Nós calculamos o valor real do novo MacBook Pro Retina para você !

Vendo todo o alvoroço sobre os preços do MacBook Pro Retina, resolvi fazer algumas contas para verificar se o preço estava realmente com ágio ou não. Para isso, dê uma olhada na tabela a seguir, onde os valores de todos os modelos de MacBook são apresentados, em dólares e reais, usando os preços encontrados no site da Apple para cada país.

Modelo US$ R$
MacBook Air 11 64GB 999 3699
MacBook Air 11 128GB 1099 3999
MacBook Air 13 128GB 1199 4999
MacBook Air 13 256GB 1499 6099
MacBook Pro 13 2.5GHz 1199 3999
MacBook Pro 13 2.9GHz 1499 5999
MacBook Pro 15 2.3GHz 1799 7999
MacBook Pro 15 2.6GHz 2199 9599
MacBook Pro 15 Retina 2.3GHz 2199 9999
MacBook Pro 15 Retina 2.6GHz 2799 12599

 

Para gerar uma comparação justa, criei o índice “AIR11”, que normaliza os valores dos MacBook em relação ao modelo de entrada, no caso o MacBook Air de 11 polegadas e 64GB. A ideia é ver quantos MacBooks Air 11 um outro MacBook qualquer vale. A tabela a seguir mostra este índice para os EUA e Brasil. É possível ver que o MacBook topo de linha vale 2,8 Air 11 nos EUA e 3,41 Air 11 no Brasil, algo que já indica uma suspeita de preços acima da média.

Modelo AIR11 Index (US) AIR11 Index (BR)
MacBook Air 11 64GB 1,00 1,00
MacBook Air 11 128GB 1,10 1,08
MacBook Air 13 128GB 1,20 1,35
MacBook Air 13 256GB 1,50 1,65
MacBook Pro 13 2.5GHz 1,20 1,08
MacBook Pro 13 2.9GHz 1,50 1,62
MacBook Pro 15 2.3GHz 1,80 2,16
MacBook Pro 15 2.6GHz 2,20 2,60
MacBook Pro 15 Retina 2.3GHz 2,20 2,70
MacBook Pro 15 Retina 2.6GHz 2,80 3,41

 

A comparação é melhor feita através do gráfico abaixo. Veja que a boa opção de compra é o MacBook Pro de 13 polegadas e 2.5GHz. Perceba também que os equipamentos mais caros apresentam uma distorção maior de preço. Não sei se o “custo Brasil” aumenta com o valor do equipamento. Se isto for verdade, poderia explicar a discrepância.

Custo dos MacBook em relação ao MacBook Air 11 64GB

No entanto, se não for esta a explicação, fica fácil calcular o ágio presente no produto. Neste caso, vamos aplicar o índice AIR11 americano nos valores brasileiro, para descobrir qual seria o preço Brasil, assumindo que a relação de preço americana seja a ideal. Isto é feito multiplicando-se o valor do MacBook Air 11 no Brasil pelo índices AIR11 americanos, como pode ser visto na tabela abaixo.

Modelo AIR11 Index (US) Preço Corrigido
MacBook Air 11 64GB 1,00 3.699,00
MacBook Air 11 128GB 1,10 4.069,27
MacBook Air 13 128GB 1,20 4.439,54
MacBook Air 13 256GB 1,50 5.550,35
MacBook Pro 13 2.5GHz 1,20 4.439,54
MacBook Pro 13 2.9GHz 1,50 5.550,35
MacBook Pro 15 2.3GHz 1,80 6.661,16
MacBook Pro 15 2.6GHz 2,20 8.142,24
MacBook Pro 15 Retina 2.3GHz 2,20 8.142,24
MacBook Pro 15 Retina 2.6GHz 2,80 10.363,86

 

Conclusão: aproximadamente 18% a mais nos MacBooks Retina e 16% nos macBook Pro de 15 polegadas.

Vale lembrar que não estou discutindo a margem de lucro, câmbio, etc, praticada pela Apple Brasil. Estou apenas assumindo que isto deveria ser similar ao americano e usando o valor de entrada do MacBook no Brasil. Se você quiser entrar nesta análise, deixo a tabela abaixo que mostra a relação entre Dólar e Real, para os mesmo equipamentos. Dá pra ver que o dólar tá valendo 4,5 reais para o Pro Retina.

Modelo US$ R$ Relação R$/US$
MacBook Air 11 64GB 999 3699 3,70
MacBook Air 11 128GB 1099 3999 3,64
MacBook Air 13 128GB 1199 4999 4,17
MacBook Air 13 256GB 1499 6099 4,07
MacBook Pro 13 2.5GHz 1199 3999 3,34
MacBook Pro 13 2.9GHz 1499 5999 4,00
MacBook Pro 15 2.3GHz 1799 7999 4,45
MacBook Pro 15 2.6GHz 2199 9599 4,37
MacBook Pro 15 Retina 2.3GHz 2199 9999 4,55
MacBook Pro 15 Retina 2.6GHz 2799 12599 4,50

 

Bacana, nhein, Apple Brasil ?

Windows Phone 7.5 (Mango), impressões de um usuário

Este post vai ser um pouco diferente. Primeiro por não ser escrito pelo editores tradicionais do blog mas sim por um de nossos leitores, o Mark Bierast. E, segundo, por não se tratar de um review, mas da impressão de uso dele do sistema WP7.  Gostaria de agrader antecipamente ao Mark pelo tempo investido em escrever e compartilhar este texto com todos nós. Espero que venham outros ! Com vocês, Mark Bierast.

——

Este post não se trata de um review do Windows Phone. Como existem hoje vários aparelhos rodando Windows Phone, não seria justo focar em apenas um. A ideia do post é compartilhar a impressão do sistema, após alguns dias de uso. Vocês provavelmente não me conhecem, mas sou um usuário de longa data do iOS, tendo começado com o iPhone 3G, depois o 3GS e finalmente o iPhone 4.

Então, como explicar então um usuário de iOs comentando sobre Windows Phone? Simples, antes de mais nada, não sou fanático por nenhum sistema ou marca, sou um entusiasta de tecnologia em geral, principalmente em dispositivos móveis. Atualmente tenho em casa um iPhone 4, um Nokia E5 e, a última aquisição, um HTC Trophy rodando Windows Phone 7.5 (Mango), sobre  qual vou escrever um pouco aqui.

Desde o lançamento do WP, venho prestando atenção no sistema e lendo sobre ele na internet, já que me pareceu algo bem diferente de iOS ou Android (sim, já usei bastante o Android também, sendo que o último aparelho foi um Samsung Nexus S Branco, lindão) e muito embora os usuários detestem admitir, acho os dois sistemas (iOS e Android) muito parecidos, tanto em funcionalidades quanto em interface. Na minha opinião, ambos são uma evolução da interface do Palm OS, sistema que deu origem a minha paixão pela área (comecei com um  um Pilot e usei até o Tungsten). Quando digo interface me refiro à lógica de apresentar vários ícones, um ao lado do outro, que abrem aplicações ao serem tocados.

Embora funcionem muito bem, ambos os sistemas acabam tendo a mesma forma de operação, diferindo nos detalhes. Por exemplo, um tem widgets e outro não, em um pode-se personalizar a Lock Screen e no outro não, etc. No entanto, isto não altera o mecanismo fundamental de operação,  ambos tem vários ícones que abrem aplicações ao serem tocados.

Diante desta “mesmice”, eu achei o Windows Phone como um sistema com personalidade própria e, após algum tempo de uso, posso afirmar que ele é bem diferente no funcionamento também. A melhor explicação para diferenciar os sistemas que encontrei foi em um podcast que costumo ouvir (crédito ao Coca Tech e ao apresentador Gustavo Faria) onde ele dizia, em linhas gerais, que enquanto o Android e iOs funcionam basicamente focados em aplicações enquanto que o WP funciona em cima da pessoa, da comunicação online e todas suas vertentes. Entenderam? Não? Eu explico.

Ao ligar o Windows Phone, pode parecer bem esquisito, mas ele pede a sua ID do Windows Live (coisa que não tenho). Pulei essa parte e pensei ”droga, já não vai funcionar direito”. Ledo engano! Ele ligou e então fui explorar um pouco o sistema e me acostumar um pouco mais com os “quadradinhos” (tiles, em inglês e que a Microsoft traduziu como “blocos dinâmicos”) da tela inicial do sistema. Vocês podem pensar nela como a tela inicial do Android, pois é a que fica antes da tela dos aplicativos. Até aí, tudo bem, o sistema de organizar os blocos dinâmicos é muito parecido com o Android ou iOS. Basta tocar e deixar o dedo e pronto, pode-se mudar a posição deles. Alguns tem animações, como os dos contatos, da aplicação “EU”, que falo daqui a pouco, e aplicações de terceiros também, como o Foursquare, previsão do tempo, entre outros.

 

Blocos dinâmicos do WP7

Mas voltemos a minha descoberta. Tratei logo configurar o Mail, coloquei minha conta do Gmail lá, ele aceitou de primeira e já começou a sincronizar. No entanto, quando saio do aplicativo de volta a “home”… meu bloco dinâmico dos contatos estava com várias fotos que tenho salvo nos contatos do Google rodando na tela principal. Ou seja, ele puxou os contatos do Google e já estavam no telefone. Vocês podem pensar: “grande coisa, meu Android faz isso desde sempre”. Mas a questão é essa, não é um Android com a alma do Google, isso aqui tem alma Microsoft. Eu gostei. Depois fui visitar o Marketplace para ver a quantas anda e,  aí sim, tive que criar um ID da Microsoft, pois sem ele nada de loja. No fundo isso se resumiu a criar um email no hotmail e funcionou a contento.

Com o acesso ao Marketplace ok, fui explorar a lojinha do Balmer. A primeira coisa que procurei foi o Twitter. E lá estava ele, embora muitos me falassem que não estava na loja aqui do Brasil, ele existia sim, apesar de todo em inglês, mas disponível. Baixei. Nada diferente dos demais sistemas. Tocou em cima, autorizou. Ele instala, sem sustos nem mistérios.

Após instalar, lá vou eu configurar o dito cujo. Tranquilo, configurou de primeira e permanece funcionando aqui. O que senti falta? Das notificações! O aplicativo não fornece atualizações automáticas, não avisa quando chega uma mensagem direta (DM), não avisa menções, nada. Mas para isso temos o aplicativo nativo “EU” que é mais um quadradinho na tela inicial e que eu não tinha a menor ideia para que servia. Mas pensando logicamente, imaginei que se ele puxou todos meus contatos do Google, deveria funcionar da mesma forma com os demais serviços que uso na Internet. E é isso mesmo, cliquei no dito cujo e ele pede para configurar quase tudo que se usa socialmente na Internet, como Twitter, Facebook, Gmail, tudo. Lá fui eu autorizar a Microsoft a ver todos meus dados online e, após configurar tudo, outra surpresa. O aplicativo é um agregador de tudo relacionado a você nessas redes, ele avisa (sim, no bloco dinâmico e na aplicação) que você foi mencionado aqui, que publicaram algo no Facebook relativo a sua conta acolá, e por aí vai. Um resumo bacana, já que tudo o que ele mostra é relativo de alguma forma a você, não à sua timeline toda.  Mais foco e menos perda de tempo, na minha opinião.

Agregação do "EU"

Foi aí que comecei a entender o funcionamento do Windows Phone e a proposta dele. Focar no usuário, não na Internet toda. É claro que ele tem um navegador, tem os aplicativos como os outros sistemas, mas todo o foco é em cima do usuário do smartphone. Ou seja, para quem gosta de interagir na Internet é perfeito, o aplicativo nativo EU deixa isso muito claro.

 

EU, foco no usuário

Mas como não só de redes sociais vive o usuário, vamos em frente. Outra coisa que sempre gostei no iOS e que me prende a ele é o Itunes. Tem quem deteste, mas eu sempre gostei, seja pela obrigação de ter minhas músicas e principalmente meus podcasts (sou viciado em podcasts) organizados, gerenciados de uma forma bem organizada. Isto representa grande parte do meu uso no iPhone. Como gosto de fazer caminhadas e academia, ele sempre foi meu companheiro nessas horas. Quando se pratica esportes, quanto menos aparelhos se leva, melhor. Então nada de levar iPod, celular, carteira, etc. Prefiro um aparelho que agregue tudo, é mais prático.

Mas, e agora? Poxa, iTunes lembra Apple, que lembra iOS, que lembra iPhone, correto? Errado! O Windows Phone se conecta com o iTunes perfeitamente, sem gambiarras, sem “jeitinho”, basta baixar o Conector para Mac no site do Windows Phone, marcar o que quer sincronizar, sejam músicas, Podcasts, Vídeos, Fotos (ele manda as fotos para o iPhoto) e pronto. Espetou o WP no Mac (sim, aqui um detalhe, uso Mac em casa como meu computador principal) e ele já começa a sincronia perfeitamente, desconectou, está tudo no WP. Ouviu um Podcast? Ele exclui na próxima sincronia, igual ao iPhone. Ou seja, não tive nenhum contato com o programa Zune que é necessário para sincronizar o WP no PC. Eu diria que é mais fácil ele interagir com o Mac que com o próprio Windows. Estranho, mas é assim, da mesma forma que eu usava o iTunes no Windows sem problemas.. Na minha opinião, uma ótima sacada da Microsoft, não colocando empecilho tanto na sincronia com o Mac como na sincronia com o Google. Sem dúvidas isso pesou muito para eu gostar do sistema, já que eu não tenho preconceito com nenhuma plataforma, não quero que meu gadget tenha também.

As fotos, sim, as fotos! Isso vai depender muito do aparelho, lentes, etc, então vamos focar no aplicativo, não na qualidade delas ok? Como já tinha me cadastrado em tudo que é lugar no “EU”, assim que a foto é tirada, podemos escolher para onde mandar. Facebook? Fácil, Twitter? Idem. Email? Melhor ainda. Mais uma vez ele mostra toda sua rede pessoal e é só escolher. Clicou, tá lá, e faz isso bem rápido (igual ao iPhone, mesma velocidade). Muito prático também.

Da mesma forma que quando acessamos os contatos, ele já “puxou” os dados dele, então vão aparecer as opções para contatar a pessoa: Facebook, Celular, Casa, email, etc. Tudo comum clique.

As configurações do aparelho em si também são bem simples, sem nenhum mistério. Mas ele não permite muita personalização. A tela de bloqueio é ela mesmo e pronto, no máximo mudar o papel de parede. Pode-se mudar as cores do quadradinho e não muita coisa além disso. É claro, é possível personalizar os avisos, toques, etc, mas nem perto do que os mais nerds fazem com os Androids e afins (imaginem ainda o finado N900, o rei das personalizações).

 

Tela de entrada das configurações

O sistema em si é rápido e fluído, mesmo o Trophy sendo um dos primeiros aparelhos a vir com o Windows Phone embarcado e recebendo o update para o Mango,  ele está muito rápido e fluído. Em meus cinco dias de uso, não tive nenhuma travada, nenhuma reinicialização, nada do tipo, mas assim como qualquer smartphone, ele também gasta muita bateria. Mas me surpreendi ao chegar ao final do dia com cerca de 30% de bateria para o meu uso. Em geral fico conectado direto, com WiFi habilitado e 3G também, usando por cerca de 2h/dia de MP3 (olha os podcasts aqui).

Ele tem um GPS bem competente também, muito embora ainda não tenham mapas para o Brasil, a dona Nokia com o Lumia 800 e seu Nokia Drive deve mudar isso bem em breve. No Foursquare ou RunKeeper (sim, ele existe para WP já) ele fica bem rápido e com uma boa precisão aqui.

Agora, a pergunta que todos me fazem: ele é melhor que o Android? Que o iOS? Vai mudar do iOS para ele? Bom, eu diria que desde que passei a usar o Windows Phone, meu chip principal ficou nele, não voltou ao iPhone. Mas claro que cada usuário tem seu uso específico e isso é o que acaba pesando na escolha do aparelho. O sistema tem me suprido muito bem em minhas necessidades móveis e não senti falta de algo que me fizesse correr de volta ao iPhone, coisa que ocorreu em mais ou menos dois dias com o Android. Mas, como eu disse, esta decisão é completamente dependente do seu uso.

Hoje, como o Windows Phone é mais focado especificamente em minhas atividades na Internet, eu passo menos tempo com o smartphone na mão, o que me rende mais tempo com outras coisas, o que não deixa de ser bom também. Mas bem que podiam implementar algumas notificações a mais, não é Microsoft? Quem sabe na próxima atualização, pois na última (esta semana) já posso usá-lo como hotspot WiFi e o Marketplace, cresce todo santo dia.

Acho que com isso demos uma boa “pincelada” inicial no sistema, pelo menos na parte nativa dele. Existe muito mais a respeito dele a ser dito, mas caso gostem e meu amigo Marcelo me convide novamente, podemos falar sobre a loja e alguns aplicativos em especifico. É só comentarem o post !

Abração pessoal, e foi um prazer.

Nokia World, primeiro dia, resumo pra passar

Primeiramente, queria me desculpar pela qualidade das fotos postadas na minha timeline do evento. Tinha que decidir entre um E7 ou N8. Infelizmente o teclado do E7 faz diferença na hora de postar rapidamente a informação. Foi assim durante toda a apresentação da manhã e acho que foi possível dar uma boa visão do que aconteceu, em tempo real. Não tem como usar um notebook e tirar fotos ao mesmo tempo quando se está sozinho. Postei, desta forma, muita coisa com segundos de atraso.

Diferente do ano anterior, as apresentações saíram do estilo mais sóbrio e foram na linha americana, com mais brincadeiras e candidatos a Steve Balmer ou Steve Jobs. A reação geral foi boa, ainda mais que a maioria estaria feliz com apenas um telefone novo, rodando Windows Phone 7.5. Mas foram dois. Fora os outros quatro S40, com foco em casos de uso variados. Entre no site da Nokia e terá um detalhamento de todos os telefones (compare o Lumia 800 e Lumia 710, ou compares os modelos Asha 200, Asha 201, Asha 300 e Asha 303).

Achei os novos S40, linha denominada Asha, bem posicionados, para mercados emergentes (inclua-se). O sucesso de vendas do Nokia C3 no Brasil confirma a lógica desses lançamentos e acredito mesmo que terá uma boa saída. Cada telefone desses era apresentado através de um personagem, um usuário final fictício (ou não) em algum lugar do mundo (emergente). Foi uma boa sacada.

Já os novos Nokia WP7, denominados de Lumia 800 e 710, são bem atraentes, em especial o 800, que por fora é praticamente um Nokia N9 sem câmera frontal ou NFC (fiz um twitter review do N9 ontem). As especificações são boas, com processadores single core de 1.4Ghz e acelerador gráfico 3D, talvez um pouco longe do hardware de um Samsung Nexus. No entanto, o desempenho, até onde pude testar, era excelente e apropriado para o software. Isto deve indicar que o Android exige mais da CPU.

Gostar ou não do WP7 é uma experiência pessoal, recomendo que teste quando puder. Eu vejo pontos inovadores nele, que vão além daquela fonte sedutora que usam (Segoe). O Metro, nome da interface, com seus “quadradinhos” (tiles) e aplicações em “panorama”, agradam muita gente. Também acho positivo ter o Office, Nokia Drive (maps…) e Nokia Music juntos. E, pra quem joga, a integração com Xbox. No fundo, você acaba levando o melhor das duas companhias por um preço da concorrência, no máximo.

Na cobertura do twitter, a pergunta mais pertinente pra mim foi a que queria saber no que o telefone WP7 da Nokia se diferenciava dos demais. Na minha visão, o relacionamento da Nokia com dezenas de operadoras é o primeiro fator, seguido do Nokia Drive (maps) e Nokia Music.

A gente deve ter este aparelho no começo do ano que vem, talvez fevereiro. Ele já tem suporte ao Português do Brasil, basta trocar e rebootar (sem piadinhas, ok ?). Aliás, o N9 também tem suporte total, para os interessados nele. Em particular, achei sensacional o N9 e estou levando um comigo pro Brasil. A fonte, chamada Pure Nokia, é muito similar à fonte da Microsoft.

Nokia World 2011 chegando

Para quem achava que outubro só servia para festinha de Halloween, podemos dizer que este anda bem movimentado.

Depois do iPhone 4S, iOS5, das mortes do Steve Jobs e Dennis Ritchie, ainda teremos hoje, 23h, horário de Brasília, o lançamento do Ice Cream Sandwich (Android 4) e do Nexus Prime. O Pinguins Móveis vai acompanhar o lançamento, caso queira entrar nessa, não sei se teremos alguém aqui do blog acompanhado.

E, semana que vem, teremos o Nokia World 2011, dia 26 e 27. Eu estarei no evento, a menos que a imigração me mande voltar. Devo postar aqui ou, mais provável, twittar da minha conta @marcelobarros com o hash tag #nokiaworld.

O esporte mundial atual da área de mobilidade é ignorar ou falar mal do Symbian e Windows Phone 7 (se bem que a RIM andou querendo esta fatia), mas ando vendo uma boa empolgação para termos neste evento, em primeira mão, um excelente telefone Nokia com WP7. Aliás, desde o primeiro semestre temos acompanhado alguns supostos vazamentos (nenhum me pareceu verdadeiro) e o vídeo do próprio Elop, falando sobre o novo telefone. Mas o silêncio das minhas fontes indicam que andam trabalhando muito para este objetivo.

Além disso, como usuário de um Nokia E7 (Symbian^3), confesso estar alegre com a quantidade de updates e melhorias que foram feitas este ano na versão Symbian Anna, depois da famosa declaração de Elop. E ainda teremos mais updates com a próxima versão, chamada Belle, para o N8, E7, C6 e C7, com melhorias e integração de ferramentas Microsoft.

Nos resta esperar !

Depois alguém me explica o significado desta imagem de fundo na página do Nokia World 2011 ? O evento é em Londres, não é ?

Steve Jobs, visões de um mito

Neste post, cada membro da equipe do Zeletron resolveu compartilhar a sua impressão e, por que não dizer, tristeza, após a perda de Steve Jobs. Visões diferentes, conclusões provavelmente iguais, uma breve homenagem para um gênio da nossa era.

Marcelo Barros

Marcelo Barros

Li duas biografias de Steve nos últimos anos, uma não autorizada e outra autorizada. Em uma, ele era o “gênio irascível”, na outra, o “gênio excêntrico”. Independente do ponto de vista, a genialidade não era esquecida. E, creio eu, a face real de Steve talvez seja mesmo a do “gênio excêntrico irascível”, pesando o adjetivo que mais lhe convinha em cada situação.

Tive um produto Apple apenas, um iPod Nano. Sempre achei o Nano excelente, extremamente bem feito. Respeitava isso. Também admirava ver um produto pensado em cada detalhe, desde a caixa até o ícone. E o iTunes talvez ainda seja o melhor gerente de mídias digitais que eu tenha usado. Tudo isso era a mão forte do Steve, moldando cada detalhe.

O Nano fui suficiente para entender como a engrenagem da Apple girava. E entender também que eu não me ajustava muito bem a ela. Com uma experiência de uso fechada e definida pela Apple, por muitas vezes me pegava querendo algo que não era possível. Pior, que nunca seria possível. Mas a Apple é assim, ela decide o que é melhor pra você. E acerta bastante, devo confessar, mas não o suficiente para outra pessoa meticulosa e controladora como eu.

É importante dizer que, em nenhum momento, isto abalou a minha admiração e respeito por Steve e seus produtos. Steve mudou uma era, redefiniu alguns conceitos e inventou vários outros. Um mito que sobreviverá eternamente em nossas lembranças.

Tinha comigo uma “quase certeza” de que o veria novamente, brilhando em mais um “one more thing”. Estava, lamentavelmente, errado.

Marcelo Barros

Pedro Paulo Oliveira Jr.

Pedro Paulo Oliveira Jr.
Steve Jobs era vinte anos mais velho que eu, no entanto, desde tenra idade, tenho conhecimento da importância dele na história da computação pessoal. Meu primeiro computador, se é que um TK-85 é um computador, ensinou-me a programar em Basic. Já meu segundo computador, um TK2000, clone tupiniquim do Apple II, ensinou-me a razão de, no futuro, Steve não permitir clones dos produtos deles.

Steve Jobs e Bill Gates são, na minha opinião, os grandes criadores do mundo computacional e tecnológico que conhecemos atualmente. Ambos nasceram em 1955, não terminaram suas universidades e fundaram, em fundos de garagens, empresas que, passados trinta anos, valem somadas quase 600 bilhões de dólares. Bill admirava profundamente Steve como disse ontem em uma nota em seu site: “ I will miss Steve immensely.

Ontem à noite meu IPhone 4 vibrou no bolso, olhei a tela e era uma mensagem do iMessage (que está disponível no iOS5), dizia apenas: Jobs morreu. E foi assim, usando um produto que revolucionou o mundo, numa mensagem enviada pelo último pacote de novidades que Steve anunciou, que fiquei sabendo da morte dele. Ontem já postei algo a respeito, escrevi no WordPress para IPhone.

Espero que Steve possa descansar em paz.

 Pedro Paulo Oliveira Jr.

José Antonio Oliveira

José Antonio Oliveira
A atenção aos detalhes e pequenas coisas foi definitivamente o diferencial do Steve Jobs. Ao mesmo tempo, ele não parecia ser o perfeccionista extremo, que não termina nunca uma coisa. Todos os produtos que ele lançou foram extremamente bem acabados em todos os detalhes. Os produtos podiam não oferecer tudo que gostaríamos que oferecessem (lembram do primeiro iPhone sem MMS?) mas, no que estava disponível, eram minuciosamente bem-feitos.

Assim como o Pedro Paulo, meu segundo computador foi um TK2000 (afinal de contas somos irmãos com apenas um ano de diferença entre nós). Foi meu primeiro produto da Apple (ainda que fosse um clone nacional) e, por muitos anos o único. Mesmo com o lançamento dos iPhones 2G, 3G e 3G S, eu não gostava dos celulares da Apple, provavelmente por preconceito.

Somente em 2009 tive um iPod nano e em 2010, depois de problemas com a Nokia, resolvi experimentar o iPhone 4. Que surpresa agradável e que vergonha por ter malhado por alguns anos o iPhone. Hoje esse aparelho é uma das minhas ferramentas de trabalho que mais uso e, provavelmente quando ele se quebrar, seguirei usando outro iPhone. Esse post mesmo está sendo escrito num Macbook, que uso diariamente para desenvolver aplicativos para iOS.

Não era de se espantar que eu também tivesse recebido nesse iPhone a notícia da morte do Steve Jobs. O próprio presidente dos EUA, Barack Obama, em sua mensagem de condolências ontem, disse o seguinte:

“(…)And there may be no greater tribute to Steve’s success than the fact that much of the world learned of his passing on a device he invented.(…)”
“(…)E não há maior tributo ao sucesso do Steve do que o fato de que grande parte do mundo saiba do seu falecimento através de um aparelho que ele inventou(…)”

Barack Obama

Steve Jobs, muito obrigado. Descanse em paz!

José Antonio Oliveira

Mobile Analyst

Mobile Analyst
Este analista falou há pouco sobre Steve Jobs em um post comentando a apresentação de Tim Cook. No entanto foi noutro post que disse o que realmente pensava sobre o impacto da futura morte de Steve Jobs. Ontem fiquei sem muito mais palavras. Morreu jovem e deixou muitas coisas feitas.

One more thing: Obrigado Mr. Jobs!

Mobile Analyst

João Bernardo

João BernardoComo o José Antonio já falou, o que sempre me impressionou foi a atenção nas pequenas coisas dos produtos que lançou, sem contar a inacreditável capacidade de marketing para mostrar que cada detalhe era necessário para que o produto existisse.

Outra característica importante era a paixão pelo que fazia. É muito comum o trabalhar com algo que dê dinheiro ou que seja apenas necessário. Trabalhar com essa vontade que ele tinha é algo raro e ele mesmo sabia que era preciso: “I’m convinced that the only thing that kept me going was that I loved what I did.”

Que Steve Jobs descanse em paz.

João Bernardo

Infidelidade móvel

O Brasil é realmente um país atípico. E atípico é um eufemismo, claro. Troque por ridículo, se preferir. Por exemplo, é um dos lugares onde ter um plano pré-pago pode lhe dar mais vantagens do que um pós-pago, mesmo que isso contrarie toda a lógica e bom senso.

Você já deve ter visto um comercial daquela operadora que começa com T e termina com com IM falando sobre “SMS e Internet sem limites” (***) – quando você vê o asterisco já sabe que tem limites, certo ? – Enfim, nesta operadora, você faz isso com aproximadamente 30 reais por mês. E faz DDD a preço de centavos. Aquela outra, que é sinônimo de “olá”, pode dar boas vantagens para quem faz chamadas dentro da rede dela (DDD ou não) ou manda SMSs, num programa de bônus bastante interessante e inteligente. Ou ainda, na outra cujo nome é o antônimo de “morto”, você pode ter “Internet por um mês” (***) – olha os asteriscos de novo ! – por menos de 10 reais. Ou contratar 100 SMSs por 9,90. E, claro que está faltando outra grande operadora, também com planos parecidos de Internet para clientes pré, apesar de não ser tão generosa em SMSs (talvez porque ela chame de torpedos).

E o que, você, ludibriado do pós-pago, ganha com isso ? Se não faz ligações perto do limite do seu plano de minutos PARA OUTRAS OPERADORAS, apenas uma conta no fim do mês. Simplesmente não vale a pena.

Acompanhe os dados de um “ex-pós-pago”. Abaixo, meu consumo de SMS e chamadas. De cara, o volume de SMSs é tal que nenhuma franquia de SMS em planos pós com menos de 150 minutos atenderia. Ou seja: preciso pagar pelo excedente. Para piorar, não tenho perfil de “ligador”, com uma média mensal de menos de 9 minutos para outras operadoras. Isto custaria uns 14 reais, num plano pré. As outras chamadas são para fixo ou dentro da rede (favoritos), justamente os casos de uso cobertos pelos planos pré-pagos. Como consumidor de internet móvel, nunca tive muita chance de migrar para pré. Até agora. Infelizmente a companhia do T não é opção pra mim por ter um sinal péssimo onde trabalho e a que estava faltando tem uma qualidade muito baixa.

No final das contas, literalmente, mudando meu plano para pré-pago, vou gastar menos da metade e fazer a mesma coisa pagando uns 2 pacotes de 100 SMSs, 10 reais de internet e deixando 20 reais para as ligaçoes para outras operadoras.

Moral da história: façam as contas e escolham o que é mais vantajoso para vocês, não paguem pelo que não usam. Portem o número, se for o caso (já fiz duas vezes). Só façam planos pós adquirindo aparelhos se eles realmente custarem muito menos (coisa rara, mas existe) ou realmente precisarem de um bom plano de minutos ou serviços não cobertos num plano pré. Exercite a sua “infidelidade móvel” já que as operadoras não estão nem aí pra vocês.

 

Recuperando o Ovi Store do N8 após hard reset

Se você é um daqueles infelizes que fez um hard reset no N8 (versão 011.012) e não conseguiu reinstalar o aplicativo Ovi Store, a boa nova é que agora é possível, com o firmware 013.016 (PR1.1).

Basta reinstalar o firmware (cerca de 173MB), via Ovi Suite, e depois ir no aplicativo de atualização de software do aparelho. Ele irá listar o Ovi Store como disponível para instalação (uns 15MB). Instale, atualize e terá novamente o aparelho funcionando normalmente.

Eu passei por isso e, confesso, foi irritante. Usuário antigos de Nokia sempre fizeram hard reset. Estão habituados. E, de repente, perdem um dos aplicativos mais importantes por quase 3 meses. Eu tentei de tudo, nenhuma dica mágica encontrada na internet funciona de verdade. Pra piorar, quando saiu o firmware 013.016, eu fiz update via OTA e não tive a opção de atualização do Ovi, era preciso fazer via Ovi Suite. Ao tentar fazer via Ovi Suite, descobri que a opção “reinstalar” não estava disponível. Ela só apareceu cerca de duas a três semanas depois, permitindo a correção da falha.

Por alguns momentos quase cometi uma besteira, pensando seriamente em usar ferramentas como Phoenix Service ou Nokia Care, encontradas no submundo da internet. Como o NaviFirmware não mostrava o firmware correto para o meu product code, acabei desistindo. Aliás, não parece ser possível mudar o product code do N8. O Nessus não consegue, nem o Phoenix.

Reflexões em águas gélidas

Passados alguns dias do pulo na água gelada, com muita reclamação, choramingos e uma baita desvalorização das ações da Nokia, é hora de assumir que não se tinha muita alternativa e o “cavalo de troia” Elop parece ter razão. Confesso que é duro pra mim admitir isso, apesar de ter concordado, antes, que era a saída mais provável.
Enquanto o pessoal nada no meio dos icebergs, valem algumas reflexões:

  • O Android realmente não daria nenhum diferencial para a Nokia. O Android é uma extensão da nuvem Google. Veja o esforço que outros fabricantes fazem para personalizá-lo, como Samsung e HTC. Duvido que queiram aquela entrada tradicional, com o sistema lhe obrigando a fazer uma conta no Gmail para uso do aparelho. Ninguém quer ser mais um.
  • A Microsoft lançou mas não decolou. Apesar de ter quatro fabricantes de Windows Phone, o bichinho é mais raro que enterro de anão. Talvez nas terras do tio Sam existam mais exemplares desta espécie rara mas, abaixo dos trópicos e provavelmente na Europa, a coisa não ia bem. LG e Samsung tinham os seus modelos mas basta ver o tanto de Android que ambas lançaram para entender o foco delas. Li por aí que foram aparelhos subsidiados, o que explica muita coisa. Talvez a Dell e HTC, parceiras mais antigas dos sistemas de Redmond, tenham um compromisso mais forte.
  • O Windows Phone tem aspectos inovadores, apesar de só copiar e colar recentemente (piada isso, não?). Bom, o iPhone também começou assim, não é ? Xbox, Office, Exchange, Bing e tudo que a Microsoft tem para oferecer em nuvem fortalecem a arquitetura. E sem contar o desenvolvimento via o tradicional Visual Studio. Não tenho dúvida que aprenderam alguma coisa com as versões anteriores do Windows Mobile <= 6. Aprenderam tanto que até mudaram o nome e reescreveram o sistema.
  • O Meego não está pronto, vamos admitir. Alguns mensageiros do apocalipse e descendentes do capitão Nascimento talvez digam “nunca estará, nunca estará”. Bom, recomendo comparar o WeTab, com Meego, e os protótipos de Tabs Android Honeycomb. Tirem suas próprias conclusões, vai ser fácil. Nem vou colocar o iPad na briga que, enquanto possa ter um conteúdo melhor, não me parece ainda páreo para o Honeycomb. Pelo menos na versão atual, vamos ver quando lançarem o próximo. O que não importa muito, a Apple tem o seu mercado, conquistado com mérito.
  • A participação da Nokia no mercado americano é mínima, e isto eu pude ver de perto, nas ruas e lojas. Em todas as reuniões que fiz nos EUA vi um Nokia apenas uma vez (um E62). Estava na mão de um cara da Cisco que depois descobri que era Francês. Fácil, né ?
  • O Symbian … Ah, deixa pra lá.

Dito isso, não é difícil entender o senhor Elop. Mas que algumas coisas doem, ah isto doem:

  • Já ouviram a expressão “sociedade pé-na-bunda”, onde um entra com o pé e o outro com a outra parte (perdão pelo palavrão) ? Esta foi a minha impressão: a Microsoft entrou com o pé. Li por aí que ela investirá bilhões, etc, etc. Mas, usar toda a rede de distribuição da Nokia, contatos com operadoras, influências em vários mercados, knowhow em hardware e software, serviços de mapas da Navteq, entre outras coisas, “de grátis inteiramente na faixa”, foi foda duro. Nem exclusividade no sistema ela vai ter.
  • Enquanto muitos clamam que o Qt não morrerá, que continuará com o Meego, que será a forma de desenvolvimento para o Symbian, etc, etc, etc, é duro acreditar que umas das plataformas mais interessantes de desenvolvimento que já conheci pode ser colocada em segundo plano. Juntamente com o QtQuick (QML), formam um par poderoso. Mas, se o negócio andar bem com a Microsoft, o futuro do Qt é incerto. Não duvido que vendam ou criem uma outra (a)fundação. Seria ruim perder esta alternativa.
  • O enfraquecimento da comunidade Meego também é traumático, independente do que a Intel ou Nokia diga. Com o apoio da Linux Foundation, o Meego é (era?) um dos maiores bastiões open source do mundo.
  • O orgulho europeu saiu muito ferido disso tudo. Basta ver as reações e o preço das ações da Nokia.
  • Os desenvolvedores também tomaram uma pancada dura, uma parcela grande deles é apaixonada pelo Qt. Provavelmente muitos perderão o emprego.

Enfim, bola pra frente. Sem falar que, para os consumidores, foi excelente.

A nova estratégia da Nokia

Acaba de  ser publicada oficialmente a nova estratégia da Nokia. Como era o nosso palpite muitos meses atrás (deu polêmica no dia, mas os editores concordaram que era uma saída), a parceria é com a Microsoft. Você pode ler o pronunciamento inteiro aqui.

Em linhas gerais:

• a Nokia irá adotar o Windows Phone como estratégia primária para seus smartphones, adicionando o seu know how em áreas que é líder.
• fazendo o que sabe bem, irá trabalhar num leque maior de hardware,  canais de distribuição, usar seus contatos com operadoras, influência em vários mercados, etc, para colocar o Windows phone em todo lugar.
• vão desenvolver juntas, alinhando estratégias na área de mobilidade.
• as ferramentas de desenvolvimento serão da Microsoft. O serviço de busca, bing. Mapas virão do Nokia maps, anúncios da Microsoft via adCenter.  Serviços de nuvem da Microsoft, além de office e email. Xbox?  Certamente.

Enfim, vão pegar o que as duas tem de melhor para fazer frente ao Google e Apple. E, pelo visto, o fim da Nokia livre que conhecemos hoje, com Linux, Symbian e Qt.

Nada foi citado dos telefones mais simples. Nada se falou de Qt. Nem uma menção ao Meego. Devemos ter mais informações no decorrer do dia.

Óbvio, compreensível e … decepcionante.

UPDATE:

Mais detalhes aqui. Pelo comunicado, o Meego continua, será a plataforma de exploração de novas experiências para a próxima geração. O Symbian irá virar uma franchise. A empresa se dividirá em duas unidades de negócio: Smart Devices e Mobile Phones.

Nas nuvens

Menos de um mês atrás eu comentava sobre os serviços oferecidos nos smartphones atuais pelos grandes fabricantes. Vendo hoje o vídeo da apresentação oficial do Android Honeycomb, ficou claro que o seu smartphone Android vai ser mesmo uma extensão da rede, sua entrada na “nuvem”. Bom, primeiro assista o vídeo. Ele é de quase uma hora e em inglês. Se tiver dificuldades em acompanhar, recomendo ligar as legendas. Para isto, clique em CC, em vermelho no vídeo, na parte de baixo. Depois selecione o idioma como português. Não é tão bom quanto o original em inglês mas ajuda bastante para quem não consegue entender no idioma nativo.

Praticamente metade do tempo é gasto apresentando a nova interface. Novo Gmail, carrossel 3D, novo Maps, cópias do facetime, nova interface de foto e vídeo, novo chat, “task manager”, aplicações que podem rodar em smartphone e tablet, etc. Nem vou comentar sobre isso, veja e gere a sua opinião se é melhor ou pior que o iPad (é o que acabam fazendo, uma guerra que não vou financiar aqui).

Depois, parceiros e funcionários do Google são chamados para apresentar novas funcionalidades e aplicativos que as exploram. A aplicação da CNN é bem interessante, virando um “youtube das notícias”, além do conteúdo “live” de TV. A CNN também criou uma forma fácil de você ser o novo repórter chamada de “iReport”, subindo vídeos e imagens diretamente do tablet. Nada como usar o poder coletivo para se dar bem, não ? Fabricantes de jogos também aparecem, mostrando as novidades e a velocidade da nova engine 3D.

No entanto, o que chamou realmente a minha atenção foi a nova loja de aplicativos. Eles mataram o sincronismo tradicional, simplesmente. Nada de cabos, nada de USB, tudo pela rede. Você compra na loja e .. tchan ! Aparece um download no seu aparelho. E, claro, eles já sabem sobre tudo que você colocou nos seus aparelhos Android. Perguntas sobre segurança são pertinentes, mas não tenho nenhum dado mais técnico ainda.

Agora, aumente isto um pouco mais. Provavelmente vocês já escutaram sobre a futura loja de música do Google. Quer apostar que vai ser apenas um comprar e .. tchan! Aparece no seu smartphone ? E o melhor, com tudo salvo também na nuvem, para você usar de qualquer coisa que logue na sua conta do Google, seja do Android telefone, Android tablet, PC, Android som do carro, etc. Não tenho dúvidas que vários serviços virão.

Eu estou com medo.

O terceiro setor chega aos smartphones

Enquanto os donos de smartphones se digladiam, cada um achando a sua plataforma com mais aplicativos ou com a interface mais intuitiva, boa parte deles esquece a próxima briga no campo da mobilidade: os serviços !

Quem já acessou o seu email em um aparelho com Android entende bem o que eu estou dizendo. A experiência é muito boa, ainda mais em telas generosas como a do Milestone. Outros serviços do Google estão disponíveis, como Google Earth, Agenda, Documentos e Mapas, de forma totalmente integrada com o que você já está acostumado no seu computador. Viciante, uma verdadeira extensão da sua conta no Google.

A Nokia já sinalizava há um bom tempo a sua caminhada nesta direção. Hoje é possível acessar o Ovi Maps e programar uma viagem inteira, criando rotas e pontos de interesse. Depois, basta sincronizar o seu aparelho usando a sua conta Ovi e se beneficiar com os mapas e navegação offline. Se quiser registrar o percusso, o Sports Tracker pode salvar o caminho feito e, de quebra, fazer fotos e vídeos. Como esperado, tudo pode subir depois para a sua conta no Sports Tracker e ser compartilhado. Contatos, agenda, email, notas, fotos e vídeos podem todos parar no portal Ovi. Finalmente, os usuários de N8 tiveram o primeiro contato com o aplicativo “Social” para acesso a redes sociais. Bem modesto, ainda mais quando comparado com clientes sofisticados do iPhone ou Android, mas consistente com a tendência de serviços.

Vale lembrar que a RIM, com seus Blackberries, foi pioneira nesta área, agregando serviços corporativos de email, contatos, mensagem instantâneas, documentos e agenda. Fico também pensando no sucesso que Windows Phone 7 pode fazer nesta área se integrar adequadamente não somente o Exchange mas outros serviços corporativos como o SharePoint, por exemplo.

Mas você deve estar se perguntado: e a Apple ? Mesmo que os usuários de iPhone continuem achando que ele é a plataforma com mais aplicativos, mais “sexy” e mais intuitiva, não parece existir uma grande iniciativa em prover serviços por parte da Apple. O foco ainda continua no incentivo à criação de aplicações que integrem o iPhone a serviços de terceiros. Uma estratégia diferente, sem dúvida. Difícil é dizer qual delas é melhor, apesar de a primeira ser, provavelmente, mais barata e integrada para o consumidor.

Forum Nokia promove webinars de Java, Qt e Qt Quick

O Forum Nokia estará promovendo alguns webinars bem interessantes, em Português, nos meses de novembro e dezembro.

São eles (clique no título do webinar para se cadastrar):

  • Desenvolvendo aplicações em Java ME para Série 40:  Neste Webinar, será feita uma atualização sobre a oferta Java ME para a plataforma de dispositivos de massa Série 40. Serão cobertos os novos elementos disponíveis para Série 40 sexta edição e também como usar os novos componentes Touch and Type em aparelhos como o Nokia X3-02.
  • Desenvolvimento de aplicações para Symbian^3 com Qt e o Nokia Qt SDK:  Neste Webinar, serão discutidos o Qt e o Nokia Qt SDK, que permitem desenvolver aplicações nativas para dispositivos Symbian^3, tais como o novo Nokia N8. Serão cobertos os elementos básicos necessários para se começar o desenvolvimento de aplicações em Qt, assim como as APIs móveis do pacote Qt Mobility. Estas introduzem a possibilidade de utilização de câmera, mapas e navegação em aplicações móveis para smartphones Nokia.
  • Criando incríveis interfaces gráficas com Qt 4.7 e Qt Quick:  Neste Webinar, será discutido como utilizar Qt 4.7 e Qt Quick para desenvolver aplicações com ótimas interfaces gráficas para dispositivos Symbian^3, como o novo Nokia N8. Serão cobertas as ferramentas e técnicas necessários para utilizar QML de forma efetiva para criar interfaces gráficas animadas e como criar uma aplicação em Qt Quick começando do zero.

Em todas os webinars também será discutido brevemente a atualização da Ovi Store, enfatizando as boas notícias para desenvolvedores móveis em relação a assinatura e publicação de aplicações.

Todos são interessantes, mesmo os sobre S40 (lembrem-se que a maioria do mercado usa aparelhos como este). Se você gosta da trindade CSS+HTML+Javascript, não perca o QtQuick. Prefere C++ ? Nokia Qt SDK.

Nokia N8: impressões da bateria após uma semana de uso

Após uma semana deu para ter uma ideia melhor do aparelho. Em especial, a bateria era algo que me incomodava por seguir a linha das baterias que não são removíveis facilmente. No N8 você precisa retirar dois parafusos para isso. Logo, não foi feito para o usuário ficar tirando.

Durante a semana, fiz três testes diferentes.

1) No primeiro, tudo ligado sem economia e uso intenso. Foi o dia que deixei o N8 na mão de quem quisesse ver. Fizeram a festa com ele: fotos, vídeos, mapas, Internet, etc. Logo, a bateria foi embora em um dia.

2) O segundo teste foi deixar o modo de economia ligado enquanto seguia com minha rotina normal. Para isso, aperte o botão power e escolha “Ativar modo de economia de energia”. Dá para perceber que ele desliga o 3G, reduz o brilho da tela, some com o screen saver, reduz os tempos de bloqueio de tela e desliga o bluetooth. Não sei se ele faz outras coisas, como reduzir a velocidade do processador, mas acredito que sim. Segui com meu uso normal, que envolve navegações esporádicas, twitter intenso, algumas chamadas, bluetooth no carro para streaming de áudio e hands-free (ligava ao entrar e desligava ao sair, dando cerca de uma hora e meia, no total), escutas música durante o dia (deve ter somado umas 3a 4h) e muitos SMSs. Também fiz o que já era hábito com meus Nokias: desligar na hora de dormir. Isto me deu dois dias e meio de bateria. Fico pensando que poderia ser melhor se eu eliminasse o streaming via bluetooth mas isto foge do meu uso normal e do requisito “um aparelho pra tudo”.

3) Finalmente, passei pro teste “esqueça que a bateria existe”. Antes de mais nada, este é o meu modo default. Como o aparelho carrega via USB, volta e meia você acaba carregando um pouco a bateria. Além disso, se a bateria dura pelo menos um dia em uso intenso, sempre se tem tempo para carregar de noite. A demanda do dia irá decidir a recarga, não o contrário. Deixei em modo de economia ligado quase sempre mas mudava ao querer velocidade de acesso a Internet via 3G.  Não gosto de ficar pensando em bateria, prefiro ter os meios de carregar sempre a mão quando for necessário (carregador no carro, via USB e o de parede). Neste modo, vi de tudo, desde a bateria reduzir à metade após dois vídeos via HDMI para a TV, não cair nem um pontinho ao final de um dia tranquilo, o transmissor de FM sumir com um quarto dela após uma hora de uso e depois a USB recuperar um pouco disso ao carregar por alguns minutos enquanto eu descarregava mais músicas. Enfim, dá pra ser menos “certinho” com a bateria, até porque quando os pontinhos começam a cair eles não vão de uma vez. Sei que não é a forma melhor de usar uma bateria, mas não tenho paciência pra ficar regrando isso sempre.

Dúvidas, mandem que eu respondo.