Há 10 anos o vírus da raiva começava a sofrer sua primeira derrota

Ontem foi o décimo aniversário (12/09/2002) do dia que a menina Jeanna Giese contraiu raiva pela mordida de um morcego que ele quis tirar da igreja onde assistia a Missa dominical com seus pais.

A raiva humana é a doença mais letal que a humanidade conhece. Esqueça Ebóla, Varíola, AIDS, Glioblastoma Multiforme e Câncer de Pâncreas em estágio 4. A raiva era a única doença que tinha 100% de mortalidade. Uma vez iniciados os sintomas não havia um único caso de raiva humana em que a pessoa, não vacinada, tenha sobrevivido.

Quando os pais de Jeanna ouviram o diagnóstico, talvez tenham se lembrado deste fato e que era questão de dias até verem sua filha morta. O fato é que sua filha foi internada em Milwaukee no estado de Wisconsin nos EUA e lá um médico, o Dr. Rodney Willoughby, Jr., que nunca havia tratado um caso de raiva humana resolveu investir num método, que ele pensou baseado em buscas que fez na Internet, que depois foi conhecido como o protocolo de Milwaukee.

No dia 1 de Janeiro de 2005 Jeanna voltou para sua casa, recuperou a saúde, fez faculdade, está noiva e leva uma vida normal.

Ontem ela usou o Twitter para lembrar dessa data que deu início a um processo que levou ao vírus da raiva humana a sofrer sua primeira derrota. Após Jeanna outras pessoas já foram tratadas com sucesso pelo protocolo de Milwaukee, que vem passando por aprimoramentos.

Confira o documentário que conta toda a história

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