Computação é a mais masculina das profissões

As senhoras que leem este blog, por favor, não se chateiem. Não é nada pessoal, mas sim uma constatação e uma questão.

Existem pilotas de avião, jogadoras de futebol, engenheiras civis e até urologistas. No entanto é raro, muito raro encontrar uma programadora.

Já tinha pensado nisso, mas nunca tinha chegado a uma explicação. Não tenho também uma estimativa estatística sobre o assunto, mas o fato é que a profissão onde tenho visto menos mulheres é a computação.

Na faculdade conheci uma programadora boa, que até onde sei continua exercendo a profissão com competência. Depois nunca mais vi uma programadora competente e que gostasse de computação.

Será que os interesses profissionais de homens e mulheres são tão distintos que as mulheres não se interessam por algoritmos, ponteiros, classes, métodos? Será que é o ambiente ogro dos desenvolvedores? Será uma questão cultural.

Você leitor, e sobretudo você leitora, dê uma luz para nós nos comentários.

Francis Allen da IBM trabalhou e trabalha com otimização para compiladores

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Jeri Ellsworth fabrica máquinas de Pinball

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  • José Antonio

    No primeiro período da minha turma de informática, em 1995, num grupo de 60 pessoas, 5 eram mulheres. Dessas cinco só duas foram até o final.

    No entanto, a pessoa que passou em primeiro lugar para Informática naquele ano foi uma mulher, que foi uma das duas que se formou, fez mestrado e doutorado em informática.

    Além disso, meu projeto final de curso foi orientado por uma mulher. Uma pessoa brilhante chamada Celina Miraglia.

    Talvez no mundo acadêmico haja mais mulheres na área de informática…

  • Regina Bernigni

    Eu sou mulher e trabalho com software. Minha maior dificuldade é o ambiente que me vê como uma pessoa estranha e minhas amigas que acham que estou desenvolvendo software só para me afirmar

  • Sempre me auto avalio e tento ser uma pessoa sem preconceitos, quando noto um desvio de comportamento meu baseado em algo que pode ser preconceito, tento consertar. Porém existe preconceito e pós-conceito, talvez os dois sejam duas faces da mesma moeda, mas me sinto mais confortável tendo pós-conceito, que é quando modelo o cenário a minha frente baseado em minhas experiências passadas para tentar simplificar este processo de análise, bom, mas isso é puro pós-conceito (ou seria preconceito) da minha parte. Chega de divagar.

    Feito este preâmbulo, fui da mesma turma do José Antonio na graduação, estudei com a mesma aluna 01, hoje doutora em inteligência artificial e professora da UFRJ. Também fui orientado por uma mulher brilhante na graduação, Marta Mattoso, e minha co-orientadora é chefe na COPPETEC também era bastante inteligente, Fernanda Baião. Não tenho motivos para ter preconceitos contra mulheres na profissão, mas a verdade é que existem poucas, acho que isso vai de um gosto e característica pessoal dos dois sexos. Homens tem mais tendência a pensamentos matemáticos, pois geralmente são processos que consomem 100% de CPU (cérebro) durante um tempo dedicado e homens são melhores nisso. Mulheres são melhores em realizar atividades paralelas, muitas coisas ao mesmo tempo, por isso acho que se destacam em atividades humanas e biológicas, porque são atividades composta de várias pequenas partes. Puro chute, mas acho que é por aí. Resultado, as que sobrevivem a graduação, ou acabam se destacando bastante como as citadas, ou acabam seguindo a linha de engenharia de software tradicional onde existe segmentação entre analistas e desenvolvedores e acabam se afastando propositadamente do código.

  • Pedro Paulo

    Gostei da colocação do Novello. Eu acho que a situação nao vai mudar tão cedo