Modernizando as forças armadas com tecnologia

No próximo dia 2 de Julho completar-se-ão 69 anos da partida dos primeiros homens brasileiros para lutar na segunda guerra mundial. Apesar de serem apenas uma gota num oceano de gente que lutou na segunda guerra mundial, estes 25.334 homens deixaram suas famílias, suas casas e até o Flamengo para lutar pela liberdade. Mas voltamos a este assunto depois.

Começo aqui uma série de 4 posts, este será provavelmente o mais longo, falando da necessidade de modernizar nossas forças armadas. Começo pela maior delas o Exército.

Os últimos 10 anos produziram um enorme sucateamento do exército brasileiro, humilhado a tropa e fazendo com que poucas pessoas aspirassem à vocação militar e o desejo de servir o país (ao contrário muitos desejaram se servir do país mamando num cargo público depois de investir num concurso.). Analisando a situação do exército vemos que há várias áreas que necessitam de investimento e dou abaixo alguns exemplos.

Infantaria: “Infantaria és das armas a rainha, por ti daria a vida minha, és a eterna majestade das linhas combatentes…“, assim começa o hino da infantaria, no entanto a realidade é bem diferente. A infantaria não necessita no momento tanto de equipamentos, mas de treinamento. Um soldado precisa efetuar pelo menos 1000 disparos ao ano para manter a proficiência no uso do equipamento, precisa ter exercícios militares constantes e treinamentos em habilidades especiais. Como já se comentou em muitos locais todos os militares no campo de batalha precisam portar pistola. Do contrário os que portam pistola são facilmente identificáveis como oficiais e passam a ter um enorme x na testa para atiradores de elite inimigos.

Cavalaria: Apesar de ser uma das áreas do exército que tem menos atraso, a cavalaria precisa encontrar um substituto para os blindados Leopard e adquirir mais lançadores de foguetes Astros 2020.

Artilharia: Aqui há necessidade de modernização urgente. Principalmente no que tange a defesa anti-aérea. O Brasil precisa adquirir baterias modernas, S-300 Russo ou Patriot. Não podemos manter a política de zero defesa anti-aérea.w

Comunicações: Tecnologia e Internet. Hoje o Brasil tem capacidade zero de engajar numa guerra eletrônica. Se você entrar num quartel sentirá vontade de doar aquele Pentium IV velho que tem guardado em casa. Guerra eletrônica, rede segura de comunicações entre quarteis e instalações militares, comunicação pessoal segura são algumas das necessidades desta área.

Aviação do Exército: atualmente o exército brasileiro tem pouco mais de 80 helicópteros sendo que boa parte não está 100% em condições operacionais. Enquanto a FAB conseguiu adquirir 12 helicópteros de ataque MI-35 o exército não tem nenhum destes. Toda a parte de suporte a divisão paraquedista (que ainda é pequena) depende do apoio da FAB.

Como dizia no começo, no próximo dia 2 de Julho completar-se-ão 69 anos da partida dos primeiros homens brasileiros para lutar na segunda guerra mundial. Apesar de serem apenas uma gota num oceano de gente que lutou na segunda guerra mundial, estes 25.334 homens deixaram suas famílias, suas casas e até o Flamengo para lutar pela liberdade.

José Perácio era um centroavante, ídolo no Botafogo e depois no Flamengo. Após ser campeão carioca pelo Flamengo em 42-43 e jogar parte do campeonato de 44, Perácio foi voluntário para ir combater o Nazismo na Europa. Perácio não morreu em combate, o Flamengo foi tri-campeão e em 1945, após a guerra Perácio voltou a defender o Flamengo.

Muitos destes homens foram para a Europa cantando a canção abaixo, que me deixa arrepiado ao pensar nas circunstâncias e eu me pergunto: será que o Neymar faria o mesmo?


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