O terceiro setor chega aos smartphones

Enquanto os donos de smartphones se digladiam, cada um achando a sua plataforma com mais aplicativos ou com a interface mais intuitiva, boa parte deles esquece a próxima briga no campo da mobilidade: os serviços !

Quem já acessou o seu email em um aparelho com Android entende bem o que eu estou dizendo. A experiência é muito boa, ainda mais em telas generosas como a do Milestone. Outros serviços do Google estão disponíveis, como Google Earth, Agenda, Documentos e Mapas, de forma totalmente integrada com o que você já está acostumado no seu computador. Viciante, uma verdadeira extensão da sua conta no Google.

A Nokia já sinalizava há um bom tempo a sua caminhada nesta direção. Hoje é possível acessar o Ovi Maps e programar uma viagem inteira, criando rotas e pontos de interesse. Depois, basta sincronizar o seu aparelho usando a sua conta Ovi e se beneficiar com os mapas e navegação offline. Se quiser registrar o percusso, o Sports Tracker pode salvar o caminho feito e, de quebra, fazer fotos e vídeos. Como esperado, tudo pode subir depois para a sua conta no Sports Tracker e ser compartilhado. Contatos, agenda, email, notas, fotos e vídeos podem todos parar no portal Ovi. Finalmente, os usuários de N8 tiveram o primeiro contato com o aplicativo “Social” para acesso a redes sociais. Bem modesto, ainda mais quando comparado com clientes sofisticados do iPhone ou Android, mas consistente com a tendência de serviços.

Vale lembrar que a RIM, com seus Blackberries, foi pioneira nesta área, agregando serviços corporativos de email, contatos, mensagem instantâneas, documentos e agenda. Fico também pensando no sucesso que Windows Phone 7 pode fazer nesta área se integrar adequadamente não somente o Exchange mas outros serviços corporativos como o SharePoint, por exemplo.

Mas você deve estar se perguntado: e a Apple ? Mesmo que os usuários de iPhone continuem achando que ele é a plataforma com mais aplicativos, mais “sexy” e mais intuitiva, não parece existir uma grande iniciativa em prover serviços por parte da Apple. O foco ainda continua no incentivo à criação de aplicações que integrem o iPhone a serviços de terceiros. Uma estratégia diferente, sem dúvida. Difícil é dizer qual delas é melhor, apesar de a primeira ser, provavelmente, mais barata e integrada para o consumidor.

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