4G no Brasil, meu avô e o código morse: samba do “afro-brasileiro” classificado no DSM-IV-TR

O que tem a ver meu avô materno, com o código morse e com o 4G no Brasil? E porque você colocou no título samba do “afro-brasileiro” classificado no DSM-IV-TR?

Vamos por partes, como diria Jack o Estripador, eu queria dizer “samba do cri**lo doi*o” mas não posso fazê-lo sem ser acusado de racismo, ou políticamente incorreto. Assim substituí o termo crio**o por afro-brasileiro e doid* por pessoa classificada no DSM-IV-TR. São as agruras deste mundo políticamente correto.

O fato é que volto ao frango, quer dizer ao 4G. Nestes últimos dias vi que a Anatel (ó macabra piada) leiloou as frequências para operação 4G no Brasil e comecei a me perguntar: se o 3G não funciona aqui, o que leva estes caras a pensar que o 4G vai fazer algo de útil? E a situação é mais triste quando se fala na imprensa que o 4G permite velocidades até 10 vezes maiores que o 3G.

O fato é que o 3,5G que deveríamos ter aqui no Brasil permite velocidades de até 7,2Mbps. As operadoras que sugam o nosso suado dinheiro com a ajuda da incomPTencia do governo oferecem no máximo 3Mbps e olhe lá. O normal é oferecer 1Mbps, que você deve elevar as mãos aos céus quando funciona.

Desta forma, se o 4G ampliar a velocidade “real” que temos em 10 vezes, vamos ter muito menos que a Verizon entrega no 3G nas cidades americanas. Além disso, situações de 90% de perda de pacote, como mostramos antes, será que vão parar de acontecer?

E o que seu avô e o código morse tem a ver com isto? Chego lá. Meu avo, qepd, falecido há poucos anos, trabalhou durante toda sua vida como telegrafista. Segundo ele, mantinha um ritmo de 40 palavras por minuto em morse no seu telégrafo. Quando comecei a escrever este post, tentei enviar pelo 3G da Vivo e não consegui. Aí lembrei dele, se fosse em código morse o texto já teria sido publicado de manhã.

Fica uma homenagem aos telegrafistas. A banda era pequena mas não falhavam. Funcionava melhor que o 3G brasileiro.

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  • Eduardo

    O correto é “samba do afro-descentende com dificuldade de aprendizado”

  • Marcelo Barros

    É, @PP, o que podemos fazer ? Tudo parece não adiantar. Reclamamos, blogamos, alertamos e nada. Talvez a gente precise ir pra paulista também, numa “Parada Telecom”. Aliás, “parada” é um trocadilho ótimo para o serviço que recebemos. Daí a gente põe todo mundo pra ligar e usar a rede de dados ao mesmo tempo, com medições de desempenho, o que acha ? 🙂

    Lembro do último evento com muita gente que estive em SP, no Morumbi, num show. Era triste ver operadoras como a Cl@ro simplesmente não realizando nenhuma chamada. As outras funcionavam minimamente. É isto que vão oferecer ao turistas nos nosso futuros eventos ?