Comprimindo arquivos PNG de forma eficiente

Quando precisamos de transparência numa imagem, usamos o PNG. O problema é que as imagens em PNG, se comparadas com as em JPG, são muito grandes, o que acaba, às vezes, inviabilizando o uso do formato para imagens grandes na Web.

A solução para conseguir uma imagem com transparência e com um tamanho mais adequado, é usar alguma compressão com perda de qualidade, mas que seja quase imperceptível, como o JPG.

Até hoje, eu usava um site chamado tinypng.org (O famoso pandinha) no qual é possível fazer upload de até 20 arquivos PNG de até 3MB cada e baixar as versões comprimidas dos arquivos. A taxa de compressão geralmente fica entre 40% e 60%, dependendo da imagem. É rápido e fácil. Arrastar e soltar as imagens e ele já faz upload e comprime.

Hoje precisei otimizar uma imagem de 3.5MB e não consegui, porque o site não permite uploads desse tamanho. Procurando por soluções semelhantes, esbarrei num programa chamado ImageOptim, que parecia ser muito bom, mas além de ser muito lento, não chegava nem perto da compressão do pandinha.

Depois de muita busca, consegui encontrar o programa que o pandinha usa para comprimir as imagens, chamado pngquant, só que ele é um programa para linha de comando. Para as pessoas aversas a usar linha de comando, existem interfaces para o pngquant tanto para Windows quanto para Mac.

Para os usuários de Mac, o programa é o ImageAlpha (http://pngmini.com)

Para os usuários de Windows, o programa é o Pngyu (http://nukesaq88.github.io/Pngyu/) ele também tem uma versão para Mac, mas ainda não testei.

Sugestão de Leitura: Prime Obsession

Existem livros que apesar de falarem de coisas bastante sofisticadas são muito agradáveis de ler e Prime Obsession é um deles.

Neste livro, John Derbyshare, conta a saga inacabada da busca do que é talvez o maior problema aberto na matemática e para o qual há um prêmio de US$ 1.000.000,00 para quem resolver: a Hipótese de Riemann.

Eu confesso que antes de ler o livro sabia muito pouca coisa sobre a Hipótese de Riemann (HR), mas o autor consegue com muita didática ir conduzindo o leitor passo a passo pelos labirintos matemáticos para que qualquer pessoa, ainda que sem formação matemática possa compreender a natureza do problema.

A HR diz que a função zeta de Riemann tem todos os zeros não triviais com parte inteira igual a 1/2.

E eu com isso, poderia dizer o leitor. A hipótese de Riemann além de ser uma excelente ferramenta para entender o comportamento dos números primos é o fundamento de muitas descobertas matemáticas, prová-las significa provar muitas outras coisas em consequência e refutá-la significa derrubar por terra vários outros resultados.

Além de agradável leitura, Prime Obsession leva o leitor a descobrir a era romântica da matemática, saindo de Leonard Euler, passando por Gauss, Riemann e vários gigantes que revolucionaram o campo nos séculos XVIII, XIX e XX.

Se você quiser dar um voto de confiança para este escriba aqui, leia este livro. Garanto que não se arrependerá.

Na Amazon: Prime Obsession: Bernhard Riemann and the Greatest Unsolved Problem in Mathematics

Na Livraria Cultura: Prime Obsession

Prime Obsession: Resenha

 

NOTA: A função zeta de Riemann é:

ζ(s) = 1 + 1/2s + 1/3s + 1/4s + ..

[Breaking News] – Microsoft anuncia a aposentadoria de Steve Ballmer

A Microsoft acaba de anunciar que Steven Anthony Ballmer deixará o cargo de CEO da Microsoft para se aposentar em 12 meses.

Um dos 20 homens mais ricos do mundo, com mais de 12 bilhões de dólares no cofre, Ballmer terá 58 anos ao se aposentar e passar o comando da empresa.

Eu conheci Ballmer pessoalmente em 2000, quando eu trabalhava no InCor e fizemos um projeto case para a Microsoft e posso dizer que tem uma personalidade muito interessante.

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Testando a qualidade da rede da sua operadora

Há dois meses, o Eduardo Akira, amigo blogueiro e assíduo leitor do blog desde as remotas épocas do NokiaBR (e lá se vão mais de seis anos), me sugeriu um aplicativo para testar a rede da minha operadora de celular.

Sabe quando você acha que sua operadora não está prestando um bom serviço em algum ponto? Com esse aplicativo é possível provar para eles que o serviço está ruim e onde está ruim.

O programa se chama “Cellphone Coverage Map” e testa tanto a qualidade do sinal de voz quanto a velocidade de transmissão de dados (download e upload).

Com este app, ele e os colegas de trabalho dele conseguiram isenção de pacotes de dados da operadora dele, porque provaram que a internet móvel na cidade deles, para aquela operadora, estava morta ;).

Os links para download para iPhone e Android seguem abaixo, junto com as telas do programa rodando aqui no Rio de Janeiro no meu celular que usa a rede da Vivo.

https://itunes.apple.com/br/app/cell-phone-coverage-map/id399701910?mt=8

https://play.google.com/store/apps/details?id=com.rootmetrics&hl=pt_BR

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Pane no Google detona o tráfego de sites

Um site que criamos tem tido uma monitoração frequente porque está em uma fase de expansão e ontem percebemos uma queda gigante no tráfego. Procurando a causa no Google encontrei o dado que todos os serviços do Google teriam saído do ar durante um intervalo de de cerca de cinco minutos.

Alguns sites de notícias afirmam que foi o pior blackout da história do Google por ter sido completo. E para botar mais lenha na fogueira o Google se recusa a dar mais detalhes sobre a falha, levantando suspeitas de algum ataque sofisticado e desconhecido.

Mais uma vez fica o alerta para o risco de depender demais do Google, ele é atualmente, em muitas coisas, o ponto de falha da internet mundial sem redundância adequada.

Google mega fail

Google bloqueia o App do YouTube do Windows Phone

Imaginem se a Microsoft impedisse que os computadores com Windows rodassem Chrome, ou impedisse que se entrasse na página do Google. O Google ia fazer um escarcéu, chorar nos tribunais americanos como eles fizeram recentemente quando foram trollados pela Oracle.

Bem, o Google mostrou ontem que não é o herói da história e usando do seu poder, e temos dado poder demais ao Google, arrancou a permissão do aplicativo YouTube do Windows Phone. Aplicativo este que havia sido negociado entre as partes (Microsoft e Google).

A Microsoft reagiu vigorosamente através de um post do chefe do departamento jurídico e se pintou para a guerra.

Por estas e outras eu tenho usado o Bing ultimamente.

The limits of Google openness.

Posted by David Howard
Corporate Vice President & Deputy General Counsel, Litigation & Antitrust, Microsoft

You may be wondering what happened to the YouTube app for Windows Phone. Last May, after we launched a much improved app on our platform, Google objected on a number of grounds. We took our app down and agreed to work with Google to solve their issues. This week, after we addressed each of Google’s points, we re-launched the app, only to have Google technically block it.

We know that this has been frustrating, to say the least, for our customers. We have always had one goal: to provide our users a YouTube experience on Windows Phone that’s on par with the YouTube experience available to Android and iPhone users. Google’s objections to our app are not only inconsistent with Google’s own commitment of openness, but also involve requirements for a Windows Phone app that it doesn’t impose on its own platform or Apple’s (both of which use Google as the default search engine, of course).

When we first built a YouTube app for Windows Phone, we did so with the understanding that Google claimed to  grow its business based on open access to its platforms and content, a point it  reiteratedlast year. As antitrust enforcers have launched investigations against Google – some of which are still ongoing – the company has reiterated its commitment to openness and its ability to stick to its openness commitments voluntarily.

With this backdrop, we temporarily took down our full-featured app when Google objected to it last May, and have worked hard to accommodate Google’s requests. We enabled Google’s advertisements, disabled video downloads and eliminated the ability for users to view reserved videos. We did this all at no cost to Google, which one would think would want a YouTube app on Windows Phone that would only serve to bring Google new users and additional revenue.

There was one sticking point in the collaboration. Google asked us to transition our app to a new coding language – HTML5. This was an odd request since neither YouTube’s iPhone app nor its Android app are built on HTML5. Nevertheless, we dedicated significant engineering resources to examine the possibility. At the end of the day, experts from both companies recognized that building a YouTube app based on HTML5 would be technically difficult and time consuming, which is why we assume YouTube has not yet made the conversion for its iPhone and Android apps.

For this reason, we made a decision this week to publish our non-HTML5 app while committing to work with Google long-term on an app based on HTML5. We believe this approach delivers our customers a short term experience on par with the other platforms while putting us in the same position as Android and iOS in enabling an eventual transition to new technology. Google, however, has decided to block our mutual customers from accessing our new app.

It seems to us that Google’s reasons for blocking our app are manufactured so that we can’t give our users the same experience Android and iPhone users are getting. The roadblocks Google has set up are impossible to overcome, and they know it.

Google claims that one problem with our new app is that it doesn’t always serve ads based on conditions imposed by content creators. Our app serves Google’s advertisements using all the metadata available to us. We’ve asked Google to provide whatever information iPhone and Android get so that we can mirror the way ads are served on these platforms more precisely. So far at least, Google has refused to give this information to us. We are quite confident that we can solve this issue if Google cooperates, but fixing Google’s concern here is entirely within Google’s control. If Google stops blocking our app, we are happy to work with them on this, entirely at Microsoft’s expense.

Google also says that we are not complying with its “terms and conditions.” What Google really means is that our app is not based on HTML5. The problem with this argument, of course, is that Google is not complying with this condition for Android and iPhone. Again, we’re happy to collaborate with Google on an HTML5 app, but we shouldn’t be required to do something that apparently neither iPhone nor Android has successfully figured out how to do.

Google raises concerns about our branding too. The funny thing about this point is that we’ve been using the same branding continuously since 2010 for an inferior YouTube app. Now that we have an app that gives users a fuller YouTube experience, Google objects to the branding (even though we’ve taken additional steps to clarify that we are the author of the app). Go figure.

Finally, Google cites a degraded experience. Since 2010, Google permitted a Windows Phone app that was far below the iPhone and Android app experiences. Reviews of our new app are unanimous that the experience is much improved, and we’re committed to making adjustments to improve it further. If Google were truly concerned about a degraded experience, it would allow our users access to the new YouTube app they love.

We think it’s clear that Google just doesn’t want Windows Phone users to have the same experience as Android and Apple users, and that their objections are nothing other than excuses. Nonetheless, we are committed to giving our users the experience they deserve, and are happy to work with Google to solve any legitimate concerns they may have. In the meantime, we once again request that Google stop blocking our YouTube app.

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