Colocando o Apache para funcionar no Mac OS X 10.10 (Yosemite)

Não vou tecer aqui as minhas reclamações a respeito do novo sistema do Mac. Não estou me entendendo muito bem com ele, espero que seja questão de tempo.

Uma coisa que mudou e me deu trabalho foi o Apache. No Mavericks, o Apache era o 2.2. No Yosemite, eles agora usam o 2.4. Se você usava o Apache no Mavericks, vai ver que ele logo de cara não funciona no Yosemite.

Vamos aos passos que resolveram o meu problema. Talvez resolvam o seu também. Estou supondo que você use o Apache com o PHP na pasta /Library/WebServer/Documents/.

Edite o arquivo /etc/apache2/httpd.conf (você vai reparar que ele salvou uma cópia do seu httpd.conf como httpd.conf.pre-update. Suas configurações antigas estão lá).

sudo vi httpd.conf

Comente a linha “Require all denied” do diretório “/”.

AllowOverride none
# Require all denied

Descomente a linha que carrega o PHP.

LoadModule php5_module libexec/apache2/libphp5.so

Caso você não esteja usando o apache na pasta /Library/WebServer/Documents/, talvez seja útil adicionar o usuário _www aos grupos admin, staff e wheel, usando os comandos abaixo no terminal.

sudo dseditgroup -o edit -a _www -t user admin
sudo dseditgroup -o edit -a _www -t user wheel
sudo dseditgroup -o edit -a _www -t user staff

Pronto. Reinicie o apache que tudo deve funcionar agora.

sudo apachectl restart

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Déjà vu Ibope

Nem vou entrar no mérito das pesquisas da véspera. Olhando apenas o resultado das pesquisas de boca de urna, vemos que os caras do Ibope não aprenderam nada nos últimos anos (se eles lessem o que o Zeletron falou em 2012…)

Olhe a definição que costuma acompanhar as pesquisas:

O levantamento foi realizado entre os dias 1 e 4 de outubro. Foram entrevistados 2.002 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.

Agora veja a realidade (em vermelho a boca de urna e em azul a realidade):

São Paulo:

Geraldo Alckmin (PSDB) – 52%
Paulo Skaf (PMDB) – 22%

Geraldo Alckmin (PSDB) – 57%
Paulo Skaf (PMDB) – 21%

Rio de Janeiro:

Pezão (PMDB) – 34%
Garotinho (PR) – 28%
Crivela (PRB) 18%

Pezão (PMDB) – 40%
Garotinho (PR) – 19%
Crivela (PRB) 20%

Brasil

Dilma (PT) – 44%
Aécio (PSDB) – 30%

Dilma (PT) – 41%
Aécio (PSDB) – 33%

Qualquer explicação que não seja um pedido de desculpa e uma promessa de estudar estatística (e ler o Zeletron) soa a desonestidade.

eleicoes-2014-datas-candidatos

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Antes de bater as botas

Você nunca sabe quando vai bater as botas, esticar as canelas ou abotoar o paletó de madeira. Pode ser daqui a cinquenta anos ou quando você sair do trabalho, atingido por um “buzão” 485. Além de estar com os assuntos em ordem com o Criador é bom deixar as coisas daqui em ordem.

Como não é bom deixar pepinos para quem fica o Google resolveu ter uma forma de você passar seus dados para alguém de confiança como um testamento virtual.

É simples ativar: Vá nas configurações da sua conta -> Serviço de Dados -> Empacotou.Com (não, eles não chamam assim, chamam de conta inativa)

Aí você estabelece um prazo para eles dizerem que sua conta está inativa e mandar os dados que você selecionar das suas contas Google para seu herdeiro virtual.

tela dead Google

Obviamente que morando no Brasil é bom não colocar um prazo muito curto. Vai que você é sequestrado e demora para negociar o resgate, vai que a Oi demora um mês para consertar sua internet, ou você dá uma de Pizzolato e foge da PF…

Neste serviço você também pode escolher que seus dados sejam apagados após o momento que o Google detectar que você tomou o chá da meia noite.

Existem inúmeros serviços para mandar mensagens em caso de você comer capim pela raiz, um deles gratuito que deixa mandar mensagens de texto para duas pessoas em caso de inatividade é o http://www.deadmansswitch.net , tem uma interface espartana mas ninguém precisa de um design Apple-like no caixão.

Em um mês temos o feriado de finados, sempre é bom aproveitar esta época do ano para pensar que nossa vida, mesmo a digital é passageira (tirando o cobrador e o motorista).

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Use sua partição do Bootcamp sem precisar sair do Mac OS X

Eu gosto do Mac e acho que quase tudo que eu usava no Windows tem uma versão ou uma alternativa que rode nativamente nele. No entanto, há algumas poucas coisas que não consigo fazer com ele. O Visual Studio, por exemplo, é um dos programas que eu acho que não vão ser portados para Mac tão cedo.

Uma solução é gastar R$200,00 no Parallels e mais R$90,00 a cada atualização para poder rodar o Windows de dentro do Mac. A performance não é ruim, mas eu acho muito caro e, se você deixar de comprar uma atualização, não tem direito a comprar uma outra com desconto. A política da Parallels não é das que mais pensam no consumidor, muito pelo contrário e, talvez por isso, tantas pessoas têm migrado para soluções mais baratas ou grátis, como VMWare e Virtualbox.

Outra solução para isso é instalar o Windows em numa partição através do Bootcamp e, quando quiser usar o Windows, reiniciar o computador por ele. Desta forma a performance é igual à de um Windows sendo executado num PC, já que não está sendo executado em conjunto com o Mac OS X. O que acontece é que há vezes que você precisa fazer uma coisa rápida no Windows e gostaria de poder rodar o programa sem ter que reiniciar o computador.

Ontem eu consegui fazer o VirtualBox, que é gratuito, executar o Windows da minha partição do Bootcamp de dentro do Mac, sem precisar criar outra imagem de disco. Desta forma ele acessa a própria partição para executar o Windows e você não precisa sair do Mac e parar o que está fazendo lá.

Este tutorial supõe que você já tenha o Windows instalado numa partição e que consiga usá-lo pelo Bootcamp. Eu estou usando o Mac OS X 10.9.5 e o VirtualBox 4.3.16. Além disso, você precisa ter coragem para usar o terminal do seu Mac. :)

1. Instale o VirtualBox no seu Mac:
Vá ao site do VirtualBox e baixe a última versão para Mac OS X. O link é este aqui. https://www.virtualbox.org/wiki/Downloads

2. Verifique as partições do seu disco:
Depois de instalar o VirtualBox, abra o Terminal (Eu costumo abrir pelo Spotlight) e digite o seguinte comando:

sudo diskutil list

O programa vai pedir uma senha. Use a sua senha de login no Mac.
A resposta será algo assim (dependendo do seu disco):

/dev/disk0
   #: TYPE NAME SIZE IDENTIFIER
   0: GUID_partition_scheme *500.1 GB disk0
   1: EFI EFI 209.7 MB disk0s1
   2: Apple_HFS Macintosh HD 370.5 GB disk0s2
   3: Apple_Boot Recovery HD 650.0 MB disk0s3
   4: Microsoft Basic Data BOOTCAMP 128.8 GB disk0s4

No caso do meu disco, a partição do meu Windows é a número 4 e usa o device disk0s4, que está em /dev/disk0s4

Atenção: Guarde esta informação acima. Eu vou usar /dev/disk0s4 até o fim do post, mas esse valor pode ser diferente no seu. Use o disco que estiver a sua partição do Bootcamp.

3. Desmonte a partição do Bootcamp.
Por padrão, o Mac monta a partição do Bootcamp toda vez que inicia. No terminal, digite o seguinte:

sudo umount -f /Volumes/Bootcamp

4. Mude as permissões de acesso do /dev/disk0s4.
O Windows ou o Bootcamp protegem a partição cada vez que você inicia o computador por ele, mas o VirtualBox precisa ter acesso total a ela para funcionar. Execute o comando abaixo no terminal:

sudo chmod 777 /dev/disk0s4

5. Crie um disco virtual que aponte para a partição do Windows.
Em seguida, crie o disco Virtual. Não se preocupe com espaço, ele não vai copiar a partição inteira para esse disco virtual, só vai fazer dois arquivos para guardar as informações de acesso à partição.
No terminal digite o seguinte comando:

sudo VBoxManage internalcommands createrawvmdk -filename Win7.vmdk -rawdisk /dev/disk0 -partitions 4
Atenção de novo! o parâmetro /dev/disk0 está certo. Não mude!
O número 4, logo depois de -partitions, é o número da sua partição do Windows.

Este comando irá criar dois arquivos na sua pasta Home, Win7.vmdk e Win7-pt.vmdk. Não mude de pasta esses arquivos!

6. Mude a permissão dos arquivos criados.

No terminal, digite o seguinte comando, trocando [[NOME DO SEU USUARIO]] pelo nome do seu usuário.

sudo chown [[NOME DO SEU USUARIO]] *.vmdk

Caso você não execute esse passo ou não execute o passo 4, você vai receber uma mensagem de erro do VirtualBox com o seguinte código: VERR_ACCESS_DENIED

Estamos quase lá! Coragem!

7. Crie a máquina virtual no VirtualBox

Inicie o VirtualBox e crie uma nova Máquina Virtual chamada “Win7″ e selecione a versão do seu Windows (no meu caso era Windows 7 64bits). Eu coloquei um pouco mais de memória que o recomendado (512MB). Sugiro que você coloque pelo menos 1024, ou mais, se seu Mac permitir.

Na hora de escolher o disco, marque a opção “Do not add a virtual hard drive”. Nós faremos isso depois. Ele vai reclamar que não tem disco. Basta clicar em Continuar.

8. Configure a máquina virtual e adicione o disco virtual

Selecione a máquina virtual Win7 e clique em “Settings”. Clique em “System” e depois em “Processor”. Aumente para 2 o número de CPUs para você ter mais performance.

Depois clique em “Display” e aumente a memória para 128MB e marque as duas “Extended features”.

Por último clique em Storage. Selecione Controller: IDE. Mude o type para ICH6 (pelo que eu li, não funciona direito com PIX3 ou PIX4).

Depois clique em “Add attachment” (um disquete com um +) e escolha add Hard Drive. e clique em “Choose existing disk”. Vá para a pasta que você salvou o arquivo Win7.vmdk (se você fez como eu falei acima, ele está na sua pasta Home) e escolha ele.

Clique em “Ok” e corra para o abraço! Você já pode iniciar sua máquina virtual. Clique em Start e veja que maravilha!

9. Crie um script para liberar as permissões antes de executar o VirtualBox

Toda vez que você reinicia o computador, o Mac monta a partição do Bootcamp e muda as permissões para protegê-la. Para executar o seu Windows sem precisar entrar no terminal toda hora, crie um Apple Script conforme abaixo e salve no seu Desktop:

--Make the BOOTCAMP Partition writeable
 
do shell script "chmod 777 /dev/disk0s4" with administrator privileges
 
tell application "Finder"
 
	if exists "BOOTCAMP" then
 
		--Eject BOOTCAMP Volume if Mounted
 
		do shell script "umount -f /Volumes/Bootcamp" with administrator privileges
 
	end if
 
end tell
 
--Launch Virtual Machine
 
do shell script "vboxmanage startvm Win7"

Para fazer isso, vá no Spotlight e busque AppleScript Editor. Cole o texto acima no editor e clique em “Compilar”. Depois salve o arquivo no seu Desktop. Sempre que quiser usar, clique no ícone do script e mande executá-lo.

Fontes:

http://www.kevinrockwood.info/2010/04/windows7-in-osx-with-bootcamp-and-virtualbox/
https://www.virtualbox.org/manual/ch09.html#rawdisk
https://www.virtualbox.org/wiki/Migrate_Windows

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O dia em que a Internet parou

Republico aqui, com atraso, a minha coluna quinzenal de um jornal de SP.

Comecei a usar a Internet em 1993, e somente uma vez vivenciei um colapso completo da grande rede mundial de computadores: no dia 11 de Setembro de 2001.

Era mais um dia normal de trabalho no InCor, em São Paulo, quando, às 9h46min (8h46min em Nova York) o 767-200ER que havia sido sequestrado por Mohamed Atta e seus homens se chocou contra a torre norte do World Trade Center. Logo após esse acontecimento, um colega de trabalho falou: ‘Puxa, um avião bateu no World Trade Center!”

Confesso que, neste momento, não dei nenhuma importância ao assunto e sequer olhei as notícias na Internet. Apenas comentei: ‘Que erro grosseiro do piloto!’.

Poucos minutos mais tarde, veio novamente meu colega: ‘Outro avião bateu num prédio em Nova York’. E eu, já mais atento, falei: ‘Que coincidência!’. Mas logo em seguida pensei, ‘Não pode ser…’

Foi aí que abri o velho (na época moderno) Internet Explorer 6 para ler as notícias. Vi então uma foto do que seria depois confirmado como o voo United 175, que tinha sido tomado por Marwan al-Shehhi e lançado contra a torre sul do edifício.

A partir daí todos começamos a recorrer à Internet para tentar entender o que se passava. Meia hora depois, outro avião caiu no Pentágono em Washington DC – e foi então a Internet parou. Sim, parou no mundo inteiro. Todos fomos, ao mesmo tempo, conferir o que acontecia e a infraestrutura que mantinha a rede funcionando na época não aguentou. A maior parte dos sites de notícias ficou fora do ar até o fim do dia. Só sobrou o rádio e a TV.

Os eventos daquele triste dia mudaram o mundo e mudaram também a infraestrutura e organização da Internet. E desde 2001, a web nunca mais parou dessa maneira.

9/11 Dias que nunca serão esquecidos

Dias que nunca serão esquecidos

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Problemas com o tema do blog

Desde o falecido NokiaBR eu usava um tema comercial do WordPress chamado Thesis, que me custou bastante caro na época, mas que era imbatível para algumas coisas que o WordPress não tinha nos idos de 2009.

Há mais ou menos um ano, esse tema teve um upgrade de versão e passou a se chamar Thesis 2. Na época li correndo o e-mail e entendi, errado, que o upgrade iria ser pago para todos e resolvi não gastar dinheiro com isso, ficando ainda na versão 1.8 que ainda funcionava.

O tempo passou e semana passada, depois de atualizar o blog para o WordPress 4, o tema velho parou de funcionar.

Primeiro demorei para saber que havia algum problema, porque ele não acontecia sempre e algumas páginas funcionavam (as que eu testei). Hoje tentei entrar numa página antiga e ela não abriu. Fui ver o log do apache e me deparei com a seguinte mensagem:

[notice] child pid XXXXX exit signal Segmentation fault (11)

Depois de eliminar a possibilidade de ser problema no Apache, porque os outros sites que rodam no mesmo servidor estavam aparentemente bem, tentei desativar todos os plugins sem resultado. Quando desativei o tema, o blog voltou a funcionar.

Fui ver o site do Thesis para ver se havia alguma atualização para o 1.8 que fosse gratuita para mim e, para minha surpresa, a minha licença tinha direito a atualização permanente (lifetime).

Baixei o Thesis 2 e instalei, mas ele não aproveita as configurações do Thesis 1.x. Por isso tive que configurar tudo manualmente.

Ainda me falta colocar o logotipo do blog no tema novo e traduzir tudo para português, mas, pelo menos, o blog está funcionando novamente. Vou fazendo os acertos aos poucos, tenham paciência, por favor. :)

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[Breaking News] – Larry Ellison deixou de ser o CEO da Oracle

A Oracle acaba de dar um passo histórico quando seu CEO Larry Ellison deixou, voluntariamente, o cargo hoje no fim da tarde.

Enquanto aguarda por mais notícias você pode ler o discurso (a história é falsa mas é legal) que ele teria dado em Yale.

 

ELLISON TO GRADS: DIPLOMAS ARE FOR LOSERS
Oracle CEO Urges Students to Drop out, Start up

NEW HAVEN, CONN. (SatireWire.com) — In one of the more controversial commencement addresses in memory, Oracle CEO and college dropout Larry Ellison told Yale’s Class of 2000 they were “losers” whose hard-won diplomas would never propel them into the ranks of the super rich.

Ellison addresses grads'

The evangelical Ellison, noting that college dropouts Bill Gates, Paul Allen, and Michael Dell were, like himself, on Forbes’ recent top 10 list of billionaires, urged freshmen and sophomores at the ceremony to “drop out and start up,” and added that the undereducated Yale security guards who ushered him off stage probably had a better shot at uber-wealth than graduating seniors.

What follows is a transcript of the speech delivered by Ellison at the Yale University last month:

“Graduates of Yale University, I apologize if you have endured this type of prologue before, but I want you to do something for me. Please, take a good look around you. Look at the classmate on your left. Look at the classmate on your right. Now, consider this: five years from now, 10 years from now, even 30 thirty years from now, odds are the person on your left is going to be a loser. The person on your right, meanwhile, will also be a loser. And you, in the middle? What can you expect? Loser. Loserhood. Loser Cum Laude.

“In fact, as I look out before me today, I don’t see a thousand hopes for a bright tomorrow. I don’t see a thousand future leaders in a thousand industries. I see a thousand losers.

“You’re upset. That’s understandable. After all, how can I, Lawrence ‘Larry’ Ellison, college dropout, have the audacity to spout such heresy to the graduating class of one of the nation’s most prestigious institutions? I’ll tell you why. Because I, Lawrence “Larry” Ellison, second richest man on the planet, am a college dropout, and you are not.

“Because Bill Gates, richest man on the planet — for now, anyway — is a college dropout, and you are not.

“Because Paul Allen, the third richest man on the planet, dropped out of college, and you did not.

“And for good measure, because Michael Dell, No. 9 on the list and moving up fast, is a college dropout, and you, yet again, are not.

“Hmm… you’re very upset. That’s understandable. So let me stroke your egos for a moment by pointing out, quite sincerely, that your diplomas were not attained in vain. Most of you, I imagine, have spent four to five years here, and in many ways what you’ve learned and endured will serve you well in the years ahead. You’ve established good work habits. You’ve established a network of people that will help you down the road. And you’ve established what will be lifelong relationships with the word ‘therapy.’ All that of is good. For in truth, you will need that network. You will need those strong work habits. You will need that therapy.

“You will need them because you didn’t drop out, and so you will never be among the richest people in the world. Oh sure, you may, perhaps, work your way up to No. 10 or No. 11, like Steve Ballmer. But then, I don’t have to tell you who he really works for, do I? And for the record, he dropped out of grad school. Bit of a late bloomer.

“Finally, I realize that many of you, and hopefully by now most of you, are wondering, ‘Is there anything I can do? Is there any hope for me at all?’ Actually, no. It’s too late. You’ve absorbed too much, think you know too much. You’re not 19 anymore. You have a built-in cap, and I’m not referring to the mortar boards on your heads.

“Hmm… you’re really very upset. That’s understandable. So perhaps this would be a good time to bring up the silver lining. Not for you, Class of ’00. You are a write-off, so I’ll let you slink off to your pathetic $200,000-a-year jobs, where your checks will be signed by former classmates who dropped out two years ago.

“Instead, I want to give hope to any underclassmen here today. I say to you, and I can’t stress this enough: leave. Pack your things and your ideas and don’t come back. Drop out. Start up.

“For I can tell you that a cap and gown will keep you down just as suredly as these security guards dragging me off this stage are keeping me dow…”

Copyright © 2000-2004, SatireWire.

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A independencia da Escócia pode ser ruim para seu site

Amanhã a Escócia vota se deixa o Reino Unido ou não. Atualmente o Não está na frente das pesquisas por uma mínima margem e tudo pode acontecer.

Tudo começou com este cara aqui:

Mas pode acabar com a bomba explodindo no colo de muitos webdesigner do mundo. O motivo dramático? Se a Escócia sair do Reino Unido a bandeira do Reino Unido vai perder o Azul e você vai ter que trocar aqueles ícones que indicam inglês no seu site.

ccb23abd5

Obviamente é brincadeira o que estou dizendo, não que a bandeira não vá mudar, há propostas inúmeras para isto, o fato é que no mundo bastante interligado uma mudança num lugar tem inúmeros impactos em países que não tem nada com a história.

Obs 1: Antes de sair chamando um escocês de Inglês dê uma olhada na diferença que há entre: Inglaterra, Grã Bretanha, Reino Unido, Commonwealth, Reinos da Rainha Elizabeth II.

Obs 2: Para acompanhas as pesquisas: http://www.bbc.com/news/events/scotland-decides/poll-tracker

Obs 3: Os catalães estão de olho nisto. Se a Escócia sair do Reino Unido e não for chutada da união Européia vai abrir a temporada de independências na Europa.

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Há 10 anos o vírus da raiva começava a sofrer sua primeira derrota

Ontem foi o décimo aniversário (12/09/2002) do dia que a menina Jeanna Giese contraiu raiva pela mordida de um morcego que ele quis tirar da igreja onde assistia a Missa dominical com seus pais.

A raiva humana é a doença mais letal que a humanidade conhece. Esqueça Ebóla, Varíola, AIDS, Glioblastoma Multiforme e Câncer de Pâncreas em estágio 4. A raiva era a única doença que tinha 100% de mortalidade. Uma vez iniciados os sintomas não havia um único caso de raiva humana em que a pessoa, não vacinada, tenha sobrevivido.

Quando os pais de Jeanna ouviram o diagnóstico, talvez tenham se lembrado deste fato e que era questão de dias até verem sua filha morta. O fato é que sua filha foi internada em Milwaukee no estado de Wisconsin nos EUA e lá um médico, o Dr. Rodney Willoughby, Jr., que nunca havia tratado um caso de raiva humana resolveu investir num método, que ele pensou baseado em buscas que fez na Internet, que depois foi conhecido como o protocolo de Milwaukee.

No dia 1 de Janeiro de 2005 Jeanna voltou para sua casa, recuperou a saúde, fez faculdade, está noiva e leva uma vida normal.

Ontem ela usou o Twitter para lembrar dessa data que deu início a um processo que levou ao vírus da raiva humana a sofrer sua primeira derrota. Após Jeanna outras pessoas já foram tratadas com sucesso pelo protocolo de Milwaukee, que vem passando por aprimoramentos.

Confira o documentário que conta toda a história

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Agora bateu o record

Que o jornalismo online e offline anda um lixo no Brasil todos sabemos. Agora não ter a mínima noção de valor das coisas é a cereja do bolo.

Veja abaixo a notícia, comento depois.

Captura de Tela 2014-08-24 às 07.03.11

Pronto, acabaram os problemas da Ucrânia. Dois milhões de Euros investidos no Exército vai fazer dela uma super potência que assombrará a Rússia por muitos e muitos anos.

Não que dois milhões de euros seja pouca coisa em si, para mim é uma fortuna, agora para um exército é troco de pinga.

Se o jornalista se desse ao trabalho de fazer uma pequena busca na Internet veria que o exército da Ucrânia tem quase 130 mil pessoas e um orçamento anual de 20 Bilhões de Grívnias que dá US$ 1.5 Bi. Se você investe 2 milhões de Euros você pode gastar 15 euros com cada soldado e isso dá para comprar um estilingue para cada um.

Tremei Rússia.

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G1 segue na sua saga de burrice

Não saber traduzir a notícia vá lá. Não ter nenhuma noção de geografia e não se dar o trabalho de consultar mapa aí é complicado.

Captura de Tela 2014-08-16 às 22.56.39

Captura de Tela 2014-08-16 às 22.57.12

Proibir vôos e diferente de fechar fronteira, neste é caso bastante difícil fechar a fronteira que não há.

Jornalismo digital (e não digital também) segue cavando no fundo do poço.

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O Orkut morreu, quem é o culpado?

Era uma vez o Orkut, uma rede social à qual quase todo mundo pertencia e que era de longe a mais popular no Brasil. Hoje ela veio a falecer depois de um longo período moribunda e é mais um produto do Google que morre.

O Google mata seus produtos com mais facilidade que Stalin matava seus colaboradores. Leon Trotsky era um grande parceiro do pessoal do Stalin teve que fugir para o México e levou um machado na cabeça. Acidentes similares aconteceram com cerca de 1.5 milhões de outros soviéticos que um dia foram caras muito legais e depois eram inúteis e inimigos.

Guardadas as devidas proporções é este tipo de insegurança que o Google gera ao lançar a nova revolução e matar depois. Assim foi com o Google Wave que seria aquele que revolucionaria o e-mail, assim foi com o Google Buzz que competiria com o Twitter, assim foi com o o próprio Google Glass que vai minguando.

Obviamente que a morte do Orkut é algo que era já aguardado há muito tempo, mas esta falta de garantia de suporte das coisas leva a pensarmos quando o Google lança as coisas: “vale a pena usar isto? Será que vou começar a usar e vão matar depois?”

Você quando for comprar aquele Android super bonito pense bem nisto antes.

Deixe aqui sua flor na cova dos produtos que o Google matou: http://thedroidguy.com/2013/03/leave-a-flower-for-a-defunct-google-product-in-the-google-graveyard-55202

orkut

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Como ficar 15 dias sem celular, perder tudo que há nele e sobreviver

Estava com um problema na bateria do meu iPhone 4S desde o início deste ano. O problema me fazia carregar a bateria três vezes por dia quando usava normalmente e duas vezes por dia quando deixava ele parado em cima da mesa durante o expediente.

Em abril resolvi acionar a garantia da Apple. A primeira tentativa foi ir direto à recém inaugurada loja da Apple no Village Mall (esse shopping vale um post depois). Chegando lá, descobri que precisava marcar hora para ser atendido e que era melhor abrir um chamado por telefone na própria Apple. Foi o que eu fiz ali mesmo na loja, mas, como era domingo, precisaria aguardar até a segunda-feira para ser atendido por alguém. Sem problemas.

Na segunda liguei para lá e o atendimento foi diferente de qualquer atendimento de suporte que já recebi até hoje. Nada robótico, nenhum gerundismo, mas não sei se gostei de ser chamado de “cara” a cada vez que o atendente (analista de suporte, segundo a Apple) se referia a mim. Depois de instalar alguns perfis de teste no celular, o atendente viu que não estava funcionando e me pediu para zerar o celular. Como faço (fazia) backup diariamente no iCloud, zerei o celular e tentei instalar o tal perfil de análise da bateria, mas não funcionou.

Ele me pediu para recuperar o backup e usar por mais uns dias para ver se só de reinstalar os programas, o problema se resolvia. Recuperei o backup, reinstalei a tralha toda e nada. A bateria continuava terrível. Umas semanas depois liguei de novo para lá e me mandaram fazer a mesma coisa, zerar o celular, instalar tudo de novo. Insisti que já tinham me falado para fazer aquilo e não tinha funcionado. Depois de muita insistência (e vários “cara”), o sujeito resolveu me encaminhar para a assistência. Me deu o endereço de duas aqui no Rio.

No início do mês, fui a uma das duas assistências e fui rapidamente atendido. Me disseram que eu deveria deixar o celular lá zerado para que eles fizessem manutenção. Na mesma hora fiz o processo de restaurar as opções de fábrica e apagar tudo e deixei o celular para consertar lá. O prazo padrão era de 30 dias, mas disseram que antes disso deveria estar pronto, porque era só trocar a bateria.

Como não tenho outro celular, fiquei offline mesmo. Nada de Whatsapp, nada de ver Facebook na hora do almoço, nada de responder email na rua, etc. Ah, e nada de receber ou fazer ligações telefônicas na rua também. :D

Em casa eu poderia usar o iPod ou o Galaxy Tab 7″ no WiFi. Na rua eu estaria como sempre estive desde 1976 até 1999, sem celular. Offline.

Aproveitei os tempos de trânsito no metrô para ler no Kindle. Viajei para Vitória sem celular e as únicas fotos que fiz foram com os olhos e estão na minha cabeça (a propósito, que cidade legal!). Marquei uma reunião num café com um cliente e, em vez de dizer “te ligo quando estiver chegando”, tive que dizer “tal hora estarei na porta do café”. Escandalizei algumas pessoas quando disse que estava sem celular e que não estava sentindo falta.

Nas poucas vezes que precisei telefonar na rua, recorri, sem sucesso, a orelhões. Todos os que tentei usar estavam quebrados e cobertos de propagandas pornográficas. Se há algum telefone público que funcione aqui no Rio de Janeiro, eu não encontrei. Sei que a Anatel deveria exigir isso da Oi, mas em tempos de agências loteadas a “cumpanheiros”, nem adianta ligar para lá para reclamar.

Durante o tempo de reparo, me mandaram um email da assistência dizendo que iria demorar mais uns dias o reparo porque a Apple estava demorando para entregar as peças para eles. Fazer o que? Esperar…

15 dias se passaram, meu celular ficou pronto e fui lá buscar. De volta a um WiFi, antes de fazer qualquer coisa ou instalar qualquer programa, resolvi recuperar o backup e, para minha surpresa, o celular dava erro na hora na hora de recuperar o backup do iCloud.

Telefonei de novo para a Apple e, depois de muita conversa e muitos testes, o sujeito chegou à seguinte conclusão: “Cara, eu nunca vi isso acontecer. Os três arquivos de backup no iCloud feitos pelo seu celular estão corrompidos. Não há o que fazer. Você devia ter feito backup pelo iTunes também. É mais garantido.”

angry_baby

Ducha de água fria… Por causa de uma bateria que eu mesmo poderia trocar em 10 minutos como fiz com o iPhone 4 que eu tive, fiquei 15 dias sem celular e agora havia perdido todos os meus dados.

Liguei de novo para a Apple na tentativa de cair com outra pessoa que talvez fosse mais esperta. Pior, pela primeira vez fui maltratado por telefone pela moça que me atendeu que disse que não tinha jeito, eu havia perdido tudo. Desliguei (fui desligado pela moça) e liguei novamente. Fui atendido por um sujeito atencioso que disse que ia tentar direto com o suporte interno deles. Demorou um tempão e voltou com a mesma resposta. “Não há como recuperar nenhum dos 3 últimos backups que seu telefone fez no iCloud”. A única coisa que ele me disse de diferente foi: “você pode tentar é recuperar esse backup em outro telefone para ver se o problema não é no aparelho”. Para isso eu precisaria apagar o iPhone da minha esposa e confiar no backup do iCloud ou do iTunes.

Fiz os dois backups no celular dela (iTunes e iCloud) e zerei o pobre do aparelho. Fui tentar recuperar o meu backup do iCloud no aparelho dela e deu o mesmo erro. Realmente o arquivo estava corrompido. Na hora de recuperar o backup do celular dela pelo iTunes, para minha surpresa, o celular dela não voltou com quase nada recuperado. Por sorte, consegui recuperar tudo no celular dela pelo backup do iCloud.

No fim da história, tive que ir instalando programa por programa no meu celular e recuperando o que pudesse nele. Basicamente só consegui recuperar os contatos e as conversas do Whatsapp (que não têm a menor importância). Aliás, havia mais de 1200 mensagens não lidas em grupos o Whatsapp… Obviamente não li quase nada disso.

Em uma tentativa de conseguir recuperar os dados, baixei um programa que custa 80 dólares que diz conseguir ver o que há no backup do iCloud (apesar de não conseguir colocar de volta no celular). Instalei a versão de testes gratuita e baixei um dos arquivos de 3.6GB. O programa conseguiu me mostrar todas as fotos e vídeos que havia no celular. Aí eu pergunto: Será que está corrompido mesmo o arquivo? Ainda não gastei os 80 dólares para tirar a prova, mas acho que vou fazer isso em breve.

Deste episódio tiro as seguintes consequências:

1) Dá para sobreviver perfeitamente sem celular. É impressionante como achamos que ficamos dependentes do celular. No entanto, sem ele, pouca coisa parou de funcionar na minha vida e o que parou, era completamente supérfulo e não fez muita falta. No caso de pessoas que precisam ser encontradas em qualquer lugar (médicos, técnicos, profissionais liberais, etc.) isso não dá certo e essas pessoas precisam de um celular. Mas no geral, ninguém morre se ficar offline por uns dias.

2) O backup do iCloud é uma porcaria. Como é que ele faz um backup e não verifica a integridade dos dados que recebeu? Como é que ele salva em cima de backups bons, haja visto que consegui recuperar outras vezes, um backup corrompido? Apple, você precisa rever isso!

3) O backup do iTunes não é a mesma coisa que o backup do iCloud. Várias coisas foram perdidas no celular da minha esposa mesmo depois de fazer o backup no iTunes e só com o backup do iCloud recuperei tudo. Em todo caso, se eu tivesse um backup do meu celular no iTunes, teria alguma coisa a mais de dados do que tenho hoje…

4) Nunca mais deixo nada na assistência se eu puder fazer o conserto sozinho. Se não for um defeito grave, vou tentar consertar em casa mesmo, comprando as peças em sites de peças. Já havia feito isso diversas vezes com outros iPhones, com o Mac e com o iPod. O tempo perdido e os dados perdidos não valeram a pena ter poupado essa bateria por ter levando na garantia. Se eu tivesse trocado em casa, com certeza não precisaria apagar tudo do aparelho para uma troca de bateria.

Apple, I'm not angry. I'm disappointed.

UPDATE 1:
Comprei o programa, mas, infelizmente ele não recupera tudo. Ele só recupera fotos, vídeos, PDF, contatos, calendários, mensagens, histórico de chamadas, mas não recupera arquivos do tipo plist nem sqlite, que eram os que eu mais precisa ver recuperados. As fotos eu recuperei do iPhoto, os contatos e calendários eu consegui baixar do iCloud (não do backup). Agora os dados dos programas mais importantes estavam guardados em arquivos plist e sqlite, que não puderam ser recuperados. Pedi suporte ao desenvolvedor, mas não sei se vou conseguir algo.

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