o celular lá zerado para que eles fizessem manutenção. Na mesma hora fiz o processo de restaurar as opções de fábrica e apagar tudo e deixei o celular para consertar lá. O prazo padrão era de 30 dias, mas disseram que antes disso deveria estar pronto, porque era só trocar a bateria.

Como não tenho outro celular, fiquei offline mesmo. Nada de Whatsapp, nada de ver Facebook na hora do almoço, nada de responder email na rua, etc. Ah, e nada de receber ou fazer ligações telefônicas na rua também. 😀

Em casa eu poderia usar o iPod ou o Galaxy Tab 7″ no WiFi. Na rua eu estaria como sempre estive desde 1976 até 1999, sem celular. Offline.

Aproveitei os tempos de trânsito no metrô para ler no Kindle. Viajei para Vitória sem celular e as únicas fotos que fiz foram com os olhos e estão na minha cabeça (a propósito, que cidade legal!). Marquei uma reunião num café com um cliente e, em vez de dizer “te ligo quando estiver chegando”, tive que dizer “tal hora estarei na porta do café”. Escandalizei algumas pessoas quando disse que estava sem celular e que não estava sentindo falta.

Nas poucas vezes que precisei telefonar na rua, recorri, sem sucesso, a orelhões. Todos os que tentei usar estavam quebrados e cobertos de propagandas pornográficas. Se há algum telefone público que funcione aqui no Rio de Janeiro, eu não encontrei. Sei que a Anatel deveria exigir isso da Oi, mas em tempos de agências loteadas a “cumpanheiros”, nem adianta ligar para lá para reclamar.

Durante o tempo de reparo, me mandaram um email da assistência dizendo que iria demorar mais uns dias o reparo porque a Apple estava demorando para entregar as peças para eles. Fazer o que? Esperar…

15 dias se passaram, meu celular ficou pronto e fui lá buscar. De volta a um WiFi, antes de fazer qualquer coisa ou instalar qualquer programa, resolvi recuperar o backup e, para minha surpresa, o celular dava erro na hora na hora de recuperar o backup do iCloud.

Telefonei de novo para a Apple e, depois de muita conversa e muitos testes, o sujeito chegou à seguinte conclusão: “Cara, eu nunca vi isso acontecer. Os três arquivos de backup no iCloud feitos pelo seu celular estão corrompidos. Não há o que fazer. Você devia ter feito backup pelo iTunes também. É mais garantido.”

angry_baby

Ducha de água fria… Por causa de uma bateria que eu mesmo poderia trocar em 10 minutos como fiz com o iPhone 4 que eu tive, fiquei 15 dias sem celular e agora havia perdido todos os meus dados.

Liguei de novo para a Apple na tentativa de cair com outra pessoa que talvez fosse mais esperta. Pior, pela primeira vez fui maltratado por telefone pela moça que me atendeu que disse que não tinha jeito, eu havia perdido tudo. Desliguei (fui desligado pela moça) e liguei novamente. Fui atendido por um sujeito atencioso que disse que ia tentar direto com o suporte interno deles. Demorou um tempão e voltou com a mesma resposta. “Não há como recuperar nenhum dos 3 últimos backups que seu telefone fez no iCloud”. A única coisa que ele me disse de diferente foi: “você pode tentar é recuperar esse backup em outro telefone para ver se o problema não é no aparelho”. Para isso eu precisaria apagar o iPhone da minha esposa e confiar no backup do iCloud ou do iTunes.

Fiz os dois backups no celular dela (iTunes e iCloud) e zerei o pobre do aparelho. Fui tentar recuperar o meu backup do iCloud no aparelho dela e deu o mesmo erro. Realmente o arquivo estava corrompido. Na hora de recuperar o backup do celular dela pelo iTunes, para minha surpresa, o celular dela não voltou com quase nada recuperado. Por sorte, consegui recuperar tudo no celular dela pelo backup do iCloud.

No fim da história, tive que ir instalando programa por programa no meu celular e recuperando o que pudesse nele. Basicamente só consegui recuperar os contatos e as conversas do Whatsapp (que não têm a menor importância). Aliás, havia mais de 1200 mensagens não lidas em grupos o Whatsapp… Obviamente não li quase nada disso.

Em uma tentativa de conseguir recuperar os dados, baixei um programa que custa 80 dólares que diz conseguir ver o que há no backup do iCloud (apesar de não conseguir colocar de volta no celular). Instalei a versão de testes gratuita e baixei um dos arquivos de 3.6GB. O programa conseguiu me mostrar todas as fotos e vídeos que havia no celular. Aí eu pergunto: Será que está corrompido mesmo o arquivo? Ainda não gastei os 80 dólares para tirar a prova, mas acho que vou fazer isso em breve.

Deste episódio tiro as seguintes consequências:

1) Dá para sobreviver perfeitamente sem celular. É impressionante como achamos que ficamos dependentes do celular. No entanto, sem ele, pouca coisa parou de funcionar na minha vida e o que parou, era completamente supérfulo e não fez muita falta. No caso de pessoas que precisam ser encontradas em qualquer lugar (médicos, técnicos, profissionais liberais, etc.) isso não dá certo e essas pessoas precisam de um celular. Mas no geral, ninguém morre se ficar offline por uns dias.

2) O backup do iCloud é uma porcaria. Como é que ele faz um backup e não verifica a integridade dos dados que recebeu? Como é que ele salva em cima de backups bons, haja visto que consegui recuperar outras vezes, um backup corrompido? Apple, você precisa rever isso!

3) O backup do iTunes não é a mesma coisa que o backup do iCloud. Várias coisas foram perdidas no celular da minha esposa mesmo depois de fazer o backup no iTunes e só com o backup do iCloud recuperei tudo. Em todo caso, se eu tivesse um backup do meu celular no iTunes, teria alguma coisa a mais de dados do que tenho hoje…

4) Nunca mais deixo nada na assistência se eu puder fazer o conserto sozinho. Se não for um defeito grave, vou tentar consertar em casa mesmo, comprando as peças em sites de peças. Já havia feito isso diversas vezes com outros iPhones, com o Mac e com o iPod. O tempo perdido e os dados perdidos não valeram a pena ter poupado essa bateria por ter levando na garantia. Se eu tivesse trocado em casa, com certeza não precisaria apagar tudo do aparelho para uma troca de bateria.

Apple, I'm not angry. I'm disappointed.

UPDATE 1:
Comprei o programa, mas, infelizmente ele não recupera tudo. Ele só recupera fotos, vídeos, PDF, contatos, calendários, mensagens, histórico de chamadas, mas não recupera arquivos do tipo plist nem sqlite, que eram os que eu mais precisa ver recuperados. As fotos eu recuperei do iPhoto, os contatos e calendários eu consegui baixar do iCloud (não do backup). Agora os dados dos programas mais importantes estavam guardados em arquivos plist e sqlite, que não puderam ser recuperados. Pedi suporte ao desenvolvedor, mas não sei se vou conseguir algo.

OS X Mavericks e a pergunta: “Por que estragar o que estava bom?”

Há três semanas, a versão nova do Mac OS X foi lançada para o público. No dia, o Pedro Paulo fez um post dizendo que tinha gostado da atualização, mas que as pessoas deveriam ler os comentários das pessoas que diziam mehh e dos que não gostaram.

Eu sou um desses que não gostou dessa atualização. Por que? Porque conseguiram piorar várias coisas que, na minha opinião, já estavam funcionando muito bem e não precisavam ser mexidas. Naquele post, eu deixei um comentário com as minhas reclamações a respeito do Mavericks e, de lá para cá, a lista só cresceu. Vamos à lista estendida.

  1. Safari (Para mim o maior pecado desta atualização)
    1. A função Developer está totalmente diferente e algumas coisas foram cortadas, além de terem mudado os atalhos do teclado.
    2. A tela inicial era mais bonita (Agora ficou feia, igual à do Chrome ou do FF)
    3. Não aceita mais o guardião do Itaú para Pessoa Jurídica (Talvez isso seja culpa do Itaú, mas até hoje não funciona)
    4. Fica querendo completar todos os campos mesmo que você diga que não quer, inclusive na barra de endereços (às vezes digito www e ele não só completa como já dá enter por mim).
    5. Já traz alguns campos preenchidos (geralmente errados) mesmo que tenha sido a primeira vez que você entrou naquele formulário.
    6. Agora parece que algumas coisas ele pede 2, 3, 4… confirmações quando vai rodar alguma coisa em Java.
  2. Messages
    1. Não funcionam mais os emoticons digitados no teclado quando você está usando uma conta Jabber (Google Talk, por exemplo).
    2. Aqui as notificações são temperamentais. Há dias que o Messages não mostra nenhuma notificação.
  3. Mail: Ficou extremamente mais lento do que era. Há vezes que, para mostrar uma mísera mensagem, demora 10 ou 20 segundos só para abrir e ainda continua mandando anexos no corpo da mensagem mesmo que você mande exibir como ícone. Isso é mortal se você manda anexos para pessoas que usam Lotus Notes ou outros e-mails menos convencionais.
  4. Trabalhar com dois monitores: Ele cisma em abrir alguns programas no monitor da esquerda mesmo que na última vez você tenha aberto no da direita. O assunto fica mais complicado quando você leva o notebook para casa e lá o monitor fica na direita, quando no trabalho ele fica na esquerda. Cada coisa abre num lugar.
  5. O Spotlight se perdeu na atualização. Tive que mandar reindexar e isso demorou pacas.
  6. Eu achava que era implicância e que o sistema estava mais lento. Mas não é implicância. Meu Mac ficou notavelmente mais lento depois do Mavericks.

Me disseram que o Finder ficou um pouco melhor, ou menos pior, com as abas e as outras coisas novas, mas eu não sei porque eu não uso o Finder. Eu uso o Path Finder que já tem aba desde a primeira versão que eu uso, comprada em 2010.

Outra coisa que elogiaram e eu também elogiei no princípio, foi a parte das atualizações automáticas. Tenho que concordar que em muitos casos é bom mesmo, mas no caso do XCode, não é nada bom atualizar 1GB quando o sistema der na telha. Ele faz a sua internet ficar lerdona, ainda por cima, algumas coisas precisam ser guardadas (SDKs antigos) antes de atualizar o sistema. Com atualização automática, você precisa ter um backup dos SDKs antigos para não ter que ficar baixando toda vez que o XCode atualiza sozinho.

Em termos de aparência, não vi nenhuma mudança muito drástica. Só um retoque aqui ou ali. Até preferia o Dock como era antes, mas do jeito que está não ficou ruim nem me atrapalha.

Resumindo. Para mim, o Mountain Lion estava mais do que bom para minhas necessidades. O Mavericks conseguiu estragar um monte de coisas que funcionavam muito bem no M.L., e a troco de que? Uma interface mais bonita? Um sistema mais leve? Uma experiência mais rápida. Não.

Sinceramente não vi vantagem nenhuma na atualização para o Mavericks. Pronto falei.

Disponibilizado o código fonte do Apple II

O Apple II foi o primeiro computador que a Apple distribuiu já montado e com caixa. Com um acabamento que Walter Isaacson descreve com detalhes em sua biografia sobre Steve Jobs, o Apple II foi um sucesso de vendas e o que fez a Apple decolar.

Na época custava, com 4K de RAM, US$ 1298,00. É os produtos da Apple sempre foram caros…

Hoje você compra no ebay por US$ 1000,00 um modelo funcionando do Apple II.

A Apple liberou, para o museu de história da computação o código fonte que você pode conferir na página web deles.

Se você estiver na região do vale do silício algum dia, vale a pena gastar uns 20 obamas numa visita: 1401 N Shoreline Blvd.
Mountain View, CA 94043

Apple II Computer Museum

O último lugar do mundo onde se vende iPhone 4? O país de otários

Acertou se você disse que é no mesmo país em que se cobra R$ 4000 por um Playstation 4.

Veja a figura abaixo, são todos os lugares do mundo onde tem Apple Store eCommerce. Neles há um ou outro em que não saiu ainda o iPhone 5S, o Vietnã, por exemplo. Mas lá, os Vietnamitas não engolem o iPhone 4, e por isso a Apple vende apenas o iPhone 4S. Já aqui em Banânia, nós aceitamos ser tapeados e as empresas deitam e rolam.

Mas você pode ficar tranquilo. Dia 05/10/2014 o povo, que sai para quebrar lojas em 2013, já esqueceu destas coisas…

Captura de Tela 2013-11-12 às 10.23.44

 

P.S. – Na China, acabei de descobrir, também estão vendendo o iPhone 4, junto com o 4S, 5S e 5C. No entanto só o Brasil segue com o 4, 4S e 5.

Nono dígito RJ e ES – Ajuste sua agenda seja qual for seu celular.

A partir de amanhã (27/10/2013) começa a valer o nono dígito nos celulares dos estados  do Rio de Janeiro e Espírito Santo, portanto, se você mora em algum desses estados ou tem algum contato com alguém que mora no RJ ou no ES, precisará atualizar a agenda do seu celular.

Fiz uma lista de apps para Android, iPhone, BlackBerry, Windows Phone, Symbian, Meego, S60 e S40, que se propõem a fazer o serviço de inserir o nono dígito na frente dos celulares do RJ e ES.

iPhone

Para o iPhone temos 4 indicações grátis:
Nono Dígito: https://itunes.apple.com/br/app/nonodigito-2013/id668448495?mt=8
Vivo 9º Dígito: https://itunes.apple.com/br/app/vivo-9o-digito/id546153737?mt=8
Oi 9º Dígito: https://itunes.apple.com/br/app/oi-9o-digito/id680624924?mt=8
Embratel 9º Dígito: https://itunes.apple.com/br/app/embratel-9o-digito/id717457818

Android

O pessoal do robozinho também tem basicamente os mesmos apps do iPhone, mas também têm um app muito bacana chamado “Número Certo” ou “Right Number” que, segundo dizem, formata qualquer número de qualquer país. Como eu não tenho Android, não posso confirmar, mas quem usa o app diz que é muito bom. Aguardo comentários dos usuários de Android a respeito do “Right Number”.
Número Certo: https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.drzoid.rightnumber&hl=en
Nono Dígito: https://play.google.com/store/apps/details?id=principal.nonoDigito&hl=pt_BR
Vivo 9º Dígito: https://play.google.com/(…)id=br.com.vivo.orgarnizer.activities&hl=pt_BR
Oi 9º Dígito: https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.mobicare.oi.nonodigito
Embratel 9º Dígito: https://play.google.com/(…)id=br.com.abacomm.embratel.nonodigito&hl=en

Blackberry

Para os guerreiros que ainda usam BlackBerry, existem duas versões. Uma para o BB10 e outra para o BB5.0 a BB7.1, a saber:
Brasil +9 (BB5.0): http://appworld.blackberry.com/webstore/content/35825891/
Brasil +9 (BB10): http://appworld.blackberry.com/webstore/content/35071894/

Windows Phone

O único app para Windows Phone que faz o serviço é o do INdT. Não é grandes coisas porque ele duplica os telefones nos contatos, mas já é algo para quem tem Windows Phone 7 ou 8.
http://www.windowsphone.com/pt-br/store/app/br9/c05ed526-16a0-4cd4-b4f2-1fb91d1e4e95

Symbian, S60, S40 e Meego

E para fechar, não poderia deixar de fora o povo dos Nokias velhinhos e novinhos com Symbian, S60 e S40. O INdT fez o mesmo app para esses aparelhos.
Symbian, S60 e S40: http://store.ovi.com/content/303665
Meego: http://store.ovi.com/content/305513

Novidades na terra da Maçã

Você já lerá isto em um monte de lugares, portanto não queria chover no molhado. No entanto, como falamos dos novos produtos da Microsoft, não podemos deixar os amigos da Apple com ciúmes.

Em primeiro lugar o lançamento do Mavericks, alguns como este escriba gostaram, outros disseram mehhh, outros não gostaram. Eu recomendo o upgrade, até porque é grátis, mas recomendo ler os comentários dos que dizem mehh e dos que não gostaram.

Depois lançaram novos Macbook Pro mais leves e mais finos. Todos com processadores Haswell (Crystalwell no caso dos de 15″) da Intel. Estão prometendo 9 horas de duração de bateria em full power. Baixaram o preço do de 13″ retina display de US$ 1499,00 para US$ 1299,00 e do de 15″ de US$ 2199 para US$ 1999,00. Parece que mataram os de 13″ e 15″ que não são retina.

O MacPro que havia sido anunciado na WWDC’13 foi lançado oficialmente e estará disponível na terra de Obama a partir de US$ 2999,00 em dezembro. Aqui deve custar um rim e 30% de um fígado. A novidade é que não vão fabricar na China, mas sim nos Estados Unidos.

MacPro memory

 

Novas versões do iLife e do iWork, que pelo menos na apresentação, pareceram interessantes. Não dá para substituir o Office, mas sendo grátis agora, é uma opção muito melhor que o OpenOffice e o Google Docs.

E por fim anunciaram o novo iPad e o novo iPad Mini com retina display. Vão chamar o grandão agora de e iPad Air. O preço continuará o mesmo para o iPad (a notícia esquisita é que o velho iPad 2 vai continuar sendo vendido pelo mesmo preço). Já o iPad Mini não vai se chamar air e vão aumentar o preço para 399, vendendo o velho por 299. Serão lançados no dia 1/11 em todo o mundo civilizado e semi-civilizado (não na Dilmalândia).