Uma semana com o Nokia XpressMusic 5800 – primeiras impressões

Olá pessoal, eu sou o Marcelo Barros, o autor do Wordmobi, e estou assumindo excepcionalmente o lugar do José neste post como correspondente especial, para compartilhar com os leitores do NokiaBR as minhas impressões após uma semana de uso do novíssimo (para o Brasil) Nokia XpressMusic 5800 (XM 5800).

O XM 5800 é realmente uma surpresa. Primeiro porque ele não parece com nenhum modelo da Nokia que usei e, no entanto, se assemelha a todos ao mesmo tempo. Um paradoxo, certamente. Mas eu explico.



Parte desta impressão vem do sistema operacional Symbian série sessenta quinta edição (S60 5th ed), que cumpre parte desta missão de se assemelhar aos outros equipamentos da S60, mas com detalhes de personalização que acabam por lhe conferir características únicas. A mais notável, obviamente, é como ele foi alterado para suportar um hardware com tela sensível ao toque (touch screen) e nenhum teclado, apenas botões básicos para câmera, volume e travamento. Basta entrar em qualquer aplicativo onde o teclado seja necessário para sentir que o “velho” S60 respira juventude. Volto a falar no teclado depois, com mais calma, só vou adiantar que existe um feedback ao pressionar a tela feito através de uma leve vibração do aparelho. É espetacular, achei genial a solução, já que tela sensível ao toque sem feedback é muito ruim e o usuário fica sem saber se apertou ou não.

A impressão continua quando você vê os botões de ligar e desligar (verde e vermelho) e a tecla de menu, sempre presente nos celulares Nokia. Mas basta acionar a tecla sensível ao toque do XpressMusic (fantástica, por sinal) para você notar que existe algo de novo no ar. Esta tecla coloca uma janela transparente com atalhos para música, vídeo, internet, imagens e serviços online como o OVI.



Quer outro exemplo ? Entre no programa de email ou no de imagens (Galeria). São programas diferentes, mas com grande lastro no que se encontra no programa de email para série E ou no de imagem para série N. Isto gera aquela sensação de algo conhecido mas com toques de novidade que instigam a mexer nos aplicativos.

Além disso, como ex-usuário de um N95 e com um E71 atualmente, ficam notáveis os pontos de contatos com estas séries, mas sempre respeitando os limites de cada um. Não é possível afirmar que o XM 5800 é um série N ou E, eu quero dizer. Ele é um XpressMusic, high end, mas XpressMusic.



O design do aparelho é belo, não ouvi uma opinião contrária sequer. Chama a atenção, é impossível não ver as pessoas desviando seus olhos pra ele enquanto falam com você. Os mais “saidinhos” vão pedir pra pegar, pode esperar uma tela bem suja de dedos nos primeiros dias. O aparelho é muito agradável de tocar, sem arestas, sem ser escorregadio e com um peso adequado. Para quem tem um E71 como eu, tudo fica grosso, mas ele tem uma espessura suportável, não incomodando muito. A tela wide screen com relação 16×9 (640 por 360 pixels) é um convite para assistir vídeos, ainda mais com suporte a saída pra TV (cabo incluído) e cartão de 8GB. Esta tela deixa o aparelho alongado, não ficando com aquela aparência de um PDA. Os botões são bem posicionados e as saída para fone e bateria ficam na parte superior, algo que eu sempre desejei no N95. No entanto, é fácil perceber que o caso de uso é para destros, basta ver a posição do botão de câmera, volume e da trava do touch screen. Até mesmo a capinha (sim, vem também uma capinha!) é bonita e agradável, assim como o suporte para descanso do aparelho.

No entanto, irão surgir reclamações com relação à qualidade das fotos do XM 5800. Mesmo contando com uma câmera de 3.2MP, lentes Carl Zeiss e led duplo, as fotos não ficam boas no modo automático, ainda mais se a iluminação não estiver adequada. Eu diria que são parecidas com as fotos que se consegue com um E71 e passam longe das fotos de um N95. Outro ponto fraco é o contraste do LCD quado se está em ambiente aberto, em dias ensolarados. Quase não se vê o que está na tela. A bateria também não me convenceu, mas talvez não seja problema para a maioria. Um dia e meio, no máximo, em minhas mãos. Vale lembrar que também não sou um usuário típico: bluetooth no carro para viva-voz, música, WiFi, desenvolvimento em Python, muitas mensagens, etc. Eu acredito que deva durar dois dias para quem faz um uso normal. Só como comparação, o E71 dura dois dias comigo, enquanto meus amigos reportam três a quatro dias de uso contínuo sem carregar.



Apesar de serem inevitáveis as comparações com outros aparelhos com tela touch screen, é muito agradável perceber que a Nokia não fez uma cópia do que existe, preferiu uma releitura do tema, seguindo os fundamentos da empresa e respeitando a sua linha de produtos. Isto conferiu ao XM 5800 algo que eu considero extremamento valioso: personalidade. O XM5800 é único, do jeito dele, com suas qualidades e defeitos.

Tem muita coisa para falar ainda e vou deixar para outros posts os comentários sobre o touch screen, as aplicações existentes e as pré-instaladas, OVI e a loja Nokia de Música.

Os detalhes técnicos podem ser conferidos no site GSM Arena. A caixa vem completa, com carregador, capinha, cabo USB, “pezinho”, cabo com saída para TV, alça, manuais e DVD com aplicativos. Faltou um pano para limpar as marcas de dedos sujos e as babas dos invejosos …



Fotos no OVI

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