Kindle Fire – Colocando fogo no mercado de tablets

Ontem o diretor executivo da Amazon, Jeff Bezos, apresentou ao público o Kindle Fire, o aparelho baseado no Android da gigante dos livros.

Apesar de terem dito pela imprensa que esse aparelho seria mais um rival do iPad, o Kindle Fire na verdade é concorrente do Nook Color, da rival Barnes & Noble. Ele custará US$ 199,00, cinquenta dólares a menos que o concorrente. Por tabela, ele provavelmente fará com que o preço de outros dispositivos com Android caia, uma vez que, se é possível fazer um bom aparelho, ainda que com algumas limitações, por duzentos dólares, muitos concorrentes que custam 50% ou 60% a mais, terão que rever seus preços.

Ele não tem câmera nem microfone. Também não há possibilidade de conexão por 3G, mas ele virá equipado com processador dual core de 1GB, 8GB de memória interna, conexão WiFi, touchscreen de 7″ com IPS e acesso ao sistema de armazenamento Amazon Cloud. Isso é o suficiente para ler livros e revistas, assistir vídeos, executar aplicativos e jogos e acessar a web.

Por falar em aplicativos e jogos, com o Kindle Fire, a Amazon está apostando na sua loja de aplicativos, completamente independente da Android Market, na qual todos os aplicativos expostos foram testados no próprio Kindle Fire e na qual há um controle muito maior sobre o que é posto à venda. Como o Android do Kindle Fire foi totalmente modificado pela Amazon, teoricamente só é permitido instalar programas da loja de aplicativos da Amazon e as atualizações do sistema também estarão restritos às versões da própria Amazon. Obviamente, como já é esperado, quando o aparelho cair na mão do povo, encontrarão meios de burlar essas restrições ou até instalar ROMs diferentes nele.

Estou com muita fé nesse Kindle Fire. Acho que ele vai vender mais do que bolo de milho em final de festa lá fora e acho que o modelo de loja de aplicativos deles é bem melhor do que a Android Market com suas pegadinhas, clones de programas e vírus.

Aqui abro um parêntesis. Na quinta-feira passada, eu que não sou usuário de Android, peguei o Samsung Galaxy S II de um amigo e fiquei maravilhado com o aparelho. Mas não durou muito isso. Meu encantamento ficou abalado quando abri a Android Market. A primeira coisa que eu fiz foi procurar pelo meu jogo favorito no iPhone. Digitei “Plants vs. Zoombies” na busca da loja. O resultado me trouxe 1.746.243.865 opções de clones e pegadinhas que se fazem passar pelo jogo, que acho que nem existe ainda para Android. Depois vêm me dizer que a Android Market não é uma bagunça. Fecho parêntesis aqui.

Hoje, como resultado desse lançamento, o tablet Playbook da RIM, moribunda fabricante do Blackberry, já baixou em US$ 200 o seu preço nas duas versões mais baratas e US$ 100 na mais cara. O Playbook de 16GB está sendo vendido a US$ 299, o de 32GB a US$ 399 e o de 64GB a US$ 499. Vamos ver como o resto mercado se comporta com esse lançamento. Só sei que está ficando cada vez melhor para o consumidor.

Um novo blog e um golpe na AppStore desvendado!

Muitas pessoas quando, compram um aparelho com sistema iOS, i{Phone,Pod,Pad}, vêm me perguntar: “que aplicativos você recomenda?”.

Pensando nisso criamos o Zapps, o blog de Apps do Zeletron que pretende fazer reviews periódicos de Aplicativos para te ajudar a escolher bons programas e a fugir dos golpes. Vamos aos poucos completando a lista de aplicativos que mais usamos e dando dicas, a princípio diárias, de novos programas.

E o tal golpe que foi desvendado? Pois então, é justamente sobre isso o post de hoje no Zapps.

Não deixe de visitar o blog e assinar o Feed RSS.

O endereço é o seguinte: http://www.zapps.com.br

Vemos vocês por lá. 😉

Acionistas pedem a RIM que seja vendida. Será o fim do Blackberry?

O grupo canadense Jaguar publicou uma carta aberta pedindo a RIM que arrume a casa para ser vendida. Como o Jaguar é um dos importantes acionistas, parece ser o fim da linha para a fabricante de Blackberry.

A carta é dura e aponta as principais falhas: incapacidade de se modernizar, falhas na governança corporativa e perda de mercado. Diz também que perderam dinheiro demais.

Depois da Nokia agora parece ser a vez da RIM. Dizem as más línguas que a Oracle está interessada em comprar.

http://www.jaguarfinancial.ca/press_releases/JFC%20PR%20Sep%206-11.pdf


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Limpe seus discos de vinil com cola plástica – não garanto

Vi essa dica no site “There, I fixed it” e não sei se funciona, mas que deve ser legal de testar, aí sim, com certeza.

A ideia é tirar a poeira dos discos de vinil usando cola plástica. Pelo que li, é preciso passar a cola e espalhar de forma bem uniforme e fina. Depois tem que tirar tudo de uma vez só com a ajuda das fitas adesivas coladas nas bordas.

Se alguém tiver coragem de testar, avise aqui nos comentários. Pode mandar fotos do antes e depois.

Os neutrinos mais rápidos que a velocidade da luz

Li um excelente post no ArsTechnica detalhando o experimento que foi feito na Suiça e que mostrou neutrinos chegando 60ns antes da luz num trajeto de 730km. Li também um post no MeioBit a respeito que não foi muito feliz: o Cardoso escreve muito bem, mas os dois textos dele de hoje foram fracos do ponto de vista da ciência.

Os próprios cientistas que participaram do experimento estão procurando achar furos nos seus resultados, talvez escaldados pelo efeito fusão à frio, talvez por receio de estar jogando por terra um dos pilares da física moderna: nada se move mais rápido que a luz (dizem que a diarréia sim).

E onde podem estar estas fontes de erro? No artigo que eles disponibilizaram hoje são algumas fontes de erro apontadas e descartadas:

  1. erro na medição da distância: descartado pois a precisão da medida confirmada por duas fontes independentes é de 7cm em 730km (~0,000001%)
  2. erro na medição do tempo: máximo erro do sistema 2,8ns
  3. erros devido aos relógios utilizados: <10ps
Fontes de Erro Experimento Neutrinos

Um dos cientistas diz que o achado é tão inesperado que ele espera que algum outro laboratório confirme o experimento antes de comemorar a descoberta.

Então, como diria minha avó: prudência e canja de galinha não fazem mal a ninguém. Não saia por aí dizendo que Einstein estava errado antes do assunto terminar de ser investigado.

Experimento Neutrinos velozes

Satélites caindo e jornalistas ignorantes

Veja a matéria que estava na capa do G1 agora há pouco:

G1 é muito ignorante

Perceba como a ignorância de alguns jornalistas é impressionante. A chance de você ser atingido pelo dito cujo aqui no Brasil é 1 em 23 trilhões. Ele chama isso de probabilidade remota; eu chamo isto de probabilidade nula. Probabilidade remota é você pegar malária no Rio de Janeiro, probabilidade muito remota é você ganhar na megasena; probabilidade extremamente remota é você estar num acidente aéreo.

1 em 23 trilhões é muito mais improvável que os anjos tocarem as trombetas do apocalipse quanto eu apertar “Publicar” neste post.

Quer ganhar US$ 1.000.000,00?

Ninguém disse que é fácil, mas aqui vai uma dica quente 🙂

O Prêmio Problemas do Milênio consiste em sete problemas matemáticos e computacionais em aberto que pagam um milhão de obamas para o primeiro que os resolver. Você tem portanto sete chances de ganhar :D, na verdade seis porque um russo resolveu o problema número 3 mas disse que não queria o prêmio (vai entender um matemático russo).

Quem quiser ler mais sobre as regras do concurso: http://www.ams.org/notices/200606/fea-jaffe.pdf

Na foto abaixo você pode ver o rapaz que resolveu o problema número 3, mas esqueceu de ir buscar …

Perelman

Já ia me esquecendo …. Se resolver algum, você entrega eles aqui: http://www.claymath.org/millennium/

Google Developer Day 2011 – Como foi?

A idéia do Google Developer Day é bastante interessante na teoria e muito mal implementada na prática. A idéia é trazer algo do Google I/O para os países, dando aos desenvolvedores locais oportunidade de aprender a desenvolver aplicações usando as ferramentas do Google.

Na prática a teoria é outra. Colocar 1250 pessoas num local que no máximo poderia abrigar metade disto é uma forma de mostrar que saber alocar o número correto de servidores não é o mesmo que saber organizar um evento. Se você já esteve no metrô de São Paulo, na linha vermelha, às 18:00 ou no metrô do Rio de Janeiro, na estação Uruguaiana vai entender o que estou falando.

As palestras foram legais, não houve nenhum momento uau, mas foram interessantes. Algumas coisas foram bem planejadas e mal executadas: cada cadeira na palestra principal tinha um óculos 3D escondido embaixo, no entanto ao passar o vídeo 3D esqueceram colocar a versão 3D, o pior é que não perceberam isto.

Puxa, mas você está reclamando muito, o evento é de graça e cavalo dado não se olha os dentes. Sim, o evento é grátis, mas o meu tempo não é, bem como o tempo de muitos outros que ali estavam.

Talvez cobrar algo, limitar o número de pessoas (eu com certeza vou ser cortado ano que vem por este texto) ou fazer o evento num local maior.

Mas não teve nada legal? Claro que sim, eu recomendo que você assista no Youtube os vídeos do curso de Youtube Live API, os de WebGL, o do Google + for Developers, no entanto a organização eclipsou muito o evento.

Uma palestra que merece uma menção especial foi a do Chris Schalke: “Como construir jogos excelentes na nuvem

@cschalk

Em resumo: acho que o pessoal do Google tem muito que aprender com Steve Jobs, Steve Ballmer e Bill Gates.

 

Abrindo arquivos PSD sem Photoshop no Mac

Ontem precisei abrir uns arquivos do PSD no Mac, mas, como não tenho grana para pagar R$ 1.900,00 (sem impostos) num Photoshop CS5, resolvi procurar uma solução mais barata. Aliás, já falei aqui anteriormente sobre a safadeza que a Adobe faz com seus produtos. Se você ainda não leu, vale a pena, clique aqui.

Eu sei que existe uma solução gratuita chamada Gimp, mas quem já usou o Gimp no Mac sabe o horror que é ter que clicar duas vezes em cada coisa para poder funcionar. O Gimp no Mac roda em cima de um XServer e é o pior bacalhau que já fizeram até hoje. No Ubuntu e no Windows, não teria dúvidas e usaria o Gimp, como sempre fiz.

Partindo em busca de outra solução gratuita, encontrei uma que não era gratuita, mas que era barata e funcionava. O programa chama-se Acorn.

Obviamente ele não faz as mesmas coisas que o Photoshop faz, talvez quem precise de tudo justifique os R$ 1.900,00, mas para o que eu estava precisando, ele caiu como uma luva.

O programa pode ser comprado pela AppStore do Mac ou através do site http://flyingmeat.com/acorn/ pelo custo de US$49,90.

Concordo que não é nenhum preço de bala Juquinha, mas pelo que ele oferece, é muito barato. 😉

Aprendendo a ler o XKCD

O XKCD é uma tirinha distribuida via Web, criada por Randall Murray, que trata de temas da cultura geek.

Aqui vão algumas dicas para aproveitar melhor o XKCD

1) Passe o Mouse em cima da Figura. Em geral há um Alt text explicando ou aprofundando a tirinha. Exemplo de hoje:

Texto do Alt: “And if you drive a typical car more than a mile out of your way for each penny you save on the per-gallon price, it doesn’t matter how worthless your time is to you–the gas to get you there and back costs more than you save.

2) Não entendeu? Use o ExplainXKCD. Pois é, existe um site para explicar o XKCD para os que não entenderam a piada.

Explain XKCD de 14/09/2011

3) Não sabe inglês? Use o XKCD-BR. Algumas vezes as traduções são mais engraçadas que as originais.

O XKCD é atualizado todas as segundas, quartas e sextas e se você quiser assinar o RSS use o seguinte feed: http://xkcd.com/rss.xml

Você tem algum XKCD favorito? O meu é: http://xkcd.com/287/

 

 

[Breaking News] – Microsoft mostra o Windows 8 no evento BUILD

Acabou de vir ao mundo o Windows 8. E é impressionante. Seguindo os mesmos passos que a Apple fez com o OSX Lion a Microsoft mostrou um sistema operacional que lembra um sistema de tablets.

O Windows 8 na minha opinião é o mais avançado sistema operacional. A Interface foi totalmente redesenhada e a demonstração que está acontecendo agora no BUILD Conference é impressionante.

Obviamente que esta conferência é focada em developers, mas os que vão receber hoje as primeiras cópias do Windows 8 estão bastante entusiasmados com as perspectivas de que o Windows 8 seja uma máquina de fazer dinheiro para os desenvolvedores.

Mais informação em: http://www.buildwindows.com/.

UpdateConf 2011 – Minha visão do evento

A última semana foi bastante intensa, pelo menos para mim. Toneladas de informações para digerir durante a viagem que eu fiz para a Inglaterra para participar da UpdateConf 2011. Não consegui uma hora vaga para escrever um post lá, mas agora, depois de voltar ao nosso fuso-horário, vou contar como foi o evento.

Brighton, onde o evento aconteceu, é a parte mais importante de uma pequena cidade no sul da Inglaterra chamada de Brighton and Hove, com mais ou menos 155.000 habitantes (fonte: Wikipedia).

Chegar até lá demorou um pouco, mas foi relativamente simples, graças às redes ferroviária e rodoviária da Inglaterra que realmente funcionam. A viagem foi muito cansativa, mas não tivemos nenhum problema (a não ser o lugar no avião, ao lado do banheiro, mas isso é outra história). Ah, estou falando no plural porque, como disse no email anterior, fui ao evento com o Fernando, que trabalha conosco no desenvolvimento.

O evento foi dividido em duas partes, um dia de conferência e dois dias de workshops. Vejamos como foi cada parte:

A conferência:

O primeiro dia foi o mais cheio dos três, com mais ou menos 400 pessoas, segundo a organização do evento, quase lotando a parte de baixo do Brighton Dome, um teatro que faz parte do Royal Pavilion.

UpdateConf 2011
Aguardando o evento começar

Logo de cara, vimos que a conferência não seria nada comum, já que a abertura foi feita pelo apresentador e organizador, Aral Balkan (criador do app Feathers), cantando uma música. E não é que ele canta bem! 🙂

As palestras eram bem curtas, cerca de 20 minutos cada, e tivemos umas que foram excelentes e outras não tão boas assim.

A melhor de todas, sem dúvida, foi a do Matt Gemmell com o título de “Unusability” ou, sobre “Como irritar o usuário”, na qual ele mostrou exemplos de interfaces mal-feitas que não só irritam o usuário, como estragam boas ideias de aplicativos e, às vezes podem até causar dor nos coitados (aqueles aplicativos que vivem virando a orientação da tela, por exemplo, hehehe). Depois de mostrar os piores exemplos de interface, ele apresentou boas práticas em desenvolvimento de aplicativos.

Além de falar muito bem, a palestra dele foi uma das mais úteis do dia.

Indo para o outro extremo, tivemos também uma palestra na qual a pessoa falava extremamente bem, mas o conteúdo deixou a desejar.

Estou falando da palestra do Jeremy Keith, com o título “One Web”. Segundo ele, nós deveríamos esquecer o desenvolvimento de aplicativos nativos e focar em desenvolvimento de aplicativos Web, usando o browser como única plataforma. Ainda, segundo suas ideias, aplicativos nativos existem hoje e amanhã já não funcionam mais em versões posteriores do hardware, enquanto que os sites podem existir por décadas ou mais. (Eu não gostaria de ver os sites que eu via em 1995, mas tudo bem). Além de ter dito um monte de abobrinhas, o sujeito participou de um debate sobre Web x Nativo, no qual ele dominou a conversa, sendo algumas vezes até grosso com as pessoas que ousavam discordar do que ele dizia. Um exemplo disso foi o desenvolvedor da Microsoft que ia falar no debate sobre o Windows Phone 7 e que foi totalmente cortado pelo Jeremy, quando ele disse que o browser do Windows Phone 7 era um lixo. Resumindo, a participação de Jeremy Keith no Update 2011 foi a parte ruim do evento. (Qualquer dia escrevo a minha opinião do Web x Nativo, se vocês quiserem)

Mas deixemos o que foi ruim de lado e vejamos o que mais foi bom. Na verdade não foi só boa, foi excelente a demonstração do CoronaSDK feita pelo Seb Lee-Delisle na qual ele programou um clone do Angry Birds em 30 minutos, usando o CoronaSDK. Achei interessante a plataforma do Corona para fazer protótipos ou demonstrações. Para coisas mais complexas a dupla Cocos2D + Box2D é melhor.

Também tivemos uma ótima apresentação da Sarah Parmenter sobre os desafios de design para plataformas móveis e de Joachim Bondo sobre aplicativos “beyond delicious”, ou, segundo minha livre tradução, aplicativos mais que encantadores.

Aral Balkan entrevistando Ronald Wayne
Aral Balkan entrevistando Ronald Wayne

Além das palestras, assistimos uma entrevista ao vivo entre o Aral Balkan e Ronald Wayne, o terceiro fundador da Apple (juntamente com Steve Jobs e Steve Wozniak). Ronald Wayne contou um pouco dos primeiros anos da Apple e o porquê dele ter saído tão cedo da empresa, vendendo suas quotas da empresa por US$ 2.300,00, que hoje valeriam mais ou menos 35 bilhões de dólares. Segundo ele disse, como ele era o mais velho dos três e já tinha passado por uma falência anteriormente, ele temia passar novamente pelo mesmo problema e ter os bens que já tinha conseguido tomados por credores. Com os dados que ele tinha na época, ele acha que foi uma decisão acertada a dele e que não se arrepende de ter feito isso. No final da entrevista ele ganhou um iPad 2, já que haviam dito que ele nunca tinha tido um computador da Apple. 😀

No primeiro dia tivemos ainda mais três palestras que foram mais ou menos. Não foram tão boas como a do Matt Gemmell nem foram tão ruins como a do Jeremy Keith. Foram as palestras da Relly Annet-Baker, Anna Debenham e Cennydd Bowles. Na minha opinião eu pulava essas três palestras e daria mais tempo para Matt Gemmell, Sarah Parmenter, Seb Lee-Delisle e Joachim Bondo.

Durante os intervalos, tivemos alguns “tech beats” de 5 minutos numa sala menor. Todos eles foram muito interessantes, mas muitíssimo curtos. Gostaria que tivéssemos pelo menos mais uns 15 minutos nos tech beats de design de ícones, fontes, interface “cover flow” e desenvolvimento para os mercados africanos. Achei os quatro tech beats muito interessantes, mas com 5 minutos fica difícil até deles exporem ideias mais complicadas.

No final do dia houve uma festa no museu que nem eu nem o Fernando participamos, por falta de forças. Depois de passar 3h no aeroporto, mais 11h30 sentado num avião, ao lado do banheiro, com todo o movimento possível, mais 1h30 esperando o ônibus para Brighton e mais 2h30 de Londres para Brighton de ônibus, estávamos mortos na segunda-feira. Não soube se a festa foi boa nem se foi ruim. Deve ter sido boa, já que não havia ninguém estava reclamando no dia seguinte. Pois bem, vamos ao dia seguinte.

Workshops

Na terça-feira e na quarta-feira aconteceram vários workshops em locais diferentes. Eu participei na terça-feira do Workshop de HTML5 e na quarta-feira, do workshop de Core Data avançado.

O Fernando participou nos dois dias do Workshop de OpenGL ES com o simpático Jeff Lamarche (http://iphonedevelopment.blogspot.com/).

Vou resumir o texto desse post aos dois workshops dos quais eu participei.

HTML 5

Apresentado por Remy Sharp, um dos desenvolvedores do PhoneGap e entusiasta da plataforma Web, esse workshop me fez dar outra chance ao desenvolvimento de aplicativos baseados em HTML5+Javascript+CSS. Mais do que as abobrinhas exaltadas que o Jeremy Keith o falou, a fala calma e controlada de Remy Sharp me fez redescobrir o potencial que o HTML 5 tem para o desenvolvimento de aplicativos e sites móveis.

O dia foi totalmente de “mão na massa” e ele deu muitíssimas dicas de frameworks e ferramentas para desenvolvimento em HTML5 para dispositivos móveis.

Vários aplicativos nossos foram feitos totalmente em HTML5 (como era o caso do Sudoku 1000) e tiveram seu espaço, mas, devido a limitações naturais da plataforma web, passamos a investir 100% do nosso desenvolvimento a aplicativos nativos e até convertemos os Web em nativos (como foi o caso do Extreme Sudoku).

Esse workshop serviu para abrir um pouco o horizonte e ver que não existe uma fronteira bem delimitada entre os aplicativos Web e os nativos e que uma intercessão dos dois pode ser muito interessante.

Anotei dezenas de dicas para o desenvolvimento de páginas “mobile-friendly” (se alguém conseguir uma tradução melhor do que “amigável aos dispositivos móveis, me avise) e de frameworks para desenvolvimento de aplicativos Web. Qualquer dia posto aqui uma lista condensada desses frameworks.

Core Data

Na quarta-feira participei do Workshop de CoreData com Marcus Zarra, autor do famoso blog “Cocoa is my Girlfriend” (http://www.cimgf.com/).

CoreData é uma parte da API da Apple que trata não só da persistência dos dados, como do modelo desses dados na memória. No popular, no MVC, o CoreData entra com o M. 😉

Eu não pude assistir ao primeiro dia de CoreData, já que estava participando do Workshop de HTML5, mas no segundo dia tivemos exemplos de usos mais extremos do CoreData.

Esse workshop foi menos “mão na massa” quanto o do dia anterior, mas expôs detalhes interessantíssimos dessa API e de casos reais de uso da ferramenta.

Depois do evento. E agora?

Ao contrário do que eu estava imaginando, o Update2011 não foi um evento focado no desenvolvedor. A conferência foi totalmente voltada para o usuário e em como deixar a experiência dele melhor.

Apesar de ter sido um evento muito caro para o que ofereceu, acho que, no fim das contas, valeu a pena. Conhecemos muita gente nova, ideias novas e ferramentas novas. Além disso, o evento estava extremamente bem organizado (ok, o wifi engasgou, mas isso não me afetou porque eu estava com o 3G da Vodafone funcionando).

Resumo da ópera, voltamos cheios de ideias na cabeça e com um monte de lugares para procurar as soluções para implementar essas ideias. 🙂