Revisão do E50

Projetado para ser o aparelho de entrada na linha “E” da Nokia, o E50 é o mais simples de todos os celulares voltados para o mercado corporativo.


Junto com seu irmão com teclado QWERTY, o E62, o E50 tem o hardware mais limitado que os outros integrantes da série, com um processador único ARM 9 de 235MHz, sem WLAN nem WCDMA.

Mesmo assim, o aparelhinho não faz feio. Ele é quadriband (GSM 850, GSM 900, GSM 1800 e GSM 1900), tem o sistema Symbian S60 3rd Edition, roda quase todos os programas que o E61 roda, tem o mesmo sistema de bluetooth do E62 (que é melhor do que o do E61), tem um som espetacular e é muito fino.

Existem duas versões do aparelho. Uma tem câmera de 1.3Mpixels e a outra vem sem ela. O meu E50 é nacional da Oi e é o da versão que tem câmera.

Até agora, estou gostando bastante do E50. Não tenho como avaliar as funções de rede dele porque meu plano da Oi não tem pacote de dados e ele ainda está bloqueado para a Oi. Assim que eles conseguirem desbloquear o aparelho (espero que seja em breve) vou testar com o chip da Claro e complemento essa postagem.

Vamos começar com os defeitos para terminar com as qualidades:

Defeitos

1) Não tem WLAN nem WCDMA. Tudo bem, isso não é um defeito muito grave, até porque o preço compensa bastante. Quanto ao WCDMA, não faz falta nenhuma aqui no Brasil, rsrsrs.

2) A bateria dura muito pouco. Para mim, em geral, num Nokia (exceto o N95 Europeu), a bateria deve ser um ponto positivo, mas estou vendo que no E50 ela não é o ponto forte. Ele usa a famosa BL-5C de 970mAh, a mesma que dura mais de uma semana no 1100 não está durando dois dias no E50 (mesmo não usando GPRS). Eu sei que o 1100 não tem nada, mas acho que para esse aparelho uma bateria mais forte seria interessante. Por outro lado, com essa bateria eles conseguiram fazer um celular Symbian uma espessura invejável de 1,55cm.

3) As letras ficam muito pequenas na tela. Eu ainda tenho uma boa visão, graças a Deus, mas eles exageraram na dose do tamanho das fontes do celular. Ainda por cima, a tela com 240×320 de 2″ (mesma resolução do E61 com 3″ de tela) faz tudo ficar muito nítido, mas em tamanho bastante reduzido. No início você estranha muito (pelo menos eu que estou há 9 meses usando o E61 estranhei).

4) A tecla do lápis fica do lado direito do aparelho. Copiar e colar com ele é uma tarefa para o homem-elástico.

5) O microfone dele tem um problema com sons muito altos. Eu reparo um chiado quando o volume da voz aumenta muito. Isso acaba sendo bom para mim, por que me ajuda a moderar o tom de voz no telefone, mas é um pouco desagradável. Já li em alguns lugares que a troca do microfone resolveu esse problema, mas eu prefiro moderar o tom de voz por enquanto.

Qualidades:

1) Estética. Capricharam muito no formato e nos materiais do E50. Ele é todo feito de metal com a lateral em um plástico de boa qualidade. As teclas são de plástico duro acompanhando o efeito metálico do resto do aparelho. O único lugar que podiam ter melhorado era na tecla de ligar/desligar que é feita de uma borracha que deve ir ficando marcada com o tempo.

2) O aparelho é ótimo para ficar na mão. Eu não sei o que ele tem, mas é interessante a sensação de ficar com o celular na mão. Eu li esse comentário antes de comprar o aparelho e achei que fosse exagero do sujeito que o escreveu. Depois que comprei o aparelho e fiquei usando durante esses dias, lembrei do que aquele sujeito havia escrito e tive que concordar com ele. É ótimo ficar com ele na mão. Agora, não me pergunte o porquê.

3) O melhor viva-voz que eu já usei. Ao contrário do problema do microfone que eu mencionei antes, o viva-voz desse telefone é o que melhor funcionou comigo. Eu costumo deixar o aparelho no painel do carro em viva-voz quando estou sem os fones de ouvido. Quando fazia isso com o E61, quase nunca a pessoa me escutava. Com o E50 todas as vezes me ouviram muito bem e eu também.

4) Câmera. Fiquei muito tempo usando o 7610, que tem uma câmera razoável, e me acostumei ao fato do celular poder tirar umas fotos em casos de emergência. Com o E61 eu precisei esquecer que existe câmera em celular e, em algumas ocasiões, ela me fez falta. A câmera do E50 é um pouco melhor do que a do 7610 (1.3MPixels) e, em condições de boa iluminação, tira fotos com pouquíssima granulação.

Sem o modo noturno (Não é meu carro, infelizmente)

Com o modo noturno ativado

Com boa iluminação as fotos saem bem nítidas

5) Dimensões do E50: Ele tem quase as mesmas dimensões de um 2610 e é bem mais fácil de carregar do que um E70 ou mesmo o E61.

Fora isso, ele é um celular S60 3rd Edition como qualquer outro.

Tem slot para microSD e suporta cartões de até 2GB. Um outro aspecto interessante é que ele vem sem nenhum cartão microSD na caixa. Por um lado é bom, já que não gastam dinheiro (nem te cobram por isso) com um chip de pouca capacidade que você vai substituir logo que comprar o celular. Por outro lado, algumas coisas que você poderia colocar no cartão, acabam ficando na memória do telefone porque você precisa começar a usar o celular mesmo sem microSD.

Além disso, demora para ligar como qualquer outro celular Symbian. Eu fiz um videozinho para ilustrar essa demora. Note que ele leva 35 segundos até que você possa começar a usá-lo.

Para ilustrar essa postagem, fiz um álbum de fotos do E50 no flickr do NokiaBR.
http://www.flickr.com/gp/7213373@N02/624Pf9

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