Quando a tecnologia ajuda você mas não ao fabricante: caso Vicky Primeira Proteção

A diferença entre gripe e resfriado é grande. Gripe causa febre alta e é basicamente uma infeção pelo vírus influenza. Já resfriado é basicamente composto de sintomas nasais e na garganta e é uma infeção pelo vírus rinovírus ou coronavírus.

Em termos populares ambas deixam você ferrado, só que na gripe você pode ficar em casa e no resfriado você fica ferrado(queria dizer outra coisa) no trabalho.

Para gripe há remédio, um antiviral que custa caro e por isso é melhor você não tomar ele e ficar em casa colocando o sono em dia e lendo revistas em quadrinhos. Já para o resfriado não há nenhum antiviral eficiente, nem compensa, mas havia um remédio tecnológicamente avançado que resolvia.

O Vick Primeira Proteção era um medicamento, ou melhor um dispositivo médico que utilizava um microgel que removia a carga viral do nariz. Havia muitas evidencias que era extremamente eficaz no tratamento do resfriado. Eu posso atestar que nunca tive um resfriado em três anos que usei o Vick Primeira Proteção.

Puxa, mas que remédio fantástico, dirá você! Porque você está usando os verbos no passado? Porque faz um ano ele sumiu do mercado.

Bom, deve ser algum efeito colateral perigoso, pensará você. Não, nada deste tipo. Ele simplesmente desapareceu.

Ja havia percebido este desaparecimento e tentado contactar a Procter & Gamble. Eles disseram que foi uma decisão da empresa remover o produto!

Aí vai aqui minha teoria, já que eles não querem dar explicações. O Vick Primeira Proteção era tão bom que ele atrapalhava a venda dos outros produtos para resfriados da P&G e com isso decidiram tirar do mercado. Foi um famoso: dane-se o cliente.

Eu com meu resfriado gigante deste final de semana estou me lembrando da mãe de todos os dirigentes da P&G. Se vê que se a tecnologia atrapalha os lucros, remove-se a tecnologia e fica-se vendendo chazinho… Afinal de contas, os otários resfriados são mais lucrativos …

 

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