Review do HTC Magic – Parte 1

Como alguns já sabem, recebi na sexta-feira o HTC Magic para testar. Esse foi o primeiro HTC a chegar ao mercado brasileiro com Android. O HTC Dream (Google G1) não chegou aqui no Brasil.

Esse também foi o meu primeiro contato com a plataforma Android. Eu nunca havia testado tão de perto um telefone com Android. O único telefone com Android que eu mexi foi um Samsung que estava emprestado com o Nick Ellis do Digital Drops, quando fomos a um evento São Paulo. Foi um contato breve no aeroporto, enquanto esperávamos para fazer o Check-in. Agora pude ver com mais detalhes o dia-a-dia de um Android.

Vamos começar pelo que eu não gostei, para terminar bem esse review com o que eu gostei. Afinal de contas esse aparelho merece terminar muito bem o review.

Foram poucos os pontos que não me agradaram no HTC Magic.

O primeiro deles foi a falta de um flash (um LED, pelo menos) na câmera de 3.2MPx com foco automático. Com isso não há possibilidade de tirar fotos decentes à noite. Ainda não testei a câmera de dia, mas as fotos tiradas com iluminação artificial à noite ficaram ruins.

Eis a câmera. Realmente caberia um flash de LED nesse espação.

Eis a câmera. Realmente caberia um flash de LED nesse espação.

Falta um teclado físico. Não gosto de ficar digitando na tela porque erro muito a digitação. Na próxima parte do review vou falar mais sobre isso e sobre o método de correção de texto do HTC Touch que é muito bom. Em parte ele resolve o problema, mas continuo achando um teclado real mais produtivo.

Também falta um radinho FM. Isso faz falta para mim. Ouço jogos de futebol no celular sempre.

Fone de ouvido e microUSB proprietário, que também serve para carregar. Realmente o fone de ouvido poderia ser um plug de 3,5mm. Vejam abaixo a foto do plug.

Na parte de baixo do telefone temos o plug que serve para carregar, para ligar à USB e para o fone de ouvido.

Na parte de baixo do telefone temos o plug que serve para carregar, para ligar à USB e para o fone de ouvido.

Por último, o tempo de boot do aparelho, que, com 1:30 min, fazem você pensar duas vezes antes de desligá-lo ou deixá-lo ficar sem bateria. Fiz um videozinho que deixo abaixo:

Observação. Repare que quando eu passo o dedo a primeira vez na tela, eu passei a unha, o que nem sempre dá certo em telas capacitivas, apesar de funcionar sempre em telas resistivas como a do N97. Na segunda vez eu passei o dedo e ele respondeu na mesma hora.

Agora vamos às coisas boas desse aparelho. :D

A tela é a primeira coisa que você repara nele. Ela realmente é bem grande, com 3.2″, e tem uma resposta aos toques muito boa (ela é capacitiva). O scroll cinético dele é tão bom quanto o do iPod Touch/iPhone e muito mais ágil do que o do N97 (que tem uma inércia incrivelmente grande). Além disso, ela funciona perfeitamente ao sol.

Outro quesito incrível do HTC Magic é a espessura do aparelho. Vejam nas fotos abaixo a comparação com o iPod Touch e com o N97.

De cima para baixo: iPod Touch 1ª Geração, HTC Magic e N97

De cima para baixo: iPod Touch 1ª Geração, HTC Magic e N97

Da esquerda para a direita: N97, HTC Magic e iPod Touch 1ª Geração

Da esquerda para a direita: N97, HTC Magic e iPod Touch 1ª Geração

Da esquerda para a direita: N97, HTC Magic e iPod Touch 1ª Geração.

Da esquerda para a direita: N97, HTC Magic e iPod Touch 1ª Geração.

O iPod Touch pode até ser mais fino, mas ele não é um telefone. Se fosse comparar com o iPhone, ele ou empataria se ele não fosse um pouco dobrado na parte de baixo. O N97 realmente não tem comparação em termos de tamanho. É um tijolo mesmo.

Ainda não testei bem a bateria do HTC Magic. Ele veio com um pouco de bateria ainda na sexta-feira e ontem viajei e só o usei na ida, trocando para o E71 quando cheguei no destino. Não posso ainda dizer quanto tempo ela dura. Vou deixar carregando hoje de noite e amanhã começo a testar mesmo a duração dela.

Em todo caso deve durar bem. Ela é uma bateria de íons de Lítio com capacidade de 1340 mAh, o que é menos do que os 1500mAh da bateria do E71, por exemplo. Vamos ver como ela se comporta amanhã.

A bateria é meio gordinha. Mas tem 1340mAh.

A bateria é meio gordinha. Mas tem 1340mAh.

Outra parte muito boa do celular é ter WiFi e 3G. Apesar disso, o Android tem uma coisa meio desagradável que é escolher o ponto de acesso automaticamente para você (se estiver fora do WiFi, vai usar a operadora sem te perguntar), mas isso eu falo depois. Agora só digo que tanto o 3G quanto o WiFi funcionaram perfeitamente comigo. O 3G dele é HSDPA 850/2100MHz, ou seja, funciona com qualquer operadora nacional (apesar desse exemplar que eu estou testando ser da TIM).

Por último, no quesito hardware, fecho essa primeira parte do review com o GPS com bússola eletrônica. Uma perfeição funcionando em conjunto com o Google Maps.

Ah, faltou falar das vísceras do aparelho. Ele é animado por um processador Qualcomm MSM7200A com 528MHz, tem 512MB de ROM, 288MB de RAM e vem com um microSD de 2.0GB.

Aguardem a próxima parte do review do HTC Magic em alguns dias. Por enquanto, deixo mais umas fotos.

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  • Marcelo Barros

    O tempo de boot do Android é uma reclamação recorrente. Devem melhorar isso em breve. Estou curioso pela segunda parte, para ver a produtividade dele no uso diário. O android seria a minha possível escolha, caso eu abrisse mão do E72. Mas não tive a chance até hoje de passar mais que alguns minutos com ele.

    PS: O meu E72, mesmo digitando o código de segurança, demorou menos de 30s para bootar.

  • Paulo Stahnke

    Como o Marcelo Barros falou, o boot do Android é realmente demorado. Já vi reviews de vários modelos e todos demoram mais de minuto para butar. O que gostei dele é que o tamanho não parece incomodar, comparado com o E71. Mas uma coisa que faz com que eu não compre é o design incrivelmente feio dele. #prontofalei :)

  • Também acho estranha a falta de rádio FM em modelos Android. Será que estão tentando matar o velho e bom rádio e confiar nas redes para streaming? De qualquer forma, eu também não abro mão de rádio, pois também gosto de escutar futebol – e outros programas de rádio, também!
    Agora, a HTC não aprende: conector mini-USB para alimentação, vá lá, mas para fone de ouvido?? Pode, isso??

  • Rafael Donnici

    Bem-vindo ao mundo do Android! Estou usando o meu HTC Tilt com dual-boot entre WM6.1 e Android 1.6 e o Android realmente é uma plataforma fascinante.

    Esse plug proprietário da HTC é realmente muito chato. Acaba sendo necessário comprar um cabo adaptador que, dependendo da origem, nem sempre oferece um bom contato.

  • Sei não, me disseram que ele é bom, mas no meu caso seria uma mudança de filosofia. Mas e daí? O mundo está mudando mesmo, e nós devemos mudar sempre. Excelente review chefe.