Trabalhar em outro país

mundo-bolinha-de-gude
Como vocês podem ver, esse blog anda mais parado que saci de patinete.

Em primeiro lugar, por um excesso de trabalho nos últimos, talvez, 18 ou 20 meses e ultimamente por causa de uma mudança radical na minha vida, quando resolvi procurar um trabalho fora do Brasil, consegui um e vim morar na Alemanha.

Andam me pedindo esse post há alguns meses, mas só agora tive um tempo para sentar e colocar as ideias no papel WordPress para que essa experiência possa ser útil para outras pessoas.

Mas vamos logo ao frango (no meu caso salsicha).

Querer!

O primeiro passo para mudar de país é realmente querer. E querer neste caso é querer mesmo! Não é aquela vontade que dá quando você viaja para um lugar legal e diz: “Pô, moraria fácil aqui”. Querer significa colocar os meios necessários para conseguir o que se quer e isto significa planejar, nem que seja um pouco, a ideia de morar em outro país e correr atrás dos itens planejados. Dá bastante trabalho, mas se você não quer ter esse trabalho, você não quer morar em outro lugar.

Esse primeiro passo é realmente difícil. É muito fácil nos acostumarmos com a nossa vida no lugar onde já estamos estabelecidos há muitos anos, muitas vezes durante a vida toda. Mesmo que você não esteja muito satisfeito com seu trabalho ou o lugar onde mora, mudar, às vezes, dá tanto trabalho que é mais fácil, ou mais cômodo, continuar do jeito que está. É preciso conseguir um novo emprego, conseguir visto de residência, aprender ou reforçar uma nova língua (ou mais de uma), fazer a mudança da família, resolver um monte de coisas burocráticas, etc.

Planejamento

Mas digamos que você realmente quer mudar de país. Pois bem, dado o primeiro passo, começa a fase de planejamento e, em geral, essa fase começa com a seguinte pergunta: “Do que vou viver no outro país?”. Sim, é preciso se sustentar, assim como você já o faz (ou deveria fazer) no lugar onde vive.

Para os que, assim como eu, trabalham com desenvolvimento de software, há uma certa demanda alta por profissionais de informática em diversos países, tais como EUA, Canadá, Alemanha, Inglaterra, Austrália, etc.

Procurar emprego de desenvolvedor de software ficou mais fácil com a ferramenta do Stackoverflow chamada Careers (careers.stackoverflow.com). Foi com essa ferramenta que consegui o trabalho que tenho hoje na Alemanha. Há também a opção do Indeed (www.indeed.com), mas não cheguei a usá-la. Ainda existem outras ferramentas de busca de emprego fora essas duas citadas acima. Se você tem alguma experiência com outra, por favor, conte como foi nos comentários.

Com essas ferramentas, você pode procurar vagas no mundo todo e filtrar aquelas que oferecem “Relocation”.

No caso do Careers, você tem que criar o seu perfil com um currículo o mais completo possível e aplicar para as vagas oferecidas nos mais diversos países.

Criar uma conta no site dependia, há um tempo atrás, de um convite. Hoje verifiquei que além dos convites é possível criar uma conta através do link https://careers.stackoverflow.com/users/register

Conseguindo uma entrevista

Seguem minhas dicas para conseguir uma entrevista através do Careers:

  1. Tenha um bom perfil no Careers preenchendo o máximo de campos que eles deixam à disposição.
    • Escolha suas melhores respostas e perguntas no Stackoverflow e faça um link para elas.
    • Não se esqueça dos seus projetos de código aberto (Github, Sourceforge, etc.).
    • Escreva tudo em inglês e, se possível, peça para alguém revisar.
    • Tente acertar a mão na quantidade de informação, para não ficar com mais de 3 páginas na versão em PDF. Um currículo longo desanima quem está do outro lado lendo centenas deles.
  2. Escolha um país, e depois as cidades, que você realmente gostaria viver. Se você não gostaria de morar em Amsterdã, por exemplo, nem veja as vagas de lá.
    • Abra o Google Maps e veja naquele país todas as cidades que você imagina que gostaria de morar.
    • Busque vagas que ofereçam “Relocation”.
    • Busque por cidade e mande currículo para todas que encontrar com o seu perfil.
  3. Crie uma conta no Skype. Você vai precisar para as entrevistas.
  4. Fique atento às diferenças de horários nas entrevistas.

Preparando a entrevista

Antes de uma entrevista, em geral as empresas aplicam testes para filtrar os candidatos que realmente têm condição de ocupar a vaga oferecida. O que aplicaram em mim foi o teste do Codility (https://codility.com/programmers/). É possível treinar com o Codility antes de fazer um teste de verdade. Veja no link acima como treinar e gaste um tempo com isso. Mesmo que você não passe em nenhuma entrevista, pelo menos seu código ficará melhor. 😀

Esteja pronto para receber um e-mail te convidando para uma entrevista via Skype. Em alguns casos o entrevistador pede para você compartilhar a tela do seu computador para ver se você é realmente capaz de executar uma tarefa. Em outros casos a entrevista é com vídeo e você tem que responder a perguntas ao vivo, como uma entrevista normal de trabalho.

Nos dois casos é bom se preparar antes. Se for uma entrevista com teste ao vivo, é bom saber que ferramentas serão necessárias e instalar tudo no seu computador e testar para ver se tudo está funcionando. Se for uma entrevista com vídeo, capriche no visual como se fosse uma entrevista ao vivo. Você pode até estar de bermuda e sem desodorante, mas uma camisa social e uma gravata vão bem (no caso dos homens, é claro).

Em todos os casos, prepare-se para responder muitas perguntas. Faça as perguntas no papel e anote as respostas. Leia várias vezes antes da entrevista e responda com convicção. Treine responder perguntas como: “Por que você quer sair do (Brasil / seu emprego atual)?”, “Por que você escolheu trabalhar com a gente?”, “Como/Onde você quer estar daqui a (1, 5, 10) ano(s)?”, “Qual é o seu maior defeito? E a maior qualidade?”, “O que você sabe a respeito da empresa?”, “Quanto você quer ganhar?” e outras tantas que toda entrevista de emprego tem. Reforço a dica: ESCREVA AS RESPOSTAS E LEIA VÁRIAS VEZES ANTES.

Salários

Pesquise os salários médios nas cidades que você está enviando currículos. Existem diversos sites para isso. No caso dos EUA, o Indeed oferece uma boa ferramenta de busca de salários (http://www.indeed.com/salary). O PayScale também tem informações, inclusive de outros países além dos EUA.(http://www.payscale.com).

Outra dica para procurar salários é buscar no Google “salary survey <país desejado>”. Você vai encontrar sites como o Salary Explorer e outros muitos com a informação que você precisa.

Alguns países têm mais restrições a estrangeiros, como é o caso da Inglaterra, mas países com os EUA, Alemanha, Canadá, Austrália e outros, estão bem abertos à contratação de estrangeiros. Isso não quer dizer que você não vai conseguir um emprego em Londres, mas saiba que vai ser mais difícil.

Deu tudo certo e agora?

Vencida a etapa de entrevistas você vai precisar começar a etapa burocrática. É preciso ter um contrato muito bem definido, em papel, assinado pelas partes, para poder ir ao consulado do país que você pretende se mudar e começar o processo de pedido de visto. Provavelmente você vai precisar traduzir histórico escolar, diploma, certidão de casamento, currículo e outras coisas. Prepare o bolso para traduções juramentadas, legalizações e próprio visto, que não costuma ser barato em nenhum país. A mudança em si é outra coisa que exige uma quantidade razoável de dinheiro. Veja com a empresa que está te contratando se eles têm algum incentivo para a mudança, como pagamento de passagens, hospedagem nas primeiras semanas, etc.

Quando conseguir o visto, prepare a parte brasileira da mudança. Se você paga aluguel no Brasil, veja com o dono do apartamento se é possível terminar o contrato ou consiga um outro inquilino para te substituir. Venda carro e tudo que não puder levar com você. Faça um bazar de garagem, mesmo que você não tenha garagem. Cancele tudo que puder ainda no Brasil, inclusive telefone celular. Tudo vai ser mais difícil de cancelar no exterior. Faça uma procuração de plenos poderes e deixe com seus pais ou pessoas de toda confiança, lembre-se são plenos poderes. :)

E depois?

Bom, ainda não sei o depois. Estou completando o terceiro mês longe da minha cidade natal, Rio de Janeiro, e até agora a experiência tem sido excelente para mim. Várias coisas diferentes, alguns desafios próprios de mudar para outro país, mas no geral está tudo bem.

Cada país tem sua peculiaridade em termos de burocracias e hábitos locais. Não é o caso deste post entrar no detalhe da mudança em si, até porque quero que ele seja genérico e sirva para mudanças para outros países. Talvez até faça uma continuação do assunto depois, entrando no detalhe da Alemanha, mas não agora.

E você? Está pensando em mudar de país? Já mudou? Deixe suas experiências e dúvidas nos comentários!

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A tatuagem do programador

Se fosse obrigatório fazer tatuagem, ao invés de tatuar aquelas asneiras de jogador de futebol, todo programador deveria tatuar seu algoritmo preferido.

tattoo

Este seria o meu, tal é a beleza e simplicidade do algoritmo concebido por Euclides para achar o máximo divisor comum entre os números inteiros x e y.

O mestre Donald Knuth diz no volume 2 da bíblia:

“[The Euclidean algorithm] is the granddaddy of all algorithms, because it is the oldest nontrivial algorithm that has survived to the present day.”

E qual o algoritmo que você tatuaria?

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Colocando o Apache para funcionar no Mac OS X 10.10 (Yosemite)

Não vou tecer aqui as minhas reclamações a respeito do novo sistema do Mac. Não estou me entendendo muito bem com ele, espero que seja questão de tempo.

Uma coisa que mudou e me deu trabalho foi o Apache. No Mavericks, o Apache era o 2.2. No Yosemite, eles agora usam o 2.4. Se você usava o Apache no Mavericks, vai ver que ele logo de cara não funciona no Yosemite.

Vamos aos passos que resolveram o meu problema. Talvez resolvam o seu também. Estou supondo que você use o Apache com o PHP na pasta /Library/WebServer/Documents/.

Edite o arquivo /etc/apache2/httpd.conf (você vai reparar que ele salvou uma cópia do seu httpd.conf como httpd.conf.pre-update. Suas configurações antigas estão lá).

sudo vi httpd.conf

Comente a linha “Require all denied” do diretório “/”.

AllowOverride none
# Require all denied

Descomente a linha que carrega o PHP.

LoadModule php5_module libexec/apache2/libphp5.so

Caso você não esteja usando o apache na pasta /Library/WebServer/Documents/, talvez seja útil adicionar o usuário _www aos grupos admin, staff e wheel, usando os comandos abaixo no terminal.

sudo dseditgroup -o edit -a _www -t user admin
sudo dseditgroup -o edit -a _www -t user wheel
sudo dseditgroup -o edit -a _www -t user staff

Pronto. Reinicie o apache que tudo deve funcionar agora.

sudo apachectl restart

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Déjà vu Ibope

Nem vou entrar no mérito das pesquisas da véspera. Olhando apenas o resultado das pesquisas de boca de urna, vemos que os caras do Ibope não aprenderam nada nos últimos anos (se eles lessem o que o Zeletron falou em 2012…)

Olhe a definição que costuma acompanhar as pesquisas:

O levantamento foi realizado entre os dias 1 e 4 de outubro. Foram entrevistados 2.002 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.

Agora veja a realidade (em vermelho a boca de urna e em azul a realidade):

São Paulo:

Geraldo Alckmin (PSDB) – 52%
Paulo Skaf (PMDB) – 22%

Geraldo Alckmin (PSDB) – 57%
Paulo Skaf (PMDB) – 21%

Rio de Janeiro:

Pezão (PMDB) – 34%
Garotinho (PR) – 28%
Crivela (PRB) 18%

Pezão (PMDB) – 40%
Garotinho (PR) – 19%
Crivela (PRB) 20%

Brasil

Dilma (PT) – 44%
Aécio (PSDB) – 30%

Dilma (PT) – 41%
Aécio (PSDB) – 33%

Qualquer explicação que não seja um pedido de desculpa e uma promessa de estudar estatística (e ler o Zeletron) soa a desonestidade.

eleicoes-2014-datas-candidatos

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Antes de bater as botas

Você nunca sabe quando vai bater as botas, esticar as canelas ou abotoar o paletó de madeira. Pode ser daqui a cinquenta anos ou quando você sair do trabalho, atingido por um “buzão” 485. Além de estar com os assuntos em ordem com o Criador é bom deixar as coisas daqui em ordem.

Como não é bom deixar pepinos para quem fica o Google resolveu ter uma forma de você passar seus dados para alguém de confiança como um testamento virtual.

É simples ativar: Vá nas configurações da sua conta -> Serviço de Dados -> Empacotou.Com (não, eles não chamam assim, chamam de conta inativa)

Aí você estabelece um prazo para eles dizerem que sua conta está inativa e mandar os dados que você selecionar das suas contas Google para seu herdeiro virtual.

tela dead Google

Obviamente que morando no Brasil é bom não colocar um prazo muito curto. Vai que você é sequestrado e demora para negociar o resgate, vai que a Oi demora um mês para consertar sua internet, ou você dá uma de Pizzolato e foge da PF…

Neste serviço você também pode escolher que seus dados sejam apagados após o momento que o Google detectar que você tomou o chá da meia noite.

Existem inúmeros serviços para mandar mensagens em caso de você comer capim pela raiz, um deles gratuito que deixa mandar mensagens de texto para duas pessoas em caso de inatividade é o http://www.deadmansswitch.net , tem uma interface espartana mas ninguém precisa de um design Apple-like no caixão.

Em um mês temos o feriado de finados, sempre é bom aproveitar esta época do ano para pensar que nossa vida, mesmo a digital é passageira (tirando o cobrador e o motorista).

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Use sua partição do Bootcamp sem precisar sair do Mac OS X

Eu gosto do Mac e acho que quase tudo que eu usava no Windows tem uma versão ou uma alternativa que rode nativamente nele. No entanto, há algumas poucas coisas que não consigo fazer com ele. O Visual Studio, por exemplo, é um dos programas que eu acho que não vão ser portados para Mac tão cedo.

Uma solução é gastar R$200,00 no Parallels e mais R$90,00 a cada atualização para poder rodar o Windows de dentro do Mac. A performance não é ruim, mas eu acho muito caro e, se você deixar de comprar uma atualização, não tem direito a comprar uma outra com desconto. A política da Parallels não é das que mais pensam no consumidor, muito pelo contrário e, talvez por isso, tantas pessoas têm migrado para soluções mais baratas ou grátis, como VMWare e Virtualbox.

Outra solução para isso é instalar o Windows em numa partição através do Bootcamp e, quando quiser usar o Windows, reiniciar o computador por ele. Desta forma a performance é igual à de um Windows sendo executado num PC, já que não está sendo executado em conjunto com o Mac OS X. O que acontece é que há vezes que você precisa fazer uma coisa rápida no Windows e gostaria de poder rodar o programa sem ter que reiniciar o computador.

Ontem eu consegui fazer o VirtualBox, que é gratuito, executar o Windows da minha partição do Bootcamp de dentro do Mac, sem precisar criar outra imagem de disco. Desta forma ele acessa a própria partição para executar o Windows e você não precisa sair do Mac e parar o que está fazendo lá.

Este tutorial supõe que você já tenha o Windows instalado numa partição e que consiga usá-lo pelo Bootcamp. Eu estou usando o Mac OS X 10.9.5 e o VirtualBox 4.3.16. Além disso, você precisa ter coragem para usar o terminal do seu Mac. :)

1. Instale o VirtualBox no seu Mac:
Vá ao site do VirtualBox e baixe a última versão para Mac OS X. O link é este aqui. https://www.virtualbox.org/wiki/Downloads

2. Verifique as partições do seu disco:
Depois de instalar o VirtualBox, abra o Terminal (Eu costumo abrir pelo Spotlight) e digite o seguinte comando:

sudo diskutil list

O programa vai pedir uma senha. Use a sua senha de login no Mac.
A resposta será algo assim (dependendo do seu disco):

/dev/disk0
   #: TYPE NAME SIZE IDENTIFIER
   0: GUID_partition_scheme *500.1 GB disk0
   1: EFI EFI 209.7 MB disk0s1
   2: Apple_HFS Macintosh HD 370.5 GB disk0s2
   3: Apple_Boot Recovery HD 650.0 MB disk0s3
   4: Microsoft Basic Data BOOTCAMP 128.8 GB disk0s4

No caso do meu disco, a partição do meu Windows é a número 4 e usa o device disk0s4, que está em /dev/disk0s4

Atenção: Guarde esta informação acima. Eu vou usar /dev/disk0s4 até o fim do post, mas esse valor pode ser diferente no seu. Use o disco que estiver a sua partição do Bootcamp.

3. Desmonte a partição do Bootcamp.
Por padrão, o Mac monta a partição do Bootcamp toda vez que inicia. No terminal, digite o seguinte:

sudo umount -f /Volumes/Bootcamp

4. Mude as permissões de acesso do /dev/disk0s4.
O Windows ou o Bootcamp protegem a partição cada vez que você inicia o computador por ele, mas o VirtualBox precisa ter acesso total a ela para funcionar. Execute o comando abaixo no terminal:

sudo chmod 777 /dev/disk0s4

5. Crie um disco virtual que aponte para a partição do Windows.
Em seguida, crie o disco Virtual. Não se preocupe com espaço, ele não vai copiar a partição inteira para esse disco virtual, só vai fazer dois arquivos para guardar as informações de acesso à partição.
No terminal digite o seguinte comando:

sudo VBoxManage internalcommands createrawvmdk -filename Win7.vmdk -rawdisk /dev/disk0 -partitions 4
Atenção de novo! o parâmetro /dev/disk0 está certo. Não mude!
O número 4, logo depois de -partitions, é o número da sua partição do Windows.

Este comando irá criar dois arquivos na sua pasta Home, Win7.vmdk e Win7-pt.vmdk. Não mude de pasta esses arquivos!

6. Mude a permissão dos arquivos criados.

No terminal, digite o seguinte comando, trocando [[NOME DO SEU USUARIO]] pelo nome do seu usuário.

sudo chown [[NOME DO SEU USUARIO]] *.vmdk

Caso você não execute esse passo ou não execute o passo 4, você vai receber uma mensagem de erro do VirtualBox com o seguinte código: VERR_ACCESS_DENIED

Estamos quase lá! Coragem!

7. Crie a máquina virtual no VirtualBox

Inicie o VirtualBox e crie uma nova Máquina Virtual chamada “Win7″ e selecione a versão do seu Windows (no meu caso era Windows 7 64bits). Eu coloquei um pouco mais de memória que o recomendado (512MB). Sugiro que você coloque pelo menos 1024, ou mais, se seu Mac permitir.

Na hora de escolher o disco, marque a opção “Do not add a virtual hard drive”. Nós faremos isso depois. Ele vai reclamar que não tem disco. Basta clicar em Continuar.

8. Configure a máquina virtual e adicione o disco virtual

Selecione a máquina virtual Win7 e clique em “Settings”. Clique em “System” e depois em “Processor”. Aumente para 2 o número de CPUs para você ter mais performance.

Depois clique em “Display” e aumente a memória para 128MB e marque as duas “Extended features”.

Por último clique em Storage. Selecione Controller: IDE. Mude o type para ICH6 (pelo que eu li, não funciona direito com PIX3 ou PIX4).

Depois clique em “Add attachment” (um disquete com um +) e escolha add Hard Drive. e clique em “Choose existing disk”. Vá para a pasta que você salvou o arquivo Win7.vmdk (se você fez como eu falei acima, ele está na sua pasta Home) e escolha ele.

Clique em “Ok” e corra para o abraço! Você já pode iniciar sua máquina virtual. Clique em Start e veja que maravilha!

9. Crie um script para liberar as permissões antes de executar o VirtualBox

Toda vez que você reinicia o computador, o Mac monta a partição do Bootcamp e muda as permissões para protegê-la. Para executar o seu Windows sem precisar entrar no terminal toda hora, crie um Apple Script conforme abaixo e salve no seu Desktop:

--Make the BOOTCAMP Partition writeable
 
do shell script "chmod 777 /dev/disk0s4" with administrator privileges
 
tell application "Finder"
 
	if exists "BOOTCAMP" then
 
		--Eject BOOTCAMP Volume if Mounted
 
		do shell script "umount -f /Volumes/Bootcamp" with administrator privileges
 
	end if
 
end tell
 
--Launch Virtual Machine
 
do shell script "vboxmanage startvm Win7"

Para fazer isso, vá no Spotlight e busque AppleScript Editor. Cole o texto acima no editor e clique em “Compilar”. Depois salve o arquivo no seu Desktop. Sempre que quiser usar, clique no ícone do script e mande executá-lo.

Fontes:

http://www.kevinrockwood.info/2010/04/windows7-in-osx-with-bootcamp-and-virtualbox/
https://www.virtualbox.org/manual/ch09.html#rawdisk
https://www.virtualbox.org/wiki/Migrate_Windows

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O dia em que a Internet parou

Republico aqui, com atraso, a minha coluna quinzenal de um jornal de SP.

Comecei a usar a Internet em 1993, e somente uma vez vivenciei um colapso completo da grande rede mundial de computadores: no dia 11 de Setembro de 2001.

Era mais um dia normal de trabalho no InCor, em São Paulo, quando, às 9h46min (8h46min em Nova York) o 767-200ER que havia sido sequestrado por Mohamed Atta e seus homens se chocou contra a torre norte do World Trade Center. Logo após esse acontecimento, um colega de trabalho falou: ‘Puxa, um avião bateu no World Trade Center!”

Confesso que, neste momento, não dei nenhuma importância ao assunto e sequer olhei as notícias na Internet. Apenas comentei: ‘Que erro grosseiro do piloto!’.

Poucos minutos mais tarde, veio novamente meu colega: ‘Outro avião bateu num prédio em Nova York’. E eu, já mais atento, falei: ‘Que coincidência!’. Mas logo em seguida pensei, ‘Não pode ser…’

Foi aí que abri o velho (na época moderno) Internet Explorer 6 para ler as notícias. Vi então uma foto do que seria depois confirmado como o voo United 175, que tinha sido tomado por Marwan al-Shehhi e lançado contra a torre sul do edifício.

A partir daí todos começamos a recorrer à Internet para tentar entender o que se passava. Meia hora depois, outro avião caiu no Pentágono em Washington DC – e foi então a Internet parou. Sim, parou no mundo inteiro. Todos fomos, ao mesmo tempo, conferir o que acontecia e a infraestrutura que mantinha a rede funcionando na época não aguentou. A maior parte dos sites de notícias ficou fora do ar até o fim do dia. Só sobrou o rádio e a TV.

Os eventos daquele triste dia mudaram o mundo e mudaram também a infraestrutura e organização da Internet. E desde 2001, a web nunca mais parou dessa maneira.

9/11 Dias que nunca serão esquecidos

Dias que nunca serão esquecidos

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Problemas com o tema do blog

Desde o falecido NokiaBR eu usava um tema comercial do WordPress chamado Thesis, que me custou bastante caro na época, mas que era imbatível para algumas coisas que o WordPress não tinha nos idos de 2009.

Há mais ou menos um ano, esse tema teve um upgrade de versão e passou a se chamar Thesis 2. Na época li correndo o e-mail e entendi, errado, que o upgrade iria ser pago para todos e resolvi não gastar dinheiro com isso, ficando ainda na versão 1.8 que ainda funcionava.

O tempo passou e semana passada, depois de atualizar o blog para o WordPress 4, o tema velho parou de funcionar.

Primeiro demorei para saber que havia algum problema, porque ele não acontecia sempre e algumas páginas funcionavam (as que eu testei). Hoje tentei entrar numa página antiga e ela não abriu. Fui ver o log do apache e me deparei com a seguinte mensagem:

[notice] child pid XXXXX exit signal Segmentation fault (11)

Depois de eliminar a possibilidade de ser problema no Apache, porque os outros sites que rodam no mesmo servidor estavam aparentemente bem, tentei desativar todos os plugins sem resultado. Quando desativei o tema, o blog voltou a funcionar.

Fui ver o site do Thesis para ver se havia alguma atualização para o 1.8 que fosse gratuita para mim e, para minha surpresa, a minha licença tinha direito a atualização permanente (lifetime).

Baixei o Thesis 2 e instalei, mas ele não aproveita as configurações do Thesis 1.x. Por isso tive que configurar tudo manualmente.

Ainda me falta colocar o logotipo do blog no tema novo e traduzir tudo para português, mas, pelo menos, o blog está funcionando novamente. Vou fazendo os acertos aos poucos, tenham paciência, por favor. :)

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[Breaking News] – Larry Ellison deixou de ser o CEO da Oracle

A Oracle acaba de dar um passo histórico quando seu CEO Larry Ellison deixou, voluntariamente, o cargo hoje no fim da tarde.

Enquanto aguarda por mais notícias você pode ler o discurso (a história é falsa mas é legal) que ele teria dado em Yale.

 

ELLISON TO GRADS: DIPLOMAS ARE FOR LOSERS
Oracle CEO Urges Students to Drop out, Start up

NEW HAVEN, CONN. (SatireWire.com) — In one of the more controversial commencement addresses in memory, Oracle CEO and college dropout Larry Ellison told Yale’s Class of 2000 they were “losers” whose hard-won diplomas would never propel them into the ranks of the super rich.

Ellison addresses grads'

The evangelical Ellison, noting that college dropouts Bill Gates, Paul Allen, and Michael Dell were, like himself, on Forbes’ recent top 10 list of billionaires, urged freshmen and sophomores at the ceremony to “drop out and start up,” and added that the undereducated Yale security guards who ushered him off stage probably had a better shot at uber-wealth than graduating seniors.

What follows is a transcript of the speech delivered by Ellison at the Yale University last month:

“Graduates of Yale University, I apologize if you have endured this type of prologue before, but I want you to do something for me. Please, take a good look around you. Look at the classmate on your left. Look at the classmate on your right. Now, consider this: five years from now, 10 years from now, even 30 thirty years from now, odds are the person on your left is going to be a loser. The person on your right, meanwhile, will also be a loser. And you, in the middle? What can you expect? Loser. Loserhood. Loser Cum Laude.

“In fact, as I look out before me today, I don’t see a thousand hopes for a bright tomorrow. I don’t see a thousand future leaders in a thousand industries. I see a thousand losers.

“You’re upset. That’s understandable. After all, how can I, Lawrence ‘Larry’ Ellison, college dropout, have the audacity to spout such heresy to the graduating class of one of the nation’s most prestigious institutions? I’ll tell you why. Because I, Lawrence “Larry” Ellison, second richest man on the planet, am a college dropout, and you are not.

“Because Bill Gates, richest man on the planet — for now, anyway — is a college dropout, and you are not.

“Because Paul Allen, the third richest man on the planet, dropped out of college, and you did not.

“And for good measure, because Michael Dell, No. 9 on the list and moving up fast, is a college dropout, and you, yet again, are not.

“Hmm… you’re very upset. That’s understandable. So let me stroke your egos for a moment by pointing out, quite sincerely, that your diplomas were not attained in vain. Most of you, I imagine, have spent four to five years here, and in many ways what you’ve learned and endured will serve you well in the years ahead. You’ve established good work habits. You’ve established a network of people that will help you down the road. And you’ve established what will be lifelong relationships with the word ‘therapy.’ All that of is good. For in truth, you will need that network. You will need those strong work habits. You will need that therapy.

“You will need them because you didn’t drop out, and so you will never be among the richest people in the world. Oh sure, you may, perhaps, work your way up to No. 10 or No. 11, like Steve Ballmer. But then, I don’t have to tell you who he really works for, do I? And for the record, he dropped out of grad school. Bit of a late bloomer.

“Finally, I realize that many of you, and hopefully by now most of you, are wondering, ‘Is there anything I can do? Is there any hope for me at all?’ Actually, no. It’s too late. You’ve absorbed too much, think you know too much. You’re not 19 anymore. You have a built-in cap, and I’m not referring to the mortar boards on your heads.

“Hmm… you’re really very upset. That’s understandable. So perhaps this would be a good time to bring up the silver lining. Not for you, Class of ’00. You are a write-off, so I’ll let you slink off to your pathetic $200,000-a-year jobs, where your checks will be signed by former classmates who dropped out two years ago.

“Instead, I want to give hope to any underclassmen here today. I say to you, and I can’t stress this enough: leave. Pack your things and your ideas and don’t come back. Drop out. Start up.

“For I can tell you that a cap and gown will keep you down just as suredly as these security guards dragging me off this stage are keeping me dow…”

Copyright © 2000-2004, SatireWire.

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A independencia da Escócia pode ser ruim para seu site

Amanhã a Escócia vota se deixa o Reino Unido ou não. Atualmente o Não está na frente das pesquisas por uma mínima margem e tudo pode acontecer.

Tudo começou com este cara aqui:

Mas pode acabar com a bomba explodindo no colo de muitos webdesigner do mundo. O motivo dramático? Se a Escócia sair do Reino Unido a bandeira do Reino Unido vai perder o Azul e você vai ter que trocar aqueles ícones que indicam inglês no seu site.

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Obviamente é brincadeira o que estou dizendo, não que a bandeira não vá mudar, há propostas inúmeras para isto, o fato é que no mundo bastante interligado uma mudança num lugar tem inúmeros impactos em países que não tem nada com a história.

Obs 1: Antes de sair chamando um escocês de Inglês dê uma olhada na diferença que há entre: Inglaterra, Grã Bretanha, Reino Unido, Commonwealth, Reinos da Rainha Elizabeth II.

Obs 2: Para acompanhas as pesquisas: http://www.bbc.com/news/events/scotland-decides/poll-tracker

Obs 3: Os catalães estão de olho nisto. Se a Escócia sair do Reino Unido e não for chutada da união Européia vai abrir a temporada de independências na Europa.

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Há 10 anos o vírus da raiva começava a sofrer sua primeira derrota

Ontem foi o décimo aniversário (12/09/2002) do dia que a menina Jeanna Giese contraiu raiva pela mordida de um morcego que ele quis tirar da igreja onde assistia a Missa dominical com seus pais.

A raiva humana é a doença mais letal que a humanidade conhece. Esqueça Ebóla, Varíola, AIDS, Glioblastoma Multiforme e Câncer de Pâncreas em estágio 4. A raiva era a única doença que tinha 100% de mortalidade. Uma vez iniciados os sintomas não havia um único caso de raiva humana em que a pessoa, não vacinada, tenha sobrevivido.

Quando os pais de Jeanna ouviram o diagnóstico, talvez tenham se lembrado deste fato e que era questão de dias até verem sua filha morta. O fato é que sua filha foi internada em Milwaukee no estado de Wisconsin nos EUA e lá um médico, o Dr. Rodney Willoughby, Jr., que nunca havia tratado um caso de raiva humana resolveu investir num método, que ele pensou baseado em buscas que fez na Internet, que depois foi conhecido como o protocolo de Milwaukee.

No dia 1 de Janeiro de 2005 Jeanna voltou para sua casa, recuperou a saúde, fez faculdade, está noiva e leva uma vida normal.

Ontem ela usou o Twitter para lembrar dessa data que deu início a um processo que levou ao vírus da raiva humana a sofrer sua primeira derrota. Após Jeanna outras pessoas já foram tratadas com sucesso pelo protocolo de Milwaukee, que vem passando por aprimoramentos.

Confira o documentário que conta toda a história

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Agora bateu o record

Que o jornalismo online e offline anda um lixo no Brasil todos sabemos. Agora não ter a mínima noção de valor das coisas é a cereja do bolo.

Veja abaixo a notícia, comento depois.

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Pronto, acabaram os problemas da Ucrânia. Dois milhões de Euros investidos no Exército vai fazer dela uma super potência que assombrará a Rússia por muitos e muitos anos.

Não que dois milhões de euros seja pouca coisa em si, para mim é uma fortuna, agora para um exército é troco de pinga.

Se o jornalista se desse ao trabalho de fazer uma pequena busca na Internet veria que o exército da Ucrânia tem quase 130 mil pessoas e um orçamento anual de 20 Bilhões de Grívnias que dá US$ 1.5 Bi. Se você investe 2 milhões de Euros você pode gastar 15 euros com cada soldado e isso dá para comprar um estilingue para cada um.

Tremei Rússia.

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G1 segue na sua saga de burrice

Não saber traduzir a notícia vá lá. Não ter nenhuma noção de geografia e não se dar o trabalho de consultar mapa aí é complicado.

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Proibir vôos e diferente de fechar fronteira, neste é caso bastante difícil fechar a fronteira que não há.

Jornalismo digital (e não digital também) segue cavando no fundo do poço.

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