Cinco filmes que os amantes da tecnologia devem ver

É difícil fazer uma lista de top 5 sem ser muito criticado, portanto coloco desde já minha cara a tapa na área de comentários. Vou listar abaixo os cinco principais filmes que as pessoas que curtem tecnologia deveriam ver ou ter visto 🙂

#5 – Matrix

Se você não viu Matrix sugiro que corra até a locadora e alugue ainda hoje. Feito em 1999 e devidamente complementado com duas continuações inferiores, Matrix é um dos melhores filmes em termos de roteiro bem bolado que dá pano para manga para muitos debates. Matrix coloca o problema que foi cunhado pelo filósofo Kant: como saber se o que vemos e sentimos é real? Não vou entrar aqui em debates filosóficos, nem discutir porque o real é real, mas você certamente vai colocar seu cérebro em ação com Matrix.

#4 – Star Wars

A história da ficção científica se divide em pré Star Wars e pós Star Wars. Apesar de não ser um dos meus filmes favoritos, não posso deixar de dar este lugar ao primeiro filme da primeira trilogia da série. Marcou o início de uma era no cinema e fez muita gente sonhar com sabres de luz.

#3 – Blade Runner o caçador de Androides

Nada de caçador de Androids, mas sim de Androides. O Google não tinha ainda lançado o seu sistema operacional Android, aliás nem havia Google, e Harrison Ford já aplicava sua versão cinematográfica do teste de turing. No caso de Blade Runner sua missão é “aposentar” (versão antiquada do encostar ou colocar na conta do Papa) Androides parecidos com humanos. Também é um filme que faz pensar no sentido da vida. Se você tem problemas com pensar não veja 🙂

#2 – Memento – Amnésia

Você achou que eu ia falar Star Trek? Se enganou, não suporto Star Trek e fico com Memento. Como seria nossa vida se não tivéssemos memória não volátil? Se a cada vez que dormíssemos se apagassem nossas memórias? Bom, existem algumas doenças assim, a síndrome de Korsakoff por exemplo, mas Memento mostra como usando estratégias que um computador usa para armazenar dados é possível viver com isto e investigar um crime.

#1 – Inception – A Origem

Recursividade é uma função ou subrotina que chama a si mesma. E numa subrotina, a pilha (stack) é utilizada para armazenar o endereço de retorno de forma a poder voltar ao ponto em que a função foi chamada. No caso de um programa de computador que chama muitas funções, para sair de uma função se utiliza o return, e uma vez chegado ao programa principal não se pode dar return sob pena de sair do programa. (Descrição à grosso modo)

No caso de Inception, a recursividade se manifesta no sonho. O sonho é um modelo recursivo da realidade, assim é possível sonhar que está sonhando. Em Inception a forma de sair de um sonho é morrendo no sonho. Só que é importante saber se estamos no sonho, já que morrendo fora do sonho não se sai do sonho, mas sim da vida. Os autores de Inception se basearam, eu acho, num conceito de computação para criar um token que é diferente na vida real de como ele é no sonho, com o token a pessoa pode identificar se é seguro sair do sonho ou se está no nível que não há mais sonho.

Nossa, não entendi nada, dirá você. Então corra até a locadora e alugue Inception, você não vai se arrepender.

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