Aqui termina o Zeletron. Obrigado pelos peixes!

Há 10 anos, durante o tédio do carnaval (pois é, não curto carnaval) de 2007, resolvi criar um blog para compartilhar minhas experiências com celulares da Nokia. Assim nascia o NokiaBR, um blog para os fãs de carteirinha da Nokia.

Tudo ia bem. Os leitores iam aparecendo, comentando, compartilhando posts e uma comunidade foi se formando paulatinamente. A própria Nokia do Brasil apoiava o blog com campanhas, eventos e até me levou para os EUA para assistir ao lançamento de um satélite que iria fornecer dados para o Nokia Maps. Foi uma época sensacional esta.

Alguns anos depois, houve um dia no qual algum finlandês provavelmente tomou vodka demais, acordou de mau humor e pediu para um escritório de advocacia fechar o NokiaBR por motivos que não vêm ao caso agora e o que ele pediu foi feito. O domínio foi entregue à Nokia e o NokiaBR foi transformado no Zeletron com todo o conteúdo anterior, mas com outra cara e outro nome para não causar mais problemas.

Depois do início do Zeletron, continuei escrevendo, com a ajuda do Marcelo Barros, Pedro Paulo, João Bernardo e dos misteriosos editores sob os pseudônimos de Mobile Analyst e General George Patton que contribuíram para não deixar a peteca cair, mas, como era de se esperar, o conteúdo foi ficando mais esparso e há quase um ano não publicamos um texto novo aqui no Blog.

O fato de ter me mudado para a Alemanha também contribuiu para a escassez de posts. Recomeçar a vida aos 40 num país diferente com uma língua desconhecida e complicada, não deixa muito tempo para escrever aqui. Venho lutando para aprender o alemão, mas dizem que a vida é muito curta para isso. Vamos ver se antes de bater as botas eu consigo falar esse idioma. 🙂

Portanto, ao completar, agora em Fevereiro, 10 anos de blog, resolvi fechar os comentários de todos os posts (exceto deste post por 15 dias) e colocar um ponto final no Zeletron.

Antes de colocar este ponto final, gostaria de agradecer imensamente aos colaboradores deste blog, repito, Marcelo Barros, Pedro Paulo, João Bernardo, “Mobile Analyst” e “General George Patton” que gastaram seus preciosos tempos livres para escrever novos posts de forma totalmente gratuita.

Preciso também agradecer aos blogueiros companheiros que viraram amigos para toda a vida e que nunca me encararam como um concorrente, mas como colaborador e amigo, particularmente o Richard Max, o Rodrigo Toledo, a Bia Kunze e o Alessandro. Além deles, também sou muito grato a uma pessoa me ajudou muito na época do blog NokiaBR, o Edmar Bulla. Muito obrigado por todos os encontros e eventos que estivemos juntos e por todo o apoio que tive de vocês.

Finalmente gostaria de agradecer também aos leitores (os fiéis e os que caíam de paraquedas) que, a cada post, novo comentavam, compartilhavam e mantinham a comunidade aquecida, mesmo depois do fim do NokiaBR.

Foram 10 anos muito bons, apesar dos pesares, nos quais aprendi bastante coisa, compartilhamos muitas informações, conheci muita gente legal e pude fazer vários amigos. Não tenho do que me queixar.

E antes que eu escreva mais algum chavão ou derrame alguma lágrima, coloco nesta linha o ponto final no Zeletron.

Até mais e obrigado pelos peixes.

Trabalhar em outro país

mundo-bolinha-de-gude
Como vocês podem ver, esse blog anda mais parado que saci de patinete.

Em primeiro lugar, por um excesso de trabalho nos últimos, talvez, 18 ou 20 meses e ultimamente por causa de uma mudança radical na minha vida, quando resolvi procurar um trabalho fora do Brasil, consegui um e vim morar na Alemanha.

Andam me pedindo esse post há alguns meses, mas só agora tive um tempo para sentar e colocar as ideias no papel WordPress para que essa experiência possa ser útil para outras pessoas.

Mas vamos logo ao frango (no meu caso salsicha).

Querer!

O primeiro passo para mudar de país é realmente querer. E querer neste caso é querer mesmo! Não é aquela vontade que dá quando você viaja para um lugar legal e diz: “Pô, moraria fácil aqui”. Querer significa colocar os meios necessários para conseguir o que se quer e isto significa planejar, nem que seja um pouco, a ideia de morar em outro país e correr atrás dos itens planejados. Dá bastante trabalho, mas se você não quer ter esse trabalho, você não quer morar em outro lugar.

Esse primeiro passo é realmente difícil. É muito fácil nos acostumarmos com a nossa vida no lugar onde já estamos estabelecidos há muitos anos, muitas vezes durante a vida toda. Mesmo que você não esteja muito satisfeito com seu trabalho ou o lugar onde mora, mudar, às vezes, dá tanto trabalho que é mais fácil, ou mais cômodo, continuar do jeito que está. É preciso conseguir um novo emprego, conseguir visto de residência, aprender ou reforçar uma nova língua (ou mais de uma), fazer a mudança da família, resolver um monte de coisas burocráticas, etc.

Planejamento

Mas digamos que você realmente quer mudar de país. Pois bem, dado o primeiro passo, começa a fase de planejamento e, em geral, essa fase começa com a seguinte pergunta: “Do que vou viver no outro país?”. Sim, é preciso se sustentar, assim como você já o faz (ou deveria fazer) no lugar onde vive.

Para os que, assim como eu, trabalham com desenvolvimento de software, há uma certa demanda alta por profissionais de informática em diversos países, tais como EUA, Canadá, Alemanha, Inglaterra, Austrália, etc.

Procurar emprego de desenvolvedor de software ficou mais fácil com a ferramenta do Stackoverflow chamada Careers (careers.stackoverflow.com). Foi com essa ferramenta que consegui o trabalho que tenho hoje na Alemanha. Há também a opção do Indeed (www.indeed.com), mas não cheguei a usá-la. Ainda existem outras ferramentas de busca de emprego fora essas duas citadas acima. Se você tem alguma experiência com outra, por favor, conte como foi nos comentários.

Com essas ferramentas, você pode procurar vagas no mundo todo e filtrar aquelas que oferecem “Relocation”.

No caso do Careers, você tem que criar o seu perfil com um currículo o mais completo possível e aplicar para as vagas oferecidas nos mais diversos países.

Criar uma conta no site dependia, há um tempo atrás, de um convite. Hoje verifiquei que além dos convites é possível criar uma conta através do link https://careers.stackoverflow.com/users/register

Conseguindo uma entrevista

Seguem minhas dicas para conseguir uma entrevista através do Careers:

  1. Tenha um bom perfil no Careers preenchendo o máximo de campos que eles deixam à disposição.
    • Escolha suas melhores respostas e perguntas no Stackoverflow e faça um link para elas.
    • Não se esqueça dos seus projetos de código aberto (Github, Sourceforge, etc.).
    • Escreva tudo em inglês e, se possível, peça para alguém revisar.
    • Tente acertar a mão na quantidade de informação, para não ficar com mais de 3 páginas na versão em PDF. Um currículo longo desanima quem está do outro lado lendo centenas deles.
  2. Escolha um país, e depois as cidades, que você realmente gostaria viver. Se você não gostaria de morar em Amsterdã, por exemplo, nem veja as vagas de lá.
    • Abra o Google Maps e veja naquele país todas as cidades que você imagina que gostaria de morar.
    • Busque vagas que ofereçam “Relocation”.
    • Busque por cidade e mande currículo para todas que encontrar com o seu perfil.
  3. Crie uma conta no Skype. Você vai precisar para as entrevistas.
  4. Fique atento às diferenças de horários nas entrevistas.

Preparando a entrevista

Antes de uma entrevista, em geral as empresas aplicam testes para filtrar os candidatos que realmente têm condição de ocupar a vaga oferecida. O que aplicaram em mim foi o teste do Codility (https://codility.com/programmers/). É possível treinar com o Codility antes de fazer um teste de verdade. Veja no link acima como treinar e gaste um tempo com isso. Mesmo que você não passe em nenhuma entrevista, pelo menos seu código ficará melhor. 😀

Esteja pronto para receber um e-mail te convidando para uma entrevista via Skype. Em alguns casos o entrevistador pede para você compartilhar a tela do seu computador para ver se você é realmente capaz de executar uma tarefa. Em outros casos a entrevista é com vídeo e você tem que responder a perguntas ao vivo, como uma entrevista normal de trabalho.

Nos dois casos é bom se preparar antes. Se for uma entrevista com teste ao vivo, é bom saber que ferramentas serão necessárias e instalar tudo no seu computador e testar para ver se tudo está funcionando. Se for uma entrevista com vídeo, capriche no visual como se fosse uma entrevista ao vivo. Você pode até estar de bermuda e sem desodorante, mas uma camisa social e uma gravata vão bem (no caso dos homens, é claro).

Em todos os casos, prepare-se para responder muitas perguntas. Faça as perguntas no papel e anote as respostas. Leia várias vezes antes da entrevista e responda com convicção. Treine responder perguntas como: “Por que você quer sair do (Brasil / seu emprego atual)?”, “Por que você escolheu trabalhar com a gente?”, “Como/Onde você quer estar daqui a (1, 5, 10) ano(s)?”, “Qual é o seu maior defeito? E a maior qualidade?”, “O que você sabe a respeito da empresa?”, “Quanto você quer ganhar?” e outras tantas que toda entrevista de emprego tem. Reforço a dica: ESCREVA AS RESPOSTAS E LEIA VÁRIAS VEZES ANTES.

Salários

Pesquise os salários médios nas cidades que você está enviando currículos. Existem diversos sites para isso. No caso dos EUA, o Indeed oferece uma boa ferramenta de busca de salários (http://www.indeed.com/salary). O PayScale também tem informações, inclusive de outros países além dos EUA.(http://www.payscale.com).

Outra dica para procurar salários é buscar no Google “salary survey <país desejado>”. Você vai encontrar sites como o Salary Explorer e outros muitos com a informação que você precisa.

Alguns países têm mais restrições a estrangeiros, como é o caso da Inglaterra, mas países com os EUA, Alemanha, Canadá, Austrália e outros, estão bem abertos à contratação de estrangeiros. Isso não quer dizer que você não vai conseguir um emprego em Londres, mas saiba que vai ser mais difícil.

Deu tudo certo e agora?

Vencida a etapa de entrevistas você vai precisar começar a etapa burocrática. É preciso ter um contrato muito bem definido, em papel, assinado pelas partes, para poder ir ao consulado do país que você pretende se mudar e começar o processo de pedido de visto. Provavelmente você vai precisar traduzir histórico escolar, diploma, certidão de casamento, currículo e outras coisas. Prepare o bolso para traduções juramentadas, legalizações e próprio visto, que não costuma ser barato em nenhum país. A mudança em si é outra coisa que exige uma quantidade razoável de dinheiro. Veja com a empresa que está te contratando se eles têm algum incentivo para a mudança, como pagamento de passagens, hospedagem nas primeiras semanas, etc.

Quando conseguir o visto, prepare a parte brasileira da mudança. Se você paga aluguel no Brasil, veja com o dono do apartamento se é possível terminar o contrato ou consiga um outro inquilino para te substituir. Venda carro e tudo que não puder levar com você. Faça um bazar de garagem, mesmo que você não tenha garagem. Cancele tudo que puder ainda no Brasil, inclusive telefone celular. Tudo vai ser mais difícil de cancelar no exterior. Faça uma procuração de plenos poderes e deixe com seus pais ou pessoas de toda confiança, lembre-se são plenos poderes. 🙂

E depois?

Bom, ainda não sei o depois. Estou completando o terceiro mês longe da minha cidade natal, Rio de Janeiro, e até agora a experiência tem sido excelente para mim. Várias coisas diferentes, alguns desafios próprios de mudar para outro país, mas no geral está tudo bem.

Cada país tem sua peculiaridade em termos de burocracias e hábitos locais. Não é o caso deste post entrar no detalhe da mudança em si, até porque quero que ele seja genérico e sirva para mudanças para outros países. Talvez até faça uma continuação do assunto depois, entrando no detalhe da Alemanha, mas não agora.

E você? Está pensando em mudar de país? Já mudou? Deixe suas experiências e dúvidas nos comentários!

Colocando o Apache para funcionar no Mac OS X 10.10 (Yosemite)

Não vou tecer aqui as minhas reclamações a respeito do novo sistema do Mac. Não estou me entendendo muito bem com ele, espero que seja questão de tempo.

Uma coisa que mudou e me deu trabalho foi o Apache. No Mavericks, o Apache era o 2.2. No Yosemite, eles agora usam o 2.4. Se você usava o Apache no Mavericks, vai ver que ele logo de cara não funciona no Yosemite.

Vamos aos passos que resolveram o meu problema. Talvez resolvam o seu também. Estou supondo que você use o Apache com o PHP na pasta /Library/WebServer/Documents/.

Edite o arquivo /etc/apache2/httpd.conf (você vai reparar que ele salvou uma cópia do seu httpd.conf como httpd.conf.pre-update. Suas configurações antigas estão lá).

sudo vi httpd.conf

Comente a linha “Require all denied” do diretório “/”.

AllowOverride none
# Require all denied

Descomente a linha que carrega o PHP.

LoadModule php5_module libexec/apache2/libphp5.so

Caso você não esteja usando o apache na pasta /Library/WebServer/Documents/, talvez seja útil adicionar o usuário _www aos grupos admin, staff e wheel, usando os comandos abaixo no terminal.

sudo dseditgroup -o edit -a _www -t user admin
sudo dseditgroup -o edit -a _www -t user wheel
sudo dseditgroup -o edit -a _www -t user staff

Pronto. Reinicie o apache que tudo deve funcionar agora.

sudo apachectl restart

Use sua partição do Bootcamp sem precisar sair do Mac OS X

Eu gosto do Mac e acho que quase tudo que eu usava no Windows tem uma versão ou uma alternativa que rode nativamente nele. No entanto, há algumas poucas coisas que não consigo fazer com ele. O Visual Studio, por exemplo, é um dos programas que eu acho que não vão ser portados para Mac tão cedo.

Uma solução é gastar R$200,00 no Parallels e mais R$90,00 a cada atualização para poder rodar o Windows de dentro do Mac. A performance não é ruim, mas eu acho muito caro e, se você deixar de comprar uma atualização, não tem direito a comprar uma outra com desconto. A política da Parallels não é das que mais pensam no consumidor, muito pelo contrário e, talvez por isso, tantas pessoas têm migrado para soluções mais baratas ou grátis, como VMWare e Virtualbox.

Outra solução para isso é instalar o Windows em numa partição através do Bootcamp e, quando quiser usar o Windows, reiniciar o computador por ele. Desta forma a performance é igual à de um Windows sendo executado num PC, já que não está sendo executado em conjunto com o Mac OS X. O que acontece é que há vezes que você precisa fazer uma coisa rápida no Windows e gostaria de poder rodar o programa sem ter que reiniciar o computador.

Ontem eu consegui fazer o VirtualBox, que é gratuito, executar o Windows da minha partição do Bootcamp de dentro do Mac, sem precisar criar outra imagem de disco. Desta forma ele acessa a própria partição para executar o Windows e você não precisa sair do Mac e parar o que está fazendo lá.

Este tutorial supõe que você já tenha o Windows instalado numa partição e que consiga usá-lo pelo Bootcamp. Eu estou usando o Mac OS X 10.9.5 e o VirtualBox 4.3.16. Além disso, você precisa ter coragem para usar o terminal do seu Mac. 🙂

1. Instale o VirtualBox no seu Mac:
Vá ao site do VirtualBox e baixe a última versão para Mac OS X. O link é este aqui. https://www.virtualbox.org/wiki/Downloads

2. Verifique as partições do seu disco:
Depois de instalar o VirtualBox, abra o Terminal (Eu costumo abrir pelo Spotlight) e digite o seguinte comando:

sudo diskutil list

O programa vai pedir uma senha. Use a sua senha de login no Mac.
A resposta será algo assim (dependendo do seu disco):

/dev/disk0
   #: TYPE NAME SIZE IDENTIFIER
   0: GUID_partition_scheme *500.1 GB disk0
   1: EFI EFI 209.7 MB disk0s1
   2: Apple_HFS Macintosh HD 370.5 GB disk0s2
   3: Apple_Boot Recovery HD 650.0 MB disk0s3
   4: Microsoft Basic Data BOOTCAMP 128.8 GB disk0s4

No caso do meu disco, a partição do meu Windows é a número 4 e usa o device disk0s4, que está em /dev/disk0s4

Atenção: Guarde esta informação acima. Eu vou usar /dev/disk0s4 até o fim do post, mas esse valor pode ser diferente no seu. Use o disco que estiver a sua partição do Bootcamp.

3. Desmonte a partição do Bootcamp.
Por padrão, o Mac monta a partição do Bootcamp toda vez que inicia. No terminal, digite o seguinte:

sudo umount -f /Volumes/Bootcamp

4. Mude as permissões de acesso do /dev/disk0s4.
O Windows ou o Bootcamp protegem a partição cada vez que você inicia o computador por ele, mas o VirtualBox precisa ter acesso total a ela para funcionar. Execute o comando abaixo no terminal:

sudo chmod 777 /dev/disk0s4

5. Crie um disco virtual que aponte para a partição do Windows.
Em seguida, crie o disco Virtual. Não se preocupe com espaço, ele não vai copiar a partição inteira para esse disco virtual, só vai fazer dois arquivos para guardar as informações de acesso à partição.
No terminal digite o seguinte comando:

sudo VBoxManage internalcommands createrawvmdk -filename Win7.vmdk -rawdisk /dev/disk0 -partitions 4
Atenção de novo! o parâmetro /dev/disk0 está certo. Não mude!
O número 4, logo depois de -partitions, é o número da sua partição do Windows.

Este comando irá criar dois arquivos na sua pasta Home, Win7.vmdk e Win7-pt.vmdk. Não mude de pasta esses arquivos!

6. Mude a permissão dos arquivos criados.

No terminal, digite o seguinte comando, trocando [[NOME DO SEU USUARIO]] pelo nome do seu usuário.

sudo chown [[NOME DO SEU USUARIO]] *.vmdk

Caso você não execute esse passo ou não execute o passo 4, você vai receber uma mensagem de erro do VirtualBox com o seguinte código: VERR_ACCESS_DENIED

Estamos quase lá! Coragem!

7. Crie a máquina virtual no VirtualBox

Inicie o VirtualBox e crie uma nova Máquina Virtual chamada “Win7” e selecione a versão do seu Windows (no meu caso era Windows 7 64bits). Eu coloquei um pouco mais de memória que o recomendado (512MB). Sugiro que você coloque pelo menos 1024, ou mais, se seu Mac permitir.

Na hora de escolher o disco, marque a opção “Do not add a virtual hard drive”. Nós faremos isso depois. Ele vai reclamar que não tem disco. Basta clicar em Continuar.

8. Configure a máquina virtual e adicione o disco virtual

Selecione a máquina virtual Win7 e clique em “Settings”. Clique em “System” e depois em “Processor”. Aumente para 2 o número de CPUs para você ter mais performance.

Depois clique em “Display” e aumente a memória para 128MB e marque as duas “Extended features”.

Por último clique em Storage. Selecione Controller: IDE. Mude o type para ICH6 (pelo que eu li, não funciona direito com PIX3 ou PIX4).

Depois clique em “Add attachment” (um disquete com um +) e escolha add Hard Drive. e clique em “Choose existing disk”. Vá para a pasta que você salvou o arquivo Win7.vmdk (se você fez como eu falei acima, ele está na sua pasta Home) e escolha ele.

Clique em “Ok” e corra para o abraço! Você já pode iniciar sua máquina virtual. Clique em Start e veja que maravilha!

9. Crie um script para liberar as permissões antes de executar o VirtualBox

Toda vez que você reinicia o computador, o Mac monta a partição do Bootcamp e muda as permissões para protegê-la. Para executar o seu Windows sem precisar entrar no terminal toda hora, crie um Apple Script conforme abaixo e salve no seu Desktop:

--Make the BOOTCAMP Partition writeable
 
do shell script "chmod 777 /dev/disk0s4" with administrator privileges
 
tell application "Finder"
 
	if exists "BOOTCAMP" then
 
		--Eject BOOTCAMP Volume if Mounted
 
		do shell script "umount -f /Volumes/Bootcamp" with administrator privileges
 
	end if
 
end tell
 
--Launch Virtual Machine
 
do shell script "vboxmanage startvm Win7"

Para fazer isso, vá no Spotlight e busque AppleScript Editor. Cole o texto acima no editor e clique em “Compilar”. Depois salve o arquivo no seu Desktop. Sempre que quiser usar, clique no ícone do script e mande executá-lo.

Fontes:

http://www.kevinrockwood.info/2010/04/windows7-in-osx-with-bootcamp-and-virtualbox/
https://www.virtualbox.org/manual/ch09.html#rawdisk
https://www.virtualbox.org/wiki/Migrate_Windows

Problemas com o tema do blog

Desde o falecido NokiaBR eu usava um tema comercial do WordPress chamado Thesis, que me custou bastante caro na época, mas que era imbatível para algumas coisas que o WordPress não tinha nos idos de 2009.

Há mais ou menos um ano, esse tema teve um upgrade de versão e passou a se chamar Thesis 2. Na época li correndo o e-mail e entendi, errado, que o upgrade iria ser pago para todos e resolvi não gastar dinheiro com isso, ficando ainda na versão 1.8 que ainda funcionava.

O tempo passou e semana passada, depois de atualizar o blog para o WordPress 4, o tema velho parou de funcionar.

Primeiro demorei para saber que havia algum problema, porque ele não acontecia sempre e algumas páginas funcionavam (as que eu testei). Hoje tentei entrar numa página antiga e ela não abriu. Fui ver o log do apache e me deparei com a seguinte mensagem:

[notice] child pid XXXXX exit signal Segmentation fault (11)

Depois de eliminar a possibilidade de ser problema no Apache, porque os outros sites que rodam no mesmo servidor estavam aparentemente bem, tentei desativar todos os plugins sem resultado. Quando desativei o tema, o blog voltou a funcionar.

Fui ver o site do Thesis para ver se havia alguma atualização para o 1.8 que fosse gratuita para mim e, para minha surpresa, a minha licença tinha direito a atualização permanente (lifetime).

Baixei o Thesis 2 e instalei, mas ele não aproveita as configurações do Thesis 1.x. Por isso tive que configurar tudo manualmente.

Ainda me falta colocar o logotipo do blog no tema novo e traduzir tudo para português, mas, pelo menos, o blog está funcionando novamente. Vou fazendo os acertos aos poucos, tenham paciência, por favor. 🙂

Como ficar 15 dias sem celular, perder tudo que há nele e sobreviver

Estava com um problema na bateria do meu iPhone 4S desde o início deste ano. O problema me fazia carregar a bateria três vezes por dia quando usava normalmente e duas vezes por dia quando deixava ele parado em cima da mesa durante o expediente.

Em abril resolvi acionar a garantia da Apple. A primeira tentativa foi ir direto à recém inaugurada loja da Apple no Village Mall (esse shopping vale um post depois). Chegando lá, descobri que precisava marcar hora para ser atendido e que era melhor abrir um chamado por telefone na própria Apple. Foi o que eu fiz ali mesmo na loja, mas, como era domingo, precisaria aguardar até a segunda-feira para ser atendido por alguém. Sem problemas.

Na segunda liguei para lá e o atendimento foi diferente de qualquer atendimento de suporte que já recebi até hoje. Nada robótico, nenhum gerundismo, mas não sei se gostei de ser chamado de “cara” a cada vez que o atendente (analista de suporte, segundo a Apple) se referia a mim. Depois de instalar alguns perfis de teste no celular, o atendente viu que não estava funcionando e me pediu para zerar o celular. Como faço (fazia) backup diariamente no iCloud, zerei o celular e tentei instalar o tal perfil de análise da bateria, mas não funcionou.

Ele me pediu para recuperar o backup e usar por mais uns dias para ver se só de reinstalar os programas, o problema se resolvia. Recuperei o backup, reinstalei a tralha toda e nada. A bateria continuava terrível. Umas semanas depois liguei de novo para lá e me mandaram fazer a mesma coisa, zerar o celular, instalar tudo de novo. Insisti que já tinham me falado para fazer aquilo e não tinha funcionado. Depois de muita insistência (e vários “cara”), o sujeito resolveu me encaminhar para a assistência. Me deu o endereço de duas aqui no Rio.

No início do mês, fui a uma das duas assistências e fui rapidamente atendido. Me disseram que eu deveria deixar o celular lá zerado para que eles fizessem manutenção. Na mesma hora fiz o processo de restaurar as opções de fábrica e apagar tudo e deixei o celular para consertar lá. O prazo padrão era de 30 dias, mas disseram que antes disso deveria estar pronto, porque era só trocar a bateria.

Como não tenho outro celular, fiquei offline mesmo. Nada de Whatsapp, nada de ver Facebook na hora do almoço, nada de responder email na rua, etc. Ah, e nada de receber ou fazer ligações telefônicas na rua também. 😀

Em casa eu poderia usar o iPod ou o Galaxy Tab 7″ no WiFi. Na rua eu estaria como sempre estive desde 1976 até 1999, sem celular. Offline.

Aproveitei os tempos de trânsito no metrô para ler no Kindle. Viajei para Vitória sem celular e as únicas fotos que fiz foram com os olhos e estão na minha cabeça (a propósito, que cidade legal!). Marquei uma reunião num café com um cliente e, em vez de dizer “te ligo quando estiver chegando”, tive que dizer “tal hora estarei na porta do café”. Escandalizei algumas pessoas quando disse que estava sem celular e que não estava sentindo falta.

Nas poucas vezes que precisei telefonar na rua, recorri, sem sucesso, a orelhões. Todos os que tentei usar estavam quebrados e cobertos de propagandas pornográficas. Se há algum telefone público que funcione aqui no Rio de Janeiro, eu não encontrei. Sei que a Anatel deveria exigir isso da Oi, mas em tempos de agências loteadas a “cumpanheiros”, nem adianta ligar para lá para reclamar.

Durante o tempo de reparo, me mandaram um email da assistência dizendo que iria demorar mais uns dias o reparo porque a Apple estava demorando para entregar as peças para eles. Fazer o que? Esperar…

15 dias se passaram, meu celular ficou pronto e fui lá buscar. De volta a um WiFi, antes de fazer qualquer coisa ou instalar qualquer programa, resolvi recuperar o backup e, para minha surpresa, o celular dava erro na hora na hora de recuperar o backup do iCloud.

Telefonei de novo para a Apple e, depois de muita conversa e muitos testes, o sujeito chegou à seguinte conclusão: “Cara, eu nunca vi isso acontecer. Os três arquivos de backup no iCloud feitos pelo seu celular estão corrompidos. Não há o que fazer. Você devia ter feito backup pelo iTunes também. É mais garantido.”

angry_baby

Ducha de água fria… Por causa de uma bateria que eu mesmo poderia trocar em 10 minutos como fiz com o iPhone 4 que eu tive, fiquei 15 dias sem celular e agora havia perdido todos os meus dados.

Liguei de novo para a Apple na tentativa de cair com outra pessoa que talvez fosse mais esperta. Pior, pela primeira vez fui maltratado por telefone pela moça que me atendeu que disse que não tinha jeito, eu havia perdido tudo. Desliguei (fui desligado pela moça) e liguei novamente. Fui atendido por um sujeito atencioso que disse que ia tentar direto com o suporte interno deles. Demorou um tempão e voltou com a mesma resposta. “Não há como recuperar nenhum dos 3 últimos backups que seu telefone fez no iCloud”. A única coisa que ele me disse de diferente foi: “você pode tentar é recuperar esse backup em outro telefone para ver se o problema não é no aparelho”. Para isso eu precisaria apagar o iPhone da minha esposa e confiar no backup do iCloud ou do iTunes.

Fiz os dois backups no celular dela (iTunes e iCloud) e zerei o pobre do aparelho. Fui tentar recuperar o meu backup do iCloud no aparelho dela e deu o mesmo erro. Realmente o arquivo estava corrompido. Na hora de recuperar o backup do celular dela pelo iTunes, para minha surpresa, o celular dela não voltou com quase nada recuperado. Por sorte, consegui recuperar tudo no celular dela pelo backup do iCloud.

No fim da história, tive que ir instalando programa por programa no meu celular e recuperando o que pudesse nele. Basicamente só consegui recuperar os contatos e as conversas do Whatsapp (que não têm a menor importância). Aliás, havia mais de 1200 mensagens não lidas em grupos o Whatsapp… Obviamente não li quase nada disso.

Em uma tentativa de conseguir recuperar os dados, baixei um programa que custa 80 dólares que diz conseguir ver o que há no backup do iCloud (apesar de não conseguir colocar de volta no celular). Instalei a versão de testes gratuita e baixei um dos arquivos de 3.6GB. O programa conseguiu me mostrar todas as fotos e vídeos que havia no celular. Aí eu pergunto: Será que está corrompido mesmo o arquivo? Ainda não gastei os 80 dólares para tirar a prova, mas acho que vou fazer isso em breve.

Deste episódio tiro as seguintes consequências:

1) Dá para sobreviver perfeitamente sem celular. É impressionante como achamos que ficamos dependentes do celular. No entanto, sem ele, pouca coisa parou de funcionar na minha vida e o que parou, era completamente supérfulo e não fez muita falta. No caso de pessoas que precisam ser encontradas em qualquer lugar (médicos, técnicos, profissionais liberais, etc.) isso não dá certo e essas pessoas precisam de um celular. Mas no geral, ninguém morre se ficar offline por uns dias.

2) O backup do iCloud é uma porcaria. Como é que ele faz um backup e não verifica a integridade dos dados que recebeu? Como é que ele salva em cima de backups bons, haja visto que consegui recuperar outras vezes, um backup corrompido? Apple, você precisa rever isso!

3) O backup do iTunes não é a mesma coisa que o backup do iCloud. Várias coisas foram perdidas no celular da minha esposa mesmo depois de fazer o backup no iTunes e só com o backup do iCloud recuperei tudo. Em todo caso, se eu tivesse um backup do meu celular no iTunes, teria alguma coisa a mais de dados do que tenho hoje…

4) Nunca mais deixo nada na assistência se eu puder fazer o conserto sozinho. Se não for um defeito grave, vou tentar consertar em casa mesmo, comprando as peças em sites de peças. Já havia feito isso diversas vezes com outros iPhones, com o Mac e com o iPod. O tempo perdido e os dados perdidos não valeram a pena ter poupado essa bateria por ter levando na garantia. Se eu tivesse trocado em casa, com certeza não precisaria apagar tudo do aparelho para uma troca de bateria.

Apple, I'm not angry. I'm disappointed.

UPDATE 1:
Comprei o programa, mas, infelizmente ele não recupera tudo. Ele só recupera fotos, vídeos, PDF, contatos, calendários, mensagens, histórico de chamadas, mas não recupera arquivos do tipo plist nem sqlite, que eram os que eu mais precisa ver recuperados. As fotos eu recuperei do iPhoto, os contatos e calendários eu consegui baixar do iCloud (não do backup). Agora os dados dos programas mais importantes estavam guardados em arquivos plist e sqlite, que não puderam ser recuperados. Pedi suporte ao desenvolvedor, mas não sei se vou conseguir algo.

Nokia com Android? Truco!

Desde a primeira vez que ouvi esse boato de que a Nokia iria lançar um aparelho com Android, venho repetindo a mesma coisa: “Duvido”. Não acho impossível, mas duvido.

As explicações para este boato são as mais variadas. “A Nokia está usando o mesmo verde do Android”, “Eles estão usando o X nesta série”, “A informação vem de um blog que não costuma errar”, e por aí vai.

Vou só comentar essas três suposições.

O verde, se não estiver enganado, é o mesmo que a Nokia usa há anos, sei bem que verde é esse por causa da confusão com o NokiaBR. Uma das reclamações deles, na época, era que eu usava o mesmo azul e o mesmo verde que eles usavam.

O X já apareceu em outras séries, vide o X1, X2, X3, X5, X6 e X7. E olha que esses aparelhos nem o mesmo sistema operacional usavam. Os aparelhos listados vão desde S40 a Symbian Belle, passando por alguns S60.

Sobre o blog que não costuma errar, talvez seja a primeira vez que ele erre. Nenhum blog é infalível. 🙂

Posso estar completamente enganado, mas, se a Nokia, que agora é da Microsoft, fizer um celular com Android, talvez a MS não fique muito contente com a coisa.

Se fosse para chutar alguma coisa relacionada com o Android, eu chutaria que este Nokia X é o primeiro aparelho com Windows Phone capaz de rodar aplicativos aplicativos Android. Isso parece que está sendo desenvolvido.

Mas isso tudo não passa de chute meu. Não tenho nenhuma pretensão de acertar e vamos saber segunda-feira, às 4:30 da madrugada aqui no Brasil, o que o Nokia X é na verdade.

Nokia Conversations

O vídeo do Numberphile que me enganou, por pouco tempo

Antes de começar, um aviso. Este post é longo contém bastante matemática. Nada muito complexo, mas uma quantidade grande. Se você é sensível, não continue a ler. 🙂

Muitos devem conhecer o canal do Youtube chamado Numberphile que tem vídeos quase semanais sobre os mais diversos assuntos relacionados à Matemática. Se você ainda não conhece e gosta de matemática, recomendo que dê uma olhada. São vídeos interessantes e muito bem feitos. Aqui no blog já comentamos sobre ele algumas vezes.

Muitas vezes quem apresenta os vídeos é algum professor de matemática, mas muitas vezes também, quem o faz é algum professor de física. Este é o caso do vídeo desta semana. Foi apresentado por dois simpáticos professores do depto. de Física da Universidade de Nottingham, Ed Copeland and Tony Padilla.

O vídeo desta semana, e o vídeo relacionado com as cenas extras, renderam um caso curioso. No primeiro momento, ontem, logo depois de assistir aos dois vídeos, achei o assunto incrível. Até dei “joinha” nos dois vídeos. Mandei uma mensagem para o Pedro Paulo assim: “O segundo vídeo dessa semana do Numberphile está excelente.” e ele respondeu, “vou ver”. Mas não viu.

Fiquei pensando no assunto. Estava com uma pulga atrás da orelha (um monte de pulgas, pelo visto). Hoje insisti com o Pedro Paulo que visse o vídeo para poder discutir o assunto com mais alguém. Até que ele viu hoje. Depois de assistir ao vídeo, ele confirmou o que eu desconfiava. Tem angu nesse caroço (ou seria ao contrário?)…

Continuar lendo O vídeo do Numberphile que me enganou, por pouco tempo

Mail x Sparrow x AirMail

MailVsSparrowVsAirMail

Em busca de um cliente de e-mail que pudesse substituir o Mail do Mac, testei os dois que se diziam melhores que ele, o Sparrow e o AirMail.

Basicamente eu precisava de um programa que anexasse os arquivos de forma decente e que aceitasse alias com assinaturas diferentes, coisas que, por mais absurdo que pareça, o Mail não faz. Não me venham dizer que o Mail envia anexos de forma decente por que não é verdade. Não importa o que eu faça, quase sempre recebo reclamações de pessoas dizendo que não conseguiram abrir o anexo do meu e-mail, principalmente quando é imagem ou PDF.

Sparrow

Comecei pelo Sparrow, que é um programa excelente, mas que foi comprado pelo Google justamente para que o projeto fosse abandonado e os desenvolvedores pudessem passar para o time do GMail. Só descobri isso depois que eu comprei o aviãozinho.

Mordido por ter gasto 10 obamas (uma fortuna!) num app que já havia morrido, resolvi testá-lo até o extremo e, confesso que acabei gostando do programa. O problema é que ele tem muitos bugs, alguns muito chatos, que só vão ser corrigidos quando o Fluminense pagar a série B que está devendo.

Para começar, o Sparrow resolve a ordem que os nomes vão aparecer nos e-mails das pessoas. Às vezes vem “sobrenome nome” às vezes “nome sobrenome”, às vezes só o email e não encontrei maneira de fazê-lo corrigir isso. Outro problema é que ele tenta advinhar o e-mail a partir da primeira letra que você digita. Isso faz a digitação de qualquer destinatário um suplício, por que não sei onde ele vai buscar esta informação, mas demora uma eternidade. Ainda mais se o email começar com “a”.

Em outro ponto o Sparrow perde do Mail. Agilidade. O programa é muito lento. Quando estava usando só uma caixa de e-mail, ele funcionava que era uma maravilha. Quando incluí as outras 5 caixas e o alias, o programa virou uma carroça.

Outra coisa que me disseram que ele não faz direito é guardar anexos de uma mensagem em rascunho quando se fecha o app e abre novamente. Neste caso ele não guarda os anexos ou, pelo menos não os envia. Isso não me aconteceu, mas outras pessoas confirmaram o problema.

Fora esses problemas, ele faz várias coisas que o Mail não faz. Uma delas é permitir o uso de alias no remetente, com assinaturas diferentes da padrão e é totalmente integrado com os labels do GMail.

Usei o Sparrow como único cliente de e-mail por um pouco mais de um mês. O que mais me irritou neste programa foi o problema com os nomes das pessoas. Aparecer “Soares da Silva Epaminondas” no nome das pessoas é muito chato.

AirMail

Para ver se conseguia um programa parecido com o Sparrow, mas sem os bugs incorrigíveis dele, lá fui eu instalar o AirMail, que, apesar de ser mais barato que o Sparrow, não oferece uma versão gratuita para testar.

O AirMail parece ser uma cópia melhorada do Sparrow e custa só 2 obamas. Testei o programa alguns dias, mas já vi que ele tem que comer muito arroz com feijão antes de tentar ser melhor que o Mail.

Em comparação com o Sparrow, o AirMail é melhor em quase todos os quesitos, mas (sempre tem uma conjunção adversativa), parece ainda estar bem cru por causa de alguns bugs.

A busca de nomes sempre vem correta, isto é, nome sobrenome; e é muito mais rápida que a do Sparrow. A classificação de mensagens não lidas é excelente e usa o filtro do GMail para isso. Ele também permite alias com assinaturas próprias e todo o resto que o Sparrow permite.

Outras coisas interessantes do AirMail são o histórico de operações, com possibilidade de revertê-las, acesso ao log do programa, para tentar resolver bugs.

O que irrita no AirMail é que às vezes ele cisma com uma mensagem e não carrega o corpo do email nem com vela de sete dias acesa com charuto. E se você vai no GMail, o email está lá bonitinho e até marcado como lido.

Outra coisa que não gostei no AirMail é que ele consome muitos recursos do Mac, mesmo usando a aceleração da GPU (Não me pergunte como, mas há uma opção “GPU Acceleration). O indicador de HD que eu uso vive no vermelho enquanto o app está rodando.

O Mail é pesado, mas ainda assim ele é bem mais leve que o Sparrow e o AirMail.

De volta ao Mail?

Depois de baixar 3 cópias de todos os meus e-mails (são seis caixas de e-mail), ainda não consegui decidir qual dos 3 clientes de e-mail vou passar a usar e liberar parte dos quase 40GB de emails que esses 3 apps estão ocupando. O fato é que não posso ficar com os 3 instalados ao mesmo tempo ou vou ficar sem espaço em disco rapidamente. Curiosamente, tanto o Sparrow quanto o AirMail, estão ocupando bem menos espaço do que o Mail. Vejam abaixo.

mail
23GB ocupados pelo Mail
sparrow-airmail
15GB ocupados pelo Sparrow+AirMail juntos

 

Enquanto o Sparrow + AirMail ocupam 15GB, o Mail ocupa 23GB sozinho. Não sei se os outros dois baixam todas as mensagens ou todos os anexos. Só fazendo uns testes offline para descobrir isso.

Acho que vou dar uma chance maior para o AirMail, que parece ter um suporte razoável. Enviei uma pergunta sobre esse bug de não baixar o corpo da mensagem e estou aguardando a resposta do suporte deles. Vamos ver se respondem.

E você? O que acha desses apps? Tem algum outro para sugerir para teste?

Aplicativo oficial do Instagram para Windows Phone

Demorou, mas saiu o aplicativo oficial do Instagram para Windows Phone 8!

http://www.windowsphone.com/en-us/store/app/instagram-beta/3222a126-7f20-4273-ab4a-161120b21aea

Há uns meses fiquei usando um celular com Windows Phone, depois que roubaram meu iPhone, e o único aplicativo que eu sentia falta era o Instagram. De resto, o que me importava mesmo, havia tudo portado para Windows Phone, ou havia similares.

Já havia um cliente para Instagram chamado 6tag, que dizem que é melhor do que esta primeira versão do Instagram oficial, mas o fato de sair uma versão deles, é um bom sinal para a plataforma. Eu não podia usar o 6tag por que o telefone que eu estava usando era Windows Phone 7.8 e o 6tag só existe para Windows Phone 8.

Particularmente prefiro o Windows Phone ao Android e com os valores absurdos que estão cobrando pelos novos iPhones (nem vou fazer post sobre isso), talvez meu próximo telefone, que espero só precise ser comprado daqui a muito tempo, seja um Windows Phone.

Enquanto isso, deixo dois screenshots do Instagram para Windows Phone abaixo.

Instagram

Instagram

OS X Mavericks e a pergunta: “Por que estragar o que estava bom?”

Há três semanas, a versão nova do Mac OS X foi lançada para o público. No dia, o Pedro Paulo fez um post dizendo que tinha gostado da atualização, mas que as pessoas deveriam ler os comentários das pessoas que diziam mehh e dos que não gostaram.

Eu sou um desses que não gostou dessa atualização. Por que? Porque conseguiram piorar várias coisas que, na minha opinião, já estavam funcionando muito bem e não precisavam ser mexidas. Naquele post, eu deixei um comentário com as minhas reclamações a respeito do Mavericks e, de lá para cá, a lista só cresceu. Vamos à lista estendida.

  1. Safari (Para mim o maior pecado desta atualização)
    1. A função Developer está totalmente diferente e algumas coisas foram cortadas, além de terem mudado os atalhos do teclado.
    2. A tela inicial era mais bonita (Agora ficou feia, igual à do Chrome ou do FF)
    3. Não aceita mais o guardião do Itaú para Pessoa Jurídica (Talvez isso seja culpa do Itaú, mas até hoje não funciona)
    4. Fica querendo completar todos os campos mesmo que você diga que não quer, inclusive na barra de endereços (às vezes digito www e ele não só completa como já dá enter por mim).
    5. Já traz alguns campos preenchidos (geralmente errados) mesmo que tenha sido a primeira vez que você entrou naquele formulário.
    6. Agora parece que algumas coisas ele pede 2, 3, 4… confirmações quando vai rodar alguma coisa em Java.
  2. Messages
    1. Não funcionam mais os emoticons digitados no teclado quando você está usando uma conta Jabber (Google Talk, por exemplo).
    2. Aqui as notificações são temperamentais. Há dias que o Messages não mostra nenhuma notificação.
  3. Mail: Ficou extremamente mais lento do que era. Há vezes que, para mostrar uma mísera mensagem, demora 10 ou 20 segundos só para abrir e ainda continua mandando anexos no corpo da mensagem mesmo que você mande exibir como ícone. Isso é mortal se você manda anexos para pessoas que usam Lotus Notes ou outros e-mails menos convencionais.
  4. Trabalhar com dois monitores: Ele cisma em abrir alguns programas no monitor da esquerda mesmo que na última vez você tenha aberto no da direita. O assunto fica mais complicado quando você leva o notebook para casa e lá o monitor fica na direita, quando no trabalho ele fica na esquerda. Cada coisa abre num lugar.
  5. O Spotlight se perdeu na atualização. Tive que mandar reindexar e isso demorou pacas.
  6. Eu achava que era implicância e que o sistema estava mais lento. Mas não é implicância. Meu Mac ficou notavelmente mais lento depois do Mavericks.

Me disseram que o Finder ficou um pouco melhor, ou menos pior, com as abas e as outras coisas novas, mas eu não sei porque eu não uso o Finder. Eu uso o Path Finder que já tem aba desde a primeira versão que eu uso, comprada em 2010.

Outra coisa que elogiaram e eu também elogiei no princípio, foi a parte das atualizações automáticas. Tenho que concordar que em muitos casos é bom mesmo, mas no caso do XCode, não é nada bom atualizar 1GB quando o sistema der na telha. Ele faz a sua internet ficar lerdona, ainda por cima, algumas coisas precisam ser guardadas (SDKs antigos) antes de atualizar o sistema. Com atualização automática, você precisa ter um backup dos SDKs antigos para não ter que ficar baixando toda vez que o XCode atualiza sozinho.

Em termos de aparência, não vi nenhuma mudança muito drástica. Só um retoque aqui ou ali. Até preferia o Dock como era antes, mas do jeito que está não ficou ruim nem me atrapalha.

Resumindo. Para mim, o Mountain Lion estava mais do que bom para minhas necessidades. O Mavericks conseguiu estragar um monte de coisas que funcionavam muito bem no M.L., e a troco de que? Uma interface mais bonita? Um sistema mais leve? Uma experiência mais rápida. Não.

Sinceramente não vi vantagem nenhuma na atualização para o Mavericks. Pronto falei.

Nono dígito RJ e ES – Ajuste sua agenda seja qual for seu celular.

A partir de amanhã (27/10/2013) começa a valer o nono dígito nos celulares dos estados  do Rio de Janeiro e Espírito Santo, portanto, se você mora em algum desses estados ou tem algum contato com alguém que mora no RJ ou no ES, precisará atualizar a agenda do seu celular.

Fiz uma lista de apps para Android, iPhone, BlackBerry, Windows Phone, Symbian, Meego, S60 e S40, que se propõem a fazer o serviço de inserir o nono dígito na frente dos celulares do RJ e ES.

iPhone

Para o iPhone temos 4 indicações grátis:
Nono Dígito: https://itunes.apple.com/br/app/nonodigito-2013/id668448495?mt=8
Vivo 9º Dígito: https://itunes.apple.com/br/app/vivo-9o-digito/id546153737?mt=8
Oi 9º Dígito: https://itunes.apple.com/br/app/oi-9o-digito/id680624924?mt=8
Embratel 9º Dígito: https://itunes.apple.com/br/app/embratel-9o-digito/id717457818

Android

O pessoal do robozinho também tem basicamente os mesmos apps do iPhone, mas também têm um app muito bacana chamado “Número Certo” ou “Right Number” que, segundo dizem, formata qualquer número de qualquer país. Como eu não tenho Android, não posso confirmar, mas quem usa o app diz que é muito bom. Aguardo comentários dos usuários de Android a respeito do “Right Number”.
Número Certo: https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.drzoid.rightnumber&hl=en
Nono Dígito: https://play.google.com/store/apps/details?id=principal.nonoDigito&hl=pt_BR
Vivo 9º Dígito: https://play.google.com/(…)id=br.com.vivo.orgarnizer.activities&hl=pt_BR
Oi 9º Dígito: https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.mobicare.oi.nonodigito
Embratel 9º Dígito: https://play.google.com/(…)id=br.com.abacomm.embratel.nonodigito&hl=en

Blackberry

Para os guerreiros que ainda usam BlackBerry, existem duas versões. Uma para o BB10 e outra para o BB5.0 a BB7.1, a saber:
Brasil +9 (BB5.0): http://appworld.blackberry.com/webstore/content/35825891/
Brasil +9 (BB10): http://appworld.blackberry.com/webstore/content/35071894/

Windows Phone

O único app para Windows Phone que faz o serviço é o do INdT. Não é grandes coisas porque ele duplica os telefones nos contatos, mas já é algo para quem tem Windows Phone 7 ou 8.
http://www.windowsphone.com/pt-br/store/app/br9/c05ed526-16a0-4cd4-b4f2-1fb91d1e4e95

Symbian, S60, S40 e Meego

E para fechar, não poderia deixar de fora o povo dos Nokias velhinhos e novinhos com Symbian, S60 e S40. O INdT fez o mesmo app para esses aparelhos.
Symbian, S60 e S40: http://store.ovi.com/content/303665
Meego: http://store.ovi.com/content/305513

Comprimindo arquivos PNG de forma eficiente

Quando precisamos de transparência numa imagem, usamos o PNG. O problema é que as imagens em PNG, se comparadas com as em JPG, são muito grandes, o que acaba, às vezes, inviabilizando o uso do formato para imagens grandes na Web.

A solução para conseguir uma imagem com transparência e com um tamanho mais adequado, é usar alguma compressão com perda de qualidade, mas que seja quase imperceptível, como o JPG.

Até hoje, eu usava um site chamado tinypng.org (O famoso pandinha) no qual é possível fazer upload de até 20 arquivos PNG de até 3MB cada e baixar as versões comprimidas dos arquivos. A taxa de compressão geralmente fica entre 40% e 60%, dependendo da imagem. É rápido e fácil. Arrastar e soltar as imagens e ele já faz upload e comprime.

Hoje precisei otimizar uma imagem de 3.5MB e não consegui, porque o site não permite uploads desse tamanho. Procurando por soluções semelhantes, esbarrei num programa chamado ImageOptim, que parecia ser muito bom, mas além de ser muito lento, não chegava nem perto da compressão do pandinha.

Depois de muita busca, consegui encontrar o programa que o pandinha usa para comprimir as imagens, chamado pngquant, só que ele é um programa para linha de comando. Para as pessoas aversas a usar linha de comando, existem interfaces para o pngquant tanto para Windows quanto para Mac.

Para os usuários de Mac, o programa é o ImageAlpha (http://pngmini.com)

Para os usuários de Windows, o programa é o Pngyu (http://nukesaq88.github.io/Pngyu/) ele também tem uma versão para Mac, mas ainda não testei.