Steve Jobs, visões de um mito

Neste post, cada membro da equipe do Zeletron resolveu compartilhar a sua impressão e, por que não dizer, tristeza, após a perda de Steve Jobs. Visões diferentes, conclusões provavelmente iguais, uma breve homenagem para um gênio da nossa era.

Marcelo Barros

Marcelo Barros

Li duas biografias de Steve nos últimos anos, uma não autorizada e outra autorizada. Em uma, ele era o “gênio irascível”, na outra, o “gênio excêntrico”. Independente do ponto de vista, a genialidade não era esquecida. E, creio eu, a face real de Steve talvez seja mesmo a do “gênio excêntrico irascível”, pesando o adjetivo que mais lhe convinha em cada situação.

Tive um produto Apple apenas, um iPod Nano. Sempre achei o Nano excelente, extremamente bem feito. Respeitava isso. Também admirava ver um produto pensado em cada detalhe, desde a caixa até o ícone. E o iTunes talvez ainda seja o melhor gerente de mídias digitais que eu tenha usado. Tudo isso era a mão forte do Steve, moldando cada detalhe.

O Nano fui suficiente para entender como a engrenagem da Apple girava. E entender também que eu não me ajustava muito bem a ela. Com uma experiência de uso fechada e definida pela Apple, por muitas vezes me pegava querendo algo que não era possível. Pior, que nunca seria possível. Mas a Apple é assim, ela decide o que é melhor pra você. E acerta bastante, devo confessar, mas não o suficiente para outra pessoa meticulosa e controladora como eu.

É importante dizer que, em nenhum momento, isto abalou a minha admiração e respeito por Steve e seus produtos. Steve mudou uma era, redefiniu alguns conceitos e inventou vários outros. Um mito que sobreviverá eternamente em nossas lembranças.

Tinha comigo uma “quase certeza” de que o veria novamente, brilhando em mais um “one more thing”. Estava, lamentavelmente, errado.

Marcelo Barros

Pedro Paulo Oliveira Jr.

Pedro Paulo Oliveira Jr.
Steve Jobs era vinte anos mais velho que eu, no entanto, desde tenra idade, tenho conhecimento da importância dele na história da computação pessoal. Meu primeiro computador, se é que um TK-85 é um computador, ensinou-me a programar em Basic. Já meu segundo computador, um TK2000, clone tupiniquim do Apple II, ensinou-me a razão de, no futuro, Steve não permitir clones dos produtos deles.

Steve Jobs e Bill Gates são, na minha opinião, os grandes criadores do mundo computacional e tecnológico que conhecemos atualmente. Ambos nasceram em 1955, não terminaram suas universidades e fundaram, em fundos de garagens, empresas que, passados trinta anos, valem somadas quase 600 bilhões de dólares. Bill admirava profundamente Steve como disse ontem em uma nota em seu site: “ I will miss Steve immensely.

Ontem à noite meu IPhone 4 vibrou no bolso, olhei a tela e era uma mensagem do iMessage (que está disponível no iOS5), dizia apenas: Jobs morreu. E foi assim, usando um produto que revolucionou o mundo, numa mensagem enviada pelo último pacote de novidades que Steve anunciou, que fiquei sabendo da morte dele. Ontem já postei algo a respeito, escrevi no WordPress para IPhone.

Espero que Steve possa descansar em paz.

 Pedro Paulo Oliveira Jr.

José Antonio Oliveira

José Antonio Oliveira
A atenção aos detalhes e pequenas coisas foi definitivamente o diferencial do Steve Jobs. Ao mesmo tempo, ele não parecia ser o perfeccionista extremo, que não termina nunca uma coisa. Todos os produtos que ele lançou foram extremamente bem acabados em todos os detalhes. Os produtos podiam não oferecer tudo que gostaríamos que oferecessem (lembram do primeiro iPhone sem MMS?) mas, no que estava disponível, eram minuciosamente bem-feitos.

Assim como o Pedro Paulo, meu segundo computador foi um TK2000 (afinal de contas somos irmãos com apenas um ano de diferença entre nós). Foi meu primeiro produto da Apple (ainda que fosse um clone nacional) e, por muitos anos o único. Mesmo com o lançamento dos iPhones 2G, 3G e 3G S, eu não gostava dos celulares da Apple, provavelmente por preconceito.

Somente em 2009 tive um iPod nano e em 2010, depois de problemas com a Nokia, resolvi experimentar o iPhone 4. Que surpresa agradável e que vergonha por ter malhado por alguns anos o iPhone. Hoje esse aparelho é uma das minhas ferramentas de trabalho que mais uso e, provavelmente quando ele se quebrar, seguirei usando outro iPhone. Esse post mesmo está sendo escrito num Macbook, que uso diariamente para desenvolver aplicativos para iOS.

Não era de se espantar que eu também tivesse recebido nesse iPhone a notícia da morte do Steve Jobs. O próprio presidente dos EUA, Barack Obama, em sua mensagem de condolências ontem, disse o seguinte:

“(…)And there may be no greater tribute to Steve’s success than the fact that much of the world learned of his passing on a device he invented.(…)”
“(…)E não há maior tributo ao sucesso do Steve do que o fato de que grande parte do mundo saiba do seu falecimento através de um aparelho que ele inventou(…)”

Barack Obama

Steve Jobs, muito obrigado. Descanse em paz!

José Antonio Oliveira

Mobile Analyst

Mobile Analyst
Este analista falou há pouco sobre Steve Jobs em um post comentando a apresentação de Tim Cook. No entanto foi noutro post que disse o que realmente pensava sobre o impacto da futura morte de Steve Jobs. Ontem fiquei sem muito mais palavras. Morreu jovem e deixou muitas coisas feitas.

One more thing: Obrigado Mr. Jobs!

Mobile Analyst

João Bernardo

João BernardoComo o José Antonio já falou, o que sempre me impressionou foi a atenção nas pequenas coisas dos produtos que lançou, sem contar a inacreditável capacidade de marketing para mostrar que cada detalhe era necessário para que o produto existisse.

Outra característica importante era a paixão pelo que fazia. É muito comum o trabalhar com algo que dê dinheiro ou que seja apenas necessário. Trabalhar com essa vontade que ele tinha é algo raro e ele mesmo sabia que era preciso: “I’m convinced that the only thing that kept me going was that I loved what I did.”

Que Steve Jobs descanse em paz.

João Bernardo

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